domingo, 12 de março de 2017

Festival de cervejas artesanais em Garanhuns

Postado Por  em 10/03/2017, 11:05 
Crédito: Pic.Me/Divulgação
O Festival de cervejas artesanais acontecerá nos dias 25 e 26 de março, 
no Espaço Colibri – Crédito: Pic.Me/Divulgação

Um Festival de cervejas artesanais promete atrair os amantes da bebida, no Espaço Colibri, em Garanhuns, nos dias 25 e 26 de março, com entrada gratuita. Esta é a primeira edição do evento, sob o comando da sommelier carioca Marcela Costa, incluindo os melhores rótulos cervejeiro locais com presença da Debron e Ekaut – que ganharam medalha de ouro e prata, respectivamente, no Festival Brasileiro de Cerveja em Blumenau – e uma variedade de comidas preparadas para harmonizar com cada tipo de cerveja. A programação também inclui workshops sobre a produção de cervejas artesanais e toda a história que envolve o processo de fabricação, ministrados pelo sommelier de cervejas, Lucio Galindo.(DP).


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Confira programação completa do aniversário do Recife e Olinda

PROGRAMAÇÃO GRATUITA

Ações acontecem durante todo o dia. No Recife, programação será no Bairro do Recife. Já em Olinda, polos são descentralizados
A vista impagável que se descortina do alto de Olinda, inclui a orla e parte do centro do Recife, que tem inegável vocação noturna - Foto capturada em portofiles.wordpress
A vista impagável que se descortina do alto de Olinda, inclui a orla e parte do centro do Recife, que tem inegável vocação noturna – Foto capturada em portofiles.wordpress atalmineira.com
Foto:Ilustração

As irmãs Recife e Olinda completam 480 e 482 anos neste domingo. Para comemorar, as prefeituras das duas cidades estão oferecendo programação gratuita durante todo o dia para a população. Na capital do estado, as atrações acontecem no Bairro do Recife. Já na Marim dos Caetés, os polos são descentralizados.

Confira a programação completa da festa no Recife:

8h às 17h – Tênis, futebol de barrinha, voleibol, voleibol sentado, basquetebol adaptado, badminton, handebol e slackline nas avenidas Marquês de Olinda e a Alfredo Lisboa, além de aluguel de bicicleta e jogos de mesa; Ação de qualidade de vida da Academia da Cidade, com aferição de pressão, cálculo do IMC e outros serviços; Cama elástica e piscina de bolas na Avenida Marquês de Olinda, além de artistas circenses circulando pelo bairro; Orientações e serviços para mulheres

9h – Adriana B e convidadas no palco do Marco Zero

10h – Orquestra 100% Mulher pelas ruas do bairro

14h50 - Afoxé Ará Ilê, Maracatu Batucada Badia e Bloco de Boneco Seu Malaquias pelas ruas do bairro

15h às 17h - Apresentações e mini campeonato de longboard na Avenida Alfredo Lisboa

16h – Abertura da exposição "1817 - Revolução Republicana" no Museu da Cidade do Recife (MCR
Antônio Nóbrega – 15h30 às 16h30)

17h – Almir Rouche

18h – Corte do bolo e fogos

Confira a programação completa da festa em Olinda:

7h: ALTO DA SÉ / Corrida das Ladeiras
7h30: ALVORADA FESTIVA E SOLENE COM A PARTICIPAÇÃO DO MARACATU NAÇÃO PERNAMBUCO

ESTÁDIO GRITO DA REPÚBLICA

14h:Abertura do Campeonato Pernambucano de Futebol Americano
14h ÀS 17h30: Torneio de Futebol para crianças de 8 a 17 anos; jogos de basquete; roda de capoeira só para mulheres, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher


ATRAÇÕES

14h ÀS 15h: PRAÇA DO CARMO / Aulão de ritmos com As Ameixas - Fit Dance com Daniel Dias e Humberto Paixão - Dança de salão com professores da Aspac
15h ÀS 17h:  PRAÇA DO CARMO / Brinquedos infantis
15h: PRAÇA DO CARMO / Exposição de fotos do Carnaval 2017  - Fotos de Sérgio Figueiredo / Grafite em tela por Carlos André-C. Graff
15h:  Patati e Patatá 
15h30: PRAÇA DO CARMO / Banda Damas de Copa 
16h: PRAÇA DO CARMO / ORQUESTRA BEBERIBE – ENCONTRO DOS BONECOS GIGANTES
16h30: PRAÇA DO CARMO / BATERIA CABULOSA
17h30: PRAÇA DO CARMO / CORAL ENCANTADO DE OLINDA COM ORQUESTRA CEMO
18h: PRAÇA DO CARMO / CORTE DO BOLO
18h30: PRAÇA DO CARMO / TONY VERAS
19h30: PRAÇA DO CARMO /  FRANCIS FREVO
16h: MERCADO DA RIBEIRA / CORTEJOS: CAVALO MARINHO BOI PINTADO DE ALIANÇA
17h: GUADALUPE / CORTEJOS: ARRASTÃO DO MAESTRO OSÉAS
18h: MERCADO DA RIBEIRA / CORTEJOS: GRUPO PEDAGOGIA DO COCO
19h: CÂMARA MUNICIPAL DE OLINDA / CORTEJOS: 20º ENCONTRO DE BLOCOS LÍRICOS / BLOCO QUERO MAIS/HOMENAGEM A LIA DE ITAMARACÁ
19h: CARMO / CORTEJOS: MUNGUZÁ ZUZA MIRANDA E THAÍS
19h: BICA DOS QUATROS CANTOS / CORTEJOS: APARTE PERCUSSIVA
19h: MERCADO DA RIBEIRA / RITMISTAS DAS ESCOLAS QUE SE APRESENTAM EM PREVIAS CARNAVALESCAS NA CIDADE DE OLINDA (DP).

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Educação

Enem 2017 será em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro

Resultado de imagem para enem 2017

Foto Ilustrativa

O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, este ano, será realizado em dois domingos consecutivos – dias 5 e 12 de novembro – e não mais em um único fim de semana. As inscrições estarão abertas de 8 a 19 de maio. O resultado do exame será divulgado no dia 19 de janeiro de 2018.
A medida deverá beneficiar os sabatistas, adeptos de religiões que guardam o sábado. Até o ano passado, eles tinham que ficar isolados em uma sala das 13h (horário de início da prova) até o sol se pôr e faziam as provas de sábado à noite. 
"As mudanças garantem mais tranquilidade para os estudantes, que terão mais espaço entre uma prova e outra e, ao mesmo tempo, resolve uma questão histórica dos sabatistas, que tinham a condição muito desumana de ficar confinados aguardando o pôr do sol para iniciar a aplicação da prova. Além de aspectos relativos à segurança: amplia-se a segurança da aplicação das duas provas tendo em vista esse espaço de dois domingos", disse o ministro da Educação, Mendonça Filho.
No primeiro domingo, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, as provas serão de matemática e ciências da natureza. Até o ano passado, o exame era realizado em um sábado e um domingo, no mesmo fim de semana, e a prova de redação era aplicada no segundo dia de exame. Com a mudança, no primeiro domingo, os estudantes terão cinco horas e meia de prova e, no segundo, quatro horas e meia. 
Os interessados em fazer o exame devem pagar uma taxa de inscrição, cujo valor ainda está sendo discutido pelo MEC. A taxa deve ser conhecida com a publicação do edital, prevista para 10 de abril. São isentos do pagamento os que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas e os participantes de baixa renda. Os estudantes isentos que não comparecerem e não justificarem a ausência perderão o benefício em 2018, caso queiram fazer a prova novamente. 

