segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Garantia Safra: agricultores que ainda apresentam pendências cadastrais recebem parcelas retroativas a partir deste mês

   Via:Vinicius de Santana

Dos 2.260 agricultores de Petrolina cadastrados no seguro Garantia-Safra, 81 ainda não receberam as parcelas referentes ao período 2017/2018. Para dirimir o problema, a prefeitura orienta a procurar a sede da Secretaria de Agricultura que continua auxiliando na resolução das pendências cadastrais a exemplo da duplicação de NIS (Número de Identificação Social). Neste mês de agosto, a Caixa Econômica Federal liberará as cinco parcelas acumuladas até a data do recebimento de acordo com o final do cartão de cada agricultor.
Para regularizar o cadastro, é necessário levar os seguintes documentos: CPF, RG e número do NIS. Outras informações pelo telefone (87) 8864-0747 ou ainda na sede da secretaria que está localizada na Rua das Laranjeiras, nº 265, Centro, próximo à Praça do Galo.
Sobre o seguro
O Garantia-Safra é um programa com ações voltadas aos agricultores familiares que tiveram prejuízos em suas lavouras (por secas prolongadas ou chuvas em demasia) e estão inseridos em municípios atingidos pela seca ou excesso de chuvas.
A Secretaria de Governo e Agricultura é responsável, em Petrolina, pelo recebimento de inscrições, emissão dos laudos técnicos de verificação do plantio e de casos nos quais há perdas, além de orientar quando apresentam pendências no cadastro a exemplo de o agricultor ter dois ou mais números diferentes de NIS (Número de Identificação Social), atribuídos pela Caixa Econômica Federal, ou sem adesão por não ter efetuado o pagamento do boleto quando no momento de inscrição no seguro, o que ocasiona o bloqueio e aqueles que informaram o número correto do NIS recentemente e constam na lista de recém-importados do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA).(Ascom)


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Emissora manda cortar transmissão de festival de cinema caso algum artista fale mal de Bolsonaro

(Foto: Alan Santos - PR)

A transmissão pelo Canal Brasil da cerimônia de premiação do Festival de Cinema de Gramado teve censura. Antes do evento teve uma reunião de membros da emissora, que receberam ordem de cortar a transmissão caso algum artista falasse mal de Jair Bolsonaro. A informação é da coluna de Fábia Oliveira, publicada no jornal O Dia. 
Sem proposta concreta para a retomada do crescimento econômico, Bolsonaro vê a sua reprovação superior a aprovação. Um levantamento feito pelo Instituto FSB Pesquisa, encomendado por Veja, apontou que 48% dos brasileiros desaprovam o governo, contra 44% que apoiam. 
De acordo com os dados, 68% acreditam que as falas dele prejudicam em algum grau o andamento do governo e, para 49%, elas atrapalham muito (veja aqui). (247)

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Mulheres são presas com grande quantidade de drogas em Petrolina

  Via:Carlos Britto
(Foto: Divulgação)


Duas mulheres foram presas por tráfico de drogas em Petrolina, no último sábado (24), após informações obtidas pelo Núcleo de Inteligência do Sertão e (NIS-4), da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). De acordo com o 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp), uma das suspeitas foi presa no Bairro Jardim Guararapes, zona oeste, com 26g de crack.
Ao ser questionada se ela tinha mais drogas, a mulher informou que na sua residência haveria mais uma quantidade da mesma substância. No imóvel, os policiais encontraram 488g de pasta-base de cocaína, 346g de crack, 4 balanças de precisão e a quantia de R$ 3.535,00.
Conforme o 2º BIEsp, a mulher disse que o material encontrada na casa pertencia a outra mulher que estava na residência. Já esta, confirmou ser de sua propriedade toda a droga apreendida e que teria repassado a primeira suspeita para fazer a comercialização. A dupla foi encaminhada à delegacia, junto com o material apreendido.


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PROTESTO - Lideradas por artistas, manifestantes caminham de Ipanema ao Leblon pela Amazônia

  Por: AE
Mauro Pimentel/AFP
Mauro Pimentel/AFP

Com cartazes pedindo o fim da destruição da Amazônia e entoando coros de "Fora Salles", "Viva a natureza" e "Bolsonaro sai, Amazônia fica" manifestantes se reuniram neste domingo, 25, na orla do Rio para protestar contra a política ambiental do governo Jair Bolsonaro e a destruição da Amazônia.
O grupo formado por muitas famílias, ativistas, políticos e artistas se reuniu no início da tarde em Ipanema e caminhou até o Leblon, na zona sul do Rio. A "comissão de frente" da marcha foi formada por Caetano Veloso, Maitê Proença, Antonio Pitanga, Criolo, o jornalista do The Intercept Glenn Greenwald, os deputados federais Alessandro Molon (PSB-RJ), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ) e David Miranda (PSOL-RJ), companheiro de Glenn.

