sábado, 22 de janeiro de 2022

FAMOSOS - Glória Maria é internada com Covid-19 e precisou usar dreno no pulmão

 

                              Por: Correio Braziliense/

Por: Pedro Grigori - Correio Braziliense
Foto: Reprodução/Instagram

A jornalista e apresentadora Glória Maria está internada com complicações causadas pela covid-19 desde a última quarta-feira (19/1). A informação é da colunista Fábia Oliveira. A apresentadora do Globo Repórter está em um hospital localizado em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Segundo a coluna, os médicos precisaram utilizar um dreno no pulmão da apresentadora. No momento, o quadro de saúde de Glória é estável. Ela recebeu as duas doses da vacina contra covid-19 no ano passado.
 
Luta contra o câncer

Glória Maria venceu recentemente uma grande batalha pela vida. Em novembro de 2019, após ter sofrido uma queda em casa, a jornalista descobriu um tumor no cérebro em estágio avançado. Ela precisou passar por uma cirurgia de emergência para remover o tumor, e durante a recuperação ainda foi diagnosticada com uma infecção pulmonar.

"Depois do tumor no cérebro, eu não vivo mais de sonhos. Eu vivo de realidade. Tenho muita coisa para realizar. Ganhei mais um 'prazo de validade'. E estou aproveitando de todas as maneiras. Eu tinha 30% de chance de sobreviver, e 20% de viver sem sequela", contou a jornalista em uma entrevista à Revista Garotas Estúpidas.

Após dois anos fora da TV para tratar da doença, Glória Maria voltou ao Globo Repórter em maio de 2021.


Aos 100 anos de Leonel Brizola, país ainda tenta resgatar a democracia e a legalidade

Socióloga e historiador falam da importância do legado do homem que liderou a Campanha da Legalidade pela posse de João Goulart em 1961

Exilado por 15 anos no Uruguai durante o período da ditadura, Brizola voltou ao Brasil em 1979 (Foto: Divulgação/PDT)

Por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual Neste sábado completam-se 100 anos do nascimento de Leonel de Moura Brizola, um dos mais importantes líderes da história da esquerda brasileira. Nascido no povoado de Cruzinha (RS), ele morreu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 2004. Foi deputado estadual (RS) e federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Não conseguiu chegar ao Palácio do Planalto, que disputou como candidato a presidente (em 1989 e 1994) e como vice na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (em 1998).

Exilado por 15 anos no Uruguai durante o período da ditadura (1964-1985), voltou ao Brasil em 1979. Depois de perder a histórica legenda do PTB getulista para a deputada Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio Vargas, que “roubou” a sigla num golpe judicial, fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT), que hoje tem Ciro Gomes como pré-candidato à presidência.

Herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, Brizola liderou, em 1961, a histórica Campanha da Legalidade, mobilização civil e militar deflagrada para garantir a posse de João Goulart como presidente do país, após a renúncia de Jânio Quadros. Jango não era aceito por parcela importante das Forças Armadas.

Para comentar o centenário, a RBA ouviu a socióloga Maria Victoria Benevides e o historiador Chico Alencar, ex-deputado federal pelo Psol do Rio de Janeiro. Brizola é classificado como “o último getulista” pela socióloga da Universidade de São Paulo. Para o historiador, o legado talvez mais importante de Brizola “é a política com valores, a partir de princípios, de concepções, de afirmação, de convicções e da preocupação com a nossa gente”. 

Leia os depoimentos de Maria Victoria Benevides e Chico Alencar sobre os 100 anos de Leonel Brizola

A força de Brizola pela educação pública” (Maria Victoria Benevides)

“Eu o considerava o último getulista. Mas o que mais me impressionava nele era o patriotismo, muito diferente de patriotadas, no sentido da defesa radical da soberania nacional, desde o governo estadual no Rio Grande do Sul. Dois tópicos importantes na biografia política de Brizola são a soberania nacional e o impulso que ele deu, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, na sua vida parlamentar, à educação pública. Mesmo as pessoas que não gostam das posições políticas dele são obrigadas a reconhecer isso.

