domingo, 10 de dezembro de 2017

LULA AINDA SERÁ ALVO DE SEIS GOLPES ATÉ 2019

Ricardo Stuckert

Por Gustavo Antônio Galvão dos Santos, doutor em economia
Já está mais do que evidente, para quem entende minimamente de comportamento eleitoral, que será impossível acharem algum candidato que possa vencer Lula em 2018.
Aliás, para poder impedir que Lula em 2019 vença no 1º turno, eles vão ter que colocar como candidatos todas as celebridades disponíveis: dois juízes pavões, um apresentador de TV, dois “gestores”, um santo, dois esquerdistas refinados, dois esquerdistas bravos, uma fada da floresta, um messias armamentista, um banqueiro ministro, um verde, um bando de pastores mui santos etc.
Será um zoológico de candidatos como nas eleições de 1989. Na prática, todos contra a vitória do Lula no primeiro 1º turno. Com muito esforço, muito dinheiro, muitos belos discursos e muitas mentiras, talvez consigam juntos impedir que Lula vença no primeiro turno. É o máximo que podem conseguir.
Eles sabem disso.
O golpe não foi dado para devolver o governo para o escolhido do povo e, assim, correr o risco de perder as “conquistas” que Temer ofereceu aos ‘donos do poder’. Por isso darão todos os golpes possíveis para impedir que Lula volte a ser presidente.
Haverá assim, pelo menos, mais 6 tentativas de golpe.
A primeira, todo mundo já sabe, será a condenação do Lula no TRF4, onde julga o compadre do Moro.
Enquanto isso, tentarão dar o segundo golpe, o do parlamentarismo ou “semipresidencialismo”.
O terceiro seria o que o genial Wilson Ferreira do blog Cinegnose chama de bomba semiótica. No caso, seria uma operação de sabotagem planejada teatralmente com a grande imprensa para ser divulgada de forma espetacular.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Algo que possa chocar a Nação tipo um assassinato ou uma queda de avião. Isso pode ser contra inimigos ou aliados em potencial de Lula. Se for contra um inimigo seria algo que pudesse depois ser atribuído a Lula ou a algum apoiador. Se for contra um aliado pode ser algo que elimine uma base de sustentação fundamental a Lula e derrube a confiança de seus apoiadores. Esse alvo espetacular pode estar no Congresso, no judiciário, nas Forças Armadas ou ser alguém que tenha importância eleitoral. Pré-candidatos, juízes ou militares tendem a ser os alvos mais óbvios.
A quarta tentativa de golpe será a fraude eleitoral. O sistema de voto eletrônico brasileiro já convive com fraudes há muito tempo e nada pode ser feito contra elas porque o sistema é inauditável. Na prática, é possível escolher quem será eleito, sem nenhum vestígio legalmente comprovável de fraude. Além disso, quem vai investigar e julgar os acusados de fraude é o mesmo órgão que define todas as regras, administra todas as urnas, seus algoritmos e toda logística da eleição, Ou seja, quem podem fazer a fraude é quem vai julgá-la. E não é preciso pesquisar muito para saber de que lado esse órgão está. A fraude eleitoral em Honduras foi só mais teste antes de ser usado no Brasil.
A quinta tentativa de golpe será militar. Um golpe militar está sendo preparado no Brasil pelo menos desde 2013. Para isso adestraram uma parte da população para apoiar entusiasticamente tanto um golpe militar quanto qualquer tipo de saída através da violência. O fanatismo em torno da candidatura de Bolsonaro, adulado como “O Mito” por seus seguidores, é só uma evidência mais óbvia.
A sexta tentativa ocorrerá depois da reeleição de Lula em 2018. Será uma reedição do ‘Grande Cerco contra Dilma’ após a eleição de 2014. ‘O Grande Cerco contra Dilma’ já é uma figura clássica de golpe, quando se utiliza todas as armas simultaneamente contra um chefe de governo.
A sexta tentativa de golpe é a combinação das cinco acima citadas. Elas serão redirecionadas, no caso de não serem bem sucedidas, para ao menos produzir um Congresso e uma mídia mais hostil, um judiciário e um ministério público mais persecutórios e um clima de ódio, divisionismo e conflito civil ainda maior.
