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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Brasileiro é preso nos Estados Unidos, acusado de ser terrorista

 

Pastor Douglas (na foto, ao lado da mulher, a missionária Daiana) é acusado pela polícia dos Estados Unidos de ser terrorista (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O imigrante valadarense Douglas Gonçalves, de 30 anos, está preso nos Estados Unidos sob a acusação de terrorismo, que segundo a polícia dos Estados Unidos teria sido praticado contra a rede supermercadista Wegmans, em Massachusetts, EUA.


Douglas Gonçalves é pastor auxiliar na igreja Philadelphia Ev. Church, em Framingham, e foi preso em casa, em Natick, estado de Massachusetts, em 5 de fevereiro.

Contra ele pesa o fato de ter enviado mensagem ao supermercado, via e-mail, dizendo que entraria em uma loja atirando contra os funcionários.

Douglas também é acusado de fraude de identidade e posse de documentos fraudados no Departamento de Registro de Veículos Automotores. Ele está preso no presídio de segurança máxima em Billerica, em Massachusetts.

Nesta quarta-feira (17) ele será ouvido pela Justiça dos EUA.

Familiares e amigos de Douglas contestam as acusações contra o pastor. Em uma transmissão ao vivo no Facebook, feita no sábado (12), a mulher do pastor Missionária Daiana, disse que ele é um homem de Deus e jamais ameaçaria nem uma pessoa sequer.

E que ela sofreu muito ao ver a polícia norte-americana entrando na sua casa, vasculhando tudo e tratando a todos como criminosos.

Ajuda para custear advogado 
Disse que precisa de ajuda de amigos para divulgar a injustiça que está sendo cometida contra seu marido e também para custear as despesas do advogado, que vai defender Gonçalves na Corte estadunidense. Os honorários desse advogado somam US$ 12.500 – quase R$ 70 mil na conversão atual.

Fernanda Pires, amiga da família, e que participou da transmissão ao vivo, disse que várias são as informações sobre o caso, todas desencontradas, porque nem Gonçalves nem sua família sabem exatamente o teor das acusações da polícia e da Justiça dos EUA.

“Nós temos fé que os mesmos jornais que estamparam a foto do Douglas com as acusações vão estampar novamente a sua foto, em breve, noticiando que ele é um homem de caráter, um inocente”, disse, durante a transmissão.(

Por: Tim Filho /

Por: Estado de Minas).



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

China ignora pedidos do governo Bolsonaro por troca de embaixador no Brasil

 

Yang Wanming, embaixador da China no Brasil (Foto: Romulo Serpa/Agência CNJ/Divulgação)

Convencido pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, Jair Bolsonaro pediu no ano passado ao governo chinês a troca de seu embaixador no Brasil, Yang Wanming. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo. O governo chinês ignorou os pedidos e já sinalizou que manterá o embaixador. 

A solicitação foi feita em abril e reiterada em novembro por causa de algumas desavenças entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o diplomata, após agressões verbais do parlamentar ao país asiático. 

Em março de 2020, o filho de Jair Bolsonaro publicou um texto comparando a pandemia da Covid-19 ao acidente nuclear de Tchernóbil (1986) e afirmou que o regime chinês tinha responsabilidade pela disseminação da doença.

"Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas", escreveu o deputado na época.

Yang classificou a fala de Eduardo como um "insulto maléfico" e o perfil oficial da embaixada veiculou uma publicação acusando o deputado de ter contraído um "vírus mental".

Em mais um novo ataque em novembro, o deputado afirmou que o governo brasileiro declarou apoio a uma "aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China".

Em nota, a embaixada disse que a declaração foi "totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento". (Via:247).


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Ração contaminada mata 110 cães nos EUA; produto foi enviado a outros países

 

Foto: Reprodução/Pixabay

 Pelo menos 110 cachorros domésticos morreram e outros 210 animais de estimação ficaram doentes após a ingestão de ração contaminada nos Estados Unidos. Segundo informações da Food and Drug Administration (FDA — agência similar à Anvisa do país), a fabricante Midwestern Pet Foods avisou por conta própria do risco de intoxicação causado por um lote da ração Sportmix.


O primeiro alerta para recolhimento de lotes do produto foi enviado em 30 de dezembro de 2020. Os relatos iniciais eram de 28 cães mortos e oito doentes após consumirem o produto. Os números seguem sendo atualizados pela FDA e podem ser maiores do que a centena registrada até agora. Isso porque, depois da realização de uma inspeção, o alerta foi estendido a todos os produtos alimentares produzidos pela Midwestern Pet Foods na fábrica localizada em Oklahoma.

