sábado, 3 de julho de 2021

Atos 'Fora Bolsonaro' deste 3 de julho levaram 800 mil pessoas às ruas no Brasil e no exterior

 

(Foto: Ricardo Stuckert)

As manifestações "Fora Bolsonaro" deste sábado 3 de julho mobilizaram cerca de 800 mil pessoas em 312 cidades do Brasil, além de 35 cidades de 16 países do exterior. Os dados foram divulgados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro. 

Segundo a estimativa dos organizadores, os atos levaram às ruas mais pessoas do que as manifestações "Fora Bolsonaro" anteriores, do dia 19 de junho, que mobilizaram cerca de 750 mil pessoas, segundo a Central de Movimentos Populares (CMP). 

Segundo o professor Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES), até às 18 horas deste sabado, a tag #3JForaBolsonaro contabilizou mais de 500 mil postagens no Twitter. 

Segundo Malini, a hashtag dominou a rede, em relação à manifestação de 19 de junho, que no mesmo dia tinha presença de 25% de bolsonaristas interagindo com o conteúdo contra 9% no dia de hoje. (Brasil247).

NAMORO Blogueiro bolsonarista ataca Damares e diz que ela se relacionou com homem casado

           Por: Diario de Pernambuco/Por: Estado de Minas

foto: Reprodução/Instagram

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foi acusada pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio de ter mantido um relacionamento extra-conjugal com o pastor Humberto Lúcio Lima, cuja filha trabalhava na Secretaria de Igualdade Racial, por cinco anos

Eustáquio, que responde inquérito na Justiça por espalhar fake news, fez as acusações através de uma carta enviada a trinta pessoas, entre eles alguns líderes evangélicos, incluindo o pastor Silas Malafaia. No texto, pedia-se que eles ajudassem Damares a "resolver o problema".

"Tem de ver se é verdade, não estou dizendo que é. Mas, se for, ela pode cair", disse Malafaia em entrevista à revista Veja. Também à publicação, Damares assumiu que manteve um relacionamento com o pastor, mas disse ter sido enganada por ele e que não sabia do seu real estado civil.

 
A motivação de Estáquio para fazer as acusações contra Damares seria porque ele ficou contrariado pelo fato de ser colocado de lado no staff da ministra – que ele admite plantar notícias falsas em seu blog a pedido de Damares - e, ainda, ter amargado o fato de a mulher ter perdido um cargo comissionado no ministério.
 
Marco Feliciano
 Uma das vítimas de Oswaldo Eustáquio – que diz ter perdido o prestígio junto a Damares depois de ser alvo de inquérito judicial e prisão domiciliar-,  foi o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP).
 
O jornalista admitiu ter noticiado, em seu blog, uma noticia fake contra Feliciano, que o teria prejudicado a assumir o ministério hoje ocupado por Damares.

Oswaldo Eustáquio diz que já caluniou adversários a pedido dela e que, agora, tenta também constrangê-la com inconfidências íntimas junto aos evangélicos.


"Temos que estar nas ruas até Bolsonaro sair da presidência", diz Haddad à TV 247

 


Fernando Haddad (Foto: Mídia Ninja)

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) concedeu uma rápida entrevista à TV 247, por meio do jornalista Florestan Fernandes Jr., diretamente do ato pelo “Fora Bolsonaro” na Avenida Paulista, em São Paulo, neste sábado (3).

"Temos que estar nas ruas até Bolsonaro sair da presidência", afirmou.

Ele ainda falou sobre a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que se recusa a apreciar algum dos mais de 100 pedidos de impeachment já protocolados, tornando-se, assim, um cúmplice cada vez mais fiel de Bolsonaro. "Lira não pode fazer do pedido de impeachment um meio de atrair dinheiro para o Centrão, que é isso que ele está fazendo".

Sobre a não participação do ex-presidente Lula nas manifestações, Haddad explicou: “Lula está apoiando o impeachment, está pressionando o Arthur Lira para processar os pedidos. Mas ele sabe que a presença dele pode ganhar uma conotação diferente. Acho correta a não participação dele neste momento”. (Brasil247).

