terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Brasil registra 83.340 novos casos de Covid e 259 óbitos pela doença, diz Ministério da Saúde

O Brasil tem registrado uma disparada nos casos confirmados de Covid-19 nos últimos dias

Fila de pessoas para fazer teste de Covid-19 no Rio de Janeiro (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)


O Brasil registrou nesta segunda-feira 83.340 novos casos de contaminações pelo coronavírus, elevando o número total de infecções confirmadas no país a 24.127.595, informou o Ministério da Saúde.

Foram contabilizadas 259 novas mortes por Covid-19, o que levou o total de vítimas fatais da doença no país a 623.356, disse o ministério.

O Brasil tem registrado uma disparada nos casos confirmados de Covid-19 nos últimos dias devido ao avanço da variante Ômicron pelo país.

Ainda assim, os números são mais baixos às segundas-feiras, devido ao represamento de testes nos finais de semana.

Apesar da alta de casos nos últimos dias, com o avanço da vacinação e a aparente menor letalidade da Ômicron, o número de óbitos tem permanecido em patamares bem inferiores em relação ao pico da pandemia, quando o Brasil chegou a registrar mais de 3.000 óbitos por dia. Reuters


Casos de Covid-19 disparam e lotam hospitais no país

 

(Foto: REUTERS/Kacper Pempel)

O Brasil nunca registrou tantos casos de covid-19 ao mesmo tempo quanto agora, o que pressiona os hospitais do país. Nos últimos 30 dias, a média de pessoas infectadas a cada 24 horas aumentou quase 40 vezes. A semana que se encerra neste sábado (22) já é a pior no país desde os primeiros relatos do coronavírus em solo nacional.

Antes mesmo do fim do período e do fechamento dos dados, mais de 770 mil novas confirmações da doença foram relatadas. O recorde anterior, registrado em março do ano passado, era de 539 mil.

Os números podem ser ainda mais expressivos, já que o sistema do Ministério da Saúde, que colhe informações dos estados, ficou mais de um mês fora do ar. O virologista Rômulo Neris, diz que o prejuízo nas informações ainda não foi totalmente revertido.

“É um cenário muito complexo e muito difícil de fazer previsões acuradas e adequadas, a gente vem de quase um mês de apagão de casos. A gente precisa considerar que foi no início do apagão que a variante ômicrom começou a se consolidar aqui no Brasil. Quando a gente perde o acesso aberto a esse sistema, isso acaba prejudicando muito dos nossos esforços de monitoramento e vigilância”.

Membro da Equipe Halo, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne especialistas do mundo todo em ações de combate ao coronavírus, Neris alerta ainda para o impacto que a escassez de testes tem no número de casos registrados.

“A gente não tem um padrão de testagem suficiente para a quantidade de indivíduos que estão manifestando sintomas e sendo considerados suspeitos”, ressalta o virologista.

Cenário dramático

Fora do papel, os números indicam que o esgotamento do sistema de saúde pode estar próximo. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, até 15 de janeiro quatro estados já tinham ocupação de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) em nível crítico, acima de 80%: Pernambuco (86%), Mato Grosso (84%), Goiás (81%) e Espírito Santo (80%).

Embora com índices um pouco menos expressivos, o alerta se estende a outras 11 unidades da federação, que têm mais de 60% dos leitos de UTI ocupados: Amazonas (77%), Tocantins (76%), Distrito Federal (74%), Ceará (71%), Piauí (67%), Bahia (66%), Rio Grande do Norte (65%), Mato Grosso do Sul (65%), Pará (63%), Roraima (60%) e Maranhão (60%).

Não é só a Fiocruz que aponta tendência de alta na lotação de vagas de UTI. Relatório da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostra que a ocupação das unidades aumentou de 40,84%, entre os dias 25 e 31 de dezembro do ano passado, para 58,75% entre 8 e 14 de janeiro deste ano. Também houve piora de cenário nos ambulatórios, de 47,31% para 77,07%.

Nos relatos que vêm de estados e municípios a escalada da covid-19 tem consequências práticas nos hospitais. O governo de São Paulo, por exemplo, informou que o número de crianças e adolescentes que precisam de internação em UTI aumentou mais de 60% nos últimos dois meses.

No Rio Grande do Sul, a gestão estadual teme déficit de leitos já a partir do mês que vem e solicitou que o Ministério da Saúde não leve à frente o planejamento para deixar de custear mais de mil unidades que correm o risco de ser fechadas. 