Esse aviso vale para tudo o que foi produzido por lá com data de validade para 9 de julho de 2022 ou anterior. Para identificar produtos da fábrica de Oklahoma basta confirmar se há o número “05” no código do lote. São mais de mil lotes afetados, inclusive alguns exportados para outros países.

Fungo
O problema todo foi causado por uma contaminação por fungo, o Aspergillus flavus. Ele cresce em milho e outros grãos usados para compor as rações de animais de estimação e produz uma toxina chamada aflatoxina. Em altas concentrações, ela causa uma série de doenças nos pets e pode leva-los à morte, como nos casos relatados à agência.

Segundo a FDA, os principais sintomas da intoxicação por aflatoxina são lentidão, perda de apetite, vômitos, icterícia (tonalidade amarelada dos olhos ou gengivas devido a danos no fígado) e/ou diarreia. Pode ainda haver danos ao fígado, sem que o animal apresente outros sintomas.

O que fazer
A orientação é que varejistas devolvam o produto e não doem nem vendam os itens sob nenhuma hipótese. Já os donos de animais que receberam qualquer alimento da marca com a identificação indicada devem consultar o veterinário o mais rápido possível, ainda que os bichinhos não tenham apresentado sintomas. Também é preciso limpar tigelas e outros utensílios que entrem em contato com a ração com água sanitária.

Todos os consumidores e veterinários do país devem ainda registrar ocorrência de intoxicação relacionada ao caso na página da FDA.

Lista de países que podem ter recebido a ração contaminada

Bahrain, Barbados, Chile, Costa Rica, Curaçao, Chipre, República Tcheca, Equador, El Salvador, Polinésia Francesa, Gana, Guatemala, Honduras, Hong Kong, Islândia, Indonésia, Irlanda, Israel, Coréia, Kuwait, Líbano, Lituânia, Malásia, México, Nova Zelândia, Nicarágua, Panamá, Peru, Cingapura, Taiwan, Trinidad, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Uruguai e Vietnã. (Por: AFP).



segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Biden restringe entrada de viajantes do Brasil e de países da Europa para conter coronavírus

Medida do presidente dos EUA, Joe Biden, aplica-se à maioria dos cidadãos que não sejam norte-americanos e que regressem do Reino Unido, Brasil, da Irlanda e de grande parte da Europa

Joe Biden (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, vai retomar, a partir desta terça-feira (26), a restrição de entradas no país. A medida aplica-se à maioria dos cidadãos que não sejam norte-americanos e que regressem do Reino Unido, Brasil, da Irlanda e de grande parte da Europa. Ele vai ainda estender a proibição a passageiros que recentemente tenham viajado à África do Sul.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, a decisão é para tentar conter a entrada no país das novas variantes do novo coronavírus, que foram detectadas no Reino Unido, na África do Sul e no Brasil.

“O objetivo dessas medidas é proteger os cidadãos norte-americanos e reduzir as novas variantes”, afirmou Anne Schuchat, responsável pelo Centro de Controle de Doenças, à Reuters.

A decisão do presidente faz parte do plano do Executivo para combater a pandemia de covid-19. Os Estados Unidos são o país mais afetado do mundo pela doença, com 25,1 milhões de infectados e mais de 419 mil mortos.

Nos primeiros dias após assumir o cargo, Biden tornou mais rigorosas as regras para o uso de máscara durante 100 dias e determinou uma quarentena para todas as pessoas que cheguem aos Estados Unidos de avião.

NO dia 18 de janeiro, dois dias antes de deixar a Casa Branca, Donald Trump decidiu manter em vigor apenas as restrições de viagem a passageiros procedentes da China e do Irã.

Trump anunciou que as restrições de proibição de entrada nos Estados Unidos para passageiros de grande parte da Europa e do Brasil seriam suspensas. No entanto, Biden afirmou que revogaria imediatamente a medida, que deveria entrar em vigor no dia 26.

Só podem entrar livremente nos Estados Unidos os cidadãos nacionais, os seus familiares diretos, portadores do green card com residência permanente ou vistos diplomáticos, militares ou governamentais.

A partir de amanhã, para entrar nos Estados Unidos será necessário apresentar um teste PCR negativo, realizado nas 72 horas anteriores à chegada ao país, medida semelhante à aplicada em mais de 100 países do mundo.

Além disso, recomenda-se que os passageiros fiquem em quarentena durante uma semana após a chegada e façam novo teste após cinco ou sete dias. (Agência Brasil).


