segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ENXAQUECA. ELA NÃO MATA, MAS PODE ARRASAR A SUA VIDA

  Saúde247 Em parceria com Lé Figaro 
 (photo: )

Todos nós já tivemos pelo menos uma dor de cabeça na vida, certo? A maioria toma um comprimido e segue em frente. Mas então o que faz com que algumas pessoas fiquem sem capacidade para estudar ou trabalhar?


Por: Equipe Saúde 247

Dor de cabeça e enxaqueca são a mesma coisa? Se respondeu não, acertou, talvez porque já sofreu das duas e percebeu as diferenças. Para simplificar, podemos dizer que pertencem à mesma família, mas não são exatamente a mesma coisa. Isto é, uma enxaqueca é uma dor de cabeça, mas uma dor de cabeça nem sempre é uma enxaqueca, porque esta tem outros sintomas associados.
Uma dor de cabeça dita normal é, geralmente, sentida na cabeça toda, ou então só na zona frontal, sobre os olhos, ou na nuca, podendo haver, por vezes, alguma intolerância ao ruído. “Já na enxaqueca, a dor, muito intensa e incomodativa, é sentida só em metade da cabeça, só do lado esquerdo ou só do direito. As pessoas ficam nauseadas e podem mesmo chegar a vomitar. Ficam também intolerantes aos estímulos sensoriais: à luz, aos cheiros, aos barulhos e até mesmo aos movimentos da própria cabeça. É uma dor que se agrava quando se faz qualquer esforço, desde subir uma escada a atravessar uma rua a passos largos. Sente-se uma dor como um pulsar, um latejar. A este conjunto de sintomas é que se dá o nome de crise de enxaqueca. Outro fator importante é que a dor, apesar de poder durar de 4 a 72 horas, é autolimitada, o que quer dizer que mesmo que não haja tratamento ela desaparece ao fim desse tempo. No entanto, até ao fim desses 3 dias há um grande sofrimento, que pode levar as pessoas a não conseguirem fazer a sua vida normal, seja trabalhar ou estudar”, esclarece a neurologista portuguesa Isabel Pavão Martins.

As variantes da enxaqueca
Nem todas as enxaquecas são iguais. As mais comuns são as enxaquecas sem aura, que se caracterizam por dores de cabeça acompanhadas por náuseas, sensibilidade à luz, aos cheiros e ruídos. “Já 20% das pessoas com enxaqueca tem aquilo que se designa por enxaqueca com aura, que é uma crise mais complexa, em que a pessoa tem sintomas neurológicos visuais – vê brilhos e lampejos luminosos, tem uma sensação de aprisionamento, dificuldade em focar – e sente uma dormência na mão ou em volta da boca. Esses sintomas desaparecem ao fim de meia hora e dão lugar a uma dor de cabeça fortíssima. Por fim, há ainda quem tenha a chamada enxaqueca crônica, em que há dor mais de 15 dias por mês e por vezes com o quadro completo da enxaqueca (náuseas, sensibilidade ao som e luz), outras vezes não, mas que são sempre muito incômodas e incapacitantes”, explica a neurologista.
Primárias e secundárias
Assim se podem dividir as dores de cabeça, sendo que as primeiras são uma doença em si mesma e não um sintoma de outra doença. As enxaquecas, na sua maioria, pertencem geralmente a esta categoria, assim como as cefaleias de tensão, as dores de cabeça mais comuns.
Quanto às dores de cabeça ou enxaquecas secundárias, estas são uma manifestação, um sintoma, de outro problema de saúde. Pode ter como origem patologias mais comuns – como gripe, hipoglicemia, hipertensão, abstinência alcoólica, traumatismo craniano – ou mais graves, do sistema nervoso central, como tumores, trombose venosa e ruptura de aneurismas.



