segunda-feira, 9 de março de 2020

Dilma convoca mulheres às ruas: ‘hoje, no Brasil, lutar contra o machismo é lutar pela vida’

“Vivemos tempos difíceis para as mulheres. Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país”, alarma a ex-presidente Dilma Rousseff nas redes sociais

Dilma Rousseff durante encontro de mulheres do MST em 2020
Dilma Rousseff durante encontro de mulheres do MST em 2020 (Foto: MST)

Neste 8 de Março, Dia Internacional da Luta das Mulheres, a ex-presidente Dilma Rousseff, símbolo do alvo da misoginia na política brasileira após ter sofrido um golpe e sido retirada da presidência em 2016, fez uma convocatória para que as mulheres vão às ruas.
“Hoje, no Brasil, lutar contra o machismo é lutar pela vida”, postou nas redes sociais. “Vivemos tempos difíceis para as mulheres. Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país”, alarmou ainda.(247)
Leia a íntegra do texto:
DIA DE LUTA CONTRA O MACHISMO DE UM GOVERNO QUE APOIA A VIOLÊNCIA
Convido as mulheres brasileiras a participar das manifestações deste domingo em todo o Brasil em defesa dos nossos direitos e contra o feminicídio, a violência, o machismo e a misoginia. Hoje, no Brasil, lutar contra o machismo é lutar pela vida.
Vivemos tempos difíceis para as mulheres. Desde a redemocratização, nunca se viu tanta misoginia, tanto machismo e tanta violência, autorizados pelos que governam o país.
O machismo e a misoginia do presidente, como foram praticados contra a deputada Maria do Rosário, autoriza a violência, os estupros e os assassinatos. O feminicídio aumentou 7%, em 2019. Entre 3 a 4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil de Bolsonaro.
Machismo e misoginia causam sofrimento, ferem e matam. Quem verbaliza a misoginia e o machismo incentiva a violência. Simone de Beauvoir disse que “ninguém é mais arrogante, agressivo e desdenhoso com as mulheres do que o homem que duvida de sua virilidade”.
Não posso deixar de homenagear as mulheres que sucumbiram à violência dos homens e do estado. Como Marielle Franco, brava lutadora em defesa dos direitos humanos, cujo assassinato completa dois anos sem que as autoridades tenham esclarecido o crime. A violência assassina das milícias e seus cúmplices deve ser apurada, doa a quem doer.
A luta de todas nós é a luta dos que querem uma sociedade de paz e de bem viver. Uma luta pela civilização, pela soberania, pela vida e contra a discriminação de pobres, negros, LGBTIs. Uma luta pela terra, em defesa do meio ambiente e das populações indígenas.
As mulheres não querem privilégios, querem direitos. Direito ao trabalho remunerado, a salários iguais por funções iguais, à disputa justa por promoções, à liberdade de trabalhar sem sofrer assédio, à equidade e ao empoderamento nas funções políticas.
As mulheres querem viver sem medo, tanto nas ruas quanto dentro de suas próprias casas. Que o estado as proteja de agressores e assassinos e que polícia faça seu trabalho e não desdenhe das ameaças e das agressões que sofrem. E que o presidente não nos ameace.
DESTRUIÇÃO DE DIREITOS
Ao destruir programas de proteção social como o Bolsa Família, o MCMV e a Casa da Mulher Brasileira, que nós do PT implantamos e que tinham as mulheres como titulares dos benefícios, o governo neofascista mostra seu desprezo pelas mulheres e pelos mais pobres.
O ministro da Economia mostrou sua visão reacionária e seu desprezo pelas mulheres que trabalham como empregadas domésticas, acusando-as de gastar dólares, desvalorizar o real, ao “viajar” para a Disney.
Esta é uma visão de fundo escravista, de quem não respeita o trabalho dedicado, mal pago e, até há pouco desprotegido. Só no meu governo as trabalhadoras domésticas tiveram seus direitos trabalhistas e previdenciários reconhecidos.
No mundo, 42% das mulheres e meninas executam mais de 75% dos trabalhos não-remunerados, como cuidar de casa, de crianças, de idosos e de pessoas doentes, segundo relatório da Organização Oxfam. Isto prova que a desigualdade é sexista e misógina.
A destruição do Bolsa Família por Bolsonaro atinge fortemente as mulheres que sofrem por não terem direito de alimentar seus filhos. Mais de 1,5 milhão de famílias foram excluídas do programa. Bolsonaro congelou o Bolsa Família nas 200 cidades mais pobres do país. Basta!!!
Em época de coranavírus, com a volta do sarampo e da desnutrição infantil, são as mulheres, sobretudo as gestantes e mães de crianças pequenas, que mais sofrem com a destruição do Mais Médicos, programa que criamos e que atendeu 63 milhões de brasileiros.
Nos nossos governos, o Minha Casa Minha Vida destinou às mulheres a posse das mais de 3 milhões de moradias. Desde que Bolsonaro assumiu, o programa teve as verbas reduzidas e está praticamente reduzida a zero a oferta de moradias para os mais pobres.
Com as políticas de educação dos nossos governos, as mulheres passaram a ter mais anos de escolaridade que os homens e, ainda assim, até hoje ganham 41,5% menos do que eles. Em 2018, a renda per capita da mulher era de US$ 10,432, contra US$ 17,827 do homem. Esta injustiça precisa acabar.
A ascensão do neoliberalismo e do neofascismo bolsonarista piorou muito a vida das mulheres. O desmonte dos direitos sociais atinge sobretudo as mulheres negras, que são as que mais trabalham, as mais pobres e as mais responsáveis por cuidar da vida de terceiros.
Nós criamos leis que tipificaram o feminicídio, tornando o assassinato de mulheres crime hediondo. Instalamos casas para abrigar as mulheres vítimas da violência doméstica. Bolsonaro acabou com os programas de proteção, tornando as mulheres mais vulneráveis.
(Originalmente publicado no Twitter)


