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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Nasa seleciona SpaceX para missão à lua de Júpiter, Europa

           Por: AFP

Foto: NASA / Kim Shiflett / NASA / AFP

A Nasa anunciou nesta sexta-feira (23) a seleção da SpaceX para lançar uma viagem planejada à lua gelada de Júpiter, Europa, uma grande vitória para a empresa do magnata Elon Musk, que vislumbra cada vez mais a exploração do sistema solar.


A missão Europa Clipper será lançada em outubro de 2024 em um foguete Falcon Heavy, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com um contrato total de 178 milhões de dólares.

A missão deveria decolar em um foguete da própria Nasa, o Space Launch System (SLS), que foi afetado por atrasos e custos excessivos. Ele foi chamado por críticos de "programa de empregos" para o estado do Alabama, onde ocorre grande parte do trabalho de desenvolvimento.

Enquanto o SLS ainda não está operacional, o Falcon Heavy já foi implantado tanto em missões comerciais quanto governamentais desde seu voo inaugural em 2018, quando levou ao espaço um carro Tesla Roadster, da companhia de Musk.

O Falcon produz mais de cinco milhões de libras de empuxo (22 milhões de Newtons) na decolagem, o equivalente a aproximadamente 18 aviões Boeing 747.

O orbitador Europa clipper passará cerca de 40 a 50 vezes bem próximo à Europa para determinar se a lua gelada pode abrigar condições adequadas para a vida. 

Ele carregará câmeras e espectrômetros para produzir imagens de alta resolução e mapas composicionais da superfície e da atmosfera, assim como um radar para penetrar na camada de gelo em busca de água líquida.



terça-feira, 20 de julho de 2021

ESPAÇO - Bezos, o homem mais rico do mundo, deixará o planeta por alguns minutos na terça-feira

                Por: AFP

Foto: Mark RALSTON / AFP

Jeff Bezos, a pessoa mais rica do mundo, se juntará ao clube de astronautas nesta terça-feira (19) no primeiro lançamento com tripulação de sua empresa Blue Origin, outro marco em um grande mês para a incipiente indústria do turismo espacial. 

A missão acontecerá dias depois que o fundador da Virgin Galactic, Richard Branson, cruzou a fronteira final do planeta, superando por pouco o magnata da Amazon no duelo espacial entre os dois bilionários. 

No entanto, o objetivo da Blue Origin é mais alto: literalmente em termos de quão alto sua nave reutilizável New Shepard irá subir, em comparação com o avião espacial da Virgin, mas também em suas ambições futuras. 

Bezos fundou a Blue Origin em 2000, com o objetivo de um dia construir colônias flutuantes no espaço a partir de gravidade artificial, onde milhões de pessoas viveriam e trabalhariam. 

Sua jornada a mais de 100 km do solo terrestre acontecerá apenas duas semanas após deixar o cargo de CEO da Amazon, grupo do qual ele detém cerca de 10% das ações. 

Em sua façanha espacial, Bezos estará acompanhado de seu irmão Mark, um financista que dirige a fundação da família de Bezos, mas o destaque será para a aviadora Wally Funk, que aos 82 anos se tornará, com essa jornada, a astronauta com mais idade da história.  

A outra pessoa sortuda para este passeio no espaço será Oliver Daemenen, que se tornará o mais jovem viajante espacial da história, aos 18 anos. O jovem holandês é o primeiro cliente pago da empresa.

Notavelmente ausente está o misterioso vencedor de um leilão de US$ 28 milhões por uma vaga, que teve "conflitos de agendamento" e participará de um voo futuro, e pediu para permanecer anônimo, anunciou a empresa. 

A New Shepard decolará às 08h00 (10h00 em Brasília) do dia 20 de julho de uma base remota no deserto do oeste do Texas, chamada Launch Site One, cerca de 40 quilômetros ao norte de Van Horn, a cidade mais próxima.

Após a decolagem, a New Shepard irá acelerar no espaço a velocidades superiores a Mach 3, usando um motor de hidrogênio/oxigênio líquido sem emissão de carbono. 

O evento será transmitido ao vivo a partir de uma hora e meia antes do lançamento pelo site BlueOrigin.com.

- "Emocionante" -
Por outro lado, a Blue Origin também afirma que seu foguete é mais ecologicamente correto do que o de seu rival, da Virgin Galactic.

