quinta-feira, 26 de abril de 2018

Enquanto 4,7 mil crianças são desnutridas, 12,1 mil são obesas

Dados são os mais recentes apresentados pelo Observatório da Criança e do Adolescente, da Fundação Abrinq
portalcorreio

enquanto-47-mil-criancas-sao-desnutridas-na-pb-121-mil-sao-obesas

A Paraíba apresenta 4.740 casos de crianças menores de cinco anos com desnutrição grave, segundo dados apresentados pelo Observatório da Criança e do Adolescente nessa terça-feira (24). Em oposição, no mesmo período, são diagnosticadas 12.115 crianças menores de cinco anos com obesidade.
Em 2008, a pesquisa mostra 3.149 crianças desnutridas, o que equivale a 3,5% da população da época. Em 2017, os 4.740 casos equivalem a 3,3% das crianças paraibanas. Os anos de 2008 e 2009 apresentaram os maiores índices de desnutrição grave no período de nove anos, com 3,5% da população dessa faixa etária.
A desnutrição é a falta de nutrientes específicos, como ferro ou zinco, ou simplesmente a falta de calorias. Segundo a ONU, esta doença é responsável pela morte de 16 mil crianças todos os dias em todo o mundo. De acordo com a nutricionista Roberta Lins, a desnutrição está diretamente ligada a crianças que estão em situação de risco e vulnerabilidade.
Contraste
Os dados de 2008 mostram, no estado, 7.737 casos de obesidade em menores de cinco anos, sendo esses 8,5% da população dessa idade. Em 2017, a pesquisa apresenta 12.115 crianças diagnosticadas, representando 8,37% da população atual nessa faixa etária. Em nove anos, o maior índice de crianças diagnosticadas com obesidade era 9,8%, no ano de 2014.
A obesidade infantil acontece quando a criança está com peso maior que o recomendado para sua idade e altura. As faixas de Índice de Massa Corporal (IMC) determinadas para crianças são diferentes dos adultos e variam de acordo com gênero e idade.
“A questão da obesidade, tem a ver com acesso fácil à alimentação. O acesso à alimentação pronta, industrializada, que está mais fácil. Muitas vezes sai mais barato dar um refrigerante a uma criança do que um copo de suco. Dá mais trabalho fazer o suco de fruta e não dá o industrializado. O excesso de açúcar, de carboidrato nesses alimentos é muito maior, aí eu acabo fazendo com que essas crianças fiquem obesas. Aumenta um risco até do adolescente ou na vida adulta também com a obesidade”, explicou.
Segundo ela, o baixo nível de mobilidade também contribui para a obesidade. As crianças passam cada vez mais a usar aparelhos eletrônicos e se movimentando menos, o que faz com que elas gastem menos calorias do que ingerem. Para a nutricionista, uma das soluções seria procurar um especialista. Ela também apontou a responsabilidade das escolas neste processo.
“A solução é sempre procurar um profissional, o nutricionista para orientar os pais. Porque a criança até os cinco anos de idade, quem dá a alimentação dela são os pais. Ela acaba induzindo escolhendo o que quer, mas quem dá são os pais. É preciso orientar os pais. As escolas também têm esse papel de orientar, de diminuir os açúcares. Inclusive há uma campanha estadual para tirar o refrigerante. A escola também tem esse papel de educar na alimentação”, finalizou.


Blog do BILL NOTICIAS

‘Precisamos evitar que os efeitos das guerras cheguem ao povo brasileiro’, diz Lula

  Pacote emergencial zera PIS e Cofins do diesel, cria subvenção de R$ 0,32 por litro e amplia poderes da ANP para combater preços abusivos ...