A sexta tentativa de golpe é a união de todas as armas golpistas articuladas para tentar colher pequenos recuos cumulativos por parte do futuro Presidente Lula a partir de 2019. Uma vez reeleito, à medida que Lula for cedendo espaços e recursos de poder, perderá a credibilidade frente aos apoiadores e capacidade de reação. Ao mesmo tempo, os recuos farão os inimigos se recuperarem dos desgastes do governo Temer e das derrotas em múltiplas tentativas de golpe.
É a única forma de impedirem que Lula reorganize seu novo governo a tempo de obter resultados, consolidando novamente uma fortaleza inexpugnável de popularidade. Se os inimigos de Lula puderem colher recuos, vacilações e quebras de promessas como colheram de Dilma em 2015, poderão novamente acumular recursos de poder e credibilidade junto ao povo para um golpe definitivo.
Todas essas tentativas de golpe acontecerão. É tão inevitável quanto uma picada em quem confia em escorpião. Os inimigos da vontade popular estão obcecados e tem à disposição todos os recursos necessários para promover esses golpes com, aparentemente, um mínimo custo ou risco.
Mas acredito que todos esses golpes fracassarão. Lula até agora teve muita sorte. Algo nos diz que essa sorte não acabará enquanto ele estiver defendendo as causas básicas do povo.
Todavia, sem um dispositivo amplo de defesa, cada golpe poderá causar grandes feridas e sofrimento. E não convém só contar com a sorte.
O antídoto aos golpes, um dispositivo amplo de defesa e reação contra esses golpes vai muito além de campanhas eleitorais. É preciso fortalecer vínculos sólidos com um conjunto de aliados mais amplo. Aliados que possam reagir contra cada uma das tentativas de golpe citadas, mas que sejam realmente leais, mesmo após as eleições.
Uma lealdade real só pode ser conquistada com a comunhão de ideais, caminhos, projetos e utopias. Hoje o PT ainda está oferecendo muito pouco nesse sentido. Está se baseando quase que apenas na recuperação das conquistas de seus governos.
Isso é insuficiente para conquistar partes importantes dos empresários produtivos, da classe média, do funcionalismo público, das forças armadas, da intelectualidade, dos outros partidos e políticos de esquerda, dos sindicatos, movimentos sociais recalcitrantes e dos jovens.
Todos esses setores se sentem parcialmente descontentes, não contemplados ou pouco entusiasmados com o simples retorno ao que foi o governo Lula. Promessas específicas a cada um desses setores tendem a ter um impacto pequeno porque carecem de credibilidade. Além disso, podem gerar contradições e objeções mútuas entre esses grupos ou, ainda, com outros grupos de aliados fiéis ou potenciais de Lula.
O antídoto a todos esses golpes é conseguir um discurso unificado que garanta aliados fiéis em todos os grupos citados acima e que, não por acaso, são base de apoio fundamental em todos os tipos de golpe.
Esse discurso precisa se alimentar de um arcabouço e uma narrativa que sintetize e unifique o interesse de todos esses grupos e ao mesmo tempo seja já conhecida, compreensível e crível.
Essa narrativa existe e é compatível com as propostas e história do Lula. É o nacional-desenvolvimentismo de Vargas, de Juscelino, de Jango, de Brizola e de parte dos militares nacionalistas. O nacional-desenvolvimentismo propõe altas taxas de crescimento, investimento pesado em tecnologia e infraestrutura, além de Estado e Funcionalismo Fortes. Essas políticas favorecem os setores mais receosos em relação a Lula.
Se Lula abraçar com credibilidade esse discurso, terá em mãos o antídoto que eliminará boa parte do isolamento e da indiferença em relação a ele nos grupos que podem desmontar os golpes vindouros antes que causem grandes danos. Essa credibilidade precisa ser conquistada por meio da atração de aliados leais que sejam historicamente ligados ao discurso e aos interesses beneficiados pelo nacional-desenvolvimentismo. Caso contrário, será visto como um discurso meramente eleitoreiro.
Se nenhum desses golpes der certo – como os planos do Cebolinha para roubar o coelhinho da Mônica – Lula tomará posse em 2019 e fará seu melhor governo até 2022, quando o Brasil terá muito que comemorar no bicentenário de nossa independência! (247).