Hoje, a empresa está desenvolvendo um foguete orbital de carga pesada chamado New Glenn e também um módulo lunar que espera poder negociar com a NASA no âmbito do programa Artemis. 

"Eles tiveram 15 voos não tripulados bem-sucedidos em New Shepherd e há anos esperamos para ver quando eles começarão a levar pessoas", conta Laura Forczyk, fundadora da consultoria espacial Astralytical, à AFP, qualificando a viagem de "um momento emocionante" para os entusiastas do espaço. 

As ambições da moderna empresa de Bezos não param no turismo espacial, que agora espera se tornar uma importante subcontratada para as missões da NASA. 

Tudo isso surge a partir de uma empresa como a Amazon, que em 27 anos deixou de ser uma startup montada em uma garagem para se tornar uma empresa em crescimento avaliada em 1,8 trilhão de dólares na bolsa. 

Atualmente, a firma SpaceX do bilionário Elon Musk é o principal parceiro do setor privado da agência espacial americana, que inclui o transporte de vários astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS) desde 2020. 


quarta-feira, 16 de junho de 2021

China confirma lançamento de astronautas para nova estação espacial

         Por: AFP

Foto: Greg Baker/AFP

A China confirmou o lançamento de três astronautas, nesta quinta-feira (17), às 9h22 locais (22h22 em Brasília), para sua nova estação espacial, em construção, para uma primeira missão de três meses.


Os três astronautas, todos homens, decolarão da base de Jiuquan, no deserto de Gobi (noroeste), anunciou a agência espacial encarregada dos voos tripulados (CMSA) em entrevista coletiva.

O trio embarca a bordo da espaçonave Shenzhu-12, impulsionada por um foguete Longa Marcha 2F, que irá atracar em Tianhe ("Harmonia Celestial"). Por enquanto, este é o único módulo da estação posta em órbita terrestre baixa em 29 de abril (350-390 km de distância).

A bordo, os astronautas se dedicarão a trabalhos de manutenção, instalação, saídas para o espaço, preparação de futuras missões e de próximas estadas de outros tripulantes.

A missão Shenzhu-12 é o terceiro dos 11 lançamentos que serão necessários para a construção da estação entre 2021 e 2022. Ao todo, estão previstas quatro missões tripuladas.

Além de Tianhe, que já está em órbita, os dois módulos restantes - que serão laboratórios de biotecnologia, medicina, ou astronomia - serão enviados ao espaço no ano que vem.

Depois de concluída, a estação terá uma massa de cerca de 90 toneladas, com expectativa de vida útil de pelo menos 10 anos, de acordo com a agência espacial chinesa. Será muito menor do que a ISS e similar à estação soviética Mir, lançada em 1986 e desativada em 2001.

A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar potências espaciais como Estados Unidos e Rússia. Até agora, enviou humanos ao espaço, sondas à Lua e, no mês passado, colocou um robô em Marte.

O interesse chinês em ter sua própria base humana na órbita da Terra foi impulsionado pela proibição americana de seus astronautas estarem na ISS.


domingo, 2 de maio de 2021

Nave da SpaceX com quatro astronautas da ISS retorna à Terra

                       POR: AFP

                                                       Bill INGALLS / (NASA/Bill Ingalls) / AFP

A cápsula Crew Dragon da empresa SpaceX, que transportava quatro astronautas de volta à Terra, aterrissou na madrugada de domingo (1º/5) nas costas da Flórida, após uma missão de 160 dias no espaço.

A cápsula aterrissou às 2h56 (3h56 de Brasília) no Golfo do México, na costa de Panama City, sudeste dos Estados Unidos, depois de um voo de seis horas e meia a partir da Estação Espacial Internacional (ISS).

As equipes do navio "Go Navigator" recuperaram a cápsula a içaram quase meia hora depois, na primeira amerissagem noturna da Nasa desde a da tripulação do Apollo 8 no Oceano Pacífico em 27 de dezembro de 1968.

O comandante Michael Hopkins foi o primeiro a sair, seguido pouco depois por seu compatriota americano Victor Glover. Eles retornaram à Terra com a americana Shannon Walker e o japonês Soichi Noguchi.