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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Kamala Harris fez o juramento e é a nova vice-presidente do país

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos - Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

O democrata Joe Biden tomou posse, nesta quarta-feira (20), como 46º presidente dos Estados Unidos, em cerimônia marcada pela pandemia e ausência de seu antecessor Donald Trump, que deixou Washington poucas horas antes para a Flórida. 

Biden, de 78 anos, prestou juramento às 11h50 (hora de Washington; 13h50 em Brasília) perante o presidente da Suprema Corte, John Roberts, em cerimônia solene diante do Capitólio.

O ato foi marcado pela pandemia e pelas fortes medidas de segurança após a tomada do prédio do Congresso no último dia 6 de janeiro.

"Hoje é um dia de história e esperança. Hoje é o dia dos Estados Unidos. A democracia prevaleceu", disse Biden em seu discurso de posse, no qual pediu a "unidade" do país e prometeu ser o presidente de todos os americanos.

No discurso, o democrata ainda afirmou que irá defender a constituição, a democraria e os Estados Unidos. "Darei a vocês tudo o que posso a serviço do povo. Juntos, construiremos uma história de luz e não de sombras, de decência, de dignidade e de amor", disse Biden.

Os Estados Unidos enfrentam "a ascensão do extremismo político, a supremacia branca, o terrorismo doméstico, que é algo que devemos enfrentar e que vamos derrotar", disse Biden

Pouco antes do juramento de Biden, Kamala Harris foi empossada como a primeira vice-presidente dos Estados Unidos, tornando-se também a primeira pessoa negra de origem indiana a ocupar o cargo.

Harris, de 56 anos, prestou juramento com uma mão na Bíblia perante a progressista juíza da Suprema Corte Gloria Sotomayor, que foi a primeira latina a ser eleita magistrada do tribunal superior.

Kamala Harris, vice-presidente dos Estados UnidosKamala Harris, vice-presidente dos Estados Unidos (Foto: Saul Loeb/AFP)

Entre os juramentos, houve a apresentação das cantoras Lady Gaga, que cantou o hino dos Estados Unidos, e Jennifer Lopez.(Por AFP).

A posse de Biden e Harris em fotos:

Posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos (Foto: Rob Carr/Getty Images via AFP)

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Assessora de Biden desmente Trump e diz que não irá liberar entrada de brasileiros nos EUA

“Com o agravamento da pandemia e mais variantes contagiosas emergindo em todo o mundo, este não é o momento de suspender as restrições às viagens internacionais”, afirmou a secretária de imprensa do governo Biden, Jen Psaki.

Jen Psaki (Foto: Reuters)


A Secretaria de Imprensa do futuro governo dos Estados Unidos, de Joe Biden (Democrata), informou que, apesar da decisão do atual presidente do país, Donald Trump (Republicano), os Estados Unidos não suspenderão as proibições de viagens para o Reino Unido e Brasil.

A secretária de imprensa do governo Biden, Jen Psaki, não só informou que eles não pretendem retirar as restrições de viagem, como na verdade querem endurecê-las. 

“Com o agravamento da pandemia e mais variantes contagiosas emergindo em todo o mundo, este não é o momento de suspender as restrições às viagens internacionais”, afirmou.

“Seguindo o conselho de nossa equipe médica, a Administração não pretende suspender essas restrições em 26/01. Na verdade, planejamos fortalecer as medidas de saúde pública em relação às viagens internacionais, a fim de mitigar ainda mais a disseminação do Covid-19”, completou nas redes sociais. (247).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Impeachment de Trump pode ser votado na quarta-feira

 

Donald Trump (Foto: Brasil 247)

A Câmara dos Representantes dos EUA espera começar a considerar um segundo impeachment de Donald Trump na quarta-feira, 13, disse um importante democrata nesta segunda-feira, depois que o presidente foi formalmente acusado de incitar a insurreição antes da invasão do Capitólio na semana passada.

O líder da maioria na Câmara, Steny Hoyer, disse a seus colegas democratas que a câmara iniciaria o processo de impeachment na quarta-feira se o vice-presidente Mike Pence não respondesse a um pedido para invocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA para remover Trump do cargo, disse um assessor da Câmara.

A passagem faria de Trump, um republicano, o único presidente dos EUA a sofrer duas acusações.

Milhares de partidários de Trump invadiram a sede do Congresso na semana passada, forçando os legisladores que estavam certificando a vitória eleitoral do presidente eleito Joe Biden a se esconderem, em um ataque terrível ao coração da democracia norte-americana que deixou cinco mortos.

