sexta-feira, 12 de março de 2021

Nordeste fecha compra de 37 milhões de doses de vacina Sputnik

 

Os nove estados do Nordeste fecharam a compra de cerca de 37 milhões de doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (12) pelo governador da Bahia, Rui Costa, em vídeo postado nas redes sociais. Segundo o governador, a Bahia deve receber quase 10 milhões de doses do imunizante. Já o governo de Pernambuco disse que só vai se pronunciar sobre o assunto neste sábado (13). 

"Conseguimos finalizar a compra de 37 milhões de doses, para os estados do Nordeste, da vacina Sputnik. Com isso, a Bahia ficará com quase 10 milhões de doses, para imunizar 5 milhões de baianos e baianas", afirmou.

A Sputnik V ainda não tem autorização de uso emergencial concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo federal também negocia a compra de mais 10 milhões de doses do imunizante russo.

Salvador prorroga restrições
Na capital baiana, o prefeito Bruno Reis também anunciou nesta sexta-feira a prorrogação das medidas de restrição de circulação de pessoas na cidade, para conter a disseminação da covid-19. As medidas, que ficarão em vigor pelo menos até o dia 22 deste mês, incluem a proibição de atividades não essenciais e o fechamento de praias, parques e clubes, além do toque de recolher, que vigora diariamente entre as 20h e as 5h.

Segundo o prefeito, as medidas já estão surtindo efeito, mas a pressão nos sistema público de saúde continua muito forte. Bruno Reis disse que, no setor privado, há 55 pacientes aguardando leito de unidade de terapia intensiva (UTI). Nos hospitais da rede pública, o número de pacientes na fila é de 76. 

"Só com isolamento social, reduzindo a taxa de contágio, é que a gente vai conseguir passar por esse momento crítico, o pior momento que Salvador está vivendo desde a chegada do coronavírus no Brasil", afirmou o prefeito em vídeo postado nas redes sociais. (Por Agência Brasil).


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quinta-feira, 11 de março de 2021

Senado aprova abertura de mais delegacias da Mulher

 

PL prevê especializadas em cada microrregião de cidades mais populosas

Alexandre Carvalho/Governo do Estado de São Paulo

O Senado aprovou hoje (11) o Projeto de Lei (PL) 781/2020, que prevê a abertura de mais delegacias da Mulher. O projeto determina que a União repasse verbas para abertura de pelo menos uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município mais populoso de cada uma das suas microrregiões. O PL vai à Câmara dos Deputados.

O repasse dos recursos deverá ocorrer em até cinco anos. Essas unidades deverão ter funcionamento ininterrupto, inclusive nos fins de semana, para atendimento de mulheres vítimas de qualquer tipo de violência. O projeto prevê ainda que as delegacias tenham policiais femininas, preferencialmente.

O autor do projeto, senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL), argumentou que muitas mulheres deixam de registrar ocorrência após sofrerem violência por não haver delegacia especializada no município em que residem ou porque a delegacia existente não funciona no fim de semana. Segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 91,7% dos municípios brasileiros, não há delegacia especializada de atendimento à mulher.

O relator da matéria, Fabiano Contarato (Rede-ES), destacou outros números em seu parecer. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020 mostram que o número de feminicídios registrados passaram de 929 em 2016 para 1.326 em 2019, um aumento de 43% no período.

“Mesmo com a redução nos homicídios em 2018 e 2019, o número de casos de feminicídio registrados continuou a subir, assim como sua proporção em relação ao total de casos de homicídios com vítimas mulheres”, destacou o relator.

Delegado da Polícia Civil, Contarato enfatizou a importância de delegacias especializadas, que tratem a mulher com a sensibilidade e dignidade necessárias em um momento tão crítico de violência sofrida. “As delegacias especializadas são essenciais, pois são estruturadas para não reproduzirem o machismo na sociedade, evitando a revitimização da mulher, e possuem um ambiente acolhedor desde o primeiro atendimento da vítima.” (Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Nádia Franco



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Efeito Lula: Terra volta a ser redonda na live de Bolsonaro

 

Bolsonaro em live nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Não foi só o uso da máscara que surtiu como efeito Lula por parte de Jair Bolsonaro, um dia depois da histórica coletiva do ex-presidente Lula, transmitida em todos os veículos de comunicação do País, em que ele apareceu de máscara e criticou o negacionismo do governo em relação à pandemia do coronavírus.

Em sua live nas redes sociais nesta quinta-feira (11), Bolsonaro apareceu com um globo em cima da mesa. Não por menos: em sua fala, Lula pediu ao ministro de Ciência e Tecnologia de Bolsonaro, Marcos Pontes, que foi astronauta, informar o presidente que o planeta é redondo. (Brasil247).