‘Em nome da Crew-1 e de nossas famílias, queremos apenas dizer obrigado... É incrível o que pode ser realizado quando as pessoas se unem. Vocês estão mudando o mundo. Parabéns. É ótimo estar de volta’, afirmou Hopkins em um tuíte da Nasa. (Washington, EUA).


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quinta-feira, 29 de abril de 2021

China lança módulo principal da sua estação espacial permanente (vídeo)

 

(Foto: © Reuters/cnsphoto Direitos Reservados)

A China lançou hoje (29) o módulo principal da sua primeira estação espacial permanente, que visa a hospedar astronautas a longo prazo.

O módulo Tianhe, ou "Harmonia Celestial", foi lançado ao espaço recorrendo ao foguete Longa Marcha 5B, a partir do Centro de Lançamento de Wenchang, na ilha de Hainan, extremo sul do país.

Este é o primeiro lançamento de 11 missões necessárias para construir e abastecer a estação e enviar uma tripulação de três pessoas até o fim do próximo ano.

O programa espacial da China também trouxe de volta as primeiras amostras lunares em mais de 40 anos e espera pousar uma sonda e um rover (veículo de exploração espacial) na superfície de Marte no próximo mês.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, junto com outros líderes civis e militares, assistiu ao lançamento, do centro de controle, em Pequim.

O módulo central é a secção da estação, onde os astronautas podem viver por um período de até seis meses. Mais dez lançamentos vão enviar ainda dois módulos, usados pelas futuras tripulações para fazer experiências, suprimentos de carga e quatro missões com tripulação.

Pelo menos 12 astronautas estão em treinamento para viver na estação, incluindo veteranos de missões anteriores. A primeira missão tripulada, a Shenzhou-12, está prevista para junho.

Quando concluída, no fim de 2022, a Estação Espacial Chinesa deverá pesar cerca de 66 toneladas, consideravelmente menor do que a Estação Espacial Internacional, que lançou o seu primeiro módulo em 1998 e pesará cerca de 450 toneladas.

Teoricamente, a Tianhe pode ser expandida para até seis módulos. A estação foi projetada para operar por pelo menos dez anos. Ela tem aproximadamente o tamanho da estação espacial americana Skylab, da década de 1970, e da antiga Mir, da União Soviética, que operou por mais de 14 anos, após o lançamento, em 1986.

O módulo principal vai fornecer espaço para viverem até seis astronautas, durante as trocas de tripulação, enquanto os outros dois módulos, Wentian e Mengtian, vão fornecer espaço para experiências científicas, inclusive das propriedades do ambiente no espaço sideral.

A China começou a projetar a estação em 1992, quando as ambições espaciais do país se concretizavam.

A necessidade de operar sozinha tornou-se mais urgente, depois de ter sido excluída da Estação Espacial Internacional, em grande parte devido às objeções dos Estados Unidos (EUA) sobre a natureza secreta e os laços militares do programa chinês.

A China colocou o seu primeiro astronauta no espaço em outubro de 2003, tornando-se o terceiro país a fazê-lo de forma independente, depois da antiga União Soviética e dos EUA.

Junto com mais missões tripuladas, a China lançou duas estações espaciais experimentais de módulo único. A tripulação Tiangong-2 permaneceu a bordo por 33 dias.

O lançamento de hoje ocorre no momento em que a China também avança em missões sem tripulação, especialmente na exploração lunar. O país pousou já um rover no lado oculto da Lua.

Em dezembro passado, a sonda Chang`e 5 trouxe rochas lunares de volta à Terra, pela primeira vez, desde as missões realizadas pelos EUA na década de 70.

Outro programa chinês visa a coletar solo de um asteroide, um dos principais focos do programa espacial japonês.

A China planeja outra missão para 2024, visando a recolher amostras lunares, e disse que quer levar pessoas e possivelmente construir uma base científica na Lua.

Nenhum cronograma foi proposto para esses projetos. Um avião espacial altamente secreto também está em desenvolvimento.

* Com informações da RTP - Rádio e Televisão de Portugal

Assista o vídeo do lançamento. (Agência Brasil).

 

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sexta-feira, 23 de abril de 2021

ESPAÇO - Terceira missão tripulada da SpaceX decola para a ISS

                  Por: AFP

Foto: Joel KOWSKY / NASA / AFP

A SpaceX enviou quatro astronautas à Estação Espacial Internacional (ISS) nesta sexta-feira(23), na terceira missão deste tipo do grupo desde que os Estados Unidos retomaram voos tripulados ao espaço. 


