sábado, 9 de outubro de 2021

Lula já é tratado como candidato com perspectiva real de poder

 

Ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Tereza Cruvinel

Na entrevista coletiva que concedeu ontem em Brasilia, onde passou a semana em articulações político-eleitorais, a mídia fez uma clara inflexão de abordagem e desta vez o tratou como candidato com perspectiva real de poder.  A maioria das perguntas buscou respostas dele para o que faria em um eventual governo,  a respeito de temas diversos, de regulação da mídia à política de  preços de combustíveis, ao meio ambiente e à política econômica.

Houve o momento, nos tempos recentes, em que entrevistas de Lula não atraíam os grandes veículos de comunicação e eram por eles ignorada.  Isso logo depois que ele saiu da prisão mas ainda era um proscrito político, fase em que falou fundamentalmente para os veícuos independentes progressistas, inclusive para 0 247.  Após a restauração de seus direitos políticos pela STF, com a anulação de sentenças de Sergio Moro, a primeira entrevista coletiva teve alto quórum mas as perguntas ainda se prendiam muito ao tema corrupção e à  situação judicial dele. Na de ontem, o tom mudou.

Embora os grandes jornais tenham dado tratamento trivial à entrevista, todos enviaram repórteres, assim como televisões,  veículos regionais e independentes, reunindo um alto número de perguntadores.  As matérias de O Globo, Folha e Estadão colocaram ênfase na resposta sobre a questao da regulação da mídia, em que Lula de fato se reposicionou, dizendo que caberá ao Congresso, em algum momento, enfrentar este debate. Não prometeu tomar a iniciativa mas disse que não aceita a ideia de que "o único controle seja o "controle remoto".

Mas isso foi um ponto lateral na entrevista, embora central para a própria mídia. De resto, as demais perguntas foram endereçadas agora a um candidato que se afirmou como alternativa real a Bolsonaro, com perspectiva real de vir a comandar o governo a partir de janeiro de 2003. O que se queria saber, principalmente, é o que ele faria sobre isso ou aquilo.  E, secundariamente, quais são suas estratégias eleitorais.

Eu mesma lhe perguntei o que fará para obter uma nova pactuação com as elites econômicas,  que embora reconhecendo que ele foi um bom governante o qualificam de indesejável, como fez o co- presidente da Conselho de Administração da Natura,  Pedro Passos.  Faria algo como a Carta ao Povo Brasileiro, de 2002, para quebrar tais resistências? E perguntei ainda se poderá deslocar Fernando Haddad para a disputa do Senado para apoiar Boulos e garantir o apoio do PSOL.

Destaco a autoconfiança com que respondeu à primeira questão:

- Eu tenho um legado. Aos empresários, basta recordarem como estava a economia em meu governo. O dono da Natura pode recordar o que era a empresa dele antes e depois do meu governo. O legado que deixei nesse país vale por 500 cartas ao povo brasileiro.

E isso posto, não tergiversou sobre o tipo de Estado que defende, divergindo com franqueza dos defensores neoliberais do Estado mínimo.

- Quero um Estado forte, porque só um Estado forte é capaz de acabar com a miséria nesse país”.  Só um Estado forte poderá fazer casa popular subsidiada para o povo que está desempregado e ganha pouco. Quero um Estado capaz de melhorar o SUS, que era tripudiado antes da pandemia, e agora é endeusado por quem tripudiava. O SUS é uma coisa extraordinária. Não quero um Estado empresarial mas um Estado com força para ser o indutor do desenvolvimento.  Um Estado que cuide das pessoas sem preocupar com o gasto de cuidar das pessoas. É esse Estado socialmente justo que quero para esse país.

Quando outros jornalistas vieram com o argumento de isso leva ao gasto, ele pediu que não se falassem de responsabilidade fiscal, recordando dandos das contas públicas em seus governos.

- Nós pegamos esse país com U$ 30 milhões de dívida ao FMI, 12% de inflação, 12 milhões de desempregados e o Malan, que era um bom homem, tinha de ir todo final ano até Washington buscar dinheiro para fechar o caixa no Brasil.  Começamos a governar, todos os economistas diziam que o país iria quebrar. Nós consertamos a economia: trouxemos a inflação para 4,5%, geramos 20 milhões de empregos, tivemos superávit primário durante todo o governo, pagamos a dívida ao FMI, emprestamos U$ 10 bilhões ao FMI e ainda deixamos U$ 370 bilhões em reservas, que é o que está salvando o Brasil.

Foi um Lula com tudo na ponta da língua, inclusive os indices de aumento de preços de vários produtos da mesa dos brasileiros, que  se apresentou ontem: um candidato que, embora dizendo só decidirá em janeiro, exibe a paixão, disposição e o preparo para a tarefa por ele chamada de  "reconstrução do Brasil".

E falando do muito que já foi destruido por Bolsonaro - que chamou de maluco beleza e disse não servir nem para ser síndico de prédio - Lula reconheceu que o desafio de agora será maior e mais difícil que o enfrentado por ele ao ser eleito em 2002.  Mas ele esta com ganas.

A íntegra da entrevista está abaixo para ser conferida.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.


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Prefeitura de Juazeiro abre inscrições para a edição 2021 do Festival Edésio Santos da Canção

 

Foto: ilustrativa

A Prefeitura de Juazeiro, norte da Bahia, iniciou, nesta sexta-feira (08), as inscrições para o 24ª Festival Edésio Santos da Canção. Os artistas podem submeter canções inéditas e originais, de todos os gêneros e estilos da Música Popular Brasileira. As inscrições são gratuitas e serão feitas de forma online, através do endereço eletrônico https://www6.juazeiro.ba.gov.br/festival, até 8 de novembro.

Cada candidato pode inscrever até duas músicas, sendo que apenas uma será selecionada. Entre as canções inscritas, o corpo de jurados selecionará 24 canções que serão apresentadas nas eliminatórias do Festival, nos dias 9 e 10 de dezembro. “O Festival Edésio Santos da Canção é um patrimônio de Juazeiro e nós precisamos preservá-lo, para continuar revelando grandes artistas da nossa terra. É o desejo da prefeita Suzana e o nosso da Seculte, que o Edésio seja referência para a Bahia e para o Brasil”, frisou o superintendente de Cultura e Turismo, Junior Mota.

Mais informações sobre inscrições no edital do concurso, disponível no Diário Oficial do Município (http://doem.org.br/ba/juazeiro/diarios/previsualizar/2V3lJlNe), ou através do telefone: (74) 3613-0654.

Premiação

Entre as 12 canções escolhidas para a fase final, que acontecerá no dia 11 de dezembro, as três primeiras músicas colocadas, melhor intérprete, melhor canção local e o vencedor do Júri Popular receberão as seguintes premiações: 1º lugar, R$ 10,5 mil; 2º lugar, 8,5 mil; 3º lugar, R$ 6,5 mil; Melhor Música Local, R$ 4 mil; Melhor Intérprete, R$ 3,5 mil, Prêmio do Júri Popular, R$ 2,5 mil.

Texto: Eneida Trindade – Ascom/Seculte/PMJ


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Bolsonaro diz que 'não tem poder' sobre Petrobras e que não vai congelar preço do combustível na canetada

 
Fachada da Petrobras e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters | Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que não vai congelar "na canetada" o preço dos combustíveis no país, em meio às crescentes reclamações da população sobre o elevado custo do insumo para o consumidor final.
"Reclamam no Brasil aumento de preço de mantimentos, combustível, ninguém faz isso porque quer. Eu não tenho poder sobre a Petrobras. Eu não vou na canetada congelar o preço do combustível, muitos querem. Nós já tivemos uma experiência de congelamento no passado", disse ele, durante cerimônia alusiva à 1ª Feira Brasileira do Nióbio, em Campinas (SP).

Em outro momento do discurso, Bolsonaro voltou a falar dos combustíveis, mas para dizer que não tomará nenhuma decisão que poderia significar o rompimento de contratos.

"Quando se fala em combustível, nós somos autossuficientes. Mas por que esse preço atrelado ao dólar, eu posso agora rasgar contratos? Como é que fica o Brasil perante o mundo? Cada vez mais a gente recupera a nossa confiança, em cada viagem que a gente faz pelo mundo", disse.

Bolsonaro enviou um projeto de lei ao Congresso com o objetivo de alterar a forma de tributação do ICMS dos combustíveis. O presidente tem procurado responsabilizar os governadores, que manejam o ICMS, por boa parte da alta dos combustíveis.(Reuters).




Damares defende veto de Bolsonaro: 'Prioridade é vacina ou absorvente?'

                      Por: Estado de Minas

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se manifestou pela primeira vez após o  veto do presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) à distribuição gratuita de absorventes para estudantes de escolas públicas e para mulheres em vulnerabilidade social. Damares defendeu Bolsonaro disse que o país precisa escolher entre "vacina e absorvente".


Damares, que esteve em um evento na cidade de Francisco Beltrão, no Paraná, disse que a prioridade no momento é a aquisição de vacinas contra a Covid-19. A ministra, para defender Bolsonaro, afirmou que governos anteriores não se preocuparam com a distribuição gratuita de absorventes.

"Hoje, a gente tem que decidir, a prioridade é a vacina ou é o absorvente? As mulheres pobres sempre menstruaram nesse Brasil, e a gente não viu nenhum governo se preocupar com isso. E agora o Bolsonaro é o carrasco, porque ele não vai distribuir esse ano", declarou Damares.

A ministra também disse que o Brasil vai distribuir absorventes "na hora certa", uma vez que o Ministério da Saúde, no momento, está dedicado a adquirir vacinas e remédios.

"É uma questão de prioridade, não vamos tirar o arroz da cesta básica para colocar o absorvente", concluiu.

Pobreza menstrual 
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) publicados em maio mostram que mais de 4 milhões de mulheres vivem sem acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Mais de 700 mil meninas não têm banheiro ou chuveiro em casa. A pobreza menstrual, como é chamada a dificuldade de aquisição de recursos de higiene, infraestrutura e conhecimentos sobre a menstruação, afeta o desempenho escolar das estudantes brasileiras. 

Segundo a ONU, uma em cada quatro jovens deixam de ir ao colégio durante o período menstrual por falta de absorventes, média 2,5 vezes superior à mundial. Com isso, as jovens perdem cerca de 45 dias de aula por ano letivo.


ECONOMIA - Petrobras sobe preços da gasolina e do gás de cozinha em 7,2%

Segundo a estatal, os reajustes 'refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo'

                 Por Nicola Pamplona/Folhapress                                                Combustível - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A Petrobras anunciou nesta sexta (8) aumentos de 7,2% nos preços da gasolina e do gás de cozinha em suas refinarias. O preço do óleo diesel, que foi reajustado na semana passada, permanecerá estável.

Segundo a estatal, o litro da gasolina vendida por suas refinarias passará de R$ 2,78 para R$ 2,98, um reajuste médio de R$ 0,20. Em nota, a empresa destacou que é o primeiro aumento em 58 dias.

Já o quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86, alta de R$ 0,26. Assim, os 13 quilos necessários para encher um botijão custarão na refinaria o equivalente a R$ 50,15.

O preço do gás de cozinha nas refinarias da estatal ficou 95 dias sem reajustes, embora as cotações internacionais tenham disparado com o aumento da demanda na Europa.

Segundo a estatal, os reajustes "refletem parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".



Marília Arraes contesta argumento de Bolsonaro para vetar PL dos absorventes: apontamos, sim, a fonte do recurso (vídeo)

 

Deputada Marília Arraes (Foto: Reprodução/Facebook)

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) criticou o argumento de Jair Bolsonaro de que vetou a distribuição gratuita de absorventes femininos porque não teria a indicação sobre a fonte do dinheiro para a implementação da medida. A proposta, de autoria da petista, contempla estudantes de baixa renda de escolas públicas e mulheres em situação de rua ou de vulnerabilidade extrema.

"Fizemos estudos de impacto financeiro do projeto, apontamos de onde viria o dinheiro, tudo acordado com lideranças, inclusive do governo, no Senado, na Câmara. O veto de Bolsonaro é um ato de misoginia, de desconexão com a realidade das mulheres, que, no mundo inteiro, tem a questão da dignidade menstrual", afirmou. "A quem será que interesse que temas como esses, como a dignidade menstrual, se resume à esfera privada".

"Estamos nos mobilizando no Congresso para que o veto seja colocado em pauta e a gente possa derrubar este veto. Estamos nos organizando na bancada feminina", complementou.


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Marília Arraes articula mobilização no Congresso para derrubar veto de Bolsonaro sobre absorventes

 

Presidente vetou proposta de distribuição de absorventes, mas Congresso ainda pode derrubar veto


                Por Blog da Folha

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) já iniciou uma mobilização ampla no Congresso e junto à sociedade civil para garantir a derrubada do veto de Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei 4968/2019, de sua coautoria, que cria o Programa Nacional de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. "Bolsonaro mostra que não tem nenhum pingo de sensibilidade com as mulheres. Ele deixa claro toda a sua misoginia com esse veto. Não podemos nos calar, pois estamos tratando da vida, da dignidade de milhares de mulheres. Esse veto é um atentado contra todas nós e por isso não perdemos nenhum minuto. Já iniciamos as articulações e contamos com o valioso apoio da bancada feminina, independentemente de partidos. Vamos derrubar esse veto absurdo!". 

O PL, aprovado na Câmara e no Senado, garante a distribuição de absorventes higiênicos para 5,9 milhões de mulheres em todo o país. O veto do governo foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira.
 
"Quando trouxe a discussão sobre a dignidade menstrual para a Câmara, quis ampliar o debate sobre o direitos das mulheres. Por isso temos que continuar trabalhando contra o veto de Bolsonaro e lutar contra mais essa atitude misógina do governo."

A ideia de Marília com o projeto é criar uma estratégia de promoção da saúde e atenção à higiene, com os objetivos principais de combater a precariedade menstrual, identificada como a falta de acesso ou a falta de recursos que possibilitem a aquisição de produtor de higiene e outros recursos necessários ao período da menstruação. 

“Esse é um tema que deve ser discutido pelo poder público, mas essa não é a intenção do governo. O veto de Bolsonaro é um absurdo e atinge diretamente todas as mulheres do nosso país. Vamos continuar articulando no Congresso para derrubar esse ataque frontal contra as mulheres", finaliza Marília.


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Sim, o presidente Lula merece um quarto mandato e tem o apoio do Brasil 247

A reconstrução foi o primeiro passo. O próximo é transformar o país, com melhores empregos, mais igualdade, mais tecnologia e mais soberania...