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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Milhares de servidores vão às ruas em 20 estados contra a reforma administrativa

 

(Foto: Divulgação)


Servidores públicos municipais, estaduais e federais de 19 estados e do Distrito Federal foram às ruas na manhã desta quarta-feira (18) contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, da reforma administrativa.

A mobilização, convocada por centrais sindicais, denuncia a falta de diálogo por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os danos de uma eventual aprovação da reforma para o serviço público.

Os manifestantes também pedem o impeachment de Bolsonaro e a volta do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia. Outros alvos dos protestos desta quarta são a "minirreforma trabalhista" e as privatizações dos Correios e da Eletrobras.

Os organizadores ressaltaram a necessidade de manter o distanciamento social e o uso de máscaras durante os atos.

Centro-Oeste

As principais vias de Brasília (DF) amanheceram com mensagens de protesto contra a PEC 32. "A aprovação dessa lei significa o fim da educação e saúde públicas, por exemplo, além de privilegiar juízes, parlamentares e militares", afirmaram os organizadores na convocatória.

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Trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também protestaram contra a reforma(Photo: Jonas Valente/SJPDF)Jonas Valente/SJPDF

 

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Protestos em Goiânia lembraram os riscos da privatização da Eletrobras(Photo: Gibran Jordão | @esquerdaonline)Gibran Jordão | @esquerdaonline

Sudeste

Nos quatro estados do Sudeste, houve manifestações contra a reforma administrativa e a política econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia.

Além das bandeiras nacionais de luta desta quarta, manifestantes de Niterói (RJ) questionaram o retorno às aulas presenciais sem os protocolos sanitários necessários.

Trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) protestaram na Lapa, em São Paulo (SP), em apoio à greve contra a privatização dos correios e à PEC 32.

Em Minas Gerais, trabalhadoras e trabalhadores da Petrobras fizeram ato na porta da Refinaria Gabriel Passos (Regap) contra a reforma administrativa e as privatizações.

Nordeste

Em Fortaleza (CE), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) foi às ruas "contra a PEC 32 e as privatizações, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, por vacina e emprego." 

Norte

Em Belém (PA), centrais sindicais fizeram caminhada e panfletagem contra a precarização do serviço público.

Sul

Mesmo debaixo de chuva, trabalhadores protestaram contra a reforma administrativa em frente ao Hospital Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre (RS).

Em Criciúma (SC), sindicalistas ocuparam desde cedo a Praça Nereu Ramos para dialogar com a população sobre a PEC 32. Além das panfletagens, eles exibiram faixas pressionando os três deputados federais da região – Ricardo Guidi (PSD), Geovania de Sá (PSDB) e Daniel Freitas (PSL) – para votarem contra a reforma. Brasil de Fato. 

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Servidores gaúchos denunciaram o impacto da reforma administrativa na saúde pública(Photo: Carolina Lima)Carolina Lima


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terça-feira, 30 de março de 2021

Reforma administrativa do Governo Bolsonaro repercute na política, judiciário e Forças Armadas

 

Reprodução/Instagram

A repercussão da queda do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi abafada por uma sequência de mudanças ocorridas no primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Ainda durante a manhã, o anúncio do pedido de demissão de Araújo do cargo repercutiu enormemente nas redes sociais. Ao longo do dia, a cada mudança, deputados, senadores e políticos brasileiros comentavam as novidades.

Entre as mudanças, a nomeação da deputada federal Flávia Arruda para a Secretaria de Governo foi considerada uma vitória do ‘centrão’. Tanto que a alteração foi vista como positiva pelo presidente da Câmara. O parlamentar afirmou que, por ser presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Flávia Arruda tem bom trânsito com os pares. Em reserva, um parlamentar comentou que a indicação é considerada no Congresso como sendo "uma vitória do centrão". Agora, o grupo terá um aliado conduzindo as articulações políticas. 

Já a demissão de Azevedo pegou de surpresa os generais que integram o alto comando do Exército. Generais se reuniram na semana passada em Brasília com o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, e a demissão do ministro não estava no radar desses militares.

A saída do general da pasta da Defesa foi vista com preocupação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de assumir o ministério, o general era assessor do então presidente do tribunal, ministro Dias Toffoli. Na época, ele estabeleceu boa relação com os ministros e manteve contato com eles depois de ir para o governo. Integrantes da corte lembram que, quando Bolsonaro insinuava acionar o Exército para resolver em seus embates políticos, era Azevedo quem entrava em contato com os ministros da corte para afirmar que as Forças Armadas respeitam a Constituição e não concordam com a ideia de um novo golpe de Estado. Após deixar o Ministério da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva afirmou a ministros do STF  que não há risco de politização das Forças Armadas e que os órgãos não irão se inclinar a eventuais medidas autoritárias do presidente Jair Bolsonaro.

Já a saída de Ernesto Araújo foi vista com bons olhos por parlamentares e, até mesmo na diplomacia. Diplomatas brasileiros nos Estados Unidos viram a queda com alívio, visto que ele era forte defensor do ex-presidente Donald Trump, o que poderia atrapalhar as relações com o Governo Biden. 

Um parlamentar pernambucano disse à boca miúda que uma reforma ministerial já era especulada. No entanto, hoje, todos foram surpreendidos com a urgência da pauta. "Acredito que ele precisou demonstrar sua autoridade de presidente e mostrar que a saída de Ernesto não seria um trunfo para o Congresso, que a cena seria roubada quando ele decidisse", disse.

Pernambucanos

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, que nacionalmente preside o PCdoB, escreveu em seu Twitter sobre algumas das modificações ocorridas ao longo do dia. "Não adianta trocar de ministro, precisamos trocar de presidente. Em meio à maior crise sanitária de nossa história, o Brasil está à deriva", escreveu Luciana.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB) escreveu sobre a expectativa pelo cenário da diplomacia do Brasil com a mudança do chanceler. "Após isolar completamente o Brasil no cenário internacional e de ter agido para aumentar os problemas do País na pandemia, Ernesto Araújo pede para sair. O Brasil agradece", avaliou Tadeu. O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Danilo Cabral, avalia que "a questão principal, além da mudança de nomes, é a mudança na política", diz. "Não adianta trocar o ministro se você preserva a política que vinha sendo conduzida de forma equivocada", explica o líder socialista. (Por Blog da Folha).


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