A cena já virou piada nas redes sociais. Confira algumas reações:


 

 


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Bolsonaro critica novamente restrições impostas por governadores

 

Para presidente, vírus e desemprego são problemas que se agravam (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

O presidente Jair Bolsonaro criticou novamente, hoje (11), as medidas restritivas impostas por governadores como prevenção à disseminação do novo coronavírus no país. Para Bolsonaro, %u201Clockdown não é remédio%u201D para o combate ao vírus e pode agravar situações, como o desemprego e a saúde mental da população.

"Sou preocupado com vidas", disse o presidente. "Mas, como sempre disse, a economia e a vida tem que andar de mãos dadas. Temos dois problemas que se agravam, o vírus e o desemprego".

Bolsonaro participou nesta quinta-feira, por videoconferência, de encontro da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também discursou no evento.

De acordo com o presidente, somando com auxilio emergencial, foi gasto no ano passado por volta de R$ 700 bilhões para enfrentamento à pandemia de Covid-19. "Lá atrás quando se decidiu pela política de lockdown, do confinamento, do 'fica em casa', o objetivo era dar tempo dos hospitais se aparelharem, para que fossem feitos hospitais de campanha, para que fizessem leitos de UTIs, se comprassem respiradores. E não faltou dinheiro por parte do governo federal", disse. (
Por: Agência Brasil).



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Marco Aurélio, Fux e Alexandre de Moraes batem boca no STF (vídeo)

Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Alexandre de Moraes (Foto: Reprodução)

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira (11) foi marcada por um bate-boca quente entre ministros da Corte.

Quando o ministro Alexandre de Moraes se manifestou pelo adiamento do julgamento de denúncia contra o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), Marco Aurélio pediu que a Corte pautasse o abrandamento da prisão do parlamentar e acionou o presidente do Supremo, ministro Luix Fux.

Fux, por sua vez, alegou que Alexandre de Moraes é o relator da matéria e, portanto, cabe a ele decidir quando a questão será votada. Marco Aurélio então esbravejou, chamando Fux de "autoritário".

Em seguida, Moraes se disse desrespeitado por ter sido afrontado por Marco Aurélio. O decano da Corte então o chamou de "xerife".

Em outubro de 2020, Marco Aurélio e Fux já haviam protagonizado outra discussão acalorada no Supremo. (247).

Assista:



Venezuela pede intervenção da ONU no Brasil para conter pandemia

 

Nicolás Maduro e Jair Bolsonaro (Foto: © EPA/Miguel Gutierrez/Agência Lusa | ABr)

A Venezuela pediu, na quarta-feira, 10, que a Organização das Nações Unidas (ONU) intervenha no Brasil para controlar a pandemia da Covid-19 no país. Segundo o presidente venezuelano Nicolás Maduro, a situação da pandemia do Brasil é uma “tragédia”.

"O Brasil registrou hoje um novo número recorde de mortes por dia pela Covid-19. Há quatro dias ratificamos ao secretário-geral da ONU, António Guterres, o que alertamos há nove meses: a ONU deve intervir para que o governo brasileiro assuma e controle a tragédia, e assim proteja toda a América do Sul", disse o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreza, no Twitter.

O ministro também carta do dia 6 de março e dirigida para o secretário-geral da ONU na qual o governo de Maduro solicita "urgentes gestões e bons ofícios" junto às autoridades do Brasil, principalmente Jair Bolsonaro, para que reconheça a gravidade da pandemia e coordene com os países vizinhos ações contra a Covid-19.

Na carta, o governo venezuelano diz que  a "alarmante dinâmica epidemiológica" no Brasil é "uma consequência da reiterada negligência criminosa" de Bolsonaro, o "principal obstáculo" para salvar vidas no "pior momento da pandemia".

"O presidente Jair Bolsonaro e seu governo se tornaram o pior inimigo dos esforços nacionais, regionais e internacionais, incluindo aqueles em níveis bilateral e multilateral, para mitigar os efeitos devastadores da pandemia da covid-19 na região de América Latina e Caribe", afirma o texto. "O Brasil está sendo levado a uma verdadeira catástrofe humanitária que põe em perigo (...) a estabilidade de nossa região", continua. (247).


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Pandemia de coronavírus completa um ano com mais de 2 milhões de mortes

 

foto: AFP / Punit PARANJPE

Há exatamente um ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a covid-19 como pandemia, preocupada com os "níveis alarmantes de propagação". Depois de meses de caos e esforços, os países se organizaram para enfrentar a doença, mas a resposta continua desigual de acordo com as regiões.

