Lula e Jair Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert | REUTERS/Ueslei Marcelino)
Voltou a viralizar nas redes sociais, nos últimos dias, o vídeo em que o então deputado federal Jair Bolsonaro elogia Luiz Inácio Lula da Silva e diz que votou no petista no segundo turno das eleições de 2002. No primeiro, ele escolheu Ciro Gomes, à época no PPS.
“Confesso publicamente que votei no segundo turno em Lula. Jamais votaria em um candidato de Fernando Henrique Cardoso [José Serra, derrotado por Lula]. Votei e trabalhei para Ciro Gomes no primeiro turno. Perdi. No segundo, escolhi o que considerei ser a melhor opção. Haverá brava crise pela frente, mas mantemos a esperança de dias melhores. Espero que o companheiro Lula, já que está na moda falar assim, consulte os quadros do PT, do PCdoB e de outros partidos para fazer suas escolhas”, disse Bolsonaro, à época, preocupado com a notícia de que Lula nomearia o embaixador José Viegas para o Ministério da Defesa, como o fez. (Metrópoles).
Redução do intervalo de aplicação foi anunciada pelo ministro da Saúde
Marcello Casal Jr/Agência brasil
O Ministério da Saúde vai reduzir o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra covid-19 de cinco para quatro meses. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no Twitter.
Segundo o ministro, a portaria com essa alteração será publicada na próxima segunda-feira (20).
“Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, escreveu, na rede social.
“Informem-se sobre o calendário vacinal de seu município e veja se já chegou a sua vez”, acrescentou.
Pfizer
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer. "A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. De maneira alternativa, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço", diz nota do ministério.
Janssen
Inicialmente com aplicação única, a vacina da Janssen também deverá ser reforçada. De acordo com o ministério, quem a recebeu a vacina há dois ou seis meses pode comparecer a um posto de saúde para a segunda dose. Nesse caso, o imunizante utilizado deverá ser do mesmo fabricante. (Por Agência Brasil - Brasília).
Matéria alterada às 18h53 para acréscimo de informações.
Do Conjur - Por entender não ter ficado provado que a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, foi ilegal ou lesou os cofres públicos, a 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro negou e extinguiu ação popular contra a União, os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e os ex-presidentes da Petrobras Maria das Graças Silva Foster e José Sergio Gabrielli de Azevedo.
A ação questionava a construção da Refinaria Abreu e Lima e pedia a paralisação da obra, devolução do investimento feito e indenização por danos morais coletivos.
A julgadora pontuou que, para caracterizar o dano moral coletivo, é necessário que a ofensa extrapole o âmbito individual e cause repercussão coletiva, mediante a repulsa geral da sociedade diante do ato antijurídico. No caso concreto, ela entendeu que não ficou demonstrado que a construção da Refinaria Abreu e Lima seja ilegal, imoral ou mesmo que tenha lesado os cofres públicos.
Sobre o pedido de paralisação da obra, a juíza lembrou que a ação foi ajuizada em 2013, e a refinaria passou a operar em 2014. Por isso, reconheceu a perda do objeto da ação.
“Eventual discussão acerca da excessividade dos gastos ou da ocorrência de corrupção na construção na refinaria fogem do escopo dessa demanda, especialmente tendo em vista que nestes autos não foi produzida nenhuma prova nesse sentido, bem como que essa questão está sendo devidamente apurada na seara criminal e também sob a luz da lei de improbidade administrativa”, apontou a juíza na decisão que declarou extinta a ação.
O ex-presidente Lula foi representado no caso pelo escritório Teixeira Zanin Martins Advogados.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar ao caminhoneiro Marcos Antonio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão. A determinação desta sexta-feira (17) atendeu a um pedido da defesa do bolsonarista. O investigado deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar as redes sociais, além de não poder se comunicar com os outros investigados pelos atos antidemocráticos.
Na semana passada, a Primeira Turma do STF votou para manter a prisão de Zé Trovão. Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, a defesa “não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada”, e por isso, o “recurso não deve ser provido”.
Zé Trovão está preso desde o fim de outubro, após uma ordem de prisão do ministro Alexandre de Moraes, por incitar violência e atos antidemocráticos nas manifestações do feriado do Dia da Independência.