A violência ocorreu logo depois que Trump pediu aos apoiadores que marchassem no Capitólio durante um comício onde ele repetiu falsas alegações de que sua derrota retumbante na eleição de 3 de novembro foi ilegítima. Muitos democratas da Câmara e um punhado de republicanos dizem que não se deve confiar em Trump para finalizar seu mandato, que termina em 20 de janeiro.

Os democratas apresentaram formalmente sua resolução de impeachment nesta segunda-feira, acusando Trump de "incitação à insurreição".

“Temos um presidente que a maioria de nós acredita ter participado do incentivo a uma insurreição e de um ataque a este prédio e à democracia, tentando subverter a contagem do voto presidencial”, disse Hoyer aos jornalistas.

Enquanto a Câmara se reunia nesta segunda-feira, os republicanos bloquearam um esforço para considerar imediatamente uma resolução pedindo a Pence que invocasse a nunca usada 25ª Emenda para remover um presidente incapaz.

“A Câmara dos EUA nunca deve adotar uma resolução que exija a remoção de um presidente devidamente eleito, sem quaisquer audiências, debates ou votos registrados”, disse o deputado republicano Alex Mooney, que levantou a objeção.

Espera-se que a Câmara vote na noite de terça-feira sobre a resolução para o uso da Emenda 25, que permite ao vice-presidente e ao Gabinete destituir um presidente incapaz de cumprir suas obrigações.

Pence e seus colegas republicanos mostraram pouco interesse em invocar a emenda, mas a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, e outros democratas tentaram aumentar a pressão sobre eles para agirem contra Trump. Eles pediram a Pence que respondesse dentro de 24 horas após a aprovação da resolução.

“Como nossa próxima etapa, avançaremos com a apresentação da legislação de impeachment. A ameaça do presidente para a América é urgente, e também será nossa ação”, disse Pelosi em um comunicado.

Trump reconheceu que um novo governo tomaria posse em 20 de janeiro em um vídeo após o ataque, mas não apareceu em público. Twitter e Facebook suspenderam suas contas, citando o risco dele incitar a violência.

Preocupações com a Segurança

Washington permanece em alerta máximo antes da posse de Biden em 20 de janeiro, que foi reduzida drasticamente por causa da furiosa pandemia de Covid-19.

A Guarda Nacional foi autorizada na segunda-feira a enviar até 15.000 soldados para proteger a inauguração, e os turistas foram impedidos de visitar o Monumento a Washington devido a ameaças de mais violência por parte dos apoiadores de Trump.

O FBI alertou que protestos armados estão sendo planejados na capital dos EUA e nas 50 capitais dos Estados Unidos antes da inauguração, de acordo com um oficial federal da lei.

Os legisladores que redigiram a acusação de impeachment dizem que conseguiram o apoio de pelo menos 214 dos 222 democratas da Câmara, indicando grandes chances de aprovação.

A representante democrata Diana DeGette disse que alguns republicanos expressaram em particular apoio ao impeachment.

“Tive notícias de vários republicanos no fim de semana, certificando-se de que eu estava bem e dizendo como isso era ultrajante, e eles disseram que achavam que isso era para impeachment. Então eu acho que se isso vier à palavra, acho que vocês podem muito bem ver alguns votos republicanos”, disse ela aos repórteres.

O escritório de Pence não respondeu às perguntas sobre o uso da 25ª Emenda para expulsar Trump. Uma fonte disse na semana passada que se opõe à ideia.

Os democratas da Câmara acusaram Trump em dezembro de 2019 por pressionar a Ucrânia a investigar Biden, mas o Senado, controlado pelos republicanos, votou por não condená-lo.

Mesmo se a Câmara acusar Trump novamente, o Senado, que atualmente é controlado por republicanos, não aceitará as acusações até 19 de janeiro, no mínimo.

O último esforço dos democratas para expulsar Trump enfrenta grandes chances de sucesso sem o apoio bipartidário. É necessária uma maioria de dois terços para condenar e destituir Trump no Senado de 100 membros, onde os republicanos terão uma maioria pequena até que os vencedores das corridas de segundo turno da Geórgia estejam sentados e a vice-presidente eleita Kamala Harris seja empossada.Harris seria o voto de desempate na câmara.

Até agora, apenas um punhado de legisladores republicanos disse publicamente que Trump não deveria cumprir os nove dias restantes de seu mandato.

Alguns democratas temem que um julgamento de impeachment possa amarrar o Senado durante as primeiras semanas de Biden no cargo, impedindo o novo presidente de instalar secretários de gabinete e agir com base em prioridades, como o combate ao coronavírus.

