sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Moraes inclui Bolsonaro em inquérito sobre ataques antidemocráticos

Decisão atendeu pedido da Procuradoria-Geral da República


Marcelo Camargo/ Agência Bados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aceitou na noite desta sexta-feira (13) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a autoria intelectual dos atos antidemocráticos realizados no domingo (8) e que resultaram na invasão e depredação nos prédios do Palácio do Planalto, do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional em Brasília.

Na decisão, Moraes entendeu que há indícios para abertura da investigação contra o ex-presidente. 

“O pronunciamento do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro se revelou como mais uma das ocasiões em que o então mandatário se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às Instituições, em especial o STF – imputando aos seus ministros a fraude das eleições para favorecer eventual candidato – e o TSE–, sustentando, sem quaisquer indícios, que o resultado das Eleições foi fraudado", escreveu o ministro. 

Moraes também determinou a realização de diligências, como envio de pedido de informações à Meta, empresa que administra o Facebook, para preservar o vídeo, que foi apagado, além do fornecimento de dados sobre alcance da postagem, autoria da publicação, número de compartilhamentos e de comentários. 

O ministro também quer a oitava de especialistas em comunicação de politica de movimentos extremistas e em monitoramento de grupos de apoiadores de Bolsonaro. 

Por fim, o ministro deixou de analisar o pedido para o ex-presidente prestar depoimento porque Bolsonaro está nos Estados Unidos. 

Defesa 

Em nota, o advogado Frederick Wassef declarou que Bolsonaro não tem relação com as manifestações e que repudia veementemente os atos de vandalismo. 

“O presidente Jair Bolsonaro sempre repudiou todos os atos ilegais e criminosos, e sempre falou publicamente ser contra tais condutas ilícitas, assim como sempre foi um defensor da Constituição e da democracia. Em todo o seu governo, sempre atuou dentro das quatro linhas da Constituição”, declarou a defesa. 

PGR

Mais cedo, a procuradoria pediu a abertura de investigação e argumentou que Bolsonaro teria feito a incitação pública ao crime ao publicar um vídeo nas redes sociais, no dia 10 de janeiro, que tinha como tema o questionamento da regularidade das eleições de 2022. 

Na petição, a procuradoria argumenta que Bolsonaro teria feito a incitação pública ao crime ao publicar um vídeo nas redes sociais, no dia 10 de janeiro, que tinha como tema o questionamento da regularidade das eleições de 2022. 

No entendimento do subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, a conduta deve ser apurada por ter ocorrido após os atos contra a sede dos Três Poderes. (Por André Richter – Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Matéria atualizada às 21h45 para acréscimo de informações.

Edição: Fábio Massalli


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Juiz acolhe pedido da AGU e decreta bloqueio de R$ 6,5 milhões de 59 suspeitos de financiar atos terroristas

O prejuízo de aproximadamente R$ 6,5 milhões foi calculado com base em estimativas da Câmara dos Deputados e do Senado do prejuízo provocado pelos invasores

(Foto: Marcelo Camargo/ABr)


O juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro, da 8ª Vara Federal de Brasília, acolheu o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), determinando o bloqueio de R$ 6,5 milhões de 59 suspeitos de financiarem os atos terroristas do último domingo, 8, informou o jornal O Globo.

“É absolutamente plausível a tese da União de que eles, por terem financiado o transporte de milhares de manifestantes que participaram dos eventos ilícitos, fretando dezenas de ônibus interestaduais, concorreram para a consecução dos vultosos danos ao patrimônio público, sendo passíveis, portanto, da bastante responsabilização civil”, escreveu.

São 52 pessoas e sete empresas que financiaram o transporte dos terroristas bolsonaristas envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O prejuízo de aproximadamente R$ 6,5 milhões foi calculado com base em estimativas da Câmara dos Deputados e do Senado do prejuízo provocado pelos invasores. Segundo a AGU, o valor pode aumentar, à medida que a contabilidade dos prejuízos aumente. Os valores não incluem os danos ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal. 