A capital cearense, Fortaleza, têm relatos de 100% de ocupação para leitos infantis em pelo menos três grandes hospitais. A situação é semelhante em Manaus, no Amazonas. Em Rondônia, o governo decidiu reabrir leitos na capital, depois que a ocupação chegou a 90%.

No interior paulista, a prefeitura de Campinas informou que a fila de espera para leitos de alta complexidade no SUS tem mais de 100 pessoas. Em Uberaba, Minas Gerais, a lotação também é crítica.

A lista de cidades que enfrentam lotação crítica só aumenta. Nela estão também Cuiabá, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e diversas outras nos interiores e regiões metropolitanas de todo o país.

Óbitos

O aumento no número de contaminações não se reflete no crescimento dos óbitos na mesma proporção que a observada no ano passado. Em abril, o país chegou a registrar mais de 3 mil casos fatais em 24 horas.

Hoje, a média diária é inferior a 300. Ainda assim, o total de mortes por dia vem crescendo nas últimas semanas. Segundo Rômulo Neris, é provável que o Brasil não chegue a níveis de óbitos semelhantes aos dos piores cenários da pandemia. O principal motivo para isso é o avanço da vacinação.

Ainda assim, com o crescimento sem precedentes dos casos, as mortes tendem a aumentar. “É possível que a gente veja um aumento, que ainda vai se consolidar com mais robustez daqui pra frente, agora que estamos vendo esses números recordes de casos. Não foi diferente em outros países.”

O virologista alerta que o total de pessoas não vacinadas, no entanto, ainda é alto e representa risco. “Um quarto da população não tomou dose nenhuma da vacina. Pelo menos um terço não completou o esquema de duas doses. É muita gente.”

Altamente transmissível, a ômicrom – variante que predomina no Brasil – coloca essas pessoas em situação de grande vulnerabilidade. “Não importa que ela seja uma variante mais leve, se ela infecta em uma velocidade dez vezes maior”, explica Neris. Ele alerta que o descontrole da transmissão emperra a possibilidade de contenção de novas cepas.

 “Toda vez que uma nova variante surge, indiretamente, a gente tem a sensação de que esse é nosso inimigo final. Mas nós não conseguimos controlar o quanto um vírus é capaz de se modificar. O que vai acontecer com essas variantes? Isso é impossível prever,” concluí o virologista. Por Nara Lacerda, do Brasil de Fato.





Alckmin diz a Haddad que participará de sua campanha ao governo de São Paulo

Segundo Guilherme Amado, do Metrópoles, ex-governador deverá acompanhar Fernando Haddad pelo menos duas vezes por semana em agendas pelo estado

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad (Foto: Fernando Pereira/SECOM)

O ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), possível vice em uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), irá participar ativamente da campanha do petista Fernando Haddad ao governo de São Paulo. De acordo com a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, Alckmin teria dito a Haddad que poderá “acompanhá-lo pelo menos duas vezes por semana em agendas pelo estado”. 

A cúpula da pré-campanha de Haddad avalia que ele irá disputar o segundo turno contra o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), escalado pelo governador, João Doria (PSDB), para disputar a sua sucessão.

Alckmin também já teria dito a aliados que a parceria com Lula é a melhor maneira para derrotar o governador e presidenciável João Doria (PSDB), seu adversário político. “Ele vê a aliança como o fim da chance de qualquer terceira via nesta eleição”, destaca o colunista.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, Fernando Haddad lidera a disputa estadual com 28% de intenções de votos. Márcio França (PSB) aparece em segundo, com 19%; Guilherme Boulos (PSOL) vem em terceiro, com 11%;  Tarcísio de Freitas (sem partido) em quarto, com 7% e Rodrigo Garcia (PSDB) em quinto, com 6%.

Em seguida aparecem Arthur do Val (Patriota), com 3%; Abraham Weintraub (sem partido) e Vinicius Poit (Novo), ambos com 1%. Brancos e nulos somam 21% e os indecisos, 4%. Brasil247.


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Secretaria Municipal de Saúde transfere ponto de testagem da Cohab VI para o Nova Petrolina

                             Via: Carlos Britto 
Foto: Ascom PMP/SMS divulgação

A partir desta terça-feira (25), o ponto de testagem para detecção da Covid-19, que funcionava na Unidade Básica de Saúde (UBS) da Cohab VI, Zona Oeste de Petrolina, estará instalado na unidade do Nova Petrolina. A medida foi tomada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e visa a atender com mais conforto os pacientes com sintomas gripais há mais de três dias.

