segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Entram em vigor tarifas retaliatórias da China sobre produtos dos EUA

 

Taxas adicionais são resposta às restrições comerciais impostas pelo novo presidente dos EUA, Donald Trump

Bandeiras dos EUA e da China (Foto: Xinhua)


A China impôs, a partir desta segunda-feira (10), tarifas retaliatórias adicionais de 15% sobre o carvão e o gás natural liquefeito (GNL) dos Estados Unidos, além de uma taxa de 10% sobre uma série de outros produtos americanos.

Pequim havia anunciado na última terça-feira (4) que as tarifas seriam aplicadas sobre alguns bens importados dos Estados Unidos, incluindo também petróleo bruto, máquinas agrícolas, veículos de grande porte e picapes.

Essas medidas são uma resposta às ações semelhantes adotadas por Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou ordens executivas impondo tarifas sobre produtos do Canadá, do México e da China.

Tarifas de 10% estão sendo aplicadas sobre produtos chineses, além das que já estão em vigor sobre as importações chinesas para os Estados Unidos. Os decretos também revogaram a regra de minimis, que permitia a importação de bens de valor inferior a US$ 800 para os EUA sem a incidência de tarifas.

O Ministério das Relações Exteriores da China, ao comentar a introdução de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre bens chineses, destacou anteriormente que não haverá vencedores em uma guerra comercial e tarifária. (Com informações da Sputnik). - 247.


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PF ouve parlamentares sobre manobra de Lira para liberar emendas

 

Polícia Federal apura manipulação no orçamento e possível interferência de lobistas nas emendas parlamentares


Arthur Lira (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

A Polícia Federal ouve nesta semana  o depoimento de parlamentares sobre uma possível irregularidade feita pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para liberar R$4,2 bilhões em emendas. Nesta terça-feira (11), será ouvido o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Na semana passada, foram ouvidos os deputados José Rocha (União-BA) e Adriana Ventura (Novo-SP). As informações são da CNN Brasil.

Um inquérito aberto pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca apurar se Lira manipulou o orçamento, interferindo nas emendas de comissão, dificultando a transparência e beneficiando seu reduto eleitoral. A investigação tomou impulso após falas públicas de parlamentares que levantaram suspeitas sobre uma possível "manobra" do ex-presidente da Câmara.

De acordo com fontes da CNN, os depoimentos dos parlamentares têm sido um dos primeiros passos da PF para elucidar os fatos. A deputada Adriana Ventura, por exemplo, relatou a falta de uma deliberação colegiada sobre as emendas de comissão, apontando que as decisões "vinham de cima", sem discussões efetivas nas comissões. Em entrevista à revista Piauí, a parlamentar afirmou: "A lista chega pronta, o presidente da comissão assina, e ponto. Isso não é deliberado na comissão, é isso que eu sei."

Os outros parlamentares ouvidos também fizeram declarações públicas que, segundo o ministro Dino, levantam sérias questões sobre a constitucionalidade do processo de distribuição das emendas. O caso tem gerado grande atenção, especialmente por envolver críticas de parlamentares de diferentes ideologias políticas, o que chamou a atenção do ministro. "Não se trata de normal exercício de autonomia institucional ou de saudável celebração de pactos políticos", afirmou Dino sobre o contexto da investigação.

Outro ponto central da apuração é o possível envolvimento de lobistas na destinação das emendas parlamentares. A PF pretende esclarecer até que ponto esses agentes externos podem ter influenciado a distribuição dos recursos. O senador Cleitinho Azevedo, que prestará depoimento nesta terça-feira, já havia dado indícios de que haveria desvios de recursos em declarações anteriores.

Diante dos relatos e denúncias, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do pagamento das emendas, após a Corte do STF receber nove petições relatando irregularidades no processo. A PF também questiona o "rito interno" da destinação dessas emendas e como ele pode ter sido manipulado.

Embora o nome de Arthur Lira ainda não tenha sido citado diretamente no inquérito, a PF afirma que a dinâmica de distribuição das emendas está inserida em um contexto de "práticas teoricamente delitivas" no âmbito da Câmara dos Deputados. Em resposta às acusações, o ex-presidente da Câmara se defendeu, afirmando que as determinações do STF estavam sendo cumpridas e que as emendas seguiam um "critério rigoroso de análise" por parte do governo federal. - 247.