"A cápsula Endeavour [Crew Dragon] decola novamente: quatro astrounautas da Crew-2, de três países, estão a caminho da única e incomparável Estação Espacial Internacional", declarou um operador de megafone quando o foguete Falcon 9 decolou às 5h49 locais (09:49 GMT) da plataforma 39A do Kennedy Space Center, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos. 

O astronauta francês Thomas Pesquet se tornou o primeiro europeu a voar em uma cápsula do SpaceX Crew Dragon e é acompanhado pelos americanos Shane Kimbrough e Megan McArthur e pela japonesa Akihiko Hoshide. 

"Nossos amigos do @Space_Station estão esperando por nós e não queremos nos atrasar. Eles até montaram meu quarto e literalmente fizeram minha cama. Que ótimos anfitriões!" Pesquet tuitou antes da decolagem. 

A "cama" adicional é necessária para acomodar um número excepcionalmente grande de pessoas a bordo da ISS, 11 ao todo, já que a equipe da Crew-2 viverá por alguns dias com os astronautas da Crew-1, além de três cosmonautas russos. É a terceira vez que a SpaceX envia humanos para a ISS como parte de um contrato multimilionário com a NASA. 

A primeira missão, um vôo de teste chamado Demo-2, ocorreu no ano passado e pôs fim a nove anos de dependência dos Estados Unidos dos foguetes russos para viagens à ISS após o fim do programa do ônibus espacial.

"É sempre mais fácil na terceira vez que você faz isso", disse Daniel Forrestel, gerente de integração de lançamento da NASA, à AFP. 

"Eu nunca gostaria de descrever o vôo espacial como 'rotina', mas 'mais familiar' é uma boa maneira de colocá-lo", acrescentou. 

A missão Crew-2 reaproveita a cápsula Demo-2 e o propulsor Falcon 9 previamente implantado para a missão Demo-1 não tripulada, um fato que cumpre um dos principais objetivos da NASA em sua parceria com a indústria privada: a economia de custos.

- Um grande passo para a Europa - 
Antes do lançamento, o astronauta da Dinamarca, Andreas Mogensen, da Agência Espacial Europeia (ESA), disse à AFP que a missão também foi um grande passo para a Europa, que a chamou de "Alpha" após sua própria convenção de nomenclatura. 

“Por um lado, significa muito, é claro, que um astronauta vá para a Estação Espacial Internacional, mas ao mesmo tempo é também o próximo em uma longa lista de missões”, observou. 

O alemão Matthias Maurer será o próximo europeu em uma missão SpaceX neste outono, seguido pela italiana Samantha Cristoforetti na próxima primavera. 

A ESA também será um parceiro-chave para os Estados Unidos no programa Artemis de retorno à Lua, fornecendo o componente de energia e propulsão para a espaçonave Orion e elementos-chave de uma estação orbital lunar planejada chamada Gateway. 

Mogensen previu que nas horas que antecederam o lançamento, Pesquet, que é um amigo próximo, sentiria uma "sensação de alívio" com o início da missão, após anos de planejamento. 

“Você está muito focado no que vai acontecer, nas suas tarefas”, disse ele. "Thomas e seus companheiros passaram horas em um simulador treinando para isso, eles passaram pelos procedimentos de lançamento, eles passaram pelos procedimentos de atracação ... não há muito tempo para o nervosismo." 

O Crew-2 prevê cerca de 100 experimentos durante sua missão de seis meses, incluindo a investigação do que é conhecido como "chips de tecido" - pequenos modelos de órgãos humanos que são compostos de diferentes tipos de células e são usados para estudar o envelhecimento do sistema imunológico, função renal e perda de massa muscular. 

Outro elemento importante da missão é atualizar o sistema de energia solar da estação, instalando novos painéis compactos que se abrem como um enorme tapete de ioga. 

Após o lançamento, o foguete Falcon 9 retornará à Terra para um pouso vertical em uma nave não tripulada, e a cápsula Crew Dragon está programada para atracar na ISS às 0510 (0910 GMT) no sábado. 