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Mãe de Beatriz faz revelação bombástica: “A polícia e o MPPE sabem de um funcionário da escola apagando imagens das câmeras”


Durante a manifestação da manhã de hoje (10) para lembrar os dois anos da morte de Beatriz Angélica Mota, a mãe da menina, Lúcia Mota, fez uma revelação bombástica. Segundo ela, a Polícia Civil e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) têm conhecimento de um funcionário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, local onde Beatriz foi morta, apagando as imagens das câmeras de segurança da instituição.
A polícia e o Ministério Público têm a imagem do funcionário apagando as câmeras. No início, quando tudo aconteceu, foi dito que a escola não tinha câmeras. Mentira! Eles planejaram até isso. Mas a verdade sempre vem à tona, as imagens apareceram. Elas vão a nível nacional [no Fantástico, da TV Globo]”, disparou Lúcia, que já tinha feito essa denúncia outras vezes.
E eu tenho fé em Deus que alguém vai reconhecê-lo. Nós vamos chegar até ele, vamos chegar até todos: vamos chegar ao mandante, a quem colaborou, a quem atrapalhou. Tudo tem o seu tempo”, acredita a mãe de Beatriz. Vale lembrar que Lúcia também revelou a este Blog que terá acesso ao inquérito e que sua família vai continuar com a investigação paralela, para contribuir com o caso. Fica o espaço reservado ao colégio, caso queira se pronunciar. (C.Britto).

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Em Petrolina, noite sangrenta no bairro Jose e Maria com um assassinato e um baleado já fora de perigo


O Boletim informativo da Policia Militar de Pernambuco, sediada em Petrolina, informa que na noite desse sábado (09), foi registrado um homicídio na Rua do Cruzeiro do Sul, bairro José e Maria, Petrolina-PE. As unidades policiais foram chamadas e ao chegarem ao local confirmaram o fato. Dois indivíduos não identificados se aproximaram em uma motocicleta Strada de cor vermelha efetuaram disparos de arma de fogo atingindo o peito esquerdo da Josemar Davi da Silva, 37 anos, a qual veio a óbito no local e atingindo também uma segunda  vítima  Vagner Cavalcante Souza,  também no peito esquerdo, sendo que o mesmo foi socorrido pelo SAMU ao Hospital Universitário, o qual após procedimentos médicos, constatou que não corre risco de morte.
A Policia fez o isolamento do local do crime e com a chegada do IC o corpo foi removido para o IML .Algumas  viaturas continuam as diligencias no intuito de localizar e prender os autores do crime.(C.Geral).

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Inscrições de concurso para professores da Rede Estadual da Bahia terminam nesta terça