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Preço interno pode fazer Trump recuar de tarifas amplas sobre o aço

 

Aumento do preço para importadores pode levar o governo dos EUA a abrir negociações com países como o Brasil


Donald Trump (Foto: Kevin Lamarque - Reuters)

O governo dos Estados Unidos pode ser obrigado a recuar na aplicação de tarifas de 25% sobre a importação de aço, caso a medida seja estendida a todos os países. A avaliação é de que o aumento nos preços internos do produto pressionaria o presidente Donald Trump a abrir negociações com nações exportadoras, como o Brasil. De acordo com informações do G1, as informações foram divulgadas por fontes próximas ao governo brasileiro, que acompanham de perto as movimentações comerciais entre os dois países.

Especialistas apontam que o cenário seria semelhante ao ocorrido no mandato anterior de Trump, quando o aumento das tarifas sobre o aço levou a um recuo posterior, com a negociação de cotas específicas para o produto brasileiro. Enquanto aguarda o anúncio oficial da medida, o Brasil avalia seguir o exemplo da China e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para reverter a decisão ou obter autorização para medidas retaliatórias. No entanto, a OMC enfrenta um processo de esvaziamento, com seus órgãos de resolução de disputas sem pessoal qualificado para analisar recursos, o que pode dificultar o processo.

Um assessor presidencial brasileiro, que preferiu não se identificar, destacou que o momento não é propício para respostas públicas às ameaças de Trump. “O presidente Lula já se manifestou publicamente, mas agora não seria produtivo entrar em uma batalha verbal. O Brasil tem muito mais a perder do que os Estados Unidos”, afirmou.

Os números reforçam a preocupação: 48% das exportações brasileiras de aço têm como destino os Estados Unidos, enquanto no caso do alumínio, o percentual é de 16%. Além disso, há o risco de os americanos sobretaxarem também o ferro. “As exportações brasileiras para os Estados Unidos são importantes para nossa indústria de transformação. Para lá, exportamos aço. No caso da China, exportamos o produto básico, o minério de ferro”, explicou o assessor, ressaltando a relevância do mercado americano para o setor.

Historicamente, Trump já demonstrou flexibilidade em medidas protecionistas. Durante seu governo, ele aumentou tarifas sobre produtos do México e do Canadá, mas recuou após obter concessões dos dois países em temas como controle de fronteiras e combate ao tráfico de fentanil. Agora, o cenário pode se repetir, com o preço interno do aço nos EUA servindo como um freio às tarifas amplas. - 247.


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MPRJ investiga incêndio em fábrica de lubrificantes

                           Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

                                                    Governo do Rio de Janeiro/Divulgação


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma investigação para apurar as causas, consequências ambientais e responsabilidades em relação ao incêndio que atingiu neste fim de semana uma fábrica de lubrificantes na capital fluminense. O MPRJ solicitará, nesta segunda-feira (10), ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) um relatório técnico detalhado sobre a operação da fábrica e sobre os impactos ambientais na região.

O MPRJ informou que acompanha a situação da fábrica, hoje pertencente à Cosan desde 2013, quando ainda era da ExxonMobil. Naquele ano, foi ajuizada uma Ação Civil Pública (ACP) em razão da contaminação ambiental provocada pela fábrica.

Em 2024, a empresa Cosan manifestou interesse em firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPRJ, segundo o próprio Ministério Público, com a finalidade de reparar danos ambientais causados pela operação da fábrica. Mas as negociações não foram concluídas, devido à indefinição, até o momento, em relação ao valor da indenização.

Suspensão

Com o incêndio, as tratativas do TAC estão suspensas “até que sejam apuradas integralmente as causas do acidente e seus impactos ambientais”, informou o MPRJ, por meio de nota.

O incêndio, que começou no último sábado (8), levou 28 horas para ser extinto, segundo o Corpo de Bombeiros. O Inea enviou uma equipe de técnicos para o local para avaliar possíveis danos ambientais. 


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Brasil espera EUA concretizarem taxação sobre aço para se manifestar

Haddad aguarda orientação do presidente após implementação de medidas


                                    Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
                                    REUTERS/China Daily/Proibida reproduçao


O governo brasileiro aguarda o governo dos Estados Unidos (EUA) oficializar a taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio para se manifestar sobre o tema, assim como anunciar medidas em resposta ao aumento dos custos para exportar esses produtos para o país da América do Norte.

A informação é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que comentou, nesta segunda-feira (10), o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump. 