Blog do BILL NOTICIAS

Paulo Coelho cobra reação do Congresso contra golpe articulado por Bolsonaro

Nas rede sociais, o escritor ainda disse que “quem cala, consente” sobre aqueles que não tomam posição sobre a medida antidemocrática do Executivo
Paulo Coelho
Paulo Coelho (Foto: Reuters)

247 - O escritor brasileiro Paulo Coelho cobrou reação do Legislativo e do Judiciário contra o chamado de Jair Bolsonaro para realizar manifestações no dia 15 de março contra o Congresso Nacional. 
Em sua conta no Twitter ele disse, que quem não denunciar o ato “consente” com a medida antidemocrática do Executivo.
Essa declaração foi feita no mesmo dia em que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Antonio Dias Toffoli, aliviou para Bolsonaro afirmando que “não é papel do presidente do Supremo ser comentarista de falas dos presidentes dos outros poderes”.

Blog do BILL NOTICIAS 

Mulheres ocupam as ruas neste domingo para rejeitar as agressões à democracia

Em São Paulo, mulheres se concentram na Av. Paulista a partir das 14h. No Rio, a mobilização é às 17h, na Candelária. Ao todo, 23 estados e DF realizam atos
(Foto: Marcha Mundial de Mulheres/Elaine Campos)

Os movimentos feministas e populares realizam mais uma manifestação do Dia Internacional da Mulher, neste domingo (8). Em São Paulo, as mulheres se concentram na Avenida Paulista, a partir das 14h.
Todos os anos, homens e mulheres saem às ruas contra o feminicídio, por mais direitos e para denunciar o machismo. Neste ano, os movimentos adotaram o tema “Por nossas vidas, democracia e direitos! Justiça para Marielle, Claudias e Dandaras!”
O mote é uma resposta à conduta misógina do presidente Jair Bolsonaro e seguidores, que recentemente voltaram à tona em escala agressiva. Em 2020, os protestos do “8M” ganham também caráter de repúdio aos protestos convocados por Bolsonaro. 
Em diversas capitais as mulheres comemoram o Dia Internacional dedicado a elas com manifestações.(247)