A escotilha abrirá duas horas depois.


domingo, 18 de abril de 2021

Nasa elege SpaceX para sua próxima missão lunar

 

                                                          Foto: Aubrey GEMIGNANI / NASA / AFP


A Nasa elegeu a SpaceX, empresa de Elon Musk, para levar os próximos astronautas americanos à Lua, anunciou nesta sexta-feira (16) uma alta funcionária da agência espacial americana.

"Hoje estou muito emocionada, e todos estamos muito emocionados, de anunciar que elegemos a SpaceX para continuar com o desenvolvimento do nosso sistema de pouso humano integrado", disse Lisa Watson-Morgan, gerente deste programa na Nasa. (Por: AFP).



terça-feira, 9 de março de 2021

Rússia e China planejam construir estação lunar

 

Pixabay/Divulgação


Agência espacial russa, Roskomos, anunciou nesta terça-feira (9) a assinatura de um memorando com a China para construir conjuntamente uma estação "na superfície ou na órbita" da lua.

Em um comunicado, Roskosmos destacou que o projeto da "Estação Científica Lunar Internacional" com a agência espacial chinesa (CNSA) estará aberto a "todos os países interessados e parceiros internacionais".

No entanto, o texto não forneceu nenhum calendário ou os valores investidos na iniciativa.

Segundo Roskosmos, Rússia e China estabelecerão um "roteiro" e terão uma "estreita colaboração" para finalizar o projeto.

"A Estação Científica Lunar Internacional consistirá em um conjunto de ferramentas experimentais de pesquisa criada na superfície ou na órbita da Lua e desenvolvida para realizar trabalhos multidisciplinares", diz o comunicado.

Este anúncio ocorre em um momento em que a Rússia parece estar atrás nos inúmeros projetos espaciais de outros Estados ou de empresas privadas.

A agência russa acrescenta em seu comunicado que o projeto também permitirá a avaliação de tecnologias que permitam operações "não tripuladas", tendo em vista a presença humana na Lua.

Por sua vez, a Administração Espacial Chinesa ressaltou que terá como objetivo "promover a exploração pacífica e a utilização do espaço por toda a humanidade".

No Twitter, o chefe da Roskosmos, Dmitry Rogozin, convidou nesta terça-feira Zhang Kejian, o diretor da CNSA, a participar do lançamento, previsto para outubro, do módulo lunar russo Luna 25.

Muitos programas que têm como objetivo a Lua são considerados também como bancos de prova para Marte, do mesmo modo que o americano Artemis.

No ano passado, a Rússia perdeu seu monopólio dos voos tripulados para a Estação Espacial Internacional após a primeira missão deste tipo realizada com sucesso pela empresa americana Space X, que planeja um voo para a Lua a partir de 2023.

Apesar de se beneficiar de uma vasta experiência e de equipamentos projetados de forma confiável que datam do período soviético, o setor espacial russo sofre de dificuldades para inovar, bem como de financiamento e corrupção.

Os sucessos de Moscou, no entanto, continuam sendo uma fonte de grande orgulho para os russos, em particular em torno da figura de Yuri Gagarin, o primeiro homem no espaço, cuja famosa missão celebrará seu 60º aniversário em abril.

Este novo projeto lunar, se concretizado, poderá colocar Moscou de volta na corrida com a ajuda de um parceiro que não esconde suas ambições espaciais, no momento em que os Estados Unidos planejam construir o Lunar Gateway (LOP-G), a futura mini-estação que será montada em órbita lunar.

"É realmente importante e uma contrapartida interessante para o projeto LOP-G liderado pelos Estados Unidos", comentou à AFP o analista chinês independente Chen Lan, da GoTaikonauts.com.

Segundo ele, seria o "maior projeto de cooperação internacional" da China no espaço.

Em meados de fevereiro, a China, uma potência espacial em formação, colocou sua sonda "Tianwen-1" em órbita ao redor de Marte, a primeira para o país, realizada quase sete meses após seu lançamento em julho.

Em dezembro, também trouxe de volta amostras da Lua, durante uma primeira missão deste tipo em mais de 40 anos.

Por sua vez, os Estados Unidos pousaram com sucesso um quinto veículo em Marte no final de fevereiro.

Sob o comando do ex-presidente Donald Trump, Washington definiu o retorno dos americanos à Lua em 2024 como parte do programa Artemis.