“Ora, se mesmo em reuniões e manifestações populares lícitas, com pautas sociais claras e defensáveis, é sempre possível que os ânimos individuais se exaltem e provoquem o chamado 'efeito manada', com mais e maiores razões seria previsível que a reunião de milhares de manifestantes com uma pauta exclusivamente raivosa e hostil ao resultado das eleições presidenciais e ao governo eleito democraticamente pudesse descambar, como descambou, para práticas concretas de violência e de depredação que todos os brasileiros viram, estupefatos, pela mídia e redes sociais, em tempo real, na Praça dos Três Poderes”, escreveu o juiz. 247.





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Exclusivo: identificado o fascista que agrediu Cristiano Zanin

Seu nome é Luiz Carlos Basseto Júnior, empresário, solteiro, nascido em São Paulo e tem 29 anos. Informação foi trazida em primeira mão pelo jornalista Marcelo Auler na TV 247

Luiz Carlos Basseto Júnior e Cristiano Zanin (Foto: Reprodução/TV 247 | ABR)

O fascista que agrediu o advogado Cristiano Zanin Martins dentro de um banheiro do aeroporto de Brasília nessa quarta-feira (11) foi identificado. Seu nome é Luiz Carlos Basseto Júnior, empresário, solteiro, nascido em São Paulo e tem 29 anos de idade. 

A informação foi dada com exclusividade pelo jornalista Marcelo Auler na TV 247, durante o programa Boa Noite 247, com base em fontes da área da Segurança Pública. Segundo Auler, o fascista agressor de Cristiano Zanin mora na capital paulista. 

Luiz Carlos Basseto Júnior deverá ser processado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelas ameaças e agressões praticadas contra o advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 247.

Grupo Prerrogativas sai em defesa de Zanin e cobra providências da OAB contra o fascista agressor



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quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Cappelli anuncia inquérito sobre desvios de conduta de policiais durante atos terroristas em Brasília

"O eventual desvio de alguns será apurado e punido”, escreveu Cappelli nas redes sociais

(Foto: Reprodução/Twitter | Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O interventor federal na segurança do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, anunciou que a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar possíveis desvios de conduta por parte de agentes que trabalharam nos atos terroristas em Brasília, no domingo (8). A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (12).

“Reafirmo que tenho plena confiança em nossos homens e mulheres. O eventual desvio de alguns será apurado e punido”, escreveu Cappelli nas redes sociais. (CartaCapital).

Leia a íntegra na CartaCapital. 





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Deputados estadunidenses pedem que Biden revogue visto e investigue Bolsonaro por terrorismo em Brasília

Carta com os pedidos, assinada por 46 deputados do partido Democrata, foi entregue ao presidente dos EUA, Joe Biden

Joe Biden e Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS | Abr)

Um total de 46 deputados do partido Democrata estadunidense enviaram uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu do que o governo para evitar que o país seja utilizado por Jair Bolsonaro (PL) como refúgio em função dos ataques terroristas promovidos por seus apoiadores no último domingo (8), em Brasília. A carta, segundo a BBC Brasil,  foi enviada na noite de quarta-feira (11). 

"O ataque ilegal e violento em 8 de janeiro contra as instituições do governo brasileiro foi construído sobre meses de invenções pré e pós-eleitorais do Sr. Bolsonaro e seus aliados, alegando que a eleição presidencial de 30 de outubro havia sido roubada", dizem os parlamentares na carta, de acordo com a reportagem. Eles pedem ,ainda, que Biden “coopere totalmente” com o Brasil para esclarecer a responsabilidade de Bolsonaro nos atos terroristas.

"O Sr. Bolsonaro voou para a Flórida antes do final de seu mandato (…) e estamos preocupados com os relatos de que ele atualmente reside em Orlando. Os EUA não devem dar abrigo a ele ou a qualquer autoritário que tenha inspirado tamanha violência contra as instituições democráticas", diz um outro trecho do documento. 