 
 
Até o momento, o vírus matou pelo menos 2.613.983 pessoas em todo planeta, e mais de 117,6 milhões de casos foram registrados, segundo um balanço da AFP.

País mais afetado com mais de meio milhão de mortos, os Estados Unidos aceleram a vacinação. Na quarta-feira (10/03), foi aprovado um plano de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão, uma "vitória histórica" para o presidente Joe Biden e uma lufada de ar que insufla otimismo.

Quase US$ 15 bilhões serão dedicados à vacinação, US$ 50 bilhões, a testes e rastreamento de contatos, e outros US$ 10 bilhões, à produção de vacinas.

Mais de 93 milhões de doses de vacina já foram aplicadas no país, que fez pedidos suficientes para receber até o fim de maio a quantidade necessária para vacinar todos os americanos. Apesar da notícia, Biden pediu a negociação de um contrato de 100 milhões de doses adicionais com a Johnson & Johnson.

O número diário de mortos caiu para 1.600 em média durante a semana passada, contra 2.000 nas semanas anteriores.
 
"2021 será muito duro"

A situação é muito mais complicada no Brasil, que parece em uma crise cada vez mais profunda. Na quarta-feira, o país bateu mais uma vez o recorde de mortes em 24 horas (2.286).

"Estamos no pior momento da pandemia no Brasil, o índice de transmissão com as variantes torna a epidemia ainda mais grave. O ano de 2021 será ainda mais difícil", disse à AFP a pneumologista Margareth Dalcolmo, da Fiocruz.

"Estamos preocupados com a situação no Brasil. Este é um forte lembrete da ameaça de um novo ressurgimento, uma vez que as áreas gravemente atingidas pelo vírus continuam a ser muito vulneráveis a infecções", declarou a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne.

A vacinação começou de maneira tardia no país, que já registrou 270.656 mortes provocadas pela covid-19. O presidente Jair Bolsonaro minimiza a pandemia e é contrário a fechar estabelecimentos comerciais para, segundo ele, preservar empregos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente o atual governo.

"Não sigam nenhuma decisão imbecil do presidente da República ou do Ministério da Saúde. Tomem vacina", disse Lula na quarta-feira, anunciando que ele próprio esperava ser vacinado na próxima semana.

Brasil e México concentram dois terços das mortes na América Latina e Caribe, região que tem balanço conjunto de 703.922 vítimas fatais e 22. 260.740 casos, segundo os números atualizados da AFP.

Crianças com fome, isoladas

Em um ano, a pandemia também provocou o retrocesso de todos os indicadores que medem o desenvolvimento de crianças e adolescentes no mundo, adverte o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

"Aumentou o número de crianças com fome, isoladas, abusadas, ansiosas, que vivem na pobreza e são forçadas a se casar", afirmou a diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore.

"O acesso à educação, socialização e serviços essenciais, incluindo saúde, nutrição e proteção diminuiu. Os sinais de que as crianças carregarão as cicatrizes da pandemia nos próximos anos são inconfundíveis", completou.

Entre seis e sete milhões a mais de crianças podem ter sofrido desnutrição em 2020, um aumento de 14% que pode ser traduzido em mais de 10.000 mortes adicionais por mês, principalmente na África Subsaariana e no sul da Ásia.

Além disso, o coronavírus também provocou a suspensão das campanhas de vacinação contra outras doenças, como o sarampo, em 26 países, o que aumenta as ameaças à saúde dos não imunizados.

Fore pediu que as crianças estejam no "centro dos esforços de recuperação", com "prioridade" para a reabertura das escolas e a proteção social das famílias, inclusive com transferência de renda, para evitar "uma geração perdida".

Expectativa de vida

Na Europa, persistem vários pontos preocupantes, como a região de Tirol na Áustria, Nice e Moselle na França, Bolzano na Itália, e áreas da Baviera e Saxônia na Alemanha.

A França vai transferir os pacientes de algumas regiões para aliviar os hospitais que estão lotados, sobretudo na região de Paris.

A Polônia também está preocupada com um novo recorde de contágios que as autoridades atribuem ao "relaxamento crescente" daContinua depois da publicidade
população e à propagação da variante inglesa.

Na Itália, a expectativa de vida caiu quase um ano, para 82,3 anos, devido à pandemia, de acordo com as estatísticas oficiais.

Um estudo publicado na quarta-feira calcula que a variante britânica é 64% mais mortal.

Para cada 1.000 casos detectados, a variante britânica provoca 4,1 mortes, contra 2,5 do coronavírus original, concluíram os autores do estudo publicado na revista médica BMJ. (Por: AFP).


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