A pasta reforça que a testagem está sendo priorizada em pacientes que estejam com sintomas de, no mínimo três dias, ou aqueles que tiveram contato com um caso positivo há cinco dias. A testagem é feita de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.



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segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar para Roberto Jefferson

Bolsonarista deverá usar tornozeleira eletrônica, precisará se apresentar à Justiça periodicamente

Alexandre de Moraes e Roberto Jefferson (Foto: Nelson Jr./SCO/STF | Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira (24) prisão domiciliar para o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). O regime domiciliar será cumprido em Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro.

Segundo o UOL, o ministro, entretanto, estabeleceu restrições ao ex-deputado bolsonarista. Jefferson deverá usar tornozeleira eletrônica, precisará se apresentar à Justiça periodicamente, não poderá se comunicar com outros investigados ou sair de casa à noite. Caso uma dessas regras seja descumprida, o STF poderá prender Jefferson preventivamente de novo. 

Com covid-19 pela segunda vez e outras complicações de saúde, a defesa do ex-deputado argumentou que o cliente sofria risco de vida na prisão preventiva.

Roberto Jefferson está detido desde agosto de 2021 por determinação de Moraes por suspeita de envolvimento com uma milícia digital que atua contra a democracia. O ex-deputado já defendeu o fechamento do STF e do Congresso Nacional. 247


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'Espero trabalhar ao lado de Lula', diz Boric

"Espero trabalhar ao lado de Luis Arce, na Bolívia, de Lula, se ele ganhar as eleições no Brasil", disse o presidente eleito do Chile, Gabriel Boric

Gabriel Boric e Lula (Foto: Reuters | Ricardo Stuckert)


O presidente eleito do Chile, disse que espera trabalhar ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará as eleições de outubro e aparece em primeiro lugar nas pesquisas. 

Eleito em 19 de dezembro, Boric, que completa 36 anos em 11 de fevereiro, vai tomar posse exatamente um mês depois e indicou que se reconhece mais na esquerda boliviana e brasileira do que na venezuelana. 

"Espero trabalhar ao lado de Luis Arce, na Bolívia, de Lula, se ele ganhar as eleições no Brasil, de Gustavo Petro, cuja experiência se consolida na Colômbia. Acho que pode ser um eixo interessante", declarou Boric em entrevista à rede britânica BBC, ao ser questionado se ele se reconhece em líderes da esquerda latino-americana.

"No caso da Nicarágua, não consigo encontrar nada lá, e no caso da Venezuela, é uma experiência que fracassou, e a principal demonstração de seu fracasso é a diáspora de 6 milhões de venezuelanos", acrescentou. 

O futuro presidente do Chile ainda afirmou que valoriza "muito a experiência de Lula", mas que também procura "conhecer" a de Fernando Henrique Cardoso. "Não se pode ter referências estáticas", disse. ANSA.


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Lula terá encontros com FHC e Boulos nesta semana

O ex-presidente Lula tem procurado ampliar cada vez mais o diálogo com variados setores, inclusive com representantes do PSDB, rival histórico do PT

Lula, Fernando Henrique Cardoso e Guilherme Boulos (Foto: Ricardo Stuckert | Reuters | Reprodução/Facebook)

Em sua cruzada por ampliar cada vez mais o diálogo com variados setores da política brasileira e mundial, o ex-presidente Lula (PT) se encontrará nesta semana com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O petista também vai conversar com o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos. As informações são de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Lula tem intensificado suas relações com membros do PSDB. Além de FHC, que conversará com o petista nesta semana, outros tucanos também já dialogaram com o petista recentemente, como o ex-chanceler Aloysio Nunes e o ex-ministro Arthur Virgílio Neto.

Lula tem inclusive um forte nome do PSDB cotado para ser seu vice em sua chapa presidencial na campanha deste ano. Apesar de ter deixado o tucanato há pouco tempo, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) é um importante nome da sigla. 

Em entrevista à mídia independente na última semana, Lula defendeu a ampliação do diálogo para fazer frente ao bolsonaristmo. Ele pediu que as divergências fiquem de lado e que sejam privilegiadas as convergências, até mesmo para garantir a governabilidade de seu eventual terceiro governo.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...