quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Dino determina investigação da PF sobre apagão que afetou mais de 29 milhões de pessoas

Ministro da Justiça disse que vai encaminhar à Polícia Federal o pedido de investigação feito pelo Ministério de Minas e Energia

(Foto: ABr)

O ministro da Justiça, Flávio Dino, revelou que irá encaminhar à Polícia Federal um ofício requisitando uma investigação preliminar acerca do recente apagão que afetou consumidores de 25 estados e do Distrito Federal na terça-feira (15). Apagão coloca no centro do debate necessidade de reestatizar a Eletrobrás

De acordo com Dino, peritos serão designados para examinar as informações apresentadas pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Este último havia anunciado que solicitaria a colaboração da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Informações (Abin) para investigar a possibilidade de ação intencional relacionada ao incidente, revela reportagem do jornalista Adréia Sadi, do G1. A partir desta análise inicial, a Polícia Federal decidirá se será necessário instaurar um inquérito policial para aprofundar a investigação.

Até o momento, o governo federal não detalhou as causas específicas do apagão. Na terça-feira, Alexandre Silveira mencionou que o incidente foi originado por um "evento" no Ceará e outro em local ainda não identificado pelas autoridades.

Segundo as informações do Ministério de Minas e Energia (MME), o apagão afetou cerca de 29 milhões de consumidores em todos os estados do país, com exceção de Roraima, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) onde ocorreu a falha. O episódio resultou na paralisação de serviços como metrôs, escolas e consultórios, causando transtornos no trânsito e prejuízos comerciais em diversas regiões. - 247.


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No encerramento da Marcha das Margaridas, Lula repete frase histórica: "os fascistas jamais evitarão a chegada da primavera"

Presidente lembrou do apoio do movimento enquanto ele estava injustamente preso: “estava distante mas ouvi o grito de vocês por justiça. Ouvi quando vocês repetiram ‘Lula livre’”

Lula na Marcha das Margaridas (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


O presidente Lula (PT) participou nesta quarta-feira (16) do encerramento da Marcha das Margaridas, a 7ª edição da manifestação de mulheres agricultoras. O presidente iniciou seu discurso repetindo a frase histórica que disse em 2018, em São Bernardo, quando estava prestes a ser preso injustamente pela Polícia Federal em decorrência da Operação Lava Jato: "os poderosos, os fascistas, os golpistas podem matar uma, duas ou três margaridas, mas jamais evitarão a chegada da primavera".

Ele ainda lembrou do apoio das chamadas 'margaridas' enquanto estava no cárcere: "o Brasil voltou com a ajuda das mãos de cada uma de vocês. Quando vocês andavam sob o sol dessa Esplanada em 2019, na última marcha, eu estava preso em Curitiba, vítima de uma perseguição dos que querem impedir o Brasil de mudar. Eu estava distante, mas ouvi o grito de vocês por justiça. Ouvi quando vocês repetiram por tantas vezes o clamor por ‘Lula livre’. Aqui em Brasília o companheiro Fernando Haddad leu minha resposta a uma carta de vocês. Nela eu afirmava, e eu reafirmo novamente agora, o nosso compromisso de construir um país justo, melhor, mais carinhoso com as mulheres e mais generoso com os mais pobres".

Mais à frente, ele declarou: "é importante que a imprensa registre e fotografe vocês, porque a única razão pela qual eu voltei a ser presidente da República desse país, tirando aquele fascista, aquele genocida do poder, foi para provar a este país e para provar ao mundo que esse país tem condição de tratar o seu povo com respeito, de melhorar a vida de vocês, que esse país pode cuidar da saúde das nossas crianças, da saúde do nosso trabalhador, da saúde das nossas mulheres. Eles têm que saber que filho de agricultora vai entrar na universidade e vai virar doutor. Eles têm que saber que nós não queremos apenas andar de jegue - se bem que a gente ama nosso jeguinho. A gente quer andar de carro, quer ter moto, quer ter o que a gente precisar. Eles têm que saber que nós queremos melhorar de vida. Chega de 500 anos de exploração, em que a gente melhora um ano e eles botam desgraça na nossa vida outra vez". 

