sexta-feira, 9 de abril de 2021

Bolsonaro defende que vacinação com Exército será mais rápida

 

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

No dia em que o Brasil registrou, pela segunda vez, mais de 4 mil mortes por Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro, levantou dúvidas sobre a diferença entre os números divulgados pelo Ministério da Saúde e o número de pessoas vacinadas no país. Segundo ele, com o Exército ajudando na vacinação, essa questão será resolvida, porque haverá notificação "imediata". 


"O Exercito brasileiro começou a colaborar na vacinação também e outras unidades, brevemente, começarão a vacinar.  E com Exército, Marinha e Aeronáutica, nós sabemos que essa questão das vacinas são... chegando, imediatamente, elas vão ser utilizadas e notificadas ao ministério aqui, de modo vocês saibam quantas doses foram distribuídas e vão ser aplicadas de forma bastante rápida", afirmou Bolsonaro, nesta quinta-feira (8/4) durante a transmissão live semanal, que durou menos de 25 minutos e na qual o ex-capitão se considerou membro das Forças Armadas e usou sempre o pronome nós.

"Quero agradecer o empenho de a todos envolvidos com a vacinação no Brasil. O ministério da Saúde distribuiu 45 milhões de doses e 24 milhões foram aplicadas. Essa diferença é, no meu entender, em parte, à não notificação de forma rápida para o Ministério da Saúde", disse ele, em seguida, ao lado do secretário de Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Helio Angiotti Neto.

O secretário, no entanto, não revelou qual é a capacidade de vacinação do governo no país, com a entrada das Forças Armadas, apesar de ter atingido 1 milhão de vacinados por dia. "Podemos vacinar mais. Temos estrutura", garantiu. 

De acordo com Bolsonaro, o onde houver  uma unidade militar, haverá vacinação, porque isso já foi acertado com o ministro-chefe da Casa Civil, Braga Neto e as Forças Armadas. "Estamos a disposição. Chegando para nós esse dever, o militar trabalha 24 horas por dia. Obviamente dependemos de vacina chegando para nós", disse. 

Alfinetada
O presidente citou um vídeo de um prefeito da cidade de São Pedro dos Crentes, no Maranhão, que é governado por Flávio Dino (PCdoB), que teria criticado a demora para a chegada de vacina, "e leva um tempo muito grande". "Lá o governador, segundo ele, desconsidera sábado, domingo e feriado. Não trabalha nesses dias", disse. "Acho que essa não deveria ser a forma de trabalhar quando se está numa crise como essa da Covid-19", emendou.

Logo no início do vídeo, Bolsonaro citou, sem muito entusiasmo, que o governo consegui arrecadar R$ 3,3 bilhões no leilão de aeroportos realizado na quarta-feria, mas errou o percentual de ágio médio, de 3.822% e citou 1.500%. Segundo ele, a previsão de receita "era baixa" e o resultado mostra que "os investidores estão confiantes no Brasil". "É uma boa notícia para todos nós", afirmou ele, depois citando a visita que fez a Chapecó (SC) e a Foz do Iguaçu (PR). 

Após afirmar que o governo dele tem trabalhado "para vencer a guerra contra a covid-19 desde o início", e, para se defender das críticas por não ter comprado vacina em 2020, o presidente colocou o secretário Angiotti Neto para falar.  "E a prova que nós compramos vacina no ano passado, procede?", perguntou Bolsonaro. "Sim. Já preparamos desde o ano passado uma encomenda tecnológica com Oxford, AstraZeneca, envolvendo, Fiocruz, quando ninguém estava falando vacina o governo tinha se mobilizado e estava se preparando", disse o secretário.

Bolsonaro citou como exemplo de medidas adotadas pelo governo no combate aos efeitos da pandemia o auxílio emergencial, como o "maior projeto de assistência social do mundo", mas não mencionou a nova rodada do benefício que começou a ser pago nesta semana. Ele ainda fez confusão entre o Benefício para Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), dizendo que o segundo preservou mais de 10 milhões de emprego. 

Curiosamente, o presidente evitou recomendar a cloroquina no vídeo ao comentar que as pessoas estão ficando muito deprimidas com a pandemia e afirmou: "Eu não sou médico", disse ele, acrescentando ser formado em educação física. Em seguida criticou o "o clima de pavor que é pregado junto a sociedade". "Isso não ajuda a salvar vidas", disse. 

