segunda-feira, 8 de junho de 2020

Pernambuco confirma mais 881 casos, 288 curados e 35 mortes pela Covid-19

                        Via:Santanavinicius

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, neste domingo (7), 881 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 165 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 716 como leves. Agora, o estado totaliza 40.242 casos confirmados, sendo 15.861 graves e 24.381 leves.
Além disso, o boletim registra 21.773 pessoas curadas da Covid-19 no estado. Desse total, 5.880 são de casos graves e 15.893 casos leves. Os casos graves confirmados da doença estão distribuídos por 165 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha e da ocorrência de pacientes de outros estados e países.
Também foram confirmados laboratorialmente 35 óbitos, sendo 20 do sexo feminino e 15 do sexo masculino. Com isso, o estado totaliza 3.305 mortes pela doença. As mortes ocorreram entre os dias 17 de abril e 6 de junho, e os pacientes tinham idades entre 41 e 113 anos. As faixas etárias dos pacientes que morreram eram: 40 a 49 (3), 50 a 59 (6), 60 a 69 (6), 70 a 79 (8), 80 ou mais (12).
Os novos óbitos confirmados são de pessoas residentes nos municípios de Recife (9), Jaboatão dos Guararapes (2), Cabo de Santo Agostinho (2), Paulista (2), Palmares (2), Camaragibe (1), Abreu e Lima (1), Agrestina (1), Água Preta (1), Araçoiaba (1), Caruaru (1), Catende (1), Correntes (1), Exu (1), Ipojuca (1), Itambé (1), Ouricuri (1), Paranatama (1), Serinhaém (1), Tamandaré (1) e Vicência (1), além de dois pacientes de outros estados.
Dos 35 pacientes que vieram a óbito, 18 apresentavam comorbidades confirmadas, como hipertensão (10), diabetes (7), doença cardiovascular (6), histórico de AVC (2), doença renal (2), transplantado (1), doença hepática (1), obesidade (1), doença de Alzheimer (1), imunodeprimido (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Um não apresentava comorbidades, e os demais casos estão em investigação pelos municípios.(DP)

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Direitos humanos Trabalhadoras domésticas são submetidas a condições degradantes na casa de empregadores

                    Por: Marcionila Teixeira/DP
 (Foto: Agência Brasil)
Foto: Agência Brasil

Os relatos são chocantes. De flagrante desrespeito à condição do ser humano. Mas acontecem todos os dias. Sob o manto de uma aparente normalidade. Até que o pior acontece. E o “normal” passa a ser inaceitável. O caso do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, que caiu do nono andar do condomínio de luxo conhecido como Torres Gêmeas, no Centro do Recife, expõe a forma como são tratadas as pessoas que fazem trabalhos domésticos no estado. A lista de horrores inclui talheres e pratos separados, refeição diferenciada e de baixa qualidade, proibição de acesso a elevador, obrigatoriedade de uso de fardamento e de dormir na casa do empregador, assédio sexual, violência física e psicológica, serviços arriscados e, ainda, não suspensão do contrato de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus.

Quem chama a atenção para a situação dramática da categoria, formada majoritariamente por mulheres negras e com baixa escolaridade, é a pernambucana Luiza Batista, presidente da Federação das Trabalhadoras Domésticas. Ela própria vítima do trabalho doméstico infantil, invisibilizado até hoje e encarado, inclusive, como uma forma de salvar a criança pobre da miséria. Como se acesso à educação de qualidade não fosse o caminho. Aos nove anos, Luiza foi obrigada a cuidar de uma outra criança menor. Ao ser mordida pela menina, reagiu. Terminou espancada pela patroa. Até hoje, aos 63 anos, Luiza chora ao contar o caso.

“O caso de Miguel traz à tona a discussão sobre o racismo institucional. A chamada casa grande, mesmo em um momento de pandemia, não quer abrir mão da trabalhadora para ela ficar em casa com os filhos, já que as escolas estão fechadas. Mirtes, mãe de Miguel, teve que levar a criança para o trabalho. Você vê a irresponsabilidade da patroa. Se fosse o filho de uma pessoa amiga, ela jamais faria aquilo, colocaria o menino sozinho em um elevador. O racismo acontece nesse caso porque o menino era filho de uma mulher negra, doméstica, com baixo poder aquisitivo e escolaridade”, destaca Luiza.