Cuba prepara autorização para uso em massa de sua vacina contra a Covid-19

 

(Foto: Cubadebate)


O governo de Cuba se prepara para autorizar o uso em massa de uma de suas vacinas, a primeira criada na América Latina. A vantagem para a região é que os imunizantes cubanos podem ser armazenados em temperaturas entre 2ºC e 8ºC. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Cientistas cubanos anunciaram na semana passada que o imunizante Abdala, seu candidato mais avançado, tem 92,28% de eficácia contra a Covid-19. Falta apenas a autorização de uso emergencial por parte do Centro de Controle Estatal de Medicamentos (Cecmed).

A ilha tem outras quatro vacinas candidatas, entre elas a Soberana 2, que apresentou  resultados parciais de eficácia de 62% com duas das três doses.

"É a confirmação da experiência das instituições científicas que desenvolvem vacinas, e essa é uma história de 30 anos", afirmou José Moya, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cuba.

A aprovação de uma primeira vacina cubana é bem-vinda na América Latina, que enfrenta um aumento de casos e a escassez de imunizantes. (247).


BLOG DO BILL NOTICIAS

Manifestantes saem às ruas do Centro do Recife contra Bolsonaro

         Por Camila Souza

Manifestantes no ato 3J - Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Com uma trégua da chuva no início da manhã, manifestantes políticos foram às ruas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã deste sábado, 3, no Recife.

Com concentração na Praça do Derby, Zona Central do Recife, movimentos sociais, centrais sindicais e estudantes se reuniram ao movimento nacional 3J para protestar contra o Governo Federal.

Por volta das 10h, os manifestantes saíram da Praça do Derby em direção à Avenida Conde da Boa Vista, sentido Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife. 

Gritos e cartazes como “Fora Bolsonaro”, “Bolsonaro genocida”, “Bolsonaro vai cair”, “Queremos greve geral” fizeram coro em uma das principais avenidas do Recife. Militantes também usaram a bandeira do Brasil durante o protesto.

Durante o ato, houve chuva, mas não impediu que os militantes seguissem. Ciclistas e grupos indígenas também participaram do ato.

Ato 3J contra Bolsonaro no RecifeAto 3J contra Bolsonaro no Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Lideranças e parlamentares marcaram presença no protesto, como o deputado Humberto Costa (PT), a deputada federal Marília Arraes (PT), o deputado estadual João Paulo Lima (PCdoB) e os vereadores do Recife Dani Portela e Ivan Moraes, ambos do PSOL.

Luto

Família Melo no atoFamília Melo no ato - Foto: Camila Souza/Blog da Folha

Vestida de preto, a família Melo esteve presente no protesto 3J no Recife. Há um mês, Ísis Melo, de 57 anos, faleu de Covid-19 na capital pernambucana. Segundo a mãe da vítima, Eulália Melo, a filha sempre se posicionou contra Bolsonaro e seu falecimento ocorreu devido à negligência na compra da vacina do governo federal.

"Segunda-feira faz um mês que minha irmã morreu por causa desse governo corrupto, genocida, que negou a vacina mais de 100 vezes. Quando ela se internou, tinha chegado a idade dela. Eu só culpo Bolsonaro", disse a irmã de Ísis, Luciana Melo,

Ato contra Bolsonaro no RecifeAto contra Bolsonaro no Recife - Fotos: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Ato contra Bolsonaro no RecifeAto contra Bolsonaro no Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Vereadora Dani Portela no ato 3JVereadora Dani Portela no ato 3J - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

 

Deputada Marília Arraes no 3JDeputada Marília Arraes no 3J - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
 
Ato 3J no RecifeAto 3J no Recife - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Ato 3 J


Evangélicos de esquerda superam divisões internas e se unem contra Bolsonaro

              

Minoria entre os fiéis de denominações evangélicas, ala progressista participa dos protestos contra o presidente

            Por Anna Virginia Baloussier, da Folhapress
Evangélicos se unem em movimentos contra Bolsonaro - Foto: Reprodução/Instagram/Esperançar

Evangélicos que se reconhecem na esquerda, mas militam em grupos diferentes no campo, decidiram na sexta-feira (2) unir forças para o protesto contra o presidente Jair Bolsonaro. A ala progressista é minoria entre pastores.

