Por: AFP
terça-feira, 20 de julho de 2021
ESPAÇO - Bezos, o homem mais rico do mundo, deixará o planeta por alguns minutos na terça-feira
segunda-feira, 19 de julho de 2021
Mais de 13 milhões de doses da vacina Pfizer devem chegar ao Brasil
Operação será feita entre 20 de julho e 1⁰ de agosto em Campinas
A Pfizer informou que entregará ao Ministério da Saúde, nas duas últimas semanas de julho, 13.265.460 milhões de doses da vacina contra a covid-19, produzida em parceria com a BioNTech. O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, receberá 13 voos vindos de Miami, nos Estados Unidos, entre os dias 20 de julho e 1⁰ de agosto.

De lá, os imunizantes serão enviados para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos. Somados aos lotes anteriores, serão mais de 30 milhões de doses entregues ao governo federal no primeiro semestre deste ano.
A previsão da farmacêutica é que a operação no aeroporto de Viracopos se intensifique entre os meses de agosto e setembro, já que devem chegar quase 70 milhões de doses ao país. Esse montante faz parte do primeiro acordo firmado com o governo no dia 19 de março, contemplando a entrega de 100 milhões de vacinas até o final do terceiro trimestre de 2021.
O segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de mais 100 milhões de doses entre outubro e dezembro, totalizando 200 milhões de doses de vacina Pfizer/BioNTech ao Brasil. (Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil - São Paulo).
Bolsonaro espalha mentira para se livrar de denúncia sobre Covaxin e atingir Randolfe e CPI
Diante das revelações da CPI da Covid, apontando irregularidades na compra de vacina indiana Covaxin, Jair Bolsonaro parte para o ataque contra integrantes da CPI e lançando fake news nas redes sociais.
Em postagem em sua página Twitter, Bolsonaro diz que o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) "queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da ANVISA". A postagem veio acompanhada de um vídeo de Randolfe falando sobre a necessidade de compra de vacinas e defendendo que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acelere o processo de aprovação para garantir a vacina no braço dos brasileiros. Detalhe: o vídeo foi gravado após o anúncio pelo governo federal da compra de vacina Covaxin.
Randolfe rebateu dizendo ser a favor da vacina “o mais rápido possível”, independentemente da origem do imunizante. "Coloquei emenda sim porque o SEU governo sempre foi CONTRA a vacina. Nosso trabalho é para garantir que TODOS tenham acesso às vacinas. Nosso objetivo é SALVAR VIDAS! Quem paga a conta não é você, Bolsonaro. É o POVO! A única conta de vocês é a propina".
E acrescenta: “Queria a Janssen, a Covaxin, a AstraZeneca, a CoronaVac, a Pfizer… Nossa diferença é grande: eu queria vacina! Vocês queriam propina!”.
As irregularidades para a compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro estão no foco das investigações da CPI da Covid. De acordo com o deputado Luis Miranda, que já depôs na CPI, houve pressão atípica para a liberação da importação dessa vacina sendo a compra feita por uma intermediária instalada em paraíso fiscal. A evolução das investigações está revelando que podem ter sido praticados atos de corrupção praticados por grupos de pressão instalados no Ministério da Saúde, ligados ao centrão e às Forças Armadas.
Na postagem, Bolsonaro diz ainda que Randolfe "negociou, em 05/abril/2021, até mesmo a quantidade de vacinas: 20 milhões" e que além de Randolfe, o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o irmão de Renan Calheiros, Renildo Calheiros, queriam comprar a vacina Covaxin e para isso apresentaram emendas no parlamento
"Randolfe, Omar e Renildo Calheiros (irmão de Renan), via emendas, tudo fizeram para que governadores e prefeitos pudessem comprar as vacinas a qualquer preço, com o Presidente da República pagando a conta, obviamente", escreveu.