Fuga
Zé Trovão é um dos principais personagens envolvidos na incitação de atos antidemocráticos de 7 de Setembro. Ainda não se sabe como e com quais recursos o bolsonarista escapou das buscas da Polícia Federal — é possível que ele já estivesse fora do país no dia das manifestações.
A Justiça Federal do Rio de Janeiro atendeu ao Ministério Público Federal (MPF) e do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que é deputado federal e afastou a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Larissa Rodrigues Peixoto Dutra. A informação foi publicada pela CNN.
O pedido do MPF foi feito após a fala de Jair Bolsonaro em um evento, na quarta-feira (15). Ele afirmou que demitiu profissionais do Iphan para “não dar dor de cabeça”, após uma paralisação em obras de lojas comerciais do empresário Luciano Hang, quando se achou um artefato arqueológico nas escavações.
“Ante o exposto, diante do fato novo apresentado pelo MPF, DEFIRO O PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA para determinar a suspensão do Ato de Nomeação de Larissa Rodrigues Peixoto Dutra e o afastamento de suas funções, até final julgamento de mérito da presente ação”, escreveu a juíza substituta Mariana Tomaz da Cunha, da 28ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
Segundo o pedido de Marcelo Calero, a fala do presidente demonstrou interferência no órgão.
Em junho do ano passado, ele já havia pedido, em ação popular, a suspensão da nomeação da presidente. Alegou que Larissa Dutra preenche os requisitos técnicos, exigidos nos decretos federais 9.238/2017 e 9.727/2019, para o exercício da função.
Estes decretos definem “perfil profissional ou formação acadêmica compatível com o cargo”, e também experiência profissional mínima de cinco anos em atividades correlatas e título de mestre ou doutor na área de atuação.
A decisão de afastar Larissa foi tomada pela juíza Mariana Tomaz da Cunha, da 28a. Vara Federal do Rio de Janeiro. .
A presidente agora afastada é graduada em Turismo e Hotelaria pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri), e cursa atualmente pós-graduação lato sensu em MBA executivo em gestão estratégica de marketing, planejamento e inteligência competitiva, na Faculdade Unileya.
Para o MPF, “ela não possui formação acadêmica compatível com o exercício da função, uma vez que não obteve graduação em história, arqueologia, museologia, antropologia, artes ou outra área relacionada ao tombamento, conservação, enriquecimento e conhecimento do patrimônio histórico e artístico nacional.” 247
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (18) mostra que o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) lidera com 28% de intenções de votos para o governo de São Paulo, no cenário sem o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), que é cotado para ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula.
Segundo o Datafolha, sem Alckmin na disputa, Haddad aparece em primeiro, com 28% de intenções de voto. Márcio França (PSB)(PSB) aparece em segundo, com 19%; Guilherme Boulos (PSOL) vem em terceiro, com 11%; Tarcísio de Freitas (sem partido) em quarto, com 7% e Rodrigo Garcia (PSDB) em quinto, com 6%. Em seguida aparecem Arthur do Val (Patriota), com 3%; Abraham Weintraub (sem partido) e Vinicius Poit (Novo), ambos com 1%. Brancos e nulos, 21% e indecisos, 4%.
No primeiro cenário traçado pelo instituto, Alckmin lidera com 28%, seguido por Haddad (19%) e França (13%). Boulos tem 10%. Depois vêm o ministro Tarcísio Freitas (sem partido, 5%), o deputado Arthur do Val, o Mamãe Falei (Patriota, 2%), Vinícius Poit (Novo) e Abraham Weintraub (sem partido), ambos com 1%. Votos em branco e nulos somam 16%, e 4% não opinaram.
O instituto simulou ainda uma terceira hipótese, sem Alckmin e Haddad. Nessa situação, França tem 28% e Boulos, 18%. Depois vêm Tarcísio (9%), em empate técnico com Garcia (8%). Arthur do Val aparece com 4%, Weintraub fica com 2% e Poit, com 1%.
Segundo o Datafolha, foram ouvidos 2.034 eleitores, de segunda-feira (13) até quinta (16), em 70 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 247