Uma questão familiar
Por que tenho enxaquecas e a minha vizinha não? Por que comigo surgiram aos 15 e a outra pessoa aos 30? São questões pertinentes para as quais a ciência ainda não tem uma resposta com 100% de certeza. Sabe-se que está relacionada com vários processos cerebrais, e que é multifatorial, sendo que uma componente muito importante é o fator genético”, afirma Isabel Pavão Martins. Que o diga Maria Célia, uma paciente típica e que há anos sofre de enxaqueca: “Tanto do lado do meu pai como da minha mãe há familiares que têm crises de enxaqueca”, conta-nos Ana. “Lá em casa éramos 6, só dois dos meus irmãos é que não tinham. Tenho ideia de que a primeira vez que tive uma enxaqueca foi na altura em que me apareceu o período menstrual. Cheguei a fazer uma ‘cura’ de 3 meses à base de comprimidos quando tinha 20 anos, mas não resultou, as crises só melhoraram quando tive os meus filhos. Com o tempo fui percebendo como é que elas surgem: começo a sentir problemas nos olhos e alterações na visão, a ver estrelas e sei que uma hora depois a dor se tornará insuportável. Fechar-me no quarto às escuras e tomar um comprimido forte para as dores costuma ajudar, e se isso não acontecer já sei que só vomitando é que atenua. Geralmente acontecem por volta do meu período menstrual e abstenho-me de comer chocolate, nem sequer cheirá-lo, eu que adoro chocolate.”
Apesar da irmã mais velha ter um histórico de fortes crises de enxaqueca desde pequena, com Célia elas só surgiram aos 30 anos, depois de ter o primeiro filho. Antes disso lembra-se de ter muitas dores de cabeça – como a mãe – mas não com a intensidade de agora. “As minhas crises costumam surgir ao domingo. Acordo com dores horríveis e por vezes só passam três dias depois. Na quarta, acordo e já não tenho nada, é uma leveza! Comecei por tomar os analgésicos e anti-inflamatórios mais comuns mas deixaram de fazer efeito há anos, e há meses tomo uns comprimidos mais fortes receitados pela médica do trabalho. Sei que devia ir a um especialista, mas como vejo que a minha irmã já consultou tantos e não tem a situação controlada, eu prefiro não gastar dinheiro inutilmente. Antes desses comprimidos milagrosos arrastava-me até ao trabalho, porque a segunda-feira é o dia mais importante da semana, e muitas vezes trabalhava quase com um olho aberto e outro fechado, sim, porque ainda por cima trabalho com computadores e é penoso estar 10 horas a olhar para uma tela. Mas há um mês que não tenho nada... vou bater na madeira três vezes”.

Outras casas das enxaquecas
As flutuações hormonais – sobretudo de estrogênio – também estão na origem de muitas crises e talvez isso explique o fato de haver mais tendência das mulheres sofrerem de enxaquecas que os homens e de estas serem mais habituais durante o ciclo menstrual, quando baixam os níveis daquele hormônio. “O estresse, o fato de ter filhos pequenos, o estilo de vida, dormir poucas horas, compensar e dormir mais ao fim de semana também podem desencadear uma crise. O fato de passar muitas horas sem comer, não beber água suficiente, fumar ou até mesmo o fumo passivo, são outros fatores que podem causar enxaquecas”, clarifica a neurologista.