As inscrições do concurso público para professores e coordenadores pedagógicos da rede estadual de ensino da Bahia seguem até esta terça-feira (12). Estão sendo ofertadas 3.760 vagas, sendo 3.096 para professores e 664 para coordenadores pedagógicos. As inscrições, no valor de R$ 100 para ambos os cargos, estão sendo feitas exclusivamente, via internet, pelo site da Fundação Carlos Chagas, empresa responsável pela aplicação das provas. O concurso será para 40 horas semanais.
Uma das novidades deste concurso são as vagas para professores com licenciaturas interdisciplinares em Linguagens e Códigos e suas Tecnologias, Matemática ou licenciatura interdisciplinar em Matemática e Computação e suas Tecnologias. As vagas para professores também contemplam diversas áreas do conhecimento, como por exemplo, os com licenciaturas em Ciência Biológicas, Ciências Naturais, Ciências Humanas, Ciências da Sociedade, Filosofia, Artes, Educação Física, História, Artes e habilitação em Química oriundo de curso superior.
Para coordenador pedagógico, é preciso ter curso de Pedagogia. Tanto para professor quanto para coordenador pedagógico é exigido diploma registrado de conclusão de curso superior de graduação, conforme estabelecido no edital, devidamente registrado, fornecido por Instituição de Ensino Superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
Remuneração
Para o cargo de professor padrão P, grau IA, a remuneração inicial é constituída pelo vencimento básico no valor de R$ 2.145,36, acrescido de Gratificação de Estímulo às Atividades de Classe, no percentual de 31,18% incidente sobre o vencimento básico, no valor de R$ 668,92, perfazendo um total de 2.814,28. Para o cargo de Coordenador Pedagógico, Padrão P, grau IA, a remuneração inicial é constituída pelo vencimento básico no valor de R$2.145,36, acrescido de Gratificação por Condições Especiais de Trabalho, no percentual de 34,75%, incidente sobre o vencimento básico, no valor de R$ 745,51, totalizando R$ 2.890,87.
Provas
O concurso terá três etapas. As provas objetivas (1ª etapa) e discursivas (2º etapa) serão aplicadas no dia 25/02/2018, para todos os cargos, no período da manhã, nas cidades de Alagoinhas, Amargosa, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Eunápolis, Feira de Santana, Ipirá, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itapetinga, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Macaúbas, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Salvador, Santa Maria da Vitória, Seabra, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista. Somente será corrigida a prova discursiva dos candidatos habilitados e melhores classificados nas provas objetivas. A terceira etapa é a prova de títulos, para fins de pontuação dos candidatos habilitados na prova discursiva (C.Britto).

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LULA: A JARARACA ESTÁ VIVA E VAI DISPUTAR ELEIÇÕES

Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou na noite dessa sexta-feira, 8, sua caravana pelos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro reunindo uma multidão de pessoas na Concha Acústica da UERJ. Palco de resistência contra o golpe e contra os retrocessos impostos às universidades públicas, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro sofre com a precarização do ensino superior. 
"Não é possível que esse país que tem uma elite tão poderosa precise de um presidente sem diploma para colocar mais alunos na universidade. Nossa elite só permitiu que o Brasil tivesse uma universidade 420 anos depois do descobrimento. Explica o atraso do nosso país", discursou Lula que teve na Educação o principal foco de seus discursos nesta terceira caravana. 
Para Lula, a saída para o aumento da criminalidade, que afeta especialmente o Rio de Janeiro, está no investimento em educação e na geração de empregos. "Quer melhorar rapidamente o problema da violência? Você precisa ter polícia bem preparada, bem armada, bem treinada e com salário em dia. Mas você diminui mesmo é dando salário, emprego e educação para os jovens". 
Entre as propostas para um eventual terceiro governo, Lula anunciou a federalização do ensino médio. "Não vou federalizar presídio, não quero federalizar bandido. Vou federalizar o ensino médio. Haddad já está fazendo um estudo", afirmou.
Lula voltou a se defender das acusações contra ele na Lava Jato. "Quero que achem meu dinheiro escondido, se acharem venho aqui dividir para pagar o salário atrasado de vocês. Caráter não compra em shopping, caráter a gente aprende no berço com a nossa mãe. Honra para mim não é palavra pequena é questão de vida", afirmou.
"Eu não tenho problema nenhum com investigação. Investiguem o que tiverem que investigar. Já acharam dinheiro na casa de todo mundo, mas mostrem o que acharam na minha, poxa! E depois que ficarem em tudo, peçam desculpas, reconheçam", acrescentou o ex-presidente. 
Lula pelo Brasil
O projeto Lula pelo Brasil, uma jornada para reencontrar o país e seu povo, encerra o ano de 2017 com três etapas concluídas. Nordeste, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Para o primeiro semestre de 2018, o ex-presidente Lula já planeja passagens pelo Sul e Norte do país. (247).