Ele sofreu uma oposição muito pesada, e acho que uma das maiores tristezas de Brizola foi perder a sigla PTB, que identificava o trabalhismo fortemente ao nacionalismo desenvolvimentista, que ele enfatizava. Nunca se conformou de perder o PTB para Ivete Vargas, que destruiu o PTB. E o PDT, até hoje, custa a identificar Brizola nas suas origens.

A história foi injusta com ele. Não se reconhece nele as características que eu aponto. Ele sofreu uma oposição muito grande também porque, em termos externos, foi ligado à Internacional Socialista, ao socialismo da social-democracia, não ao comunismo. É um erro grave identificar Brizola com o pensamento e doutrina comunista. Podia até fazer alianças eleitorais, não iria recusar apoio dos comunistas, mas era ligado à internacional socialista, que o apoiou no tempo do exílio.

Uma ligação política muito importante dele foi com Darcy Ribeiro. A força de Brizola pela educação pública deve muito a Darcy Ribeiro. Defendia, sempre defendeu, algo hoje considerado uma meta a se alcançar: o ensino integral na escola pública. Defendia também as escolas técnicas. Achava importante que os mais pobres chegassem ao ensino superior, mas muito importante também que o Brasil, a exemplo dos europeus, desse impulso às escolas técnicas, exigência para o desenvolvimento nacional.

Na época das ‘Diretas Já’, a presença de Brizola era muito importante. Ulysses, Brizola, Montoro e Tancredo, que estava longe de ser brizolista, mas achava que Brizola tinha que fazer parte daquela frente. E é importante dizer isso para lembrar a necessidade de uma frente antibolsonaro hoje. Uma frente ampla. Não a gente ficar só nós, e não sair da nossa bolha. Brizola faz muita falta.”

“O Brizola incandescente agitador popular” (Chico Alencar)

“Impossível, para mim, falar de Brizola sem misturar saudavelmente a memória de ordem pessoal com a memória política. Brizola e política formam uma identidade, uma unidade inquebrantável.

Jovem professor de história nas lutas pela redemocratização e lutas contra a ditadura, eu sabia de Brizola, das reformas de base, do Brizola governador do Rio Grande do Sul, deputado mais votado pela Guanabara, do Brizola dito radical, à esquerda de Jango. Do Brizola da reforma agrária “na lei ou na marra” (lema da época de João Goulart), do Brizola incandescente agitador popular, grande tribuno. E eis que, com a anistia, que não foi tão ampla como queríamos, nem tão geral como devia ser, acabou sendo irrestrita para perdoar torturadores, elogiados por Bolsonaro.

Mas, de alguma maneira a anistia nos traz de volta muitos companheiros. Estavam no exílio e Brizola falava com aquele sotaque inconfundível: “Estar no exílio, não é verdade, é como uma árvore com as raízes arrancadas de ponta cabeça. Fenece, com o tempo.”

Pois bem. Então encontrei Brizola, ao vivo, em cores e verve, na campanha de 1982 para o governo do estado do Rio. Ele tinha então 3% de intenção de voto. Disse uma vez, para espanto geral, na UFRJ: “sinto que vou vencer”. Houve um misto de aplauso e riso com aquela ousadia de apostas. Pois não é que deu Brizola na cabeça?! Uma beleza! Me lembro de um comício na minha Tijuca, na (Praça) Saens Peña, no finalzinho da campanha: Brizola, Darcy, Saturnino (Braga), que euforia, que bonito! E Brizola com suas falas longas, sempre magnetizando e atraindo a atenção.

Depois o Brizola governador, o programa Mãos à obra na escola, uma nova concepção de polícia… Tentativas difíceis – o governador promete, mas o sistema diz “não”.

As sinuosidades de Brizola, as dificuldades aqui e ali não tiram a grandeza histórica da sua figura, do seu partido trabalhista de verdade, cuja legenda, PTB, foi tomada por um golpe judicial e eleitoreiro. E o PTB hoje é de Roberto Jefferson. Uma vergonha.