A importância do que se come
Além do jejum prolongado e da falta de hidratação poderem estar na origem de uma crise, há muitas pessoas que relacionam alimentos e bebidas com o desencadear de uma crise de enxaqueca. O inimigo número um é o álcool; o café também é apontado por algumas pessoas, mas a neurologista argumenta que “este, pelo contrário, ajuda a tratar uma crise, até porque há fármacos que misturam um pouco de cafeína com analgésico. Mas o caso muda de figura se as pessoas bebem café em excesso, mais de 5 por dia”, aí os sintomas de abstinência podem conduzir a uma enxaqueca. Quanto aos alimentos, apesar de não haver estudos abrangentes que comprovem que sejam desencadeantes de uma crise, há pessoas que mencionam o chocolate, os queijos, os demais derivados do leite, citrinos, marisco, mas “isso já depende de pessoa para pessoa”, afirma a neurologista.
Como se diagnostica
A consulta com um neurologista é fundamental porque conhecer o histórico do doente é meio caminho andado para perceber o que se tem. A outra metade do caminho até o diagnóstico são os exames neurológicos, que consistem num conjunto de testes feitos no consultório (oftalmológicos, martelo de reflexos, diapasão, fontes de frio e calor) e só em casos suspeitos é que se parte para exames com recurso a tecnologias como a tomografia ou a ressonância magnética, para excluir a hipótese da enxaqueca ser um sintoma de outra doença. Por exemplo, quando surge uma primeira crise aos 45 anos, ou aos 5 anos, sem haver um histórico de fatores genéticos.
Criança também sobre
“Nos dois extremos da vida, na infância e a partir dos 60 anos, a incidência é muito mais baixa”, confirma Isabel Pavão Martins. A faixa etária mais afetada é dos 15 aos 40 anos (o pico é aos 30), e mais mulheres que homens. Mas há crianças com 4-5 anos que sofrem do problema. “Cerca de 8-9% da população infantil até a adolescência tem enxaquecas e costumam ser bastante fortes. As crianças geralmente põem as mãos na própria cabeça, ficam muito brancas, vomitam, choram, ficam muito assustadas, não conseguem abrir bem os olhos, nem ouvir barulho. Muitas vezes dormem um bocadinho e quando acordam já estão boas”, revela a neurologista.
Quando sua sua filha, com 12 anos, começou a se queixar de dores de cabeça, de barriga, a ter vômitos e a desmaiar, Catarina ficou muito apreensiva. “Fomos a um neurologista pediátrico que lhe fez uma série de exames e mil e uma perguntas sobre os sintomas, hábitos de sono e o histórico familiar, e parece que o fato do pai e da avó terem tido enxaquecas o deixou mais tranquilo. O médico aconselhou o xarope ben-u-ron e com o passar do tempo Catarina já conseguia identificar os sinais de alerta e há 4 meses não tem nada. Eu é que fiquei um pouco ansiosa com as viagens de estudo e asseguro-me sempre que ela leve os comprimidos. Os telefonemas da escola são sempre um sobressalto porque já sei que a partir do momento em que começa a dor de cabeça, vão aparecer os vômitos e a prostração total e ela até pode desmaiar, o que é chato nesta fase da adolescência em que a pessoa começa a sair mais sozinha.”
No caso das crianças pequenas, pode ser um sinal de doença mais grave, e é sempre mais preocupante que num adulto, por isso é recomendável uma investigação mais aprofundada, mas  no geral essas crises infantis costumam ser tão benignas como num adulto. Aliás, muitos adultos começaram por ter enxaquecas na infância ou adolescência, explicam os neurologistas, “e os tratamentos são os mesmos que para os adultos”.

Como tratar uma enxaqueca
Infelizmente as enxaquecas não têm cura mas têm tratamento, e há vários: “Os farmacológicos, em que a pessoa toma só quando está com dor. Podem ser anti-inflamatórios ou analgésicos mais comuns ou mais específicos, como os triptanos, que são muito eficazes no tratamento da crise. Depois há os tratamentos preventivos diários e servem para evitar que as pessoas tenham tantas crises. Existem muitos fármacos de diferentes categorias. Hoje em dia também se faz toxina botulínica, o chamado botox, substância que se injeta para paralisar os músculos e tirar rugas, que injetada em diversos pontos no couro cabeludo, na cabeça e no pescoço, evita crises em pessoas que têm enxaquecas crônicas. No final deste ano vão aparecer uns fármacos novos, muito específicos, que são uns anticorpos contra uma substância que as células do sistema nervoso libertam na circulação durante uma crise e que se pensa estar relacionada com a dor. Agora conseguiu-se sintetizar um anticorpo dirigido contra os receptores dessa substância. É injetada uma vez por mês e o anticorpo fica em circulação. Entra em ação quando a tal substância que provoca a crise é libertada. Foi testado na enxaqueca crônica e na episódica e agora vai ser testada nos outros tipos de dor de cabeça.(Via:Saude247)


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Polícia encontra corpos de dois pescadores desaparecidos no Rio São Francisco, em Xique-Xique

   Via: Carlos Britto
(Foto: SSP-BA/Divulgação)



