Uma das principais causas é a política de preços da Petrobrás, que dolariza os preços dos combustíveis
(Foto: Reprodução)
O personagem "Bolsocaro" representa cada vez mais Jair Bolsonaro, que chega ao último ano de seu mandato num cenário de descontrole inflacionário. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 75% apontam que o governo Bolsonaro tem responsabilidade pela inflação.
"A inflação começou a subir durante a pandemia, mas disparou mesmo no ano passado. Em 2019, por exemplo, o IPCA, que mede a inflação oficial, fechou ano com alta de 4,31%. Em 2020, passou para 4,52%. Mas fechou 2021 acumulando alta de 10,06%", aponta reportagem da Folha de S. Paulo. Em 2022, o índice deve fechar novamente acima de 10% e uma das principais causas é a política de preços da Petrobrás, que dolariza os preços dos combustíveis. 247
Em discurso no evento do PCdoB em Niterói neste sábado (26), ex-presidente promete que, com ele na presidência, o povo brasileiro vai voltar a sorrir e ser feliz
Lula com lideranças políticas no Festival Vermelho (Foto: Ricardo Stuckert)
Em discurso na festa do centenário do PC do B, em Niterói, Lula reafirmou a convicção de que, com apoio do povo, vai vencer a eleição e o brasileiro vai voltar a sorrir e a ser feliz.
Prometeu recuperar a soberania nacional, abrasileirar os preços dos combustíveis e garantiu que, com ele no governo, não haverá privatização da Petrobrás, do BB, da Caixa e dos Correios.
Fez um apelo a que o eleitor se preocupe em eleger maioria progressista no Congresso, para garantir a governabilidade.
Lula disse que não tem raiva nem ressentimento dos que o perseguiram e o prenderam injustamente, mas acrescentou:
Não me peçam para esquecer a putaria que fizeram comigo.
Eis algumas frases marcantes do pronunciamento de Lula:
“O filho de dona Lindu não tem raiva nem ressentimento. Mas não peçam para eu esquecer a putaria que fizeram comigo.
“Vamos abrasileirar o preço dos combustíveis.
“Não vamos permitir a privatização da Petrobras, dos Correios, do BB, da Caixa.
“Vamos recuperar a soberania do nosso país.
“Não será uma tarefa fácil. Temos que eleger maioria no Congresso.
“O primeiro ato que eu quero fazer é convocar os 27 governadores para debater um plano de recuperação deste pais, refazer um pacto federativo, respeitar prefeitos, respeitar governadores.
“Esse cara que está aí só se reúne com os milicianos dele.
“Ele diz que não há corrupção. Mas até agora o Queiroz não prestou depoimento. Ele criou sigilo de 100 anos pra investigação das rachadinhas, criou 100 anos de sigilo para os processos do filhos dele.
“Ah, mas este sigilo vai acabar!
“Me aconselharam a sair do Brasil, mas eu não fugi e hoje estou aqui de cabeça erguida, com a alma lavada.
“Estejam certos. Nós vamos recuperar este país.
“Me falam que o Bolsonaro está com medo de ser preso.
“Eu não vou julgar. Ele sabe o que fez. Mas tem um comportamento de psicopata. Diz sete mentiras por dia.
“Agora ele está está distribuindo dinheiro. Se ele oferecer dinheiro, peguem e depois votem em nós, pra gente ganhar a eleição.
“Mas tomem cuidado porque ele está fazendo um cadastro digital, está pegando os dados e telefones de toda a sociedade brasileira.
“Só que ele não vai conseguir enganar 213 milhões de brasileiros.
“Em 2022, levante às 7 da manhã, tome banho, penteie os cabelos e vá tirar o Bolsonaro da presidência.
“Assim, voltaremos a ser um país respeitado, a ter emprego, salário mínimo crescendo, aposentado sendo respeitado.
“O Lula que esta falando com vocês nao é o Lula paz e ódio, é o Lula paz e amor. É preciso governar o país com o coração, olhando pros humildes, pros que não tem trabalho, pros que nao têm oportunidade.
“Vou conversar com todo mundo. Banqueiros e empresários, vou conversar com vocês, mas não vou perder tempo, vou conversar mais com o povo trabalhador.
“A ciência diz que o cara que vai viver 120 anos já nasceu. Por que não eu?
“Nós vamos consertar este país.
“Eu vim do chão da fábrica, fiquei meses desempregado, acordava de madrugada pra tirar sujeira e água de dentro de casa, e segurar minha mãe no colo.
“Eu sei o que é a vida do povo.
“A vida do povo pobre é foda, gente. O povo sofre demais.
“O Brasil é o maior produtor de carne do mundo e o povo só pega osso e carcaça de frango no açougue.