Talvez o que Brizola tenha deixado de legado mais importante, não como um ser infalível – ninguém é  –, com suas contradições, que todos temos, é a política com valores, a partir de princípios, de concepções e afirmação, de convicções e da preocupação com a nossa gente.

O Niemeyer na arquitetura com seu traço ousado, futurista, sempre pensando no povo, na amplitude; Darcy com sua verve antropológica, preocupado com os brasileiros afundados na “ninguendade”, como ele dizia, lembrando que somos um povo feito de povos desfeitos. Isso tudo é somatório de uma ambiência, de uma cultura, que nos deu como liderança política essa figura ímpar de Leonel Brizola. Cem anos de nascimento! Perenidade na vida política do Brasil.”


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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

PoderData aponta possibilidade de vitória de Lula no 1º turno. Ex-presidente bate qualquer adversário no 2º turno

Empresa de pesquisa ligada ao site Poder360 registra possibilidade de vitória do ex-presidente no 1º turno. Soma de adversários é 45%

Lula (Foto: Ricardo Stuckert | Reprodução Poder 360)

A empresa de pesquisas PoderData divulgou na noite desta 5ª feira a primeira pesquisa pré-eleitoral de 2022. Lula, o ex-presidente do PT que tentará o 3º mandato, tem 42% das intenções de voto no 1º turno. Em segundo lugar, distante, vem Jair Bolsonaro (PL), com 28%. O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), declarado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal, tem 8%. Ciro Gomes (PDT), ex-governador do Ceará, tem 3% e é o quarto colocado. João Doria (PSDB), governador de São Paulo, tem 2% – mesmo percentual obtido por André Janones (Avante), um obscuro deputado. Os senadores Alessandro Vieira (Cidadania) e Simone Tebet (MDB) obtiveram 1% cada um. A soma de todos os adversários é 45%. Dessa forma, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, é possível, segundo a área técnica do PoderData, que há um cenário de vitória de Lula em 1º turno.

A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-02137/2022 e foi realizada em parceria pelo site Poder360 e pelo Grupo Bandeirantes. Os dados foram coletados por entrevistas telefônicas entre os dias 16 e 18 de janeiro de 2022. Foram contabilizadas 3.000 entrevistas em 511 municípios de todos as unidades da federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

“É a 2ª vez a pesquisa PoderData registra um empate técnico entre Lula e a soma de todos os outros nomes testados. A 1ª foi em julho de 2021, quando o petista tinha 43% contra 44% de uma lista menor de adversários”, registrou o Poder360 no texto de divulgação do levantamento.

Segundo o levantamento, Lula vence com larga margem no Nordeste, Sudeste e Sul e também entre mulheres e em todas as faixas de renda e de escolaridade. Bolsonaro só vence no Norte (46% x 37% de do ex-presidnete). No Centro Oeste os dois principais candidatos estão empatados ( 36% x 35%). Bolsonaro vence entre eleitores homens – 41% a 35%. 247, com Poder360.


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Valor Econômico atribui queda do dólar e dos juros à entrevista de Lula à mídia independente

Nela, o ex-presidente defendeu a aliança com Geraldo Alckmin e o diálogo com o presidente do Banco Central

(Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)


A entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos veículos de comunicação da mídia independente, como o Brasil 247, foi recebida com entusiasmo pelo chamado "mercado", trazendo como efeitos diretos a queda do dólar e das taxas de juros no Brasil. Tal fenômeno foi reconhecido pelo jornal Valor Econômico, maior publicação dedicada à economia, finanças e negócios do País. 

"Embora Lula não tenha feito nenhum aceno ao mercado financeiro em relação ao seu programa econômico, seus comentários, em combinação com uma recuperação parcial do apetite ao risco no exterior, influenciaram os mercados. A moeda americana foi negociada abaixo dos R$ 5,50 pela primeira vez em dois meses. A queda de juros intensificou-se ao fim da manhã e ao longo da tarde e as taxas foram as mínimas do dia. O Ibovespa, que já operava em alta, renovou suas máximas intradiárias, passando a saltar 1,79% aos 108.571 pontos", escreveu o jornalista André Guilherme Vieira.