Biden disse na segunda-feira que conversou com alguns senadores sobre o impeachment e que as autoridades iriam verificar com os parlamentares do Senado se um julgamento poderia ser conduzido ao mesmo tempo que outros assuntos.

“Você pode passar meio dia lidando com o impeachment e meio dia para conseguir que meu povo seja nomeado e confirmado no Senado, bem como avançar no pacote (de estímulo)? Essa é minha esperança e expectativa”, disse ele a repórteres em Delaware após receber sua segunda dose da vacina contra o coronavírus. (Reuters).


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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Para 63% dos americanos, Trump é culpado por invasão no Capitólio, mostra pesquisa

 

(Foto: Reuters)

Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (7) revelou que 63% dos norte-americanos culpa o presidente Donald Trump pela invasão ao Capitólio dos Estados Unidos nesta quarta-feira (6).

"A pesquisa, conduzida de quarta à noite a quinta de manhã, mostra que 63% respondentes acreditam que Trump é pelo menos 'um pouco' responsável pelos eventos que levaram ao caos no Capitólio. Aproximadamente metade dos entrevistados, 49%, dizem que Trump é 'muito responsável' ", disse um relatório da empresa Morning, que conduziu a pesquisa para o veículo norte-americano Politico.

Os invasores foram vistos pela maioria dos respondentes (70%) como partidários do presidente Donald Trump. Além disso, 59% dos entrevistados disseram que os manifestantes desta quarta-feira (6) deveriam ser considerados terroristas domésticos.

Segundo a Morning, 1.986 pessoas foram ouvidas para a pesquisa, que tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Invasão ao Capitólio

Nesta quarta-feira (6), os congressistas dos EUA foram obrigados a evacuar os prédios do Capitólio durante a invasão ao Congresso feita por apoiadores de Trump. O episódio resultou em quatro pessoas mortas, incluindo uma veterana da Força Aérea, de acordo com relatos da mídia. Os manifestantes tentaram impedir a certificação da vitória presidente eleito Joe Biden.

Mais cedo, Trump havia encorajado os manifestantes durante um comício, perto da Casa Branca. Em vídeo publicado mais de uma hora após a invasão, o presidente norte-americano disse que "entende a dor" dos manifestantes e que a vitória nas eleições "foi roubada" deles, mas que era necessário que fosse para casa. (Sputnik Brasil).


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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Xi Jinping ordena que Exército chinês esteja pronto para combate 'a qualquer segundo'

 


O líder chinês, Xi Jinping, deu ordem para que o setor militar reforce seu treino em 2021 e também para que faça uso de tecnologia de ponta em seus exercícios. Esta ordem chega no momento do aumento de tensões com a Índia e Taiwan que vem acontecendo desde o ano passado.

Sendo o chefe da Comissão Militar Central da China, Xi Jinping instruiu ao Exército de Libertação Popular da China (ELP) para manter "prontidão para combate em tempo integral", estando assim ágil para "atuar a qualquer segundo".

Vendo a tecnologia moderna como "o núcleo da eficácia de combate", o líder chinês instruiu aos militares que realizem simulações de computador durante os treinos, de modo a explorar outras formas para adicionar alta tecnologia em suas operações.

De acordo com o South China Morning Post, a menção de "lutas militares de linha de frente" não especificadas na ordem geral do início do ano ao exército se afastou das ordens anteriores emitidas pelo líder, nas quais o ELP foi instruído a "coordenar crises e deter a guerra".

Em meio a tensões crescentes

Ao longo do ano passado, as tensões entre a China, a Índia e Taiwan aumentaram exponencialmente.

As hostilidades ao longo da fronteira do Himalaia culminaram em um conflito sangrento em junho, quando 20 soldados indianos foram mortos e Pequim sofreu um número não revelado de vítimas. A atmosfera no terreno permaneceu tensa desde então, apesar de ambos os lados terem se comprometido a trabalhar para reduzir tensões.

No mês passado, a China enviou um porta-aviões para estreito de Taiwan, seguido de um navio de guerra dos EUA que havia passado no local no dia anterior.

Porém, o aumento da postura militar de Pequim na região ocorreu quando Taipé lançou um programa de rearmamento e assegurou vários negócios de armas importantes com Washington.

A China e os EUA, por sua vez, continuaram se acusando mutuamente de manobras de provocação no mar do Sul da China, tendo os seus laços ainda mais prejudicados pela guerra comercial e pelo apoio de Washington aos movimentos de protesto em Hong Kong. (Sputnik Brasil).


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...