Blog do BILL NOTICIAS

Argentina deixar de vender trigo ao Brasil pode ser gesto contra Bolsonaro, diz economista

O anúncio feito pela Argentina de que deixaria de vender trigo ao Brasil por falta de estoque pode ter um componente "político", disse a economista Anapaula Iacovino à Sputnik Brasil

(Foto: Reuters)

Sputnik - O anúncio feito pela Argentina de que deixaria de vender trigo ao Brasil por falta de estoque pode ter um componente "político", disse a economista Anapaula Iacovino à Sputnik Brasil.
A justificativa argentina para interromper as exportações do produto ao Brasil é o aumento das vendas para outros mercados, principalmente países asiáticos. Com isso, não haveria mais estoque de trigo disponível.
Em entrevista para a Sputnik Brasil, Lacovino disse que atitude da Argentina pode ser mais "política" do que "econômica", uma retaliação a uma promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro de zerar as tarifas de importação do trigo oriundo dos Estados Unidos.
"Causa um pouco de desconfiança de ser mais um comportamento político do que econômico. Trigo a argentina tem", afirmou a especialista em agronegócio e professora da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).

'Má vontade' entre nações

Segundo ela, os desentendimentos passados entre Bolsonaro e o presidente argentino, Alberto Fernández, criam um clima de "má vontade" entre as duas nações.
Bolsonaro se mostrou abertamente descontente com a eleição do colega argentino, que também criticou o brasileiro. Depois de muitos atritos, os dois países ensaiaram uma aproximação pragmática, com a visita do chanceler argentino, Felipe Solá, ao Brasil.
"No momento em que há qualquer tipo de rusgas, qualquer tipo de atritos entre as principais lideranças, passa a existir uma certa má vontade de toda ordem, política e comercial. Nessa questão do trigo, não pode deixar de ser uma oportunidade para os argentinos responderem a uma provocação de Bolsonaro, que falou que faria um acordo de livre comércio na questão do trigo com os norte-americanos", disse a economista.

'Elevar o tom'

Iacovino, no entanto, ressaltou que os argentinos só se sentiram "confiantes" e "tranquilos" para "elevar o tom", interrompendo as vendas para o Brasil, após aumentarem as vendas para outros mercados.
"Nos últimos meses a Argentina vem dialogando com outros países, buscando novos mercados, o fato é que sentiu confiança aumentado as exportações para a Ásia", afirmou.
A analista disse que a situação vai afetar o "dia a dia" dos brasileiros, com aumento de preços de vários produtos.
"Alguns analistas falam em aumento de 20% do pão, mas não será apenas o pãozinho, tem todo conjunto das massas, macarrão, tudo que depende da farinha de trigo vai sofrer um impacto", disse a professora.  
A solução para o problema seria aumentar as compras de outros produtores. Iacovino cita União Europeia, Estados Unidos, o que pode ser "vantajoso" pela "proximidade política", Canadá, Índia e "até a "Rússia".

Cidadão brasileiro pagará a conta

A especialista, no entanto, frisou que mesmo com um aumento recente das tarifas de exportação impostas pela Argentina aos grãos, importar do país vizinho sempre foi mais barato.
A economista afirmou também que a desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar "deixa a importação de outros países ainda mais cara".
"Dificilmente a gente vai conseguir evitar que o cidadão brasileiro pague essa conta. Quer pelas questões cambiais, quer pelas relações comerciais com a Argentina", afirmou Anapaula Iacovino.