O presidente colocou uma foto de um policial armado e uma mulher e duas crianças na praia, sugerindo que elas estavam sendo intimidadas. "Não vou discutir. Uma foto vale mais do que um milhão de palavras", disse. "A missão dele é mandar a mãe com as crianças para casa", ironizou. 

Bolsonaro voltou a afirmar que tem duas preocupações: o vírus e o desemprego. E repetiu que o Brasil é um dos países que mais está vacinando, atrás dos que fabricam a vacina. Ainda, entre uma tosse e outra, citou a  os estudos que o governo está desenvolvendo estudo, em  parceria com a Fiocruz, para utilizar um novo remédio que ainda está em estudo: a proxalutamida. Segundo o secretário, ainda não há uma previsão de quando esse medicamento poderá ser autorizado pela autoridades competentes.(

Por: Correio Braziliense

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Por: Rosana Hessel).



STF determina ao Senado instalação da CPI da Covid

 

Reunião do ministro Luís Roberto Barroso com os presidentes dos TRs (Foto: ABr | Agência Senado)

O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Senado Federal instale a CPI da Covid-19, para investigar eventuais crimes do governo de Jair Bolsonaro na pandemia do novo coronavírus, que nesta quinta-feira (8) matou 4.249 pessoas. 

O ministro Barroso analisou uma ação apresentada pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) instale a CPI. Ao todo, 31 senadores assinaram o pedido de criação da protocolado em fevereiro – quatro a mais que os 27 exigidos pelo regimento.

"Defiro o pedido liminar para determinar ao Presidente do Senado Federal a adoção das providências necessárias à criação e instalação de comissão parlamentar de inquérito", escreveu Barroso na decisão.

O requerimento da CPI afirma que tem o objetivo de “apurar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio para os pacientes internados” nos primeiros meses de 2021.

A decisão ocorre após Pacheco defender oficialmente à corte que a CPI não fosse instalada. Em uma manifestação de 11 páginas assinada pelo advogado do senado Hugo Kalil, Pacheco diz ao STF que não é o momento para uma CPI. (247).


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Tribunal determina retorno de lockdown no DF

 

Decisão tem validade imediata, mas governo poderá recorrer

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Souza Prudente, determinou nesta quarta-feira (8) que o governo do Distrito Federal (GDF) retome as medidas de restrição ao comércio e atividades não essenciais, que vigoraram por 29 dias e foram relaxadas no último dia 29 de março. 

Na decisão, Prudente indeferiu o recurso que pedia a derrubada de uma outra decisão, tomada pela juíza federal Katia Balbino de Carvalho Ferreira, da 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. No dia 30 de março, a magistrada ordenou o fechamento do comércio não essencial no DF , como shoppings, bares e restaurantes, até que a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) disponíveis na rede pública estivesse entre 80% e 85%. Além disso, a lista de espera de leitos de UTI para pacientes com covid-19 deveria ficar com menos de 100 pessoas. A decisão acabou sendo suspensa um dia depois, em despacho proferido pela desembargadora federal Angela Catão, também do TRF1, a partir de um recurso protocolado pelo GDF.

Agora, com a nova decisão do desembargador Souza Prudente, o DF deverá retomar o lockdown adotado ao longo do mês de março.

"Conforme bem demonstrado pelo juízo monocrático, calcado em dados analíticos diariamente atualizados, a gravidade do quadro inicialmente verificado e que serviu de base para a adoção de medidas restritivas de mobilidade urbana no âmbito do Distrito Federal não sofreu qualquer redução, mas sim agravamento, a demonstrar que houve e há uma escalada no risco de iminente colapso do serviço de saúde público e privado no Distrito Federal, não se justificando, dessa maneira, o relaxamento de tais medidas, enquanto não reduzidos os índices de contaminação e de capacidade de atendimento e tratamento às enfermidades decorrentes do contágio do coronavírus", diz um trecho da decisão, que tem validade imediata, mas cabe recurso por parte do GDF.(Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Assista na TV Brasil:

Edição: Claudia Felczak




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Maioria do STF autoriza fechamento de igrejas durante a pandemia

 

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no começo da noite desta quinta-feira (08), que o poder público pode determinar o fechamento de igrejas e demais templos religiosos em todo o país em razão da pandemia de Covid-19. Os magistrados entenderam que é constitucional um decreto do governador de São Paulo, João Dória, que determinou o fechamento dos centros religiosos para evitar aglomerações.