A presidente da Federação lembrou que o próprio Ministério Público de Pernambuco (MPPE) considerou o trabalho doméstico não essencial em tempos de pandemia. “A medida provisória 936, do governo federal, também prevê a possibilidade de suspensão de contrato dessas pessoas. E isso não foi feito no caso de Mirtes. A patroa jamais poderia abrir mão da servidora para não estragar as unhas. Não se considera ocupando o papel de forrar cama, lavar pratos ou preparar o próprio alimento. Isso tudo é uma herança maldita do Brasil colônia.”

Em Olinda, na beira-mar, trabalhadores domésticos de um prédio com seis andares costumam usar a escada para chegar aos apartamentos onde prestam serviço ao invés do único elevador disponível. Uma moradora, uma universitária de 22 anos que pede para não ser identificada, conta que não há uma regra no condomínio sobre o assunto, mas alguns moradores determinam, por conta própria, que seus funcionários usem as escadas. “Sempre uso as escadas porque tenho medo de andar sozinha de elevador e vejo sempre a circulação dos trabalhadores. Inclusive, tinha uma que já era idosa e mesmo assim ela subia cada degrau.”

Luiza lembra que proibir o uso de elevador para trabalhadores domésticos é atitude discriminatória. “Não existe elevador social. Elevador é para pessoas. O de serviço é para carga, onde se recolhe lixo, se faz mudança. Mas sei de edifícios de luxo que insistem no elevador social e proíbem o acesso de trabalhadoras domésticas no espaço.”

Quanto ao uso de uniforme, Luiza destaca que a decisão deve ser tomada em consentimento com o trabalhador doméstico, que precisa se sentir bem com a roupa. Além disso, lembra, o valor da roupa não pode ser descontado no salário.

Outro relato ainda comum é a obrigação de dormir no emprego. “Aqui a cultura é a da servidão. Estou pagando e a pessoa tem que fazer do jeito que eu quero. O patrão pensa: não vou pagar para eu acordar cedo e ter que preparar meu desjejum.”

Essa ideia da servidão é tão impregnada na atitude do empregador que não há, sequer, preocupação com a saúde do trabalhador doméstico. E essa perspectiva fica escancarada em meio à pandemia. A mãe, Mirtes Souza, e a avó de Miguel, Marta Santana, inclusive, se contaminaram com a Covid-19, e teriam, segundo a família, permanecido à serviço da família de Sarí Côrte Real.

As noites dormidas no emprego também remetem à distância dos filhos e ao desconforto dos chamados quartos de empregada - construídos sem janelas e minúsculos. “A grande dor da trabalhadora doméstica é que a gente não acompanha o crescimento dos nossos filhos, não tem chance de sentar, conversar, orientar para que nossos filhos não se envolvam com algo errado”, reflete Luiza. 




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Manifestações pela democracia e antirracismo marcam o domingo no Brasil (Vídeo)

 Guilherme Boulos protestou contra decisão judicial que mudou local de ato em São Paulo. Em Belém e no Rio de Janeiro houve prisão arbitrária de manifestantes

Manifestação no Largo da Batata
Manifestação no Largo da Batata (Foto: Guilherme Gandolfi/Mídia Ninja)

Rede Brasil Atual - Manifestações em diversas cidades do Brasil pediram democracia e protestaram contra o racismo na manhã e na tarde deste domingo (7). Algumas sofreram com a repressão policial.
Em São Paulo, a concentração no Largo da Batata começou às 14h, após a Justiça ter proibido a mobilização na Avenida Paulista. A decisão, segundo o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, teve como objetivo desmobilizar a manifestação.
No ato, ele discursou e rebateu as acusações de Jair Bolsonaro contra manifestantes, conforme registrou o site Viomundo. “O Bolsonaro passou esses dias todos dizendo que a gente é terrorista. Terrorista não é quem defende a democracia, terrorista é quem é expulso do Exército por tentar explodir o quartel!”, disse.
“Vagabundo é quem ficou 27 anos no Congresso e não fez porra nenhuma. Vagabundo é o Véio da Havan, que recebeu auxílio emergencial”, destacou ainda o líder do MTST.
Em Brasília, houve uma marcha na Esplanada dos Ministérios que, entre outras bandeiras, defendia o “fora Bolsonaro”. Com diversos cartazes, faixas e gritos relacionados ao Black Lives Matter (vida negras importam), movimento inspirado na mobilização que ocorre nos Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd por um policial branco.
A marcha antifascista de Brasília teve início às 9h, em frente à Biblioteca Nacional. Por volta das 10h, milhares de manifestantes tomaram a rua da Esplanada dos Ministérios, enquanto policiais faziam um cordão na frente dos prédios.
Um grupo nitidamente menor se manifestou a favor do governo. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes acessaram a Praça dos Três Poderes, local tradicional de concentração de apoiadores do presidente nos últimos domingos.

