sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Temer diz que alertou Bolsonaro sobre riscos da greve dos caminhoneiros: 'vai cair no seu colo'

 

Bolsonaro e Michel Temer (Foto: Alan Santos/PR)

O ex-presidente Michel Temer (MDB), responsável pela elaboração do texto da Carta à Nação em que Jair Bolsonaro recuou das ameaças golpistas feitas no dia 7 de setembro, disse que alertou o chefe do Executivo sobre o risco da paralisação dos caminhoneiros durante a reunião que tiveram em Brasília. “Presidente, eu já passei por isso, sei como é. Mais cedo ou mais tarde, com desabastecimento, aumento de preços, essa greve vai cair diretamente no seu colo”, relatou Temer ao jornal O Estado de S. Paulo

Ainda de acordo com o emedebista, Bolsonaro teria dito que o movimento da categoria era “autônomo” e contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, um dos principais alvos dos discursos feitos por ele  no Dia da Independência. Ao ser alertado sobre  os riscos de uma greve da categoria, Bolsonaro teria concordado em pedir o fim do movimento. 

Pouco antes de embarcar de volta para São Paulo, Temer disse ter recebido um telefonema do Palácio do Planalto informando que os caminhoneiros já estavam se desmobilizando. (247).

Assista ao vídeo: 



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Polícia Federal investiga irregularidades no Senai do Distrito Federal

 

Operação é feita também no Rio de Janeiro

Divulgação/DF-AM

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (10) a Operação Sierra. É para investigar irregularidades cometidas pelas administrações regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai - e do Instituto Euvaldo Lodi – IEL - no Distrito Federal. 

Segundo a PF, as investigações apontam que o IEL firmou contratos de prestação de serviços com empresas de propriedade de dirigente do Sistema S, o que é proibido por lei. As empresas beneficiadas receberam cerca de R$ 3 milhões. Na ação, os policiais federais deram cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão no DF e no Rio de Janeiro.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de furto qualificado, falsidade documental e associação criminosa, com penas que podem chegar a 16 anos de reclusão.

Procurada pela Agência Brasil, a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), da qual o IEL-DF faz parte, não se manifestou sobre a operação. (Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Kleber Sampaio


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Xi Jinping e Joe Biden conversam por telefone

             Via:247

Imagem: ALY SONG
Bandeira da China e dos EUA; ligação telefônica entre autoridades comerciais chinesas e americanas

Xi Jinping e Joe Biden (Foto: Aquiles Lins)

O presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente norte-americano, Joe Biden, conversaram nesta sexta-feira (10) por telefone e trocaram opiniões de forma franca, profunda e ampla sobre as relações bilaterais e as questões de interesse comum.

Xi Jinping expressou condolências pelas vítimas norte-americanas causadas pelo Furacão Ida. Biden manifestou agradecimento.

O líder chinês disse que, no último período, as relações sino-norte-americanas tem encontrado grandes dificuldades devido à politica dos Estados Unidos para com a China. Segundo ele, como o maior país desenvolvido e o maior em desenvolvimento, o relacionamento entre a China e os EUA tem uma grande influência para o mundo inteiro. Por isso, os dois países precisam evitar confrontos e buscar cooperação. 

Xi Jinping lembrou que, desde 1971, ano em que a China e os EUA recuperaram as relações diplomáticas, a cooperação bilateral trouxe verdadeiros benefícios para todos os países do mundo. Hoje em dia, a comunidade internacional está enfrentando muitos desafios comuns, e os dois países devem assumir suas responsabilidades como grandes nações, impulsionar o retorno das relações bilaterais ao caminho certo o quanto antes possível, a fim de beneficiar melhor os povos dos dois países e do mundo inteiro.

O presidente chinês indicou que as duas partes podem fortalecer a cooperação mútua e empreender coordenação no enfrentamento das mudanças climáticas, prevenção e controle da pandemia, recuperação econômica entre outros setores.

Joe Biden disse que as relações EUA-China são o relacionamento bilateral mais importante do mundo. Os dois países não têm razões para tornar as concorrências em conflitos. Ele enfatizou que Washington não mudará a posição de “Uma só China” e espera que as relações bilaterais possam retornar ao caminho correto.(Rádio Internacional da China).


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Em 4 pontos, os recuos de Bolsonaro entre os dias 7 e 9 de setembro

Mariana Sanches - @mariana_sanches

Da BBC News Brasil em Washington

Em nota, presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recuou de suas ameaças ao STF

Depois de fazer os dois discursos mais inflamados de seu mandato no último dia 7 de setembro, diante de centenas de milhares de apoiadores em Brasília e em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro recuou do tom em nota divulgada pela Presidência na tarde deste dia 9.

Congressistas e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), além de especialistas em direito e analistas políticos consideraram que as declarações de Bolsonaro tinham "teor golpista" e eram passíveis de ser enquadradas como crime de responsabilidade, punível com abertura de processo de impeachment.

Entre outras coisas, Bolsonaro afirmou que não mais cumpriria decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news do qual Bolsonaro é alvo, e ameaçou fechar o STF caso seu presidente, Luiz Fux, não "enquadrasse" Moraes.