Os magistrados seguiram o voto do relator, Gilmar Mendes, que destacou que diante do avanço da pandemia, com milhares de mortes por dia, exige medidas sanitárias relevantes para salvar vidas. Um dos que acompanhou o relator, o ministro Alexandre de Moraes destacou que a sociedade parece não se comover com as milhares de mortes por dia provocadas pela doença. "O mundo ficou chocado quando morreram 3 mil pessoas nas Torres Gêmeas. Nós estamos com 4 mil mortos por dia. Me parece que algumas pessoas não conseguem entender o momento gravíssimo dessa pandemia. Ausência de leitos, de insumos, ausência de oxigênio. As pessoas morrendo sufocadas, uma das mais dolorosas mortes", disse.

Na visão de Moraes, o Estado deve ser laico, e independente de religiões, proteger a saúde e a vida da sociedade. "O poder público não pode ser subserviente, conivente com dogmas ou preceitos religiosos de uma ou várias fés, de uma ou várias religiões. Não pode se abaixar aos dogmas, colocando em risco a sua própria laicidade, e consequentemente colocando em risco a efetividade dos demais direitos fundamentais, no caso o direito à vida, o direito à saúde... Onde está a empatia e a solidariedade de todos nesse momento? A liberdade religiosa tem dupla função: proteger todas as fés e afastar o Estado laico de ter de levar em conta", destacou o ministro.

Contrário ao fechamento de igrejas, o ministro Kássio Nunes entende que as atividades religiosas devem ser mantidas nas igrejas, com a adoção de medidas sanitárias. Ele, que foi autor de uma liminar que proibiu o fechamento de templos no país, afirmou que quando tomou a decisão, a maioria das unidades da federação mantinham estes locais abertos. "No dia em que proferi a minha decisão, simplesmente 22 unidades da federação, 22 das 27, possuíam decreto permitindo cultos em igrejas e templos. Quando proferi tínhamos 19 das capitais permitindo cultos em igrejas e templos presenciais. Faço isso inclusive em tom de desabafo. Em momento algum, mesmo estando convicto de estar protegendo a Constituição, o fiz remando contra o bom senso dos gestores brasileiros. 85% dos estados e 75% das capitais naquele momento já autorizavam cultos presenciais. Mas esta estatística foi ignorada e a partir daquele momento foi atribuída a mim essa autorização", alegou o magistrado.

A ministra Cármen Lúcia destacou que a ciência aponta barreiras para a transmissão do vírus, e entre as medidas, o distanciamento e isolamento social. "Quando os especialistas pediram no final do ano passado que se evitasse encontros familiares para evitar a transmissão da doença, não se cogitou que seria contra as famílias. Os encontros apenas não deveriam ocorrer para contingências, a fim de evitar a transmissão. Pais não passaram o Natal com os filhos, netos com avós, uns e outros. O não encontro representava um gesto de amor necessário para aquele momento", destacou a magistrada.

"A fé não se mede pela presença, não se confunde com o banco da igreja... Portanto não está pra mim aqui a discussão da liberdade de crença, de culto. A pandemia não compromete apenas uma pessoa, transmite-se e compromete a coletividade. E as religiões e a religiosidade são uma forma de vida. A doença mata, e não mata pouco, como se tem visto", completou Cármen lúcia.

A ministra Rosa Weber acompanhou o voto do ministro Gilmar Mendes, e Dias Toffoli, a manifestação de Kássio Nunes. (Por: Correio Braziliense/Por: Renato Souza).



Secretário de Saúde de Pernambuco espera número elevado de óbitos por Covid-19 nas próximas semanas

 

André Longo, secretário estadual de Saúde - Foto: Américo Santos/SEI

Pernambuco notificou, nesta quinta-feira (8), o maior número de mortes por Covid-19 em um boletim diário desde julho do ano passado. Foram 82 óbitos relatados, ocorridos entre os dias 24 de setembro de 2020 e 7 de abril de 2021.

Ao lamentar esse aumento nas ocorrências fatais, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, alertou que esse cenário deve se repetir nas próximas semanas. 

"A gente ainda vai ter, infelizmente, taxas de ocupação (de leitos de UTI) elevadas nas próximas semanas. E também o número de óbitos (elevado). Eu tenho dois mil pacientes em UTI. Estamos lutando para salvar vidas, mas, infelizmente, muitos que foram pra UTI padecerão. Ainda teremos números de mortalidade muito além do que gostaríamos. Esse número de 82 mortes é muito dolorido”, disse o titular da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), em entrevista concedida de forma remota. 

Aceleração
O número de casos confirmados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Pernambuco teve uma subida significativa a partir da Semana Epidemiológica (SE) 7, referente a período entre os dias 21 e 27 de fevereiro. Nesse intervalo citado, foram 879 casos de SRAG, com 371 confirmações para a Covid-19 como origem. 