Repressão policial

No Rio de Janeiro, cerca de 15 manifestantes foram detidos na região central da capital fluminense, antes do início do ato Vidas Negras Importam. Segundo o organizador do movimento, Gabriel Murga, a alegação foi que estavam portando álcool gel.
“O grupo não faz parte do movimento, era uma manifestação independente, mas ficamos sabendo que foram detidos por portar álcool gel e já enviamos advogados para a delegacia”, disse Murga ao Estadão Conteúdo.
Em Belém, houve detenção de ativistas.”Foi uma mega operação da polícia militar e civil e dezenas pessoas detidas, uma operação absurda e desproporcional”, disse o advogado Marco Apolo da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH).
Em nota, a entidade destacou que as prisões “não fazem sentido”. “Se não é permitido aos manifestantes se reunirem como aconteceu hoje, também não deveria ser permitido aglomerações em Zonas Comerciais de Belém. é um Decreto que de forma desmedida aponta uma conduta como proibida em uma ocasião, mas abre possibilidades para outra. A lei que vale para um ambiente deveria valer para todos.”

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ESTUDO Ensaio clínico aponta que hidroxicloroquina não tem efeito benéfico contra Covid-19

                    Por: AFP
 (Foto: MARVIN RECINOS / AFP)
Foto: MARVIN RECINOS / AFP


A hidroxicloroquina não apresenta "efeito benéfico" para pacientes com Covid-19, de acordo com os responsáveis pelo ensaio clínico britânico Recovery, que anunciaram nesta sexta-feira a cessação "imediata" da inclusão de novos pacientes nesse tratamento.

Recovery - um grande ensaio clínico, cujos resultados eram aguardados com entusiasmo - foi um dos únicos a não suspender seus testes com hidroxicloroquina, após um estudo controverso publicado no periódico "The Lancet", que apontava para a ineficácia, ou mesmo o efeito prejudicial da molécula.

Após uma análise dos resultados iniciais, "concluímos que não há efeito benéfico da hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados com Covid-19", disseram os pesquisadores em um comunicado.

"Decidimos parar de recrutar participantes para o braço (a parte de um estudo relacionado a um tratamento específico) hidroxicloroquina do estudo Recovery, com efeito imediato", acrescentaram.

Eles disseram que decidiram tornar públicos esses "resultados preliminares, porque têm importantes consequências para o atendimento aos pacientes e para a saúde pública".

Recovery é um ensaio clínico controlado randomizado (pacientes escolhidos de forma aleatória), um método experimental considerado o mais sólido para testar medicamentos. Está sendo realizado no Reino Unido em mais de 11.000 pacientes de 175 hospitais para avaliar a eficácia de vários tratamentos para a Covid-19. 

Os testes das outras pistas de tratamento continuam. A parte da hidroxicloroquina envolveu 1.542 pacientes que receberam a molécula, em comparação com 3.132 pacientes que receberam tratamento padrão.

Os pesquisadores concluem que não há diferença significativa entre os dois grupos para a mortalidade em 28 dias, ou para o tempo de internação hospitalar.

"É decepcionante que esse tratamento seja ineficaz, mas nos permite focar nos cuidados e na pesquisa de medicamentos mais promissores", disse o principal pesquisador do ensaio, Peter Horby.

Enquanto esse tratamento tem sido amplamente prescrito em muitos países "na ausência de informações confiáveis", "esses resultados devem mudar as práticas médicas em todo mundo e demonstrar a importância de estudos randomizados em larga escala para permitir decisões sobre a eficácia e a segurança dos tratamentos", acrescentou seu adjunto, Martin Landray.