As mudanças foram feitas com base em consulta pública realizada pelo ministério. Cerca de 600 mil pessoas participaram da consulta, que ficou disponível no período de 18 de janeiro a 17 de fevereiro.
Segurança
Cada prova será identificada com o nome do candidato, tanto o caderno de questões quanto o caderno de respostas. "Com isso, tem instrumento a mais para identificar e eventualmente permitir a rastreabilidade, saber se, porventura, uma prova foi subtraída ou canalizada para uso indevido", destacou Mendonça Filho. No ano passado, operações da Polícia Federal foram realizadas no dia de aplicação do exame. As provas também teriam vazado para alguns candidatos.
Enem por computador
A consulta pública mostrou que 70,1% dos participantes são contra a aplicação do Enem por computador. A ideia vem sendo discutida desde 2012. Mendonça cogitava fazer testes de aplicação este ano. "Imaginava que haveria receptividade maior para a prova aplicada em computador, mas é algo que acontecerá, num espaço de tempo não definido. Certamente será uma evolução que ocorrerá também para a aplicação do Enem", disse o ministro. (EBC).

A matéria foi ampliada às 12h03 e às 13h25


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Três cidades de Minas Gerais realizam novas eleições neste domingo

Política

eleições municpais 2016
Foto: Ilustrativa
O horário de votação será de 8h às 17h Arquivo Agência Brasil

A população das cidades mineiras Alvorada de Minas, Ervália e São Bento Abade volta às urnas hoje (12) para escolher seus prefeitos e vice-prefeitos. As eleições municipais estão sendo realizadas novamente nestes locais porque a Justiça Eleitoral anulou o pleito ocorrido no ano passado. A votação ocorrerá entre 8h e 17h.
Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral, devem ocorrer novas eleições caso haja indeferimento do registro de candidato eleito em pleito majoritário. Em Alvorada de Minas, Danilio da Saúde (SD) venceu a disputa no ano passado. No entanto, ele teve seu registro indeferido por não ter se afastado das funções de secretário municipal e por ter praticado atos como servidor público em período vedado. No município há 4.267 eleitores. Disputam a nova eleição três candidatos: Carlos de Abreu (PMDB), Cléber do Esporte (PTdoB) e Vitor de Salvador (SD).
O registro de Edson Rezende (DEM), candidato mais votado no ano passado em Ervália, também foi indeferido. A decisão da Justiça Eleitoral se deu em razão de suas contas públicas terem sido rejeitadas. Os 16.742 eleitores da cidade deverão agora optar entre Alex Ruela de Almeida (PSDB) e Eloisio Cunha (DEM).
Já em São Bento Abade, Janete Rezende Silva (PSDC) havia sido a mais votada no ano passado. O indeferimento de seu registro também ocorreu em decorrência da rejeição das suas contas públicas. No novo pleito, a cidade com 3.895 eleitores conta com três candidatos. Uma delas é a irmã de Janete,  Jane Rezende Silva Elizei (PT). Os outros dois candidatos são Eneias Machado de Souza (PTB) e José Roberto Furtado (PDT), também conhecido como Nonô. (EBC).


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MEC determina fim do Enem por escola; prova foca na seleção do ensino superior

Ensino superior

Foto: Ilustração

O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta semana medidas que fortalecem o papel do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apenas como prova de seleção para o ensino superior. Este ano, o exame deixa de certificar o ensino médio. Além disso, a pasta decidiu não mais divulgar os resultados do Enem por escola.
Até o ano passado, os estudantes com mais de 18 anos poderiam usar o desempenho no Enem para receber o diploma do ensino médio. Para isso precisavam alcançar pelo menos 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento das provas e nota acima de 500 pontos na redação. Cerca de 11% dos inscritos conseguiam esse resultado anualmente e obtinham a certificação.
Agora, a certificação será feita exclusivamente pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), aplicado atualmente no Brasil e no exterior. “É o exame adequado para este fim”, diz a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.
A pasta também decidiu pelo fim da divulgação do Enem por escola, que até o ano passado era divulgado no segundo semestre do ano seguinte