Um mês depois, na SE 12, entre os dias 21 e 27 de março, o número de casos de SRAG saltou para 1.719, com 850 confirmações de infecção pelo coronavírus Sars-CoV-2. 

Consequência
Três semanas depois do início da aceleração na transmissão do vírus, esse aumento começou a ser refletido nos indicadores de óbitos, que passaram de uma média de 150 por semana para mais de 250.

Na SE 9, foram 266 mortes por SRAG notificadas, sendo 165 delas positivas para a Covid-19. Na SE 10, as notificações subiram para 406, com 284 positivos para infecção pelo coronavírus. A média, desde então, tem se mantido entre 220 e 270 mortes confirmadas para a Covid-19 por semana. 

Como existe um retardo nas notificações dos óbitos - nesta quinta, por exemplo, teve óbito referente ao mês de setembro de 2020 -, os indicadores dessas semanas ainda podem subir. 

Curva
Segundo André Longo, após esse período de aceleração exponencial, Pernambuco vive um platô na curva epidêmica da Covid-19. Isso significa que há um cenário de estabilidade. Porém, essa estabilidade acontece em níveis elevados de novos casos, com mais de 2.500 registros diários de novas infecções, entre casos leves e graves. 

Em 2020, após a aplicação de uma quarentena rígida na Região Metropolitana do Recife (RMR) durante semanas de platô, a curva epidêmica começou a apresentar tendência de queda. Na época, contudo, as restrições, mesmo após o fim da quarentena, eram maiores do que as atuais. 

"Normalmente, após dias de aceleração exponencial, vem um platô, que é onde esperamos estar nesse momento. Dados recentes apontam que temos desacelerado e entrado em platô. Para que patamar vamos voltar (após o platô), ainda é uma incógnita. Após a quarentena de 2020, houve uma queda que permitiu até desmobilizar leitos”, recordou André Longo. 

O gestor afirmou que a quarentena imposta neste ano teve o resultado esperado pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que era frear a aceleração da transmissão do coronavírus. Mas deixou claro que não há certeza sobre as projeções para as próximas semanas. 

"Nesse momento, vamos voltar para que nível? Que patamar? Isso só as próximas semanas vão dizer. E depende diretamente do comportamento social”, enfatizou, pedindo, mais uma vez, que a população saia de casa apenas para atividades essenciais e que use a máscara corretamente, cobrindo boca e nariz. 

"Praticamente abolimos a noite. Bares e restaurantes estão fechando mais cedo. Continuamos em medidas restritivas. Podemos mantê-las, avançar ou retroceder a partir de 25 de abril (quanto termina o prazo do atual decreto). Isso vai depender dos números até lá. Vai depender do patamar da pandemia, em relação aos casos graves, às solicitações por leitos e ao número de óbitos”, completou. 

Leitos
De acordo com boletim da SES-PE desta quinta-feira, são 1.577 leitos de terapia intensiva para a Covid-19 na rede pública, com 96% de ocupação, e mais 510 em unidades privadas, com 90% de ocupação. 

As enfermarias na rede pública somam 1.217 vagas e têm ocupação de 87%. No setor privado, são 312 leitos de enfermaria, com 66% deles preenchidos.(Por Irce Falcão).


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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Pesquisa XP comprova que Lula é o melhor nome para derrotar Bolsonaro

 

O ex presidente Luiz Inacio Lula da Silva no braço do povo depois da missa e discursos em frente ao sindicato dos metalurgicos no ABC. SP 07 04 2018 (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Lula é o melhor nome para vencer Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira, 5. Enquanto o petista subiu 4 pontos percentuais, indo de 25% para 29%, Bolsonaro foi de 27% para 28%, na simulação do 1º turno das eleições.

Já no segundo turno, Lula é o único que vence Bolsonaro, com 42% contra 38%. Ciro Gomes, que aparece como terceira via para um setor dos golpistas, aparece empatado com o líder da extrema-direita brasileira em 38%. O ex-juiz da Lava Jato de Curitiba, Sergio Moro, também empata em 30%, e Guilherme Boulos (PSOL) perde com 30% contra 38% de Bolsonaro.

Desta forma, Lula é o único que vence Bolsonaro e, assim, a pesquisa comprova que o ex-presidente é o melhor nome para barrar o bolsonarismo em 2022.