Um estudo publicado na revista médica "The Lancet" em 22 de maio concluiu que a hidroxicloroquina não era benéfica para pacientes hospitalizados com Covid-19 e poderia até ser prejudicial. Tratou-se de um estudo observacional baseado em dados coletados em 96.000 pacientes em todo mundo pela empresa americana Surgisphere, que vem, desde então, sendo criticado por uma série de pontos problemáticos.

O estudo levou à suspensão do braço da hidroxicloroquina em dois grandes ensaios: o Solidarity, sob a liderança da Organização Mundial da Saúde (OMS), e o estudo europeu Discovery.

Depois da onda de críticas contra o estudo da "Lancet" - que finalmente foi retirado na quinta-feira -, a OMS recuou nesta semana e anunciou a retomada de seus testes. O Discovery planeja fazer o mesmo.

Na quarta-feira, outro ensaio clínico randomizado realizado nos Estados Unidos e no Canadá, em menos pacientes do que o Recovery, concluiu que a molécula é ineficaz na prevenção da Covid-19.





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Governo começa a maquiar estatísticas e reduz número de mortes por coronavírus

O governo de extrema direita de Jair Bolsonaro, alheio à gravidade da Covid-19 no Brasil, muda balanço sobre a doença e diminui artificialmente o número de mortos nas últimas 24h

Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello e militares
Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello e militares (Foto: ABr)

Comandado por militares, o Ministério da Saúde mudou o número de infectados e mortos por causa do novo coronavírus divulgado neste domingo. Depois de anunciar 1.382 mortes por Covid-19 no país, mais tarde alterou o número para 525, uma diferença de 857 óbitos.

Entre as 20h37 e as 21h50, o governo divulgou dados contraditórios, informa o UOL. Houve ainda uma mudança no número de infectados. O primeiro balanço divulgado pelo ministério informava um total de 12.581 novos casos, contra 18.912 casos atuais.
O "novo normal" da informação oficial sobre os números da doença no Brasil passou a ser a maquiagem de dados. (247)



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PROTESTO Manifestação no Recife lembra morte de menino Miguel e pede saída de Bolsonaro

                     Por: Fillipe Vilar
Manifestantes se concentraram no pátio da Basílica do Carmo (Foto: Paulo Paiva / DP Foto)
Manifestantes se concentraram no pátio da Basílica do Carmo 
(Foto: Paulo Paiva / DP Foto)

Um grupo de manifestantes se reuniu às 15h deste domingo (7) no pátio da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, bairro de Santo Antônio, centro do Recife, para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ato foi puxado por organizações partidárias de esquerda e por representantes de torcidas denominadas antifascistas do Sport, Santa Cruz e Náutico.

Por volta das 15h30, os manifestantes seguiram pela Avenida Dantas Barreto, passando pela Avenida Guararapes, pela ponte Duarte Coelho. Por fim, foram pela Rua da Aurora até o monumento “Tortura Nunca Mais”, na esquina com a Rua Mário Melo, em Santo Amaro. Ao longo do trajeto, alguns moradores de edifícios no caminho batiam panelas nas janelas em apoio ao protesto. 

Torcidas organizadas de denominação antifascista organizaram ato contra Bolsonaro (Foto: Paulo Paiva / DP Foto)
 Torcidas organizadas de denominação antifascista organizaram ato contra Bolsonaro (Foto: Paulo Paiva / DP Foto)

Os manifestantes também gritaram frases lembrando a morte do menino Miguel, de 5 anos, que caiu de uma das Torres Gêmeas no centro do Recife na última terça-feira (2). “Miguel, presente” foi um dos gritos entoados durante o protesto. Uma faixa lembrava, ainda, a morte do americano George Floyd, asfixiado por um policial nos Estados Unidos. 

Os organizadores do movimento tentaram fazer com que os manifestantes mantivessem uma distância de pelo menos 1 metro um do outro. Segundo eles, a medida visava promover o distanciamento social necessário para evitar a propagação do novo coronavírus.

