quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Após decisão do STF, deputados mudam estratégia e já falam em manter prisão de Daniel Silveira

 

Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) (Foto: Agência Câmara)

Após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter, por 11 votos a 0, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) preso e a denúncia contra ele feita pela Procuradoria-Geral da República, deputados aliados ao governo Jair Bolsonaro e ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) já estão revendo a estratégia de tentar livrar o parlamentar da prisão. De acordo com líderes partidários, a Casa não tem mais como votar de forma a contrariar uma decisão unânime da Corte. Nem o ministro indicado por Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, votou a favor do deputado governista. Com a ofensiva da PGR, a situação ficou ainda mais complicada.

Um das opções é adiar ao máximo a votação no caso do plenário para que o deputado passe, ao menos, o final de semana preso, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

A prisão seria analisada nessa quarta-feira (17), mas depois ficou para esta quinta-feira (18). O caso só seria analisado após a audiência de custódia, marcada para as 14h30, por meio virtual. Até lá, a defesa de Silveira ingressará com pedidos de relaxamento de prisão e, se conseguir questionar o “flagrante”, a Câmara não precisaria deliberar sobre a prisão.

O líder do governo, Ricardo Barros (Progressistas-PR), anunciou que votará pela libertação de Silveira, mas disse que a prisão não é “assunto de governo”, uma tentativa de isolar sua posição do Palácio do Planalto. 

Até mesmo a eleição de Bi Kicis (PSL-DF) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ficou prejudicada porque a parlamentar é do mesmo grupo de Silveira. (247).


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Pernambuco completa um mês de vacinação contra Covid-19 com mais de 286 mil doses aplicadas



Pernambuco completa, nesta quinta-feira (18), um mês de campanha de vacinação contra a Covid-19. Desde a noite de 18 de janeiro, quando a técnica de enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos se tornou a primeira pernambucana vacinada no Estado, já foram aplicadas 286.386 doses - sendo 52.376 pessoas com o esquema vacinal completo, aquelas que tomaram a segunda dose.

O número representa cerca de 56% das doses já recebidas pelo Estado a partir do repasse do Ministério da Saúde. Durante a campanha, chegaram 427.560 doses da CoronaVac, vacina da parceria Sinovac/Butantan, e outras 84 mil doses do imunizante de Oxford/AstraZeneca. Em todo o Brasil, já foram aplicadas mais de 5,9 milhões de doses - das quais, mais de 620 mil são de segunda dose.

Na próxima semana, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), devem chegar a Pernambuco cerca de 400 mil doses das duas vacinas já aprovadas e em uso no Brasil. É o que foi sinalizado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

“É importante que as vacinas cheguem o mais breve possível, para que possamos concluir o processo de imunização dos grupos prioritários e avançar para outros grupos e faixas etárias. O nosso sistema de saúde já tem uma logística pronta e eficiente, montada para distribuir as vacinas para todas as regiões de forma rápida, a partir do momento da chegada dos lotes ao Estado”, afirmou o governador Paulo Câmara.

A expectativa de Pazuello é de distribuir mais de 230,7 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 até julho.

Para a sanitarista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco (Fiocruz/PE) Tereza Lyra, o País, como um todo, não investiu nas vacinas e a campanha de imunização não foi conduzida da melhor forma possível.

"Quando chegaram as vacinas e estava eclodindo o caso de Manaus, o que devia ter sido feito é um bloqueio lá para evitar a circulação da nova cepa. Estamos numa escassez. Foi correto definir grupos prioritários", pontuou.

Tereza ressalta as questões burocráticas para o recebimento das doses. Segundo ela, idosos que vivem na periferia, por exemplo, deixaram de ser vacinados por causa do acesso aos sistemas de cadastro.

"Não podemos burocratizar um direito numa situação de crise tão grande. A vacina deveria estar sendo aplicada como sempre foi: nos postos, com equipes de saúde da família", acrescentou.