Também estavam presentes os atores Patrícia Pillar, Luisa Arraes, Maria Padilha, Mateus Solano, Patrycia Travassos, Caio Blat, Gregório Duvivier, Alinne Moraes, Paula Burlamaqui e Nanda Costa, entre outros. Os organizadores estimaram a presença de 15 mil pessoas no protesto.

"Estou aqui porque estamos defendendo a causa do meio ambiente contra as decisões e as coisas que são ditas pelo poder incumbente do Brasil agora. Nesse momento, com as queimadas na Amazônia e a repercussão mundial, a gente vê o caso muito explicitado e está se articulando. É importante (a repercussão internacional) para que os dirigentes tomem consciência", disse Caetano.

Molon disse que propôs ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em conjunto com outros dois deputados, a instalação de uma comissão no Dia da Amazônia (5 de setembro). A comissão funcionaria como uma espécie de audiência pública para discutir questões ligadas à preservação da floresta. Ele também iniciou a coleta de assinaturas para a instauração de uma CPI da Amazônia. "O governo Bolsonaro tem uma visão atrasada sobre o papel do meio ambiente em relação ao desenvolvimento econômico. Para ele ou se tem desenvolvimento ou se tem meio ambiente", criticou Molon.

O ato foi organizado pelo #342 Amazônia, um aplicativo lançado este ano em uma parceria entre o Greenpeace, o coletivo Mídia Ninja e o movimento 342, criado pela empresária Paula Lavigne para defender pautas progressistas no Congresso. A primeira mobilização foi contra um decreto do ex-presidente Michel Temer permitindo a mineração em parte da Amazônia.

Em pronunciamento em rede nacional na sexta-feira, 23, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou medidas de combate às queimadas na região amazônica com ajuda das Forças Armadas. Bolsonaro autorizou que militares atuem no combate ao fogo e contra o desmatamento ilegal, a pedido dos governadores, em operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), usada em situações excepcionais.

Na transmissão acompanhada por "panelaços" em cidades como São Paulo e Rio, o presidente disse que os incêndios florestais não podem ser pretexto para sanções internacionais. Enquanto líderes do G-7 discutiam a questão da Amazônia, Bolsonaro voltou a falar em ataque à soberania nacional. Em seu Twitter, o presidente afirmou neste sábado, 24, que "dói na alma ver brasileiros não enxergando a campanha fabricada contra a nossa soberania na região".(DP)




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Eduardo Bolsonaro antecipa possível queda do pai e a entrada de um "bundão" no poder

Deputado federal Eduardo Bolsonaro concede entrevista no Senado
Deputado federal Eduardo Bolsonaro concede entrevista no Senado (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), conhecido como 03, publicou uma sequência de tweets em que prevê a possível queda de Jair Bolsonaro e sua substituição por um "bundão" disposto a servir ao establishment. As declarações foram postadas no momento em que o mundo perde a paciência com a destruição do Brasil – e mais especificamente da Amazônia – que vem sendo promovida pelo bolsonarismo.(247)




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França inaugura museu sobre Libertação de Paris da ocupação nazista

 Por: AFP - Agence France-Presse

Paris inaugura no domingo um novo museu que recorta os quatro anos de ocupação nazista e a semana de insurreição que levou à libertação da capital francesa, passados 75 anos. "Começa com uma França abatida e termina com uma França que se põe de pé", resume Sylvie Zaidman, diretora do novo museu localizado no sul de Paris, e que substitui um espaço aberto anteriormente (1994 a 2018), que nunca superou os 14.000 visitantes anuais.

"Antes, os avós podiam contar o que aconteceu. Mas há cada vez menos testemunhas. É por isso que o museu toma seu lugar, conta a história", afirmou Zaidman, que defende uma rota "muito clara e pedagógica, para que todos possam entrar na história". O Museu da Libertação será inaugurado no domingo, dia em que Paris vai comemorar com vários eventos o 75º aniversário da entrada das tropas que libertaram a capital do jugo nazista.

Em um espaço de 2.500 m2, através de 300 objetos, fotografias, cartas e pedaços de filmes de época, o visitante verá cronologicamente como os parisienses viviam o governo colaboracionista de Philippe Pétain e como celebraram o triunfo do general Charles de Gaulle. O ponto alto da visita, que só poderá ser descoberto em grupo e com inscrição prévia, será a descida por uma escadaria estreita que leva a 20 metros de profundidade: ali se encontrava o quartel-general clandestino de Henri Rol-Tanguy, líder da Resistência.

 O operário comunista, que se tornou comandante das Forças Francesas do Interior (FFI) na região parisiense, esperou angustiadamente a chegada dos aliados, com sua esposa e uma dúzia de simpatizantes. Alguns dos equipamentos do abrigo também são preservados de onde ele coordenou a insurreição de Paris, como um armário enferrujado e um sistema de pedalar para fazer a eletricidade funcionar. 

O papel dos espanhóis
Na superfície, a primeira parte do museu descreve a queda após o armistício. Se ouvem as vozes de Pétain, De Gaulle e dos líderes da Resistência Jean Moulin e Philippe de Hauteclocque. "A palavra honra está sempre presente", destaca diretora. São mostradas fotografias de artistas e intelectuais nazistas, uma carta de denúncia, cupons de racionamento.