De sua parte, Joe Biden, embora apoiasse o programa Artemis, ainda não nomeou um administrador permanente para a NASA, nem forneceu uma visão precisa de sua política espacial. (Por: Estado de Minas

 

Por: AFP).



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Perseverance pousa hoje em Marte, na busca por sinais de vida

 

Foto: Foto: Reprodução/NASA/JPL-Caltech

Já está quase no fim a contagem regressiva para o pouso da sonda que colocará o rover Perseverance (veículo exploratório), da Nasa, a agência espacial norte-americana, em solo marciano. O pouso está previsto para ocorrer no final da tarde desta quinta feira (18).


Se tudo der certo, o Perserverance pousará no que já foi, um dia, o delta de um rio. A região é conhecida como Cratera de Jezero.

O Perseverance é um robô cheio de tecnologias enviado para pesquisar solo e atmosfera do Planeta Vermelho. Além de avançar nos conhecimentos sobre a geologia de Marte, essa missão tem por objetivo procurar sinais de vida antiga no planeta vizinho. Para isso, carrega sete instrumentos com o que há de mais avançado em termos de imagens, análises químicas e de minérios, além de espectrômetros e outras tecnologias que tentarão até mesmo produzir oxigênio.

A meta é ampliar como nunca os conhecimentos sobre Marte, de forma a viabilizar futuras explorações ao planeta. O rover Perseverance pesa por volta de uma tonelada. Ele tem cerca de 3 metros de comprimento, 2,7 metros de largura; e 2,2 metros de altura.

Quem quiser acompanhar esse acontecimento histórico pode entrar no site oficial da Nasa, onde está rodando a contagem regressiva para o pouso. (Por: Agência Brasil).



terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

ESPAÇO - Marte recebe mais três sondas espaciais a partir de hoje

 

Foto: Nasa/Divulgação

O Planeta Vermelho recebe, a partir desta terça-feira (9), mais três sondas espaciais terrestres. A primeira a chegar é a Hope (Esperança), dos Emirados Árabes Unidos. Seguem-se, amanhã (10), a chinesa Tianwen-1 (Astronomia 1) e, no dia 18, a norte-americana Perserverance (Perseverança). As três sondas, duas das quais levam rovers (veículos exploratórios), têm missões muito diferentes, mas com um objetivo comum: conhecer melhor o planeta.


As sondas foram lançadas há cerca de sete meses, período em que a distância entre a Terra e Marte era a menor nos próximos dois anos e, agora, o mês de fevereiro é finalmente o momento de colocá-las no local para onde foram programadas.

Cada sonda teve de percorrer uma longa etapa, cerca de 400 milhões de quilômetros entre os dois planetas, sem que as equipes saibam o desfecho de suas criações. Uma das fases mais críticas da missão é a de travar as sondas para que não cheguem demasiado depressa ao planeta, o que pode significar a automática destruição no solo vermelho.

Segundo o especialista Miguel Gonçalves, essa espécie de corrida é a incessante procura por vida em Marte. “Esta corrida a Marte explica-se pelos mistérios do passado, do presente e muito provavelmente do futuro, que Marte continua a disputar na comunidade científica.. Nos leva sempre àquela questão em que os autores de ficção científica estão muito habituados, que é a astrobiologia, ou seja, a eventual vida em Marte”.

As sondas - muitas já estão lá e outras não conseguiram sobreviver, desde os anos 60 - procuram desvendar o que se passou geologicamente no planeta e se ainda há presença de vida no subsolo. “Porque perceber a evolução de um planeta é também perceber a evolução do nosso próprio planeta”, diz Miguel Gonçalves.

O sucesso das missões não pode ser garantido. Mais da metade das viagens de sondas a Marte falharam. Na verdade, apenas os Estados Unidos conseguiram aterrissar aparelhos, já por oito vezes desde 1976, e alguns com delicados ou pesadíssimos instrumentos, como é o caso dos veículos exploratórios Sojourner -1997, Spirit and Opportunity - 2004 e Curiosity - 2012.

Hope 
A corrida a Marte abre-se com uma janela de esperança. Pelo menos assim esperam os estreantes espaciais dos Emirados Árabes Unidos. Lançada a partir do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, em 19 de julho de 2020, a sonda Hope, da Emirates Mars Mission, é a primeira a alcançar e a tentar orbitar Marte.