Os corpos de dois pescadores que estavam desparecidos desde a tarde de ontem (2) foram resgatados na manhã desta segunda-feira (3), no Rio São Francisco, na cidade de Xique-Xique, no norte da Bahia. O resgate foi realizado por unidades da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe-Semiárido). Os homens pescavam com amigos, quando o barco virou.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), os policiais continuam realizando as buscas de outras duas pessoas. Outros dois homens, que também estavam na canoa e conseguiram nadar até a margem do rio, contaram à polícia que havia quatro pessoas no barco.
De acordo com o comandante da Cipe-Semiárido, Major Carlos Maltez, as buscas foram retomadas nas primeiras horas da manhã de hoje e a Marinha já foi acionada. Os corpos encontrados são de Jebson Luiz dos Santos, de 29 anos, e Washington Bispo dos Santos, de 39.
Além da unidade especializada, equipes do 7° Batalhão da Polícia Militar (BPM), do Destacamento de Xique-Xique e pescadores ajudam nas buscas. Chovia na cidade no momento em que o barco virou, mas as causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

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Fortes chuvas chegam a nossa região

 Foto: whatsapp/Bairro Cohab-VI 
(Céu totalmente nublado)

Ontem (02/12) no período da tarde, a cidade de Petrolina-PE, Juazeiro-BA, receberam fortes chuvas que alivia a temperatura local.
Ultimamente vinha fazendo muito calor em toda região, mas com a chegada das chuvas, além da mudança no clima, trouxe alegria aos petrolinenses, juazeirenses.
A chuva chegou com ventos fortes, muitos trovões e relâmpagos, mas tudo ocorreu com muita tranquilidade sem acidentes com vitimas.
Tivemos conhecimento de algumas arvores derrubada, alagamentos em alguns pontos da cidade e barracos localizados em áreas de risco, infelizmente fatos como estes já se repete a muitos anos sempre que chove na cidade.

Foto: whatsapp Viaduto Barranqueiro
(Iniciu da chuva)




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Quadrilha internacional usa frutas do Sertão para exportar cocaína

Esquema criminoso que camuflava droga em cargas de frutas do Vale do São Francisco foi descoberto pela Polícia Federal após apreensão de 5,5 toneladas de cocaína

  Por: 



Após realizar a segunda maior apreensão de cocaína da história do Brasil, tirando de circulação 5,5 toneladas da droga em três estados nordestinos, a Polícia Federal (PF) descobriu que o tráfico internacional de entorpecentes vem sendo novamente irrigado através do polo de fruticultura do Vale do São Francisco. Ao localizar a droga nos estados de Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte, entre a sexta-feira (23) e o sábado (24), os agentes federais suspeitam que o próspero perímetro do agronegócio, concentrado entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), abriga uma das mais lucrativas rotas do pó no país.
A PF acredita que as centenas de tabletes que estavam sendo transportados em dois caminhões e escondidos em fundos falsos em dois depósitos seriam despachadas ilegalmente para a Europa dentro de bombonas de 200 litros contendo concentrado de frutas. Os recipientes de plástico (com frutas e droga dentro deles) seriam colocados em contêineres refrigerados e exportados em navios como se fossem cargas legais.
Dessa forma, a atividade agrícola seria apenas um investimento de fachada para a organização conseguir levar cocaína até os portos europeus, especialmente na Bélgica, Alemanha e Holanda. “Isso dificulta a fiscalização. Sem contar que as cargas são fiscalizadas na saída dos portos brasileiros por amostragem, o que torna muito difícil achar alguma coisa, já que o fluxo de cargas da fruticultura é muito grande”, explica, por telefone, o delegado federal Fernando Berbert.
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No início da apreensão recorde, cerca de 14 bombonas foram achadas dentro de caminhões flagrados com droga pela polícia em uma blitz na BR-407, em Juazeiro. Já em Petrolina, a cocaína foi achada em um fundo falso, assim como em um galpão em Natal (RN). Três homens foram presos em flagrante, todos caminhoneiros.
Delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF da Bahia, Berbert lembra que a cocaína percorre uma longa viagem antes de chegar em solo europeu. O mapa do tráfico começa nas fronteiras do Brasil com o Paraguai ou Bolívia. Escondida em caminhões, a droga geralmente segue até alguma cidade portuária brasileira.
Algo novo
Mas a rota nordestina do pó vem registrado desvios até as cidades do Sertão do São Francisco. “A novidade foi a estrutura que essa organização tinha e o lucro que eles teriam com essa operação”, aponta o delegado, que, por razões estratégicas, evita estipular valor de revenda dos mais de 5 mil quilos de cocaína no inflacionado mercado ilegal gringo.
Não é a primeira vez que a PF comprovou a utilização da fruticultura irrigada para exportação de produtos que iam além de mangas e uvas frondosas. Em agosto de 2007, os agentes federais deram uma batida nas instalações da Fazenda Mariad, em Juazeiro, como parte da Operação São Francisco. A investigação federal descobriu que a fazenda era usada como fachada para o tráfico internacional e tinha como chefe o colombiano Gustavo Duran Bautista, apontado como um forte articulador do Cartel do Norte, de Juan Carlos Ramírez Abadía, também preso.