A altura do teto diminui à medida que a França afunda sob o regime de Hitler. Outra seção ilustra a resistência e a repressão. Destaca uma carta da esposa de um resistente ao marechal Pétain, um bloco de cimento do campo de Drancy com uma inscrição de deportados, uma máquina para fazer documentos falsos e um "Bekanntmachung" (aviso) que ameaça os parisienses com uma repressão implacável.

A Libertação é ilustrada no final por 18 telas: por um lado, alegria, por outro, atos de revanche. O museu ilustra paralelamente o papel dos Nove, companhia composta principalmente por republicanos espanhóis que entraram primeiro em Paris, com a 2ª Divisão Blindada. Para Zaidman, por muito tempo "houve a representação tradicional do soldado francês da 2º Divisão Blindada que vem para libertar Paris", ignorando o papel dos espanhóis e dos americanos nessas datas históricas.




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Brasil conclui testes de soro inédito para picadas múltiplas de abelha

   Via:Vinicius de Santana
Abelha, Flor, bertholletia

Após dez anos de estudos e testes, o Brasil está se preparando para ser o único país do mundo a produzir o soro antiapílico – contra múltiplas picadas de abelhas. Os pesquisadores responsáveis pelo projeto, Marcelo Abrahão Strauch, do Instituto Vital Brazil (IVB), e Rui Seabra Ferreira Júnior, do Centro de Estudos de Venenos de Animais Peçonhentos (Cevap) da Universidade Estadual Paulista, querem submeter, ainda este ano, ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os relatórios com os resultados positivos alcançados nos ensaios clínicos da primeira fase, que envolveram testes em 20 pessoas mordidas por muitas abelhas.
A fase 3 de testes será iniciada após a aprovação do ministério e da Anvisa e prevê o recrutamento de 150 a 200 pessoas que tiveram múltiplas mordidas de abelhas, atendidas em 32 hospitais pertencentes à rede nacional de pesquisa pública.
Os resultados das pesquisas farmacológicas com o soro antiapílico serão apresentados por Marcelo Abrahão Strauch no Congresso Mundial de Toxinologia, que será realizado na Argentina, em setembro.
A primeira fase avaliou a segurança do produto, por se tratar de um medicamento novo, e o ajuste de dose. A fase 3 vai observar a garantia da segurança e a eficácia do soro, disse Rui Ferreira Júnior, em entrevista à Agência Brasil.
Caso tudo corra bem na nova fase, a previsão é que o soro seja disponibilizado para a população entre 2021 e 2022. Após os ensaios da fase 3, os resultados serão novamente submetidos à Anvisa, para que o registro do produto possa ser efetuado.

Envenenamento tóxico

Ferreira Júnior esclareceu que o soro antiapílico será produzido pelo Instituto Vital Brazil, órgão do governo fluminense. De acordo com os pesquisadores, o soro deve ser aplicado em casos de envenenamento tóxico, isto é, quando a pessoa é vítima do ataque de um enxame. Para os casos de indivíduos alérgicos picados por uma única abelha, o tratamento é específico e abrange medicamentos comuns.
O antídoto brasileiro é inédito. Atualmente, há 45 produtores de soros para animais peçonhentos no mundo, mas nenhum fabrica o soro para envenenamento tóxico por abelhas. “O Brasil é pioneiro”, destacou Strauch.
Após ganhar o registro, a disponibilização do soro será gratuita. “Hoje, todo tratamento de picada de animal peçonhento só tem soro disponível na rede pública”, disse Marcelo Strauch.
No Rio de Janeiro, o polo de atendimento em caso de picadas de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e abelhas, é encontrado no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital. Já o soro para múltiplas picadas de abelhas também deverá ficar disponível no Hospital Universitário Antonio Pedro, da Universidade Federal Fluminense (UFF), localizado em Niterói, região metropolitana do Rio.
Rui Ferreira Júnior lembrou que as pesquisas contaram com a colaboração do Laboratório de Farmacologia das Toxinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que realizou testes farmacológicos paralelos para avaliação do soro já produzido.

Acidentes

Segundo Strauch, a abelha faz parte do grupo dos animais peçonhentos, que se caracterizam por possuírem glândulas que produzem e secretam veneno.
Picadas múltiplas de dezenas ou centenas de abelhas podem gerar intoxicação. Há casos de choque anafilático que podem levar o paciente à morte. “A letalidade é alta por um ataque de múltiplas abelhas por causa da quantidade de veneno que o paciente recebe e não tem o antídoto”.
A estimativa é que ocorram cerca de 10 mil acidentes com picadas de abelhas por ano no Brasil. Marcelo Strauch avaliou que o número pode ser muito maior, tendo em vista as subnotificações. O pesquisador afirmou que os acidentes por enxames de abelhas resultam em 40 óbitos notificados anualmente no Brasil.
O projeto contou ainda com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj)


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