A missão dessa sonda não é pousar na superfície, mas sim orbitar o planeta por um ano marciano inteiro (687 dias). A principal missão será monitorar os ciclos meteorológicos do planeta. Dentro dessa pesquisa, a Hope vai procurar dados que possam, de alguma forma, fornecer informação sobre o por quê de Marte estar perdendo hidrogênio e oxigênio para o espaço.

Embora esta não seja a primeira sonda a orbitar Marte - há 14 satélites fazendo isso - a sonda EMM é mais um marco e um símbolo do progresso científico dos Emirados Árabes Unidos nesse campo, sendo a quinta nação a alcançar o planeta, coincidindo com o 50º aniversário do seu nascimento.

“É uma missão muitíssimo interessante”, diz Miguel Gonçalves. “Estamos falando da primeira nação árabe que chega a outro corpo do sistema solar. Esta é uma missão que tem carga científica modesta, e a Hope vai ficar em órbita muito elevada para conhecer a alta atmosfera de Marte”.

A missão espacial tem ainda outra particularidade, a cooperação internacional, com muita tecnologia e engenharia norte-americana e o lançamento por um foguete japonês. Serve também a um objetivo futuro: os lideres árabes querem inspirar os jovens para que estudem essa área promissora, além de preparar o país para outra economia.

Tianwen 1 
Depois de duas missões, com excelente resultado, à face oculta da Lua, a China quer agora marcar presença em Marte com um pequeno veículo cientifico. 

Lançada em 23 de julho de 2020, a missão chinesa Tianwen-1 tem como objetivo, à semelhança do que fez na lua, colocar um veículo exploratório na superfície marciana. Mas apesar de a sonda que transporta o rover chegar no dia 10 de fevereiro, o módulo de pouso só deverá entrar em Marte em maio. A equipe cientifica chinesa vai analisar o melhor local para a aterrissagem.

Embora muitos detalhes sobre a Tianwen sejam ainda desconhecidos, os objetivos centrais já foram revelados e incluem a criação de um mapa geológico de Marte e a localização de potenciais depósitos de gelo de água. Uma tarefa que será feita em órbita e que deverá determinar o local para onde o rover, de 240 quilos, equipado com seis instrumentos, incluindo duas câmaras e um radar, será enviado.

Para Miguel Gonçalves, apesar de o investimento ser ainda modesto, a China continua a investir significativamente em seu programa de exploração espacial: “Com um orçamento muito poderoso. Lembro que o orçamento da Nasa, a agência espcial norte-americana, anda por volta dos US$ 20 bilhões. O programa espacial chinês, segundo dados de 2017, tinha orçamento de US$ 11 bilhões.

A missão chinesa é já a segunda tentativa de chegar a Marte. A primeira foi em 2011, tendo a Yinghuo ficado presa à órbita da Terra após o mau funcionamento.Rover Perseverance, dos EUA.

Rover Perseverance 
“Depois de os primeiros rovers terem demonstrado capacidade, resistência e eficácia, quer nos resultados, quer nos objetivos mais do que superados na dura superfície marciana, a Nasa continua a apostar no envio de mais um equipamento com vasto laboratório ambulante.

Com essa aposta, que se soma ao Spirit e à Curiosity, os norte-americanos continuam a procurar vestígios biológicos em Marte. Sem perder a Opportunity, enviaram mais um sofisticado SUV científico.

Para chegar ao seu objetivo, a agência espcial norte-americana quer aterrisar o novo veículo na cratera de Jezero - um lugar que se acredita ter concentrado água há cerca de 3,5 bilhões de anos.

A Perserverance é, de todos os modelos já enviados pela Nasa, o mais pesado (1.050 quilos), mas também o mais bem equipado, com 23 câmaras de media de alta resolução e uma broca para recolher amostras do solo. 

Esse carro blindado, à prova da exigente meteorologia marciana, também vai equipado com microfones, que prometem aos cientistas e a todos os interessados nesse tipo de missão exploratória registrar e enviar para a Terra os primeiros sons na superfície de outro planeta. Transportará ainda um helicóptero de 1,8 quilos (Ingenuity), que irá sobrevoar várias zonas de Marte, transmitindo o sinal ao rover, que fará chegar os dados e imagens à Terra. (Por: Agência Brasil).


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