“Isso pode ser visto como um sinal moderado de Lula e, portanto, positivo para os ativos”, aponta um profissional do mercado. Durante as falas do ex-presidente, o dólar foi às mínimas do dia e chegou à casa de R$ 5,46. 247


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Após reunião, PSB e PT reafirmam federação como objetivo e vão contestar prazo no TSE

                         Por Blog da Folha 
(Foto: PSB/Divulgação Flickr)

Dirigentes do PT e do PSB decidiram, em reunião na sede do partido socialista, em Brasília, nesta quinta-feira (20), entrar com recurso para pedir prazo maior para definição da federação partidária que poderá reunir as duas legendas, além de PCdoB e PV. Após o encontro, durante entrevista coletiva, os dirigentes dos partidos reafirmaram a intenção de formar uma federação, mas ponderaram que é preciso que o prazo da legislaçnao eleitoral precisa respeitar o tempo da política.

Para isso, as agremiações vão questionar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o prazo de março para concluir os processos de federação partidária definido por regulamento do tribunal. O prazo é diferente do estabelecido na lei aprovada pelo Congresso Nacional, no ano passado. Segundo o projeto de lei, as legendas teriam até as convenções partidárias para fechar os acordos. Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), a expectativa é de que os advogados de cada legenda já preparam o documento que deverá ser apresentado na próxima semana.

O prazo maior visa ter um maior conforto na definição das alianças nos estados. Até o momento, PSB e PT tem projetos divergentes em alguns estados e precisam se acertar antes de fechar a formação da federação. 

“Temos caminhado bem no Rio de Janeiro. Estamos juntos com o PSB, PCdoB e agora com PSOL, com a candidatura do (deputado federal Marcelo) Freixo (PSB). Espirito Santo é um estado em que também estamos conversando, que o PSB governa e, como disse (o presidente nacional do PSB Carlos) Siqueira tem outros estados que o PSB vai definir candidaturas e vamos conversar. Por isso que o prazo é importante porque tem definições que são vão ocorrer após o prazo de janela partidária de abril. Então, o tse nos força a fazer uma discussão sem ter essa clareza", afirmou Gleisi.

"O tempo da política não pode ser pressionado pelo da burocracia. Quando o legislativo definiu um prazo para as federações, o fez levando em consideração o tempo da política brasileira. Então, nós precisamos desse tempo. Temos a disposição e esperamos que o TSE seja sensível”, apelou a petista. 

Segundo Carlos Siqueira, os partidos não discutem a possibilidade de não dar certo. “O que se cogitou é a unidade das forças de esquerda, em São Paulo, inclusive, principalmente, em torno de uma das candidaturas e ambas são candidaturas (Márcio França pelo PSB e Fernando Haddad pelo PT) importantes que nos aprovamos e apreciamos e precisamos discutir quem na política pode encarnar essa possibilidade. Não estamos discutindo a hipótese de não dar certo, nós queremos que dê certo e vamos continuar discutindo”, ponderou.

Na próxima quarta-feira, os partidos vão iniciar a discussão sobre estruturação da federação, seu funcionamento e estatuto. O encontro deverá reunir dirigentes do PSB, PT, PCdoB e PV.


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"Para vacinarem meu filho, terão que passar por cima de mim", diz Carla Zambelli em desafio a Ricardo Lewandowski

Ministro do STF citou artigo 14 do ECA que diz: “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”

Carla Zambelli e Ricardo Lewandowski (Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados | ABr | STF)

Em desafio a uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, a  deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) usou sua conta no Twitter para afirmar que não irá vacinar o filho de 11 anos. “Levandovisk, para vacinarem meu filho, terão que passar por cima de mim. Meu filho, minhas regras. Seus filhos, suas regras. Mais de 20 mil crianças de zero a 11 tomaram vacinas NÃO AUTORIZADAS, de adultos. É muito GRAVE. Entrei com denúncias e apresentei Projeto de Lei (sic)", postou ela na rede social. 