Além de Omar Aziz e do irmão de Renan Calheiros, Renildo Calheiros, mais sete parlamentares apresentaram emendas semelhantes para incluir a agência reguladora indiana no rol de instituições que poderiam ser tomadas como parâmetro para que a Anvisa autorizasse a importação de vacinas e outros ítens essenciais no combate à pandemia de covid-19. Incluir a agência reguladora no rol das instituições não é autorizar ou negociar vacinas.
"Com planos frustrados restou ao G-7 da CPI acusar ao Governo do que eles tentaram fazer",acrescentou Bolsoanro.
Nesta segunda (19), o próprio ministro da Saúde Marcelo Queiroga acredita na possibilidade de que houve "transgressão" em contratos de compra de vacinas contra a Covid-19.
Bolsonaro anuncia que vetará novo Fundo Eleitoral de quase R$ 6 bi: "valor astronômico"
Jair Bolsonaro afirmou à TV Brasil nesta segunda-feira (19) que vetará o novo Fundo Eleitoral, aprovado pela Câmara dos Deputados, que reserva R$ 5,7 para campanhas eleitorais de 2022. Somado ao fundo partidário (R$ 1 bi), o país desembolsaria um total de R$ 6,7 bilhões no próximo ano, o que representa 0,09% do seu PIB.
“O valor é astronômico, mais de R$ 6 bilhões para se fazer campanha eleitoral. […] Então, é uma cifra enorme, que no meu entender está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada”, disse em entrevista à TV Brasil.
“Eu tenho que conviver em harmonia com o Legislativo. E nem tudo que eu apresento ao Legislativo é aprovado. E nem tudo que o Legislativo aprova, vindo deles, eu tenho que sancionar do lado de cá. Mas a tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro”, prosseguiu.
Um grupo de parlamentares chegou a ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para que fosse anulada a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pelo Congresso, no qual foi aprovado o novo "fundão".
Ainda nesta segunda-feira, o vice-presidente, Hamilton Mourão, também disse que vetaria o Fundo Eleitoral caso coubesse a ele tal decisão: “acho que está exagerado". (247).
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Vice-presidente da Câmara quer que Lira entregue a ele os pedidos de impeachment contra Bolsonaro
Primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que ontem desafiou o presidente Jair Bolsonaro a ser “honesto e verdadeiro”, além de “corajoso” para vetar a ampliação do Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões de acordo com o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), hoje apelou aos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) que assumam seus papéis institucionais e defendam o Parlamento. “Eles não podem permitir que o presidente da República ataque o Congresso e a atividade política com mentiras, como tem feito”, disse Ramos ao programa Sua Excelência, O Fato (íntegra no final desse texto) da manhã desta segunda-feira (19).
“Já votei com o Governo em algumas medidas, tentei atuar fazendo um balanço político em diversos momentos, mas não posso mais compactuar com o Governo Bolsonaro. Estou na oposição”, declarou Ramos aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva, que conduzem o programa, e ao também jornalista Hélio Doyle, convidado desta edição. “É preciso fazer alguns pedidos de impeachment andarem”, decreta o primeiro vice-presidente da Câmara. Marcelo Ramos pedirá ao deputado Henrique Fontana (PT-RS) para que faça uma exposição da proposta de emenda constitucional que ele apresentou ao Congresso, que prevê mudança na tramitação de impeachments e redução do poder imperial de presidentes da Câmara decidirem sobre eles.
Além disso, ele anunciou no programa que enviou requerimento à Mesa da Câmara para que o presidente Arthur Lira envie a ele cópia de todos os pedidos de impeachment entregues a ele. ‘Impeachment não é processo que se discuta em tese. Impeachment é processo de natureza política e jurídica. É preciso que tenha uma configuração clara de crime de responsabilidade e as condições políticas”, diz ele. “Quero receber cópia de todos eles e me manifestar de forma mais assertiva quanto a isso, porque o País pede isso”, diz o primeiro vice da Câmara.
Se Bolsonaro ganhou um ator contundente contra ele no Parlamento, o presidente da Câmara poderá ter, a partir de agora, um mata-borrão sentado ao seu lado na Mesa da Câmara para flagrar e corrigir as omissões que tem cometido.