"Esse governo nunca faltará com vocês. quero que vocês saibam que vocês não têm nesse governo um presidente da República. Vocês têm um companheiro de vocês que jamais se negará a conversar com vocês. Quero que vocês saibam que todos esses ministros e ministras que estão aqui só têm sentido de estarem no governo para atender o povo brasileiro que mais necessita, que mais precisa do estado”, finalizou.

Leia na íntegra o discurso do presidente:

É uma alegria enorme estar aqui mais uma vez.

A felicidade é ainda maior por poder assinar na frente de todas vocês esses atos que convergem para a autonomia econômica e inclusão produtiva das mulheres rurais.

A retomada da reforma agrária, com atenção especial a famílias chefiadas por mulheres.

Os quintais produtivos para segurança alimentar e nutricional.

O estímulo maior à Agroecologia, para produção de comida de verdade, saudável, sem agressão ao meio ambiente.

O acesso à terra, à titulação, ao crédito, aos equipamentos e a todo apoio necessário para plantar e produzir cada vez mais.

Prioridades definidas por vocês.

Demandas que temos o prazer de atender para que as mulheres do campo, das florestas e das águas possam viver com dignidade, tendo assegurados seus direitos civis, políticos e sociais.

Companheiras,

O Brasil voltou. Voltou para dar atenção à mulher do campo e cuidar das brasileiras e dos brasileiros que mais precisam.

O Brasil voltou com ajuda das mãos de cada uma de vocês! 

Quando vocês andavam sob o sol dessa Esplanada, em 2019, na última marcha, eu estava preso em Curitiba, vítima de uma perseguição dos que querem impedir o Brasil de mudar.

Eu estava distante, mas ouvi o grito de vocês por justiça, ouvi quando repetiram tantas vezes o clamor Lula Livre.

Aqui em Brasília, o companheiro Fernando Haddad leu minha resposta a uma carta de vocês.

Nela, eu reafirmava, e reafirmo novamente agora, nosso compromisso de construir um país melhor. 

Um país mais carinhoso com as mulheres e mais generoso com os mais pobres.

Um país em que nenhuma mãe, do campo ou das cidades, passe pelo sofrimento de não ter o que dar de comer aos filhos.

Um país em que todas e todos possam tomar café da manhã, almoçar e jantar todos os dias.

Um país em que as crianças e jovens tenham oportunidade de estudar.

Um país com emprego, melhores salários e oportunidades iguais.

Um país sem violência doméstica, com menos armas e mais livros.

Um país construído em conjunto, ouvindo os diferentes setores da sociedade.

Um país feito pelas mãos de mulheres como vocês, margaridas, que se organizam e lutam pelo sonho de um amanhã melhor.

Mulheres que saíram de tantos cantos do Brasil e do mundo, que viajaram quilômetros e longas horas para somar sua voz a esse grito de esperança.

Mulheres do Cerrado, da Caatinga, da Amazônia, da Mata Atlântica, dos Pampas e do Pantanal.

Mulheres dos quilombos e das terras indígenas.

Mulheres que plantam o alimento e semeiam amor.

Mulheres de tantas lutas e histórias.

Muito obrigado por estarem aqui.

Vocês são parte fundamental desse Brasil que volta à democracia, à justiça social e à busca do bem viver.

Margaridas,

É preciso criar uma cultura de respeito no campo e nas cidades. Não toleramos mais discriminação, misoginia e violência de gênero.

Não podemos conviver com tantas mulheres sendo agredidas e mortas diariamente dentro de suas casas.

Como também não é possível achar normal que, exercendo a mesma função, uma mulher ganhe menos do que um homem.

A mulher não é e não pode ser tratada como cidadã de segunda categoria.

Vocês são protagonistas da história e podem fazer escolhas.

Companheiras,

É esse país que nós queremos construir.

É esse o país que estamos construindo com vocês, e que dialoga com as reivindicações que vocês nos entregaram.

Trabalhamos para o fim da violência, do racismo e do sexismo.