Para o teólogo e seminarista Ismael Lopes, 30, da batista Nossa Igreja Brasileira, a esquerda falhou ao "deixar de lado o afeto das pessoas". Resume o dilema assim: o bolsonarismo conseguiu galvanizar fiéis a partir do medo que eles sentem, e sua resposta foi o ódio. "O que não soubemos fazer foi que as pessoas sentissem com a gente."
A meta, para Lopes, é mostrar que "por mais conservador que alguém seja, se resguarda um pouco de humanidade, ela se desliga do bolsonarismo". A lógica é sanitária, diante do mais de meio milhão de mortos por Covid-19, mas também econômica: a maioria do povo evangélico é negra e pobre, parcela mais vulnerável às políticas do atual governo, segundo o teólogo.

Lopes foi ao protesto do Rio de Janeiro com a camisa "todo cristão é antifascista". Na véspera, lideranças de vários movimentos evangélicos se reuniram num encontro virtual para discutir uma aproximação entre eles.
Coordenadora da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, Nilza Valéria diz que a ideia é unificar slogans e identidade visual para futuras manifestações. São grupos como a Frente, as Evangélicas pela Igualdade de Gênero e o Esperançar (ligado ao pastor Henrique Vieira).
"Nosso objetivo é ganhar as narrativas da rua no sentido de mostrar que Bolsonaro vem pra matar, roubar e destruir", afirma Diana Gilli Bueno, 38, coordenadora nacional do Cristãos Contra o Fascismo, associado ao PDT. "Tem a questão dos evangélicos que votaram no Bolsonaro e se arrependeram desde 2018", diz Bueno, membro das Mulheres Evangélicas do Brasil e missionária do Liberta (Igrejas Libertárias). "E tem a população dos desigrejados, que saíram das igrejas desde 2018 porque não aguentaram a pressão dos pastores [bolsonaristas]."
Para Bueno, a coalizão ajudará a mostrar a pluralidade dos evangélicos, que são cerca de 3 em cada 10 brasileiros. "Creio que isso vai trazer um certo benefício com essa questão do ódio. As pessoas estão com raiva dos evangélicos, muita raiva."

Atos pelo "Fora Bolsonaro" no exterior pedem condenação por genocídio no Tribunal Penal Internacional

 

(Foto: Frente Internacional Brasileira - Fibra)

Os atos do #3JForaBolsonaro ergueram vozes pela condenção de Jair Bolsonaro por genocídio em Tribunal Internacional. Em dia marcado por manifestações em pelo menos 314 cidades, 41 no exterior. As manifestações em defesa da vida e pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro começaram na Europa antes mesmo do sol nascer no Brasil. Cidades como Munique, Berlim e Freiburg, na Alemanha; Amsterdã; Dublin; Viena; Genebra, na Suiça; Coimbra, Aveiro, Porto e Lisboa, em Portugal já foram marcadas pelos protestos.

Em foco, a denúncia na comunidade internacional da má gestão da pandemia de covid-19 pelo governo brasileiro. O país com mais mortes pelo coronavírus em 2021 vive a maior crise sanitária de sua história. Desde o começo do surto, em março de 2020, Bolsonaro negou a ciência, promoveu e incentivou aglomerações, divulgou mentiras sobre o vírus, rejeitou o uso de máscaras e, possívelmente, prevaricou diante da compra de vacinas. Isso, sem contar escândalos de corrupção que cercam as ações do Ministério da Saúde.

Antecipação

Os atos de hoje estavam marcados para o dia 24 deste mês, entretanto, descobertas da CPI da Covid que colocam o governo no centro de um escândalo de corrupção envolvendo a compra de vacinas fizeram os organizadores antecipar o movimento. Soma-se a isso a entrega do chamado “super pedido” de impeachment, que reúne acusações de crimes do presidente em mais de 120 outros pedidos. A articulação foi realizada entre forças políticas divergentes da esquerda à direita. Divergências foram deixadas de lado neste momento, já que as ações de Bolsonaro atentam contra questões básicas, como a vida dos brasileiros.

Mesmo com a antecipação dos atos, o dia 24 ainda deve ser marcado por manifestações. Em especial, está prevista uma mobilização em Haia, na Holanda, cidade sede do Tribunal Penal Internacional (TPI). Tramitam na corte denúncias de crimes contra a humanidade cometidos por Bolsonaro. A instância penal máxima internacional pode julgar o presidente por genocídio tanto em atos relacionados à covid-19, como pela devastação da Amazonia e genocídio da população indígena. (Rede Brasil Atual).

 

 

 

 

 

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