“O governo tomou a decisão de só se manifestar, oportunamente, com base em decisões concretas, e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. O governo vai aguardar a decisão oficialmente antes de fazer qualquer manifestação”, disse Haddad a jornalistas.

O Brasil é o segundo principal fornecedor de aço para os EUA, que são o principal destino das exportações do produto brasileiro. Questionado se o governo discute taxar, em retaliação, as big techs – as gigantes da tecnologia, como Google, Meta e X, Haddad respondeu que o governo vai “aguardar a orientação do presidente da República depois das medidas efetivamente implementadas”.

Em entrevista a rádios mineiras na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil tem direito de usar a lei da reciprocidade. “Para nós, o que seria importante seria os EUA baixarem a taxação e nós baixarmos a taxação. Mas, se ele e qualquer país aumentar a taxação do Brasil, nós iremos taxá-los também. Isso é simples e muito democrático”, disse Lula.

Durante o seu primeiro mandato, Trump impôs tarifas sobre o aço e o alumínio, mas concedeu depois cotas de isenção para parceiros, incluindo Canadá, México e Brasil, que são os principais fornecedores desses produtos.

Segundo dados da Administração de Comércio Internacional do governo dos EUA, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para o país em 2024, perdendo apenas para o Canadá. Já levantamento do Instituto do Aço Brasil, com base em dados oficiais do governo brasileiro, afirma que os EUA foram o principal destino do aço do país, representando 49% de todo o aço que o Brasil exportou em 2023.


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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Lula volta a acenar a Pacheco e ao PSD, mas despista sobre possível vice em 2026

 

"Eu não posso definir a chapa de 2026. Eu tenho apenas uma ideia, não há um prazo fixo", afirmou o petista

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Rodrigo Pacheco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (5), que ainda não é o momento de definir a chapa presidencial para as eleições de 2026. Em entrevista a rádios de Minas Gerais, o chefe do Executivo também enfatizou a aliança com o PSD, partido ao qual o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco é filiado.

"Eu não posso definir a chapa de 2026. Eu tenho apenas uma ideia, não há um prazo fixo, há um tempo: a eleição de 2026", afirmou.

"Acho que o Pacheco tem o direito de tirar férias, descansar, temos todo o tempo do mundo e, quando voltar, eu gostaria de uma reunião com o PSD, com a participação dos ministros do PSD e dizer o que a gente vai fazer", disse o petista.

Lula ainda afirmou que apoiará Pacheco caso ele decida concorrer ao governo mineiro. Na ocasião, porém, o presidente desconversou sobre a possibilidade de tornar o parlamentar chefe de um ministério, enfatizando que não tem “pressa de fazer nenhuma reforma [ministerial]”.

"Olha, o meu sonho com o Pacheco: eu estou tentando há muito tempo mostrar que ele é a figura pública mais importante de Minas Gerais e que se ele quiser ser governador, ele poderá, é só ele querer pra gente trabalhar para que ele possa ser eleito. Ele vai ter que decidir”, ressaltou. - 247.


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Sigilosamente, Dino avança em investigação sobre suposto desvio de emendas por Lira

 

Em depoimento à PF, deputado afirmou que Lira teria interferido para redirecionar R$ 320 milhões em emendas parlamentares para Alagoas, seu estado natal

Arthur Lira e Flávio Dino (Foto: SCO/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), avança sigilosamente na investigação sobre supostas manipulações de emendas orçamentárias pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), informa reportagem do jornalista Tales Faria no UOL.

O deputado José Rocha (União-BA), que presidiu a Comissão de Integração Nacional, depôs à Polícia Federal (PF) há duas semanas a pedido do ministro do STF e afirmou que Lira teria interferido para redirecionar R$ 320 milhões em emendas parlamentares para Alagoas, seu estado natal.

Rocha também afirmou que, em 12 de dezembro, tentou cumprir uma determinação de Dino para identificar os autores das emendas propostas pela comissão. No mesmo dia, porém, Lira emitiu um ato como presidente da Câmara suspendendo a reunião. O depoimento de Rocha reforça as suspeitas de que Lira agiu pessoalmente para desviar recursos públicos, descumprindo a ordem do STF.

"Formalizei [à PF] aquilo que já vinha dizendo publicamente: o Arthur Lira impediu que eu cumprisse determinação do ministro Flávio Dino de apresentar os nomes dos autores de todas as emendas propostas pela minha comissão", disse o deputado ao UOL - 247.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...