A deputada estadual Jô Lima (Psol), representante do mandato coletivo “Juntas”, acompanhou a passeata. “O Brasil começa um processo de manifestações contra um presidente que não se importa com vidas”, disse a parlamentar. “Esse ato acontece em todo o Brasil porque o povo está se organizando contra esse governo”, continuou Jô. 

O protesto não teve incidentes de violência. Um homem, que não se identificou, tentou intimidar alguns manifestantes, mas foi contido após questionamentos de um dos participantes do ato. Viaturas da Polícia Militar (PM), CTTU e da Guarda Municipal acompanharam a caminhada. Um destacamento da Cavalaria da PM estava na Rua da Aurora. De acordo com a PM, 180 policiais acompanharam o protesto. Por volta das 17h, o ato começou a se dispersar.

Protesto a favor de Bolsonaro termina com condução à delegacia

Pela manhã, manifestantes pró-Bolsonaro foram à praia de Boa Viagem e tentaram pescar no mar. O ato foi em protesto à proibição do Governo do Estado de circulação nas praias durante a pandemia de Covid-19. Sob chuva, a manifestação teve adesão baixa.  De acordo com a Polícia Civil, um manifestante, de 54 anos, foi autuado por tentar infringir a determinação sanitária. Segundo a polícia, ele não queria obedecer a pedidos de policiais militares para que deixasse a praia. O homem foi conduzido para a Delegacia de Boa Viagem, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.

“Como forma de burlar as medidas sanitárias, alguns manifestantes se passaram por pescadores. Amparavam-se no fato de a pesca artesanal e profissional estar liberada por decreto estadual”, diz a nota conjunta das polícias Civil e Militar. A polícia afirmou que os manifestantes estavam apenas fingindo que pescavam. Segundo a PM, mais de 600 pessoas já foram autuadas desde o início das medidas de isolamento, em março.

O deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) usou suas redes sociais para repudiar a condução do manifestante de direita à delegacia. Ele citou o ato ocorrido na sexta-feira (5), no centro do Recife, lembrando a morte do menino Miguel, como exemplo de uma suposta seletividade da PM em fazer cumprir o decreto de distanciamento social.  “O vírus é muito inteligente. Ele só ataca que está na Avenida Boa Viagem e quem está na praia. Quem tava na manifestação descumprindo, também, o decreto, não”, provocou o parlamentar em uma publicação no seu perfil do Instagram.



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Governo Bolsonaro é criticado em todo o mundo por maquiar dados sobre Covid-19

Principais jornais do mundo apontam apagão de dados sobre a Covid-19 no Brasil depois que o governo decidiu maquiar e esconder dados sobre a pandemia, enquanto médicos no exterior veem como mais uma manobra negacionista do bolsonarismo

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Repercutiu muito mal para o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro a nova metodologia adotada na informação sobre os dados da Covid-19 no Brasil. Surgiram críticas em veículos internacionais e redes sociais.
As manchetes dos diferentes portais falavam em ‘apagão de dados’, ‘sumiço de mortes’ e ‘governo elimina mortos pelo vírus’. Nas redes sociais, acadêmicos e jornalistas criticaram o novo formato da informação. 
Com o título “Brasil para de publicar total de mortes por Covid-19 e retira dados de site oficial”, o texto de um dos jornais mais lidos no mundo, o britânico The Guardian, diz que a medida, que teria sido determinada pelo presidente Bolsonaro, foi largamente criticada pela sociedade brasileira.
O The Washington Post reproduziu texto da agência internacional de notícias Associated Press que diz que o Brasil eliminou dados do total de mortos pela Covid-19 e deixou especialistas perplexos.
O canal de notícias Al Jazeera deu destaque à queda do portal oficial de informações sobre a pandemia no Brasil, que ficou fora do ar desde a noite da sexta-feira (5) até a tarde do sábado (6). 
Por sua vez, a agência internacional de notícias Reuters disse que o Brasil tirou do público meses de dados sobre a pandemia no país. 
Nas manchetes francesas, os destaques foram a retirada dos dados públicos sem nenhuma justificativa apresentada nem por parte de Bolsonaro, nem pelo Ministério da Saúde. 
Informações de Ana Bottallo e Everton Lopes Batista na Folha de S.Paulo


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Eleições 2026 - Dani Portela (PT) é a deputada estadual mais votada de Pernambuco

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