Pela proteção da natureza e justiça ambiental e climática.

Pela segurança alimentar e nutricional.

Pela qualidade da saúde e da educação públicas.

Pelo acesso à terra e crédito para produção.

Pela universalização da internet e inclusão digital.

Pela autonomia da mulher do campo e oportunidades para seus filhos.

Nossas pautas são convergentes. Nossos sonhos são os mesmos.

Foi para isso que eu voltei.

Para fazer do Brasil um país capaz de corrigir as injustiças. 

Um Brasil sustentável, que viva em harmonia com a natureza, sem necessidade de destruir nossas florestas.

Que bom estar de mãos dadas com tantas margaridas na reconstrução do Brasil.

O Brasil voltou para retomar a rota de crescimento, gerar emprego, mudar a vida dos mais pobres.

Era o que fazíamos até o golpe na presidenta Dilma.

A gente sonhava e construía juntos um Brasil melhor para todas e todos, com um olhar especial para os que mais precisam.

Naquela época, nenhum de nós poderia imaginar pelo que passaríamos menos de uma década depois.

Ninguém podia imaginar que o Brasil pudesse retroceder tanto, sair do trilho da inclusão, destruir políticas voltadas para os mais pobres e entrar de novo no Mapa da Fome.

Nenhum de nós poderia imaginar que o Estado poderia fechar totalmente os olhos para as demandas dos que mais precisam. Ou pior: que voltaria a usar toda a sua força para perseguir nosso projeto de um país inclusivo e com justiça social.

Foi o mesmo tipo de perseguição que há 40 anos tirou a vida de Margarida Alves, essa nordestina à frente do seu tempo. 

Essa mulher que foi morta a tiros, na porta de casa, por defender o básico que todo trabalhador e toda trabalhadora deveriam ter: carteira assinada, férias, 13º salário e jornada de trabalho de oito horas diárias.

Margarida é símbolo dessa marcha e de muitas lutas. Inspiração para tantas outras mulheres.

Mulheres que seguem resistindo e lutando por um mundo melhor, sendo ainda vítimas de tantas violências.

Mulheres iguais a vocês que estão aqui hoje, novamente, nesta sétima Marcha das Margaridas.

Amigas, queridas

Os primeiros sete meses deste novo mandato que vocês me deram foram dedicados à retomada e ao fortalecimento de políticas públicas destruídas nos últimos anos. 

o Plano de Aquisição de Alimentos, o nosso querido PAA, voltou mais amplo, priorizando mulheres.

O Plano Safra da Agricultura Familiar deste ano será o maior da história.

Vai fortalecer a agricultura familiar, aumentar a produtividade no campo, levar alimentos mais saudáveis para as famílias brasileiras e gerar mais renda para melhorar a vida da mulher do campo.

Também temos linhas de crédito exclusivas, com juros melhores, no Pronaf Mulher.

Mulheres quilombolas e assentadas da reforma agrária terão condições facilitadas.

Outros programas importantes foram recuperados e também beneficiam as mulheres do campo, das florestas e das águas.

O Bolsa Família voltou melhor e maior.

O Minha Casa Minha Vida, o Luz para Todos, o Mais Médicos e a Farmácia Popular também voltaram. 

Nenhuma mãe precisará ver o filho se esforçando para estudar à noite sob a luz do candeeiro.

Nenhuma mãe precisará ver o filho com fome ou morrendo por falta de remédio ou de médico.

O salário mínimo teve aumento real, o repasse para a merenda escolar também foi reajustado.

Os resultados dessas ações já são visíveis. O preço dos alimentos está caindo, o desemprego também cai.

O Brasil já está melhor e vai melhorar ainda mais.

A economia vai continuar crescendo e nós vamos dividir o resultado desse crescimento.

Só faz sentido um país crescer se a riqueza desse crescimento for distribuída, chegar às mãos de vocês, fizer a roda da economia girar e melhorar a vida das pessoas. 

Foi isso o que fizemos uma vez. É isso que vamos novamente fazer.

Foi muito bom estar com vocês mais uma vez. Voltem bem para casa e não desistam nunca de lutar. - 247.