Assista a íntegra do programa "Sua Excelência, O Fato".
ONU pede que mundo encontre inspiração no legado de Mandela
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou neste domingo que, em meio a circunstâncias tão difíceis como as atuais, a vida e o legado de Nelson Mandela são uma inspiração e um exemplo a seguir, informa a Prensa Latina.
Guiados por esse líder, cada um de nós pode fazer a diferença na promoção da paz, dos direitos humanos, da harmonia com a natureza e da dignidade para todos, afirmou Guterres em comunicado.
Em sua mensagem pela passagem, em 18 de julho, do Dia Internacional de Nelson Mandela, o Secretário-Geral da ONU pediu uma reflexão sobre a vida e o legado daquele lendário defensor da justiça e dos direitos humanos.
Guterres também destacou que os apelos de Mandela à solidariedade e ao fim do racismo são particularmente relevantes hoje, quando a coesão social no mundo está ameaçada pela divisão.
As sociedades tornam-se cada vez mais polarizadas, à medida que o discurso de ódio aumenta e a desinformação obscurece a verdade, questiona a ciência e enfraquece as instituições democráticas, sublinhou.
Como advertiu o mais alto representante das Nações Unidas, a pandemia de Covid-19 em curso agrava esses males e atrasa anos de progresso na luta global contra a pobreza.
"Como sempre em tempos de crise, são os marginalizados e discriminados os que mais sofrem, muitas vezes porque são culpados por problemas que não causaram."
Todos os anos, no aniversário de Madiba, prestamos homenagem a este homem extraordinário que personificou as mais altas aspirações das Nações Unidas e da família humana, disse o Secretário-Geral.
Em novembro de 2009, a Assembleia Geral da ONU proclamou o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela, em reconhecimento às suas contribuições. (Brasil247).
Multas por crimes ambientais na Amazônia despencaram 93% na gestão Bolsonaro-Salles
A média de processos com multas pagas por crimes ambientais na Amazônia Legal diminuiu 93% em 2019 e 2020 na comparação com a média dos quatro anos anteriores - este foi um dos principais resultados da gestão de Ricardo Salles no Ministério de Meio Ambiente, com apoio entusiasmado de Jair Bolsonaro. Foi o que apontou um levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto e do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). As estatísticas foram divulgadas em reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.
De acordo com o estudo, a média anual era de 688 processos com multas pagas entre 2014 e 2018 no Ibama, autarquia ligada ao ministério. Em 2019 e 2020, sob o comando do ex-ministro Ricardo Salles, os números caíram para 74 em 2019 e apenas 13 multas pagas em 2020 (média de 44).
Também caiu o número de processos julgados em 1ª e 2ª instâncias e que envolveram infrações relacionadas à vegetação: de 5,3 mil anuais entre 2014 e 2018 para 113 julgamentos em 2019 e 17 no ano passado.
Segundo a pesquisa, há cerca de 99 mil processos de infração ambiental pendentes de julgamento no Ibama, em 1ª ou 2ª instâncias atualmente. Houve redução nos embargos ambientais, de 2.589 em 2018 para 385 em 2020. Quando uma área é embargada, a produção obtida é considerada irregular, entra em uma lista compartilhada internacionalmente e não pode ser comercializada.
Os dados refletem a posição de Jair Bolsonaro no sentido de fragilizar as políticas de proteção ambiental. Em junho de 2019, por exemplo, ele disse que "vamos acabar com esta indústria da multa no campo". A declaração foi concedida durante encontro com lideranças empresariais na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
E, na gestão de Ricardo Salles, o desgaste do então ministro junto ao governo e à população ficou evidente a partir do segundo trimestre do ano passado, após a divulgação de conteúdo de um vídeo da reunião ministerial que aconteceu no dia 22 de abril, quando ele sugeriu que o governo deveria aproveitar a atenção da imprensa voltada à pandemia de Covid-19 para aprovar "reformas infralegais de desregulamentação e simplificação" na área do meio ambiente e "ir passando a boiada". (247).
Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula
Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...