“Firmo aqui um compromisso e uma profissão de fé.
“Tenho certeza de quer vai ser difícil, mas nós vamos ganhar e este povo vai ter direitos.
“Comunistas e não comunistas. companheiros de Niterói, essa cidade extraordinária.
“Vamos voltar, vamos chamar todos que têm competência, vamos trabalhar dia e noite pra fazer nosso povo voltar a sorrir.
“Nós temos o direito de ser felizes de novo.
“Com apoio do povo e do PC do B, estamos chegando.
Além de Danilo Cabral, o governador Paulo Câmara também esteve presente no ato
Por Blog da Folha
Danilo Cabral e o governador Paulo
Câmara, ao lado de Lula, durante celebração do centenário do PCdoB - Divulgação
Em celebração que marcou o centenário de fundação do PCdoB neste sábado (26), no Rio de Janeiro, o deputado federal pré-candidato ao Governo do Estado, Danilo Cabral e outros políticos locais, participaram do evento ao lado do ex-presidente Lula, que também se fez presente na solenidade.
O governador de Pernambuco Paulo Câmara também esteve no ato junto à vice-governadora Luciana Santos, que é a presidente nacional do PCdoB. Outros nomes da política local e nacional também compareceram, entre eles o deputado federal Renildo Calheiros e o deputado estadual Waldemar Borges, além da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e o pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSB, Marcelo Freixo.
Em discurso, Danilo Cabral reforçou o palanque que será aberto para Lula em Pernambuco, em prol de sua candidatura à presidência do País. “No dia das eleições eu não tenho dúvidas, iremos fazer um voto de justiça elegendo Luiz Inácio lula da Silva novamente presidente da República. Para que a gente possa honrar Pernambuco e o Brasil. Estou preparado para ser governador. E sei da responsabilidade! Estaremos juntos com Lula fazendo esse novo Pernambuco”.
São destinados para o Agreste 466.240 quilos de sementes, beneficiando cerca de 77.700 agricultores familiares, de 74 municípios.
Por Tarsila Castro/Folhape
São destinados para o Agreste 466.240 quilos de sementes, beneficiando
cerca de 77.700 agricultores familiares - Foto:
Divulgação/ IPA
Com o intuito de apoiar o desenvolvimento rural no Estado, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) distribui, durante os meses de março e abril, sementes de feijão, milho e sorgo forrageiro para os produtores do Agreste, através do Programa Campo Novo. O evento de lançamento na região aconteceu no dia 19 de março na Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) do IPA, no município de Ibimirim.
Em 2022, o programa está recebendo um investimento de mais de R$13 milhões, o triplo do orçamento anterior. O número representa o maior valor dos últimos 10 anos. Em 2021, foram investidos mais de R$ 4 milhões e 300 mil para a compra e distribuição de sementes.
“O programa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento rural por meio do fortalecimento da agricultura, da elevação e da qualidade e eficiência da produção agrícola. Além disso, queremos combater a pobreza rural. Basicamente as pessoas que são assistidas pelo programa são aquelas que estão na agricultura familiar, de baixa renda, que, de fato, precisam ter acesso às políticas públicas”, pontuou o presidente da instituição, Kaio Maniçoba.
São destinados para o Agreste 466.240 quilos de sementes, beneficiando cerca de 77.700 agricultores familiares, de 74 municípios. A cidade de Ibimirim recebe 6.040 quilos de sementes, beneficiando cerca de mil famílias. Ao todo, os 12 municípios ligados à Gerência Regional do IPA, em Arcoverde, recebem 89.360 quilos de sementes de feijão, milho e sorgo forrageiro, alcançando 14.900 agricultores familiares.
Programa Campo Novo entrega sementes no Agreste. Foto: Divulgação/ IPA
“A gente vem trazendo para esses agricultores sementes com todo um estudo desenvolvido para cada região, que se adequa ao solo, ao piso, à modalidade de cada cidade e de cada lugar”, disse.
De acordo com Maniçoba, após as entregas nos municípios listados acima, o programa percorre a parte setentrional do Agreste e a Zona da Mata Norte, finalizando a ação este ano.
“A Apac e os órgãos reguladores que têm esse critério das chuvas nos passam os locais que vão acontecer as primeiras trovoadas no Estado e vamos seguindo este calendário. Tem toda uma divisão para que a gente faça essas entregas o mais rápido possível. A nossa expectativa é que, até o próximo mês, a gente entregue 100% das sementes em todo o Estado”, explicou.
Na primeira etapa do programa este ano já foram entregues 491.640 quilos de sementes de milho e sorgo forrageiro, alcançando 81.940 agricultores familiares do Sertão do Araripe, Pajeú, São Francisco, Itaparica, Central e Moxotó.