Um abraço, companheiras!


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Delgatti ficará calado na PF, hoje. Ele hackeou o delegado que quer ouvi-lo. Mas, pretende falar à CPMI amanhã

Na invasão dos aplicativos de mensagens da “Operação Lava Jato”, o hacker de Araraquara obteve mensagens do delegado Flávio Reis, da PF, destacado para ouvi-lo.

(Foto: Reprodução)


O estudante de Direito Walter Delgatti Neto, que está preso na Penitenciária de Araraquara e tem depoimento à Polícia Federal em Brasília marcado para as 13h30 desta 4ª feira, 16 de agosto, pretende ficar calado ante o delegado Flávio Vieteiz Reis, que é o coordenador do inquérito destinado a apurar os atos antidemocráticos e a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça. Foi ele quem comandou a operação deflagrada na última semana na qual foi preso o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Nem Delgatti, nem o advogado dele, Ariovaldo Moreira, confiam na isenção do delegado federal para tomar o depoimento. Em 2019, no curso do hackeamento das mensagens trocadas entre os procuradores da finada “Operação Lava Jato” e o ex-juiz (considerado parcial) Sérgio Moro, Flávio Vieteiz Reis teve mensagens suas copiadas e abertas por Walter Delgatti. Elas integram o rol de provas coletadas pela “Operação Spoofing”, que prendeu o hacker em Araraquara quando a PF estava sob o comando de Moro (então ministro da Justiça do trágico governo de Jair Bolsonaro).

Reis usou uma manobra operacional para tomar o depoimento de Delgatti hoje, driblando a presença física do advogado Ariovaldo Moreira em Brasília: ontem à noite, um agente ligado a ele entrou em contato com Moreira perguntando se ele desejava receber um link para acompanhar à distância a oitiva com o cliente – pois ela se daria na sede da PF em Brasília e, como o depoimento fora marcado àquela hora (ou seja, sem prazo para a preparação da defesa), o advogado estaria em Araraquara. “Estou em Brasília e acompanharei o meu cliente pessoalmente”, informou Moreira. Deu-se, então, um certo desassossego no escritório do delegado encarregado do caso e responsável pelo atual encarceramento de Walter Delgatti. O hacker tem pouso previsto para as 12h30 na capita da República, em jato fretado pela Polícia Federal, e ficará custodiado na sede da PF até o depoimento que deve conceder amanhã, 5ª feira, às 9h, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o golpe de Estado tentado pela extrema-direita contra as instituições democráticas brasileiras em 8 de janeiro. “À CPMI, o meu cliente pretende falar. Pretende. Ele tem uma história para contar. Porém, não há motivo algum para ele estar preso, e o responsável pela prisão indevida dele é o delegado Flávio Reis”, disse Ariovaldo Moreira na manhã de hoje, enquanto rascunhava providências legais para garantir a Delgatti a liberdade para falar e, sobretudo, a possibilidade de sair do atual encarceramento. “Walter está colaborando com a Justiça, tem dado todo o caminho da apuração para quem deve investigar a forma como ele foi cooptado por pessoas que podem ter agido contra as instituições democráticas. Não é justo que esteja privado da liberdade de ir e vir, de trabalhar, de procurar trabalho, de sobreviver”, assevera o advogado em seu protesto.

O Código de Processo Penal Brasileiro não prevê a figura da suspeição de delegados. Na prática, é a isso que a defesa d’”O Hacker de Araraquara” pretende recorrer – fazendo uma leitura por analogia do artigo 107 do CPP, que se refere a juízes – para tornar público o desconforto de Walter Delgatti Neto em depor para o delegado Flávio Reis. Há evidências seguras, segundo o advogado do hacker, de que Delgatti foi monitorado sob determinações de Reis até que cometesse algum ato que fosse compreendido como descumprimento de determinações legais e novamente o levassem à cadeia. Quando o hacker voltou a ser preso da última vez, no início deste mês, Flávio Reis tomou um depoimento “informal” do hacker, em São Paulo, sem a presença do advogado dele nem de defensores públicos ou do ministério público. Nesse depoimento “informal”, Delgatti contou o que pretende falar à CPMI, amanhã. Contudo, passou a não ter mais confiança na relação que poderia ter criado com o delegado federal. Na compreensão da defesa do hacker, Flávio Reis pode estar querendo “esquentar” as informações que obteve no depoimento informal e indevido. - Por Luís Costa Pinto, da sucursal do 247 em Brasília.