Esse fato já havia sido levantado pela pesquisa Fórum em parceria com a Offerwise. A pesquisa divulgada em 17 de março, mostrou que, se a eleição fosse hoje, o ex-presidente venceria Bolsonaro no segundo turno e ficaria à frente já no primeiro. Num eventual segundo turno, Lula teria 38% e Bolsonaro 33.8%.

Em levantamento, feito entre 15 e 17 de março, a pesquisa DataPoder mostrou que Lula também vence Bolsonaro no segundo turno, com 34% das intenções de votos contra 30%.

Não há terceira via: unificar em torno de Lula

As pesquisas confirmam que, para derrotar Bolsonaro em 2022, é preciso apostar na candidatura Lula. Desta forma, uma terceira via, cogitada por um setor da esquerda e por um setor da direita golpista, não é viável para derrotar o bolsonarismo.

Fica claro, então, que é preciso unificar a luta contra Bolsonaro em torno da candidatura de Lula e, através dela, defender um programa para reverter os ataques promovidos pelo golpe de 2016 - do qual Bolsonaro é o resultado e a continuação.

Entre outras coisas, a candidatura de Lula permite unificar a luta contra a extrema direita; contra o desmonte das empresas estatais, principalmente a Petrobras (motor econômico do Brasil); contra a carestia; pelo aumento real do salário mínimo; pela vacinação massiva contra Covid-19; pela reversão da PEC do Teto dos Gastos; e assim por diante.

A candidatura de Lula é o ponto central para reunir todas as reivindicações progressistas, democráticas e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Bolsonaro tem 60% de rejeição

A pesquisa desta segunda, da XP Investimentos, também apontou que 60% da população brasileira disse não aprovar a forma como Bolsonaro governa o País. Também, avaliam como ruim ou péssimo o governo 48% da população, quase metade. Como ótimo ou bom avaliam 27% e como regular 24%.

Além disso, para 65% da população, a economia brasileira está no caminho errado e, dentre os nomes cotados para a disputa presidencial de 2022, Bolsonaro foi o que mais recebeu opiniões negativas: 46%. Já Lula, foi o que recebeu mais opiniões positivas, com 39% dos entrevistados.

A rejeição a Bolsonaro e o apoio a Lula indicam um terreno fértil para a campanha contra os golpistas. 

Lula pode ser eleito presidente do Brasil, se não houver um terceiro golpe de Estado para impedi-lo de se candidatar. A esquerda precisa garantir que o ex-presidente tenha seus direitos garantidos e que não haja uma nova farsa para condená-lo. (Juca Simonard, 247).

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Veja a pesquisa XP/Ipespe na íntegra:


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Cristina Kirchner abre mão de receber seu salário de 330 mil pesos de vice-presidente

 

Cristina Kirchner (Foto: José Cruz/Agência Brasil)


É oficial a decisão da vice-presidente da Argentina Cristina Kirchner de renunciar aos salários do cargo para o qual foi eleita.

A resolução foi publicada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial da Argentina.

"De acordo com a comunicação de 5 de março de 2021, a vice-presidente pôs em conhecimento da Secretaria-Geral da Presidência a sua decisão de renunciar a receber os vencimentos correspondentes ao cargo para o qual foi eleita, a partir de 1º de abril do corrente ano", diz um trecho da publicação.

Cristina Kirchner, que foi eleita em 2019 ao lado do presidente Alberto Fernández, comunicou à Casa Rosada a sua renúncia ao salário por meio de uma carta, entregue na última segunda-feira (5).

"Desejo declarar expressamente que, de acordo com a regulamentação em vigor, eu tenho o direito legítimo de receber meus bens como vice-presidente da nação, é minha decisão renunciar", diz um trecho da cara, conforme publicada na íntegra pelo site argentino El Destape.

Como vice-presidente, Cristina Kirchner tem o direito de receber 330 mil pesos (R$ 20 mil) por mês. A renúncia acontece depois que Administração Nacional de Seguridade Social da Argentina restaurou a Kirchner o subsídio vitalício a que tem direito como ex-presidente do país, nos mandatos de 2007 a 2011 e 2011 a 2015.

O subsídio de Cristina Kirchner corresponde a 375 mil pesos (R$ 22.790). Ela também tem direito a receber a pensão de 280 mil pesos (R$ 17 mil) de seu ex-marido Néstor Kirchner, que também foi presidente da Argentina entre 2003 e 2007. Néstor Kirchner faleceu em 2010. (Sputnik Brasil).


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Sim, o presidente Lula merece um quarto mandato e tem o apoio do Brasil 247

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania...