domingo, 4 de abril de 2021

Kassio espalha nova cepa do vírus

 

Ministro Nunes Marques (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Nunca na história do STF, criado em 1891, um ministro caiu por crime de responsabilidade, mas Kassio Nunes pode ser o primeiro, se o Senado levar ao pé da letra o artigo 39 da Lei no. 1079 da constituição brasileira, segundo o qual ministro do STF pode sofrer impeachment por crime de responsabilidade quando, dentre outros ilícitos, “altera, por qualquer forma, exceto por via de recurso, decisão ou voto já proferido em sessão do Tribunal”.

Ao liberar, monocraticamente, o acesso presencial a templos religiosos na pior fase da pandemia no Brasil e, além disso, ameaçar de prisão o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que se recusa a cumprir a ordem, Kassio Nunes pode ser enquadrado nesse dispositivo, já que o STF deliberou, em plenário, que as decisões acerca de medidas de restrição durante a pandemia cabem a governadores e prefeitos.

Mais do que um erro jurídico, a decisão é um atentado à vida. Em pleno domingo circulam fotos de templos evangélicos abarrotados, sem respeitarem limites como a lotação de no máximo 25% da capacidade.

Cabe ao presidente do STF, Luiz Fux acabar com essa insanidade ainda hoje, antes que a cepa T.E. (terrivelmente evangélica), espalhada por Kassio, se alastre pelo país.(Por Alex Solnik).


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CRÍTICAS - Paulo Câmara rebate Bolsonaro após críticas a gestão de verbas públicas para a pandemia

 

Jair Bolsonaro e Paulo Câmera em encontro no Recife, em maio de 2019 (Foto: Peu Ricardo/DP)

O vídeo compartilhado por Jair Bolsonaro é referente a um trecho do programa Alerta Amazonas, apresentado pelo radialista e humorista Sikera Jr. Durante a exibição, o apresentador divulga valores que afirmou ser referentes às verbas repassadas pelo governo federal ao estado de Pernambuco e que, de acordo com ele, não estavam sendo utilizadas da forma correta pela gestão estadual. "Paulo Câmara, esse dinheiro não é teu, é pra salvar vidas. (...) Senhores governadores, criem vergonha na cara. Digam ao seu povo quanto vocês receberam para cuidar das vidas, e não tomar essas vidas, não matar as pessoas", disse Sikêra Jr. Ainda na publicação, o chefe do Executivo citou o versículo bíblico João 8:32 que diz "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

Ao rebater a publicação, o governador Paulo Câmara chamou a postagem de "fake news". "Difícil acreditar que em um dia como hoje, domingo de Páscoa, sejamos obrigados a nos deparar com novas atitudes lamentáveis do Presidente da República. Em lugar de disseminar fake news, por que não assumir suas verdadeiras atribuições e fazer parte do enfrentamento à pandemia?", questionou.

Em outra publicação, Paulo Câmara, disse que “infelizmente, de alguém que trata a dor do outro como mimimi e o luto como fraqueza, não se pode esperar muito. Mas, movidos por espírito público e princípios humanitários, que alguns parecem desconhecer, vamos seguir na luta”. Em tom esperançoso, completou:"O Brasil vai superar a pandemia, apesar de negacionismo, egoísmo, fakenews, de quem se dedica a desagregar e dividir". E diante da imagem que o Brasil vem repercutindo mundialmente, o gestor estadual disse que "pela ausência de uma liderança capaz de unir, seguir a ciência e ter compromisso com o outro", o mundo "assiste estarrecido à realidade imposta ao povo brasileiro". 

Desentendimento

O atual episódio entre o presidente da República e o governador Paulo Câmara é reflexo de um impasse entre o governo federal e gestões estaduais, que vem ganhando novos capítulos nos últimos dias. Contrário ao lockdown, Bolsonaro anunciou no dia 18 de março, que havia entrado com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra decretos estaduais que estipulavam mais rigidez no isolamento social, estabelecidos pelo Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul.

O presidente também tem afirmado que medidas de isolamento adotadas pelos estados brasileiros têm impulsionado os números de mortes, o que tem causado maiores desentendimentos entre o presidente e os gestores, que afirmam que a postura do governo federal tem agravado a crise no país.
 
No final do mês passado, um grupo de 16 governadores assinaram um manifesto, divulgado no dia 29, repudiando agressões e fake news contra chefes de Executivos estaduais. Iniciativa que também havia sido tomada no início de março e uma das queixas, foi referente à informações divulgadas pelo presidente Bolsonaro sobre repasses de verbas aos estados. Em Pernambuco, o presidente afirmou que houve um repasse de R$ 42,7 bilhões e R$ 16,2 bilhões para auxílio. Em crítica a tal afirmação, o  secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, disse que "se Pernambuco tivesse recebido R$ 42 bilhões face ao Covid, não estaríamos no Brasil e, sim, nos Estados Unidos, que aprovou um pacote de ajuda de US$ 1 ,3 trilhão. Toda a Receita Corrente Líquida -RCL de Pernambuco no ano de 2020 foi R$ 27 bilhões, já com todas as ajudas do SUS, da LEi 173 e etc do Governo Federal incluídas", contestou. (Por: Diario de Pernambuco).
 

Confira as publicações:



sábado, 3 de abril de 2021

"Tão importante quanto a vacina é continuar se cuidando e evitando aglomeração", diz Lula

 

Lula e Alexandre Padilha (Foto: Reprodução/Facebook)

O ex-presidente Lula se manifestou em live neste sábado (3), ao lado do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, após receber a segunda dose da vacina contra Covid-19.

Ele destacou a importância de continuar se cuidando mesmo após a imunização. "Estou seguro de que daqui a alguns dias eu estarei mais prevenido contra o coronavírus e a Covid-19. O que eu queria dizer é que não é porque eu tomei a vacina que eu posso relaxar. Quem tomou a segunda dose tem que continuar usando máscara, tem que continuar usando álcool gel, tem que continuar evitando aglomeração. A vacina é muito importante, mas tão importante quanto a vacina é a responsabilidade que cada homem e cada mulher desse país tem que ter ao se cuidar. Ao se cuidar, você estará cuidando da sua família, do seu pai, da sua mãe, do seu filho, do seu neto, dos seus amigos. Então nada de brincar e nada de duvidar desse vírus que a natureza impôs à humanidade. Eu digo sempre que a Covid-19 é uma guerra da natureza contra a humanidade, talvez por conta da irresponsabilidade que os humanos tiveram durante tanto tempo com a questão ambiental". (Brasil247).




Mais um ajuste: gás de cozinha ficou 5% mais caro a partir desta sexta

 

Pandemia eleva consumo de gás de cozinha e insumo começa a faltar em várias regiões do Brasil (Foto: ABr)

A Petrobras anunciou um novo aumento no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, a partir da sexta-feira (2). Com reajuste de 5% para as distribuidoras, o quilo do gás passa a ser vendido a R$ 3,21 e o botijão de 13 quilos, R$ 41,68.

O impacto sentido pelo consumidor, no entanto, pode ser ainda maior. Segundo informações da revista Veja, a Petrobras afirmou que valores podem contar ainda com tributos federais e estaduais, custos para envase pelas distribuidoras, além dos gastos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores. (Revista Fórum).

Leia mais na Fórum.


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Washington Post, jornal mais influente dos Estados Unidos, pede impeachment de Bolsonaro

Joe Biden e Jair Bolsonaro (Foto: White House | PR)

O BRASIL ESTÁ vivendo um dos piores picos de infecções por covid-19 que o mundo já viu. Na quarta-feira, ele registrou 3.869 mortes, um recorde que representou quase um terço de todas as mortes por coronavírus no mundo naquele dia. Não há fim para a onda à vista: graças à impressionante incompetência do presidente Jair Bolsonaro e seu governo, apenas 2 por cento dos brasileiros foram totalmente vacinados e as medidas de bloqueio necessárias para retardar novas infecções, incluindo de uma variante virulenta que surgiu no Brasil, são praticamente inexistentes.

Em vez de lutar contra o coronavírus, Bolsonaro parece estar preparando as bases para outro desastre: um golpe político contra os legisladores e eleitores que poderiam removê-lo do cargo. Com alguns no Congresso ameaçando impeachment, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emergindo como um potente adversário nas eleições do ano que vem, Bolsonaro despediu o ministro da Defesa nesta semana e os principais comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica saíram juntos de suas posições.

Não foram dadas explicações, mas o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, era conhecido por seu tratamento à distância de um presidente que se referiu às Forças Armadas no mês passado como “meus militares”. O Sr. Bolsonaro escolheu seu ex-chefe de gabinete para substituir o Sr. Azevedo e Silva e nomeou um policial próximo à sua família como o novo ministro da Justiça. As medidas foram suficientes para levar seis prováveis ​​candidatos à presidência a emitir uma declaração conjunta alertando que "a democracia do Brasil está ameaçada". “O claro plano de apoio do Bolsonaro”, escreveu o editor-chefe Brian Winter no Americas Quarterly, “é ter tantos homens armados do seu lado quanto possível no caso de um impeachment ou um resultado adverso na eleição de 2022”.

Embora as instituições democráticas do Brasil sejam relativamente fortes após mais de três décadas de consolidação, há motivos para preocupação. Bolsonaro expressou abertamente sua admiração pela ditadura militar que governou o país nas décadas de 1960 e 1970. Admirador de Donald Trump, ele adotou a tática do ex-presidente dos EUA de alertar sobre fraude nas próximas eleições e exigir que os sistemas de votação eletrônica sejam substituídos por cédulas de papel. Ele apoiou as alegações de Trump sobre fraude eleitoral, e seu filho, um legislador que visitou Washington, D.C., na véspera de 6 de janeiro, expressou consternação porque o ataque ao Capitólio não teve sucesso.

O Congresso brasileiro pode propor o impeachment de Bolsonaro por sua péssima gestão da pandemia, incluindo minimizar sua gravidade, resistir às medidas de saúde pública e promover curas charlatanescas. Mas as democracias dos Estados Unidos e da América Latina devem prestar atenção à medida que as eleições do próximo ano se aproximam - e deixar claro para Bolsonaro que uma interrupção da democracia seria intolerável. O presidente brasileiro já contribuiu muito para o agravamento da pandemia covid-19 em seu próprio país e, por meio da disseminação da variante brasileira, pelo mundo. Ele não deve ter permissão para destruir uma das maiores democracias do mundo também. (Editorial do jornal The Washington Post.


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Pernambuco abre 50 novos leitos de UTI para pacientes com Covid-19

As 394 mil doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas na última quinta-feira (1º) foram entregues às 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado

Governador de Pernambuco, Paulo Câmara - Foto: Heudes Regis/SEI

De acordo com o Governo do Pernambuco, 50 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devem ser abertos até a próxima sexta-feira (9). Com as novas vagas, o Estado deve ultrapassar a quantidade de 1.600 leitos de UTI, exclusivos para pacientes com Covid-19, em 16 municípios do Litoral ao Sertão. O anúncio foi feito neste sábado (3), pelo governador Paulo Câmara, após reunião do Comitê Estadual de Enfrentamento à Covid-19.

Serão cinco unidades contempladas, recebendo 10 leitos cada: Hospital e Maternidade Santa Maria, em Araripina; Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão; Hospital Miguel Arraes, em Paulista; Centro de Educação Saúde Comunitário - Cesac Prado; e Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, ambos no Recife.

Além disso, o governador ainda destacou que o comitê continua monitorando os dados da pandemia, a distribuição das vacinas e avaliando o cumprimento das medidas restritivas em todo o Estado. “Nossa fiscalização tem trabalhado na observação das medidas restritivas e a avaliação, até agora, é de que a população vem colaborando com as orientações de evitar aglomerações”, ressaltou.

Imunizantes

As 394 mil doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas na última quinta-feira (1º) foram entregues às 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado até às 16h da sexta-feira (2). Os imunizantes estão sendo utilizados pelos municípios para dar continuidade à vacinação de idosos com mais de 65 anos de idade em todo o Estado. (Por Portal Folha de Pernambuco).


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Prefeito de BH diz que não vai seguir decisão de Kassio que permite cultos e missas

 

Alexandre Kalil (Foto: Amira Hissa/PBH)

O prefeito de Belo Horizonte (Minas Gerais), Alexandre Kalil (PSD), informou que a cidade não vai seguir a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a realização de missas e cultos religiosos em todo o país. 

Neste sábado (3), o ministro atendeu pedido apresentado por evangélcos em 2020, e em meio ao aumento do número de óbitos pela Covid, determinou que "os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19".

Segundo o prefeito, a cidade respeita o plenário do STF, não uma decisão monocrática. "Estão proibidos os cultos e missas presenciais", reforçou.


Neste sábado (3), véspera de Páscoa, o ministro determinou que"os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19" (247).


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...