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quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Tudo pronto! Rally dos Sertões terá largada realizada em Petrolina-PE é nesta sexta-feira, 11 de agosto

                                       Por:Vinicius de Santana



O maior rally das Américas levantará a poeira às margens do Rio São Francisco. Com mais de 300 competidores,  `Sertões 2023´ terá sua largada em Petrolina, Sertão de Pernambuco, nesta sexta-feira,  dia 11 de agosto.

Ao longo de três décadas, essa é a sétima vez que o Rally dos Sertões passa por Petrolina, porém, a primeira em que a grande abertura ocorre na cidade sertaneja. O cidade já está  receberndo os participantes e organizadores durante os dias 8 a 16, com a classificatória entre os dias 8 e 10 e disputa marcada para os dias 11 a 19 de agosto, com a chegada na Praia do Preá, no Ceará.

Em carros, motos, quadriciclos e UTVs, os participantes vão  percorrer milhares de quilômetros de estradas pelo interior do Brasil. O evento se tornou uma das mais aguardadas competições do esporte a motor nacional. Ao todo, vai gerar uma movimentação econômica na cidade de aproximadamente R$ 10 milhões.


A Vila Sertões já estar sediada no Porto Fluvial de Petrolina, que contará com uma pista de competição da prova do Super Prime, que define a classificação de largada do Rally e demonstrações de veículos, o festival gastronômico Sabores do Sertão e atrativos turísticos. A Orla de Petrolina também servirá de palco para o evento da rampa de apresentação dos pilotos e uma pista de demonstração. Todos os eventos são gratuitos.

“Trazer um evento como esse, que tem uma grande importância no calendário automobilístico mundial é muito importante, porque um dos nossos objetivos é promover o destino e os atrativos turísticos na capital do Sertão. Sem dúvida, uma grande oportunidade. Faremos o nosso melhor para que essa edição fique para a história”, destacou o prefeito Simão Durando.


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Preços dos alimentos devem registrar em agosto a maior queda em 24 anos, em nova vitória do governo Lula

Dados da Fipe apontam retração de 1,4% e inflação dos alimentos de apenas 1,84% em doze meses

(Foto: Ricardo Stuckert)


Os preços dos alimentos no Brasil iniciaram o mês de agosto com uma queda de 1,4%. Se essa tendência de redução se mantiver durante todo o mês, o Brasil terá a maior queda mensal nos preços alimentícios desde maio de 1999. Esses dados foram divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) na última quarta-feira (9), segundo informa o jornalista Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.

Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do País, a inflação dos alimentos em 2023 registra apenas 0,23% nos primeiros meses deste ano, com um acumulado de 1,84% nos últimos 12 meses. É uma inversão total ao que aconteceu no governo de Jair Bolsonaro. Desde o início de 2019, quando muitos produtos alimentícios começaram a apresentar aumentos significativos, a inflação média dos alimentos permaneceu em torno de 57%, penalizando sobretudo a população mais pobre. Esse índice é notavelmente superior à inflação geral de 32% no mesmo período, conforme apontado pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fipe. - 247.



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Câmara aprova lei de cotas permanentes em universidades

Além de assegurar a continuidade do programa de cotas, o projeto de lei traz modificações no sistema cotista para os processos de seleção de pós-graduação em universidades públicas

Deputados e deputadas comemoram aprovação da nova lei de cotas permanentes em universidades (Foto: Reprodução/Twitter/Jandira Feghali)

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto de lei que estabelece a permanência da política de cotas em universidades federais e instituições federais de ensino técnico de nível médio. O projeto é de autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), e a relatoria foi conduzida pela deputada Dandara (PT-MG). Apenas os partidos Novo e PL se posicionaram contra a iniciativa.

Além de assegurar a continuidade do programa de cotas, o projeto de lei traz modificações no sistema cotista para os processos de seleção de pós-graduação em universidades públicas. A redação apresentada pela deputada Dandara também propõe a reavaliação da política a cada década, no tocante ao acesso à educação federal por estudantes de origem negra, parda, indígena, quilombola e pessoas com deficiência, assim como aqueles que frequentaram instituições de ensino público durante o ensino médio.

Uma alteração substancial é a redução do limite de renda familiar per capita para um salário mínimo, no caso da reserva de 50% das vagas destinadas às cotas. Anteriormente, essa reserva estava vinculada a uma renda média equivalente a um salário mínimo e meio. Um ponto de debate significativo presente no projeto é a implementação de comitês de avaliação para verificar a autodeclaração dos candidatos. Esse dispositivo tem sido alvo de críticas por parte de alguns partidos.

O texto estabelece a exigência de um relatório por parte do Ministério da Educação (MEC), o qual deverá conter informações sobre o programa de acesso a instituições federais de ensino por meio do sistema de cotas. Esse relatório abordará aspectos como o acesso, a permanência e a conclusão dos alunos beneficiados, bem como aqueles que não ingressaram por meio das cotas.

A deputada Dandara, responsável pela relatoria do projeto de lei aprovado pelos deputados, experienciou o sistema de cotas durante sua graduação e pós-graduação. No embasamento de seu parecer, ela defendeu a preservação das cotas nas universidades, enfatizando que "o sistema de cotas raciais está respaldado na Constituição Federal de 1988, artigo 5º, que garante a igualdade perante a lei, sem qualquer tipo de distinção", e ressaltou que esse sistema busca corrigir um erro histórico e moral, como foi a escravidão.

"Mesmo após a abolição da escravidão e a consolidação de diversos direitos fundamentais que visam promover igualdade e dignidade para todos, o Brasil ainda enfrenta a realidade da desigualdade social e da discriminação racial e étnica. Portanto, as cotas raciais foram instituídas como medidas afirmativas, com o propósito de facilitar o ingresso de minorias que continuam sofrendo preconceito e dificuldades, tanto nas universidades brasileiras quanto nos concursos públicos", ressaltou Dandara em sua exposição.

A discussão em torno desse projeto ganhou destaque após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, solicitar esclarecimentos ao Congresso e à Presidência da República sobre a revisão da Lei de Cotas. Essa legislação reserva vagas nas instituições de ensino com base em critérios sociais e raciais. Essa revisão deveria ter ocorrido no ano anterior, como apontado por Barroso. (*Com informações do Metrópoles).


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Brasil e Japão fazem acordo para isenção de visto para turistas nos dois países

Em nota, o Itamaraty afirmou que a medida terá validade inicial de três anos

Passaporte (Foto: Divulgação)

Os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, farão um acordo com o Japão para isentar de visto brasileiros e japoneses em estadia de até 90 dias em cada um dos países. A isenção vale a partir de 30 de setembro. Em nota, o Itamaraty afirmou que a medida terá validade inicial de três anos. A informação foi publicada nesta quarta-feira (9) na coluna Julia Duailibi. 

Em maio, o governo brasileiro formalizou, em decreto, o retorno da exigência de visto para turistas do Japão, Estados Unidos, Canadá e Austrália, a partir de 1º de outubro, por conta do princípio da reciprocidade. Dias depois, após encontro com Lula, o primeiro-ministro japonês afirmou que poderia isentar brasileiros de vistos para estadias curtas.

Em 2019, Jair Bolsonaro (PL) publicou um decreto dispensando a apresentação de visto para turistas residentes nos dois países para viagens de até 180 dias. Agora, a isenção contribuirá para o aprofundamento do intercâmbio entre brasileiros e japoneses no ano em que se comemoram os 115 anos da imigração japonesa no Brasil. - 247.

Eleições 2026 - Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada de Pernambuco

  As informações são da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)                       Por Portal Folha de Pernambuco      A petista r...