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DILMA: DIREITA ATACA LULA POR NÃO TER CANDIDATO

Foto: Ricardo Stuckert/ Insituto Lula

Da Agência Sputinik
A direita política brasileira não possui o seu próprio candidato e, por isso, segue perseguindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou na última sexta-feira a ex-presidente petista Dilma Rousseff.
Em entrevista à Agência EFE, em Montevidéu, onde participou de uma conferência, Dilma disse que a "perseguição judicial" que se instalou no país contra Lula se deve aos que "não tem candidato" para as eleições presidenciais do próximo ano.
"Se tivessem um candidato não tentariam tanto destruir o Lula. Querem destrui-lo porque não têm um candidato. Usam a lei como arma de guerra política e de destruição civil, da cidadania de uma pessoa, acusando-a de corrupção, e não lhes interessa se depois a pessoa será absolvida, lhes interessa que a inabilitem ou a destituam", ponderou.
A petista fez um paralelo da perseguição a Lula com o impeachment que ela mesma sofreu, em 2016, que colocou o vice Michel Temer (PMDB) no comando do Brasil. Para Dilma, o que aconteceu foi um golpe e se deu por irregularidades fiscais não comprovadas.
"É como o meu golpe, eles consideraram durante um tempo que era justo e nós temos que desmontá-lo e mostrar que é uma perseguição política e uma injustiça", comentou ela.
Dilma afirmou também que é o momento da esquerda contra-atacar e voltar ao poder, por isso é preciso apoiar a candidatura de Lula às eleições de 2018 e incitar a população a apoiar a democracia, até como forma de resistência à agenda instalada pelo governo Temer.
"Para nós é fundamental conseguir reverter este projeto, e ele só poderá ser revertido agora em 2018, se não a luta de longo prazo é muito mais dura […]. Agora estamos em um momento em que vamos resistir, Lula será candidato a presidente do Brasil", completou.(247).

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Três meses após apoiar intervenção militar, general do Exército é afastado

Em setembro, Mourão foi criticado ao declarar, em nome do Exército, que, 'diante da crise enfrentada pelo país, pode haver uma intervenção militar'
General do Exército Antonio Hamilton Mourão. Crédito: Correio Braziliense/Reprodução
General do Exército Antonio Hamilton Mourão. Crédito: Correio Braziliense/Reprodução0



O general Antonio Hamilton Mourão, defensor da intervenção militar no Brasil, foi afastado do cargo que ocupava no Exército Brasileiro (EB). Segundo documento obtido pelo Correio, o militar foi movimentado para a Secretaria-Geral do Exército neste sábado (9/12). O ofício, elaborado pela Força, incumbe o comandante do EB, general Eduardo Villas Bôas, a informar o ministro da Defesa e o presidente da República da decisão.

Em setembro, Mourão foi criticado ao declarar que, "diante da crise enfrentada pelo país, pode haver uma intervenção militar caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições". A afirmação foi feita em palestra realizada na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer, por participação em organização criminosa e obstrução de Justiça.

Embora tenha sido afastado de suas funções, o general vai continuar recebendo remuneração, por ser "oficial de carreira". A mudança, no entanto, é vista como uma punição da Força, mais especificamente de Villas Bôas, pelas declarações controversas de Mourão. Desde o caso ocorrido há três meses, uma equipe estuda alternativas discretas para fazer com que Hamilton Mourão perca visibilidade, mas ele só foi retirado do cargo após falar, na última quinta-feira (7/12), sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no país.

Ele comentou a situação a uma plateia no Clube do Exército, onde estava a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais). Sua palestra, com o tema "Uma visão daquilo que me cerca", reuniu críticas aos governos Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT) e também a Michel Temer (do PMDB).

Em outubro de 2015, Mourão já havia protagonizado outro episódio polêmico, ao criticar o governo e a então presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ele perdeu o Comando Militar do Sul e foi transferido para a Secretaria de Economia e Finanças, um cargo burocrático. Pelo Regulamento Disciplinar do Exército, Mourão poderia ser punido por dar declarações de cunho político, sem autorização de seu superior hierárquico.(DP).




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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...