Bolsonaro deixou o Brasil e se encontra na Flórida desde o dia 30 de dezembro, um dia antes do término de seu mandato à frente da Presidência da República. “ Ele deixou o Brasil em um voo das Forças Armadas Brasileiras sem passar a faixa ao sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e entrou nos EUA antes do fim oficial de seu mandato, possivelmente de posse de passaporte e visto diplomáticos - concedidos a chefes de Estado”, ressalta a BBC. Nesta linha, os democratas também pedem que Biden revogue o visto diplomático americano de Bolsonaro.

"Segundo nosso entendimento, já que o Sr. Bolsonaro entrou nos Estados Unidos quando ainda era presidente do Brasil, ele pode ter feito isso com um visto A-1, que é reservado para indivíduos em visitas diplomáticas ou oficiais. Como ele não é mais o Presidente do Brasil e tampouco exerce atualmente o cargo de oficial brasileiro, solicitamos que reavalie sua situação no país para verificar se há base legal para sua estada e revogue qualquer visto diplomático que ele possa possuir", dizem os parlamentares.

Na carta, os deputados pedem, ainda, que o FBI investigue “se e como os ataques à Praça dos Três Poderes foram planejados em território americano. E que responsabilize legalmente possíveis mentores e financiadores dos atos em Brasília que estejam baseados na Flórida”. (247).






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Ibaneis diz ter sido levado ao erro e nega conivência com terrorismo

"Fui levado ao erro pelas autoridades da segurança que estavam à frente da operação", disse o governador afastado do DF

Ibaneis Rocha (Foto: Renato Alves/Governo do Distrito Federal)

O governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que foi "levado ao erro pelas autoridades de segurança que estavam à frente da operação" que resultou no terrorismo em Brasília, no último domingo (8). 

Em comunicado, o emedebista destacou que "tem a consciência tranquila e a certeza que não foi conivente com qualquer ato criminoso". "Ao contrário, como já divulgado nos áudios e documentos que juntei ao inquérito e que fiz chegar a todos os senhores Ministros e à população, fui levado ao erro pelas autoridades da segurança que estavam à frente da operação. Sigo confiante em Deus e na Justiça".

Uma hora antes dos atos de terrorismo na Esplanada dos Ministérios por delinquentes bolsonaristas, o secretário de Segurança em exercício do Distrito Federal, Fernando de Sousa Oliveira, afirmou a Ibaneis que tudo estava sob controle e tranquilo, revelou o Metrópoles. 

Segundo Ibaneis, houve sabotagem das forças policiais. Por meio dos advogados que o representam, Alberto Toron e Cléber Lopes, o governador afastado disse ter recebido informações incorretas sobre as ações de segurança na Esplanada dos Ministérios no último domingo. 

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram na quarta-feira (11) a manutenção de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão do ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres e de Ibaneis. 247.



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Polícia Federal encontra na casa de Anderson Torres minuta para Bolsonaro mudar resultado da eleição

Antes de terminar o mandato, Bolsonaro defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado das eleições

(Foto: ABR | REUTERS)

A Polícia Federal encontrou na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres uma minuta (proposta) para Jair Bolsonaro (PL) decretar um estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o texto, o objetivo era mudar o resultado da eleição, em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou. A medida seria inconstitucional.

De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira (12) pela Folha de S.Paulo, o documento foi encontrado no armário do ex-ministro durante busca e apreensão na última terça-feira (10). "O material dá indicação de ter sido feito após a realização das eleições", destacou a reportagem do jornal paulista. 

Antes de terminar o mandato, Bolsonaro defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado das eleições. Nos últimos anos, ele também tentou passar para a população a mensagem de que o Poder Judiciário atrapalha o governo. 

Partidos de oposição denunciaram publicamente a hipótese de o bolsonarismo tentar um golpe. 

Em novembro do passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o PL em R$ 22,9 milhões após o partido questionar a confiança das urnas eletrônicas. 247.





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Senado Voto casado é trunfo da esquerda para o Senado. Direita aposta em "sprint final"

Com oscilação positiva de Humberto Costa, ele e Marília Arraes aparecem liderando e, pela primeira vez, com o percentual exatamente igual: 1...