Por fim, a pesquisadora defende que outras estratégias poderiam ter sido definidas, como a prioridade a partir do cenário epidemiológico das regiões e não apenas idade ou profissão.

"Se onde tenho mais casos, vacino mais pessoas, diminuo a circulação do vírus, casos graves e de mortes. Se a vacina evita casos graves e mortes, eu deixo de sufocar o sistema de saúde e as pessoas deixam de morrer. É isso que a gente espera de uma campanha de vacinação bem feita", concluiu Tereza.

Perpétua Socorro
Perpétua foi a primeira a receber dose da vacina no Estado (Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco)

O médico infectologista Gabriel Serrano afirma que a campanha no Estado está num ritmo bom para aquilo que recebe do Governo Federal. 

"Temos vacina, mas não temos vacinação. Não temos um protocolo bem estabelecido. Vem faltando planejamento. O SUS é tripartite, tem a função do Estado, do município e da União. A questão das vacinas é do Governo Federal", disse. 

Gabriel acrescenta que a principal crítica de como a campanha de vacinação vem sendo conduzida é em relação à distribuição das doses. 

"Recebemos vacina e a gente sabia que ia receber há meses. Para mim, devia ter havido um cadastro e uma melhor especificação de quem tomaria em qual momento. Tivemos que fazer subestratificações", completou o infectologista.

Para a vacinação começar a ter impacto na transmissão do vírus dentro do Estado, é preciso aumentar o número de pessoas imunizadas. "Temos pouca gente com anticorpos sem ter sido infectada. Quanto mais se demora, mais vírus circula", finalizou Gabriel Serrano. 

Vacinômetro
Neste primeiro mês, Pernambuco vacinou trabalhadores de Saúde, povos indígenas aldeados, idosos institucionalizados, idosos a partir de 85 anos e pessoas com deficiência institucionalizadas. Veja as doses já distribuídas:

Trabalhadores de Saúde
1ª dose: 132.610
2ª dose: 32.754
Total: 165.364

Povos indígenas aldeados
1ª dose: 23.739
2ª dose: 17.082
Total: 40.821

Idosos institucionalizados
1ª dose: 5.477
2ª dose: 2.436
Total: 7.913

Idosos a partir de 85 anos
1ª dose: 71.458
2ª dose: -
Total: 71.458

Pessoas com deficiência institucionalizadas
1ª dose: 726
2ª dose: 104
Total: 830

Doses aplicadas no Estado
1ª dose: 234.010
2ª dose: 52.376
Total: 286.386

Números da pandemia no Estado
De acordo com o último balanço de Covid-19 da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), divulgado na quarta-feira (17), Pernambuco acumula 284.840 casos confirmados, sendo 1.927 registrados na atualização. O Estado contabiliza ainda 10.744 mortes, das quais 33 notificadas no boletim.

O Estado tem tendência de estabilidade da doença, mas com viés de alta e patamares elevados. Na semana epidemiológica 06, foram registrados 732 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), total que representa 21 notificações a mais do que na semana 05, quando foram contabilizados 711 casos.

Nas solicitações de leitos de UTI, a SES-PE registrou um aumento de 20% nos pedidos entre as semanas 06 e 05. Já em relação aos leitos de enfermaria, o crescimento no número de solicitações por vagas foi de 14,3% no mesmo período. (Por Fabio Nóbrega).


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Camilo Santana decreta toque de recolher e suspende aulas presenciais no Ceará

 

(Foto: TATIANA FORTES/ GOV. DO CEARA)

O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou nesta quarta-feira (17) toque de recolher das 22h às 5 horas em todo o Estado em decorrência do agravamento da pandemia. Todos os espaços públicos fecharão às 17h. A decisão vale até o dia 28 de fevereiro. 

Camilo Santana também suspendeu a decisão de volta às aulas presenciais em escolas e universidades públicas e privadas. Todas as medidas valem a partir desta quinta-feira (18), com exceção das aulas – que voltam a ser exclusivamente remotas na sexta-feira (19).

A decisão ocorre um dia depois de o governador da Bahia, Rui Costa (PT), também decretar toque de recolher na capital, Salvador, e outras cidades. (Brasil247).


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Imunidade pós-vacina pode demorar semanas, dizem especialistas

 

Médicos alertam que não se pode abrir mão de cuidados pessoais

Rovena Rosa/Agência Brasil

O início da campanha de vacinação contra a covid-19 levou esperança a milhões de brasileiros que esperam pelo momento em que poderão retomar uma rotina mais próxima à qual estavam habituados até o início da pandemia. Mesmo que lentamente, a imunização está avançando entre profissionais da saúde e pessoas dos grupos de risco.

O entusiasmo, no entanto, não deve levar ninguém a abrir mão de cuidados pessoais, sob risco não só de adoecer em um momento em que o sistema de saúde continua sob pressão, mas também de colocar em perigo a estratégia nacional de imunização. Especialistas lembram que, além de nenhuma vacina ser 100% eficaz, principalmente diante do risco de surgimento de novas variantes, o corpo humano demora algum tempo para começar a produzir os anticorpos que protegerão o organismo contra a ação do novo coronavírus.

Tempo médio

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), a pediatra Isabella Ballalai, em média o tempo mínimo para que o sistema imune esteja apto a responder adequadamente contra a presença de qualquer agente patogênico causador de doenças é de, no mínimo, 14 dias após receber a primeira dose de uma vacina. Mas cada imunizante tem seu próprio tempo médio para ativar o sistema imunológico, conforme descrito por seus fabricantes.

Fiocruz

A dose da AstraZeneca, por exemplo, é capaz de atingir uma eficácia geral de proteção da ordem de 76% 22 dias após a aplicação da primeira dose. O percentual pode superar os 82% após a pessoa receber a segunda dose, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por produzir, no Brasil, a vacina em parceria com a farmacêutica e a Universidade de Oxford.

Um estudo publicado na revista científica The Lancet, no início do mês, sustenta que a maior taxa de eficácia é atingida quando respeitado o intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose.

Butantan

O Instituto Butantan, parceiro do laboratório chinês Sinovac no desenvolvimento da CoronaVac, afirma que são necessárias, em geral, duas semanas após a segunda dose para que a pessoa esteja protegida, já que esse é o tempo que o sistema leva para criar anticorpos neutralizantes que barram a entrada do vírus nas células. Ainda segundo o instituto, uma quantidade maior de anticorpos pode ser registrada até um mês após o fim da vacinação, também variando de indivíduo para indivíduo.

"É importante esperar, porém, que grande parte da população tenha sido imunizada antes de voltarmos aos antigos hábitos, para evitar contaminar outras pessoas, já que o indivíduo que tomou a vacina ainda pode transmitir o vírus. Mesmo após a imunização, ainda será preciso manter medidas de segurança, como o uso de máscara e a higienização constante das mãos."

Cuidados

“Ao tomar uma vacina, a pessoa tem que aguardar pela ação do seu próprio sistema imunológico, que vai produzir os anticorpos que irão protegê-la”, reforça Isabella, destacando a importância de, mesmo após tomar a segunda dose, a pessoa continuar usando máscaras, evitando aglomerações, higienizando as mãos e objetos e respeitando as recomendações das autoridades sanitárias.

“É muito importante que as pessoas entendam que será preciso continuar tomando os mesmos cuidados por mais algum tempo. Este ano tende a ser melhor que 2020, pois já temos mais conhecimento e algumas respostas à doença, mas, infelizmente, 2021 será ainda de distanciamento e de uso de máscaras”, acrescenta a vice-presidente da SBIm, acrescentando que, para diminuir a transmissão da doença, será preciso vacinar, no mínimo, 60% da população brasileira.

“Ainda temos muitos desafios para controlar a doença. Há o risco do surgimento de novas variantes – mesmo que a maioria das vacinas esteja demonstrando ser eficaz também contra algumas das variantes já identificadas, em algum momento isso pode não ocorrer. Logo, ainda não é hora de relaxar. Ainda não é hora de retirarmos as máscaras e desrespeitar o distanciamento social”, alerta Isabella. (Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Graça Adjuto



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Pazuello garante 230 milhões de doses de vacina para governadores

 

Pazuello se encontrou com os governadores nesta quarta-feira (Foto: Agência Brasil/Reprodução)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou aos governadores nesta quarta-feira (17) um cronograma para entregar 230,7 milhões de doses de vacinas contra Covid-19, para 115,3 milhões de pessoas até julho.


“Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença", afirmou o ministro.  

A reunião estava marcada desde o início da semana. Era esperado que os governadores cobrassem do ministro um posicionamento urgente sobre a falta de doses. Isso porque algumas capitais precisaram parar de vacinar por falta de imunizantes.

Segundo o ministro, as próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão 2 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil.

Em março, a pasta também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.

O cronograma do primeiro semestre também considera negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, para as vacinas russa Sputnik V e a indiana Covaxin, respectivamente. A previsão é de que o contrato com os dois laboratórios seja assinado nesta semana. (

Por: Ana Mendonça

 

Por: Estado de Minas).




Operação Tapa-buracos foi suspensa na zona rural de Petrolina devido às chuvas

 

Foto: Ascom PMP/divulgação

Devido às chuvas dos últimos dias em Petrolina, a prefeitura anunciou que precisou suspender os serviços de patrolamento nas regiões de Sítio Santo Antônio (Rajada) e Cristália, na zona rural da cidade. Na madrugada dessa quarta-feira (17), os índices pluviômetros marcaram mais de 80 mm em localidades como Cristália e Baixa Alegre, e deve ter aumentado com as chuvas dessa quinta-feira (18).

Esse intervalo de suspensão dos serviços visa proporcionar um período para que as vias possam secar e assim voltar a receber as equipes da Secretaria de Agricultura que seguirão o cronograma da Operação Tapa-buracos, elaborado através de levantamentos atualizados constantemente. Já foram mais de 30 km recuperados em Lagoa do Geraldo, Sítio Tabuleirinho, Lagoa Brava, Sítio São Manoel, Santo Antônio na região de Rajada.

A Secretaria de Agricultura reforça ainda que esses serviços acontecem, em especial, naquelas estradas que são corredores de fluxo mais intenso de transportes para evitar transtornos e melhorar a segurança na mobilidade do interior da Capital Sertaneja. (Via:Carlos Brtto).


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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

MEC prorroga prazo para adesão de universidades ao Sisu

 

Instituições terão até 23 de fevereiro para oferecer vagas

Marcello Casal Jr./Agencia Brasil

O Ministério da Educação ampliou para 23 de fevereiro o prazo para a adesão das instituições públicas de educação superior ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na oferta de vagas para o primeiro processo seletivo de 2021.

Até então, as inscrições, que tiveram início em 8 de fevereiro, tinham como prazo final o dia 12. A assinatura do termo de adesão de cada instituição deve ser feita por meio do sistema de gestão do Sisu, no site do programa.

“Essa alteração do edital de adesão ao Sisu, que será publicada no Diário Oficial da União (DOU), no próximo dia útil, apenas unificará os cronogramas, antes estanques, dos dois procedimentos previstos em edital, que são a adesão e a retificação, se for o caso, das informações constantes nos documentos de adesão. O prazo final desse último procedimento não foi alterado. Ele terminará também no dia 23 de fevereiro”, informou o MEC.

O Sisu é o programa do MEC para acesso de brasileiros a cursos de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e, para participar, é preciso ter garantido um bom desempenho nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter zerado a redação.

É de exclusiva responsabilidade da instituição participante descrever, no documento de adesão, as condições específicas de concorrência às vagas por ela ofertadas no âmbito do Sisu. (Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Aline Leal



Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...