Blog do BILL NOTICIAS

Rodrigo Maia pede diálogo, no momento em que Bolsonaro chama protesto contra o Congresso

Presidente da Câmara alegou deterioração da economia mundial ao propor entendimento entre os poderes. Enquanto isso, Jair Bolsonaro trama um autogolpe

Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro
Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters | Carolina Antunes/PR)

Um dia depois de Jair Bolsonaro convocar a população às ruas no dia 15 de março, manifestações que pedem o fechamento do Congresso e do STF, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu diálogo pela redes sociais e alertou sobre a crise internacional.
“O cenário internacional exige seriedade e diálogo das lideranças do País. A situação da economia mundial se deteriora rapidamente. O Brasil não vai escapar de sofrer as consequências dessa piora global. É preciso agir já com medidas emergenciais”, postou Maia no Twitter.
“O Congresso está pronto para avançar com as reformas necessárias capazes de reestabelecer a confiança. Se agora os poderes da República agirem em harmonia e com espírito democrático, esta crise pode virar uma oportunidade de se somar forças em busca das soluções necessárias e urgentes”, completou o deputado. (247)

Blog do BILL NOTICIAS

Olavo de Carvalho diz que igrejas evangélicas são culpadas por "tudo que acontece de mau no Brasil”

“Tudo o que acontece de mau no Brasil vem de uma ou várias destas instituições: Forças Armadas, Partido Comunista, Maçonaria, Igreja Católica, Igrejas Evangélicas", disse o guru de Bolsonaro
(Foto: Reprodução)


Ideólogo da extrema-direita, “Olavo de Carvalho, guru de Jair Bolsonaro, colocou as igrejas evangélicas na mira de sua metralhadora giratória nas redes sociais”, informa coluna da jornalista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo.
Tudo o que acontece de mau no Brasil, segundo ele, vem de algumas instituições - dentre elas a Igreja Evangélica. 
“Tudo o que acontece de mau no Brasil vem de uma ou várias destas instituições: Forças Armadas, Partido Comunista, Maçonaria, Igreja Católica, Igrejas Evangélicas. Não que elas em si sejam necessariamente más, mas quem quer que suba na hierarquia de uma delas acaba tentando usá-la para tirar vantagem e foder com o resto da população. Demolir o prestígio dessas instituições seria tirar de milhões de picaretas a arma do crime”, disse. (247)

Blog do BILL NOTICIAS

Pedido de impeachment de Jair Bolsonaro será protocolado por Alexandre Frota um dia após os protestos

"Ele está induzindo o Brasil ao caos ao incitar seus seguidores a fechar o Congresso", diz o parlamentar. "Razão jurídica já existe e o ambiente político está se formando", aponta ainda Frota

Diante da indecisão da oposição de esquerda, o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) irá protocolar o pedido de impeachment de Jair Bolsonaro no dia 16 de março, logo após os protestos de 15 de março, que foram convocados por Jair Bolsonaro via whatasapp e que, agora, foram reforçados diretamente em sua escala em Roraima, antes da viagem para os Estados Unidos.
"Ele está induzindo o Brasil ao caos ao tentar provocar uma crise institucional e ao incitar seus seguidores a fechar o Congresso", diz o parlamentar, que reuniu uma equipe de quatro advogados para preparar o pedido de impeachment.  O foco, revela Alexandre Frota, será o artigo 85 da Constituição Federal. 
Diz o artigo que são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação.
"Fundamentação jurídica para o impeachment já existe", diz Frota. "O ambiente político está se formando", afirma. O parlamentar também assinala que, se o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) não colocar neste momento o impeachment em votação, ao menos já existirá um pedido protocolado. "Fiz a minha parte", diz ele. (247)

Blog do BILL NOTICIAS

ELEIÇÕES 2026 Marília Arraes diz que campanha de Lula buscará apoio de Raquel Lyra no 2º turno

Na avaliação de Marília, a reeleição de Lula oferece melhores condições para viabilizar obras como o trecho pernambucano da Ferrovia Transno...