A postagem da parlamentar, que assim como Jair Bolsonaro também questiona a vacinação de crianças e jovens contra a Covid-19, foi feita poucas horas após Lewandowski recomendar aos Ministérios Públicos Estaduais e do Distrito Federal para que “empreendam as medidas necessárias” para assegurar a vacinação de menores de idade contra o coronavírus. 

No ofício, o ministro do STF destacou trechos da  Constituição e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para justificar a decisão. O artigo 14 do ECA diz que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

Ele  também solicitou que os estados e o DF se manifestem sobre o pronunciamento da Advocacia-Geral da União de que teriam sido identificadas supostas aplicações incorretas de vacinas em menores antes mesmo do lançamento da campanha nacional de imunização. 247


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Com avanço das águas do Rio São Francisco, ações integradas da Prefeitura de Juazeiro garantem assistência às famílias ribeirinhas

                    Via:Ricardo Banana
Foto: Luan Medrado/PMJ

Na orla de Juazeiro e margem do rio São Francisco é possível ver o quanto as águas do Velho Chico estão avançando diariamente com o aumento da vazão da Barragem de Sobradinho, que nesta quinta-feira (20), segundo a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), passará de 2.800 m³/s para 3.300m³/s. E atenta a essa situação, a força-tarefa montada pela Prefeitura de Juazeiro segue realizando ações integradas no município para ajudar os moradores de áreas próximas às margens do rio.

Todos os dias equipes da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES), com a presença de assistentes sociais, estão realizando visitas no bairro Angari. O objetivo é prestar toda a assistência necessária neste período de cheia do rio às famílias ribeirinhas vulneráveis com os impactos da enchente.

Foto: Luan Medrado/PMJ

“A prefeitura mobilizou toda sua equipe para esse trabalho preventivo e estamos oferecendo segurança e assistência aos moradores. Nossos técnicos, assistentes sociais e psicólogos estão visitando o bairro Angari todos os dias, preenchendo um formulário para identificar quais famílias têm necessidade de serem transferidas. As famílias que concordam sair, assinam uma declaração aceitando e as que não querem, assinam a declaração recusando, e nós respeitamos o livre arbítrio delas. Em seguida, a SEDES providencia a mudança para a unidade de acolhimento provisório que está funcionando na Escola Paulo VI. Outra equipe fica na escola para acolher e acompanhar as famílias que aceitaram se mudar, atendendo algumas necessidades específicas que essas famílias podem ter. Todo esse trabalho conjunto é para dar o suporte necessário e minimizar os impactos para essas famílias”, explicou a superintendente de gestão do Sistema Único de Assistência Social, Laíse Macêdo.

Morador do Angari, seu José Domingos da Silva reconhece a assistência prestada pelo município. “Esse acompanhamento que o pessoal da Prefeitura está fazendo é muito importante para ajudar a evitar que os moradores percam seus móveis com a cheia do rio”, disse.

Doze famílias já foram retiradas do bairro Angari, sete aceitaram ficar abrigadas na Escola de Tempo Integral Paulo VI, e cinco preferiram ir para casa de parentes.

Foto: Luan Medrado/PMJ

“Nos primeiros dias poucas famílias aceitaram deixar suas casas, no começo ficaram um pouco resistentes, com receio de quando o nível do rio voltar ao normal, ao retornarem para suas casas a encontrem violadas. Nós entendemos e respeitamos a decisão deles. Mas diariamente continuamos vindo ao Angari para ouvir os moradores, ver como está a situação e aqueles mudarem de ideia, estaremos à disposição para acolhê-los da melhor forma possível”, frisou a assistente social Rosane Bertipalha.

Texto: Edísia Santos/ Ascom PMJ

Fernanda Barros – Secretária de Comunicação


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...