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Projeto Osvaldo Coelho. Ministro entrega nesta segunda-feira(03) em Petrolina mais de 300 títulos de posse do Pontal



O ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua Andrade, estará nesta  segunda-feira, dia 03/12, em Petrolina, onde participará da entrega de títulos de posse a 299 colonos e 33 empresas agroindustriais que iniciarão as atividades no Perímetro de Irrigação do Pontal, onde, por iniciativa do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o nome do Projeto de Irrigação do Pontal, em Petrolina (PE), será alterado para Projeto de Irrigação Deputado Osvaldo Coelho.
“Justa homenagem”, disse o ministro sobre a aletração na nomenclatura e adiantou que “os investimentos que serão celebrados vão ultrapassar a marca dos 80 milhões de reais”, completpu Pádua.
O Projeto de Irrigação do Pontal é de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e irá irrigar, quando totalmente implantado, uma área estimada em 7,7 mil hectares no município de Petrolina.
Na justificação do projeto, o autor, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), sobrinho do homenageado, descreve a trajetória do deputado, eleito por três vezes para a Assembleia Legislativa de Pernambuco e oito vezes para a Câmara dos Deputados, sendo conhecido no sertão pernambucano como o “deputado da irrigação”.
O relator, senador Pedro Chaves (PRB-MS), é favorável ao projeto e apresentou apenas uma emenda de redação. De acordo com Pedro Chaves, “nada mais justo do que homenagear o incansável lutador pelo desenvolvimento do sertão de Pernambuco”. Cristovam Buarque (PPS-DF) também mencionou a persistência, calma e determinação com que o ex-deputado conquistava seus objetivos, como a própria implantação do Projeto Pontal.
A proposta, aprovada por unanimidade com 13 votos, é terminativa na comissão e segue para análise na Câmara dos Deputados, se não houver recurso para avaliação em Plenário. Caso sancionada, a lei passa a valer na data de publicação no Diário Oficial da União.(Grande Rio FM)
Projeto Pontal,agora Projeto Osvaldo Coelho que deve entrar em operação brevemente


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O livro impresso será substituído pelo e-book?

  Via: Vinicius de Santana

* Artigo de Eduardo Villela
A realidade atual é que o leitor consome conteúdo nas mídias impressa, áudio e digital por meio dos dispositivos livro, revista, notebook, tablet, smartphone e e-reader. A tendência é que haja uma complementaridade entre as mídias e não uma substituição de uma por outra.
Por exemplo, há ótimas editoras no país que oferecem ao leitor o livro impresso integrado a um site com uma variedade de conteúdos extras, como vídeos, planilhas, simuladores, jogos, textos complementares, cases etc, ou seja, trazem ao leitor um projeto de conhecimento/entretenimento no qual duas mídias estão integradas em plena harmonia.
Além disso, é crescente o número de editoras que oferecem a versão digital do próprio livro. O e-book é um novo mercado para as editoras. O número de editoras que disponibilizam a versão digital de seu catálogo é crescente.
O livro digital e o livro impresso conviverão por muito tempo e a tendência é que o consumo de um impulsione a venda do outro. Aliás, não acredito que o livro impresso desapareça.
O que poderá acontecer, após vários anos ou mesmo décadas, é a venda do livro digital superar a do impresso em receita. Levará um bom tempo para isso acontecer por algumas razões:
  • O livro impresso apresenta um formato universal cuja experiência de leitura é agradável e funcional – em qualquer lugar do mundo, o livro impresso é igual, você pode dobrar as páginas, fazer anotações, guardá-lo em sua mochila/bolsa e carregá-lo com facilidade e segurança;
  • Não temos ainda um formato universal e uma experiência de consumo agradável para o livro digital. O conteúdo digital em texto ainda é estático e pouco interativo com outros formatos em áudio e vídeo;
  • Com o crescimento da expectativa de vida, temos várias gerações vivas que interagem com o conteúdo de diferentes formas. Há gerações que preferem o livro impresso pelo seu aspecto tangível;
  • O preço dos e-readers, tablets e smartphones é ainda pouco acessível aos brasileiros, a tecnologia de luminosidade para leitura nesses dispositivos precisa melhorar e a infraestrutura de banda larga no país é deficiente, com um acesso à web lento e caro.
Acredito que em alguns anos o livro digital será completamente diferente do de hoje. Ele proporcionará ao leitor uma experiência muito interessante de interação com o conteúdo em vários formatos (texto, áudio, vídeo, animações) e em tempo real.
Além disso, o leitor assumirá o papel de “prosumer”, sendo ao mesmo tempo um coprodutor e consumidor do conteúdo. Portanto, para as editoras, o livro digital é um novo mercado que ajudará a fortalecer o hábito de leitura no país.
* Eduardo Villela é book advisor e, por meio de assessoria personalizada, ajuda pessoas a escreverem e publicar suas obras. Mais informações em www.eduvillela.com