Programa Campo Novo
Criado em 2019, o programa tem como foco a entrega das sementes exatamente no início da quadra chuvosa, permitindo o plantio durante esse período no Semiárido do Estado.
Em 2020, foram distribuídas 75 toneladas de sementes de sorgo, que permitiu o cultivo de 7.500 hectares de sorgo forrageiro, produzindo cerca de 337 mil toneladas de matéria verde.
"Não vamos admitir esse absurdo sob nenhuma hipótese", disse o governador de Pernambuco
Governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ministro do STF Ricardo Lewandowski e a Ilha de Fernando de Nor (Foto: Divulgação)
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), criticou, em vídeo, a proposta do governo Jair Bolsonaro de tirar o Arquipélago de Fernando de Noronha da responsabilidade administrativa do estado e deixá-lo com a União. Segundo Câmara, a ideia da gestão federal é uma "afronta" aos pernambucanos. "Não vamos admitir esse absurdo sob nenhuma hipótese", disse.
O chefe do Executivo pernambuco disse ter solicitado uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski para discutir o tema. A ação para deixar o arquipélago sob responsabilidade da União foi distribuída ao magistrado.
A proposta, disse Câmara, é uma "afronta à nossa história e à nossa Constituição". Estou solicitando ao ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski uma audiência para tratar desse tema e expor nossos argumentos, que já foram inclusive acatados pela Justiça Federal". 247
Segundo o partido, a administração dos recursos do MEC "vem sendo aparelhada" para auxiliar o projeto de reeleição de Bolsonaro
(Foto: Reprodução | REUTERS/Adriano Machado)
O PT pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investigue abuso de poder econômico e político por parte do ministro da Educação, Milton Ribeiro, e do chefe de governo, Jair Bolsonaro.
Segundo o partido, a administração dos recursos do MEC "vem sendo aparelhada" para auxiliar o projeto de reeleição de Bolsonaro, além de se atrelar a interesses religiosos de Ribeiro, mesmo o Brasil sendo um Estado laico.
Em conversa gravada obtida pela Folha de S.Paulo, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, admite priorizar demandas de prefeitos apresentados a ele pelo gabinete paralelo na pasta, formado por pastores. A dirigentes municipais dentro do ministério, Ribeiro afirma seguir ordem de Bolsonaro.
"O conteúdo do áudio divulgado pelo mencionado jornal é muito claro: os prefeitos que apoiarem o projeto de reeleição do Presidente da República, a partir da indicação dos Ministros de Fato (Pastores) terão seus pleitos financeiros e econômicos atendidos com prioridade, inclusive no que se refere à construção de espaços religiosos (templos)", argumenta o PT.
"O ministro da Educação admite em confissão irrefutável" que o MEC "não se orienta, na distribuição das verbas públicas, por critérios e estudos técnicos ou quiçá prioridades identificadas pela própria administração", acrescenta o partido.
Para o PT, pelo menos desde o início de 2021, Ribeiro se usa da estrutura do MEC para "promover a candidatura e os desideratos políticos do Presidente da República". 247
A confiança no sistema de votação eletrônico do Brasil aumentou mais de dez pontos percentuais na comparação com o levantamento anterior do instituto.
(Foto: ABr)
A pesquisa Datafolha, feita nos dias 22 e 23 deste mês, apontou que 82% dos entrevistados disseram confiar no sistema eletrônico de votação, e 17% afirmaram que não têm confiança. No levantamento anterior, feito em dezembro de 2020, a taxa de confiança era de 69%, ante 29% de céticos do sistema.
Os eleitores também foram questionados se seria melhor o país voltar ao sistema de voto em papel. Para 77%, é melhor o Brasil continuar com urnas eletrônicas 77%, e 20% defenderam a volta da votação impressa.
Foram entrevistados 2.556 eleitores em 181 municípios de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Investigações por ataques a urnas
O aumento da confiança no sistema de votação brasileiro veio em um contexto de um governo, com alguns integrantes desconfiando da urnas eletrônicas. Jair Bolsonaro, por exemplo, já fez vários ataques à confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, o que motivou investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em março deste ano, o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito na Corte que investiga o vazamento de informações sigilosas de Bolsonaro, autorizou o envio de provas ao TSE. O inquérito apura o fato de Bolsonaro ter feito, em agosto de 2021, um vazamento de dados sigilosos de uma investigação da Polícia Federal que apura um ataque hacker ao TSE. Bolsonaro usou o caso para atacar a confiabilidade das urnas eletrônicas.
No dia 31 de janeiro deste ano, a delegada da Polícia Federal (PF) Denisse Ribeiro enviou a Moraes a conclusão das investigações sobre o vazamento e apontou crime de Bolsonaro. 247