Também afirmou que apenas Deus poderia retirá-lo da cadeira presidencial e afirmou: "quero dizer aos canalhas que nunca serei preso".

Diante da repercussão negativa das falas tanto no mundo político, que retomou as discussões de impedimento do presidente, como no mercado, que reagiu com alta do dólar e tombo da bolsa de valores, Bolsonaro deu um passo atrás. Na nota, justificou-se: "quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum".

Bolsonaro também disse que "na vida pública as pessoas que exercem o poder não têm o direito de "esticar a corda", a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia". Sua manifestação do dia 7 levou à paralisação de caminhoneiros em mais de 15 Estados e provocou desabastecimento de combustíveis em alimentos em partes do país. Isso deve pressionar ainda mais a economia do país, em recuperação frágil da recessão causada pela pandemia de covid-19. O PIB do último trimestre teve resultado negativo e a inflação se aproximou dos dois dígitos no acumulado dos 12 meses.

Veja a seguir quatro pontos claros de recuo do presidente em um comparativo de seu discurso no último dia 7 e na nota deste dia 9.

1. Supremo Tribunal Federal

Bolsonaro em 7/9: "Ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos."

Bolsonaro em 9/9: "Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes."

2. Ministro Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes foi principal alvo de ataques e ofensas de Bolsonaro e apoiadores nas manifestações do 7 de Setembro


CRÉDITO,ROSINEI COUTINHO/STF

Alexandre de Moraes foi principal alvo de ataques e ofensas de Bolsonaro e apoiadores nas manifestações do 7 de Setembro

Bolsonaro em 7/9: "Não vamos mais admitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia."

Bolsonaro em 9/9: "Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes."

3. Respeito a decisões de outros poderes

Bolsonaro em 7/9: "Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, esse presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou."

Bolsonaro em 9/9: "Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país."

4. Democracia

Bolsonaro em 7/9: "Tinha que esperar um pouco mais de modo que a população aos poucos ou cada vez mais fosse se conscientizando do que é um regime ditatorial. Agora chegou o momento de nós dizermos a essas pessoas que abusam da força do poder para nos subjugar, dizer a esses poucos que agora tudo vai ser diferente".

Bolsonaro em 9/9: "Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição."


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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Bolsonaro recua do tom golpista e diz em nota que ataques ao STF "decorreram do calor do momento"

               Via:247

(Foto: ABr)

Após proferir graves ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes na terça-feira, 7 de setembro, e diante do aguçamento da crise institucional, Jair Bolsonaro publicou nesta quinta-feira (9) uma nota oficial fazendo um importante recuo.

Ele diz no texto que suas palavras, "por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum" e destacou que "existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes".

Leia:

"Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil".


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INTERMEDIÁRIO - Bolsonaro conversa com Moraes, em telefonema mediado por Temer

 

Nesta quinta-feira (9), durante conversa entre ambos, o ex-presidente ligou para Moraes, que foi indicado por ele para o STF

                   Por Fábio Zanini/Folhapress
Michel Temer foi intermediário de conversa entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes - Foto: Beto Barata/PR | Alan Santos/PR | Agência Brasil

Antes da divulgação de nota em que recuou de seus ataques golpistas aos outros Poderes, o presidente Jair Bolsonaro conversou por telefone com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, em ligação mediada por Michel Temer (MDB).

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ex-presidente. Temer foi acionado ainda na quarta-feira (8) por Bolsonaro, que buscava conselhos para enfrentar os bloqueios de caminhoneiros e para tentar contornar a crise gerada com o Supremo Tribunal Federal.

Nesta quinta-feira (9), durante conversa entre ambos, Temer ligou para Moraes, que foi indicado por ele para o STF.

Segundo quem acompanhou a conversa, o diálogo foi institucional e Bolsonaro disse o que divulgaria posteriormente na carta pública: falou que não nunca teve a atenção de agredir e que acredita na harmonia entre os Poderes.

A conversa também tratou da possibilidade de outras ligações futuras entre ambos.


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Presidente de Portugal aplaude discurso de protesto contra Bolsonaro em festival de cinema (vídeo)

 

Presidente de Portugal aplaude discurso contra Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, aplaudiu efusivamente um discurso de protesto contra o governo brasileiro de Jair Bolsonaro durante a cerimônia de encerramento do Festival IndieLisboa, na capital portuguesa. 

O fato aconteceu na última segunda-feira (6), no momento em que projetaram o filme Paraíso, de Sérgio Tréfaut (veja o trailer), que fez uma apresentação emocionada sobre as personagens do documentário, integralmente filmado no Rio de Janeiro. Em sua fala, ele conta que vários integrantes do elenco haviam morrido de Covid-19 logo no início da pandemia.

Sérgio disse que o governo brasileiro e o presidente da República eram co-responsáveis por centenas de milhares de mortos e foi fortemente aplaudido. Na plateia, estava o presidente Marcelo Rebelo de Sousa e também a ministra da Cultura do país, Graça Fonseca. Brasil247.

Assista ao vídeo do momento do discurso e o aplauso que se seguiu:




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