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SONDAGEM 247: PARA 90%, BOLSONARO ESTÁ ERRADO SOBRE RESERVAS INDÍGENAS

Reuters | Ricardo Stuckert | Rodolfo Oliveira | Aldarey Tamandaré

247 – "Na verdade, todo o território brasileiro pertence aos índios. Mas como nunca foram respeitados e sobraram só as reservas é lá que eles ainda vão poder dar continuidade às suas tradições. Já que não terão mas nem 1 milímetro de aumento de reservas, correm ainda o risco de perder para os latifundiários gananciosos", escreveu Deusa Bartachi. "O índios são os legítimos brasileiros. Esta questão não era nem para estar sendo discutida por ser tão óbvia. Mas o preconceito, o ódio pelo diferente e a ganância sempre. foram os causadores da disseminação dos índios em qq parte do mundo e isso é insano. Nada justifica abarbarie. Não há humanidade em Bolsonazi", afirmou Marcos Almeida. "Esse psicopata se supera a cada dia. Suas declarações continuam inócuas, preconceituosas e agressivas. Lá fora zombam do povo brasileiro por culpa dos bolsotários", escreveu Ricardo Ruschitto.
Estes foram alguns dos comentários da mais recente Sondagem 247, sobre a declaração feita por Jair Bolsonaro sobre os índios brasileiros, comparados por ele a animais em zoológico. A fala foi repudiada por nada menos que 90% das pessoas. De acordo com a pesquisa, que contou com 5 mil participantes, 90% dizem que os povos originários do Brasil têm direito a reservas para preservar suas tradições, cultura e civilização e apenas 10% concordam com a tese de que não deve haver demarcação de terras indígenas.
Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre o tema:
(Reuters) - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, comparou nesta sexta-feira reservas indígenas a jaulas de zoológico ao voltar afirmar que não vai apoiar a demarcação de terras indígenas no país em seu governo.
Bolsonaro argumentou que na vizinha Bolívia, país com numerosa população indígena, um presidente dessa origem foi eleito porque não ficou confinado em uma reserva.
“Ninguém quer maltratar índio, e você pode ver na Bolívia tem um índio que é presidente”, disse Bolsonaro. “E por que no Brasil temos que mantê-los reclusos em reservas como se fossem animais em zoológico?”
“O índio é um ser humano igualzinho a nós e quer o que nós queremos e não pode se usar a situação do índio para demarcar essas enormidades de terras que, no meu entender, poderão ser sim, de acordo com a própria ONU, novos países no futuro”, acrescentou.
Bolsonaro destacou a extensão de reserva ianomâmi que, segundo ele, tem o dobro da área do Estado do Rio de Janeiro. “Justifica isso para talvez 9 mil índios?”
Sobre o Acordo de Paris e outros pactos internacionais nos últimos 20 anos, ele disse que o Brasil aceitou pressão externa para ampliar a demarcação de terras para índios e reservas ambientais. “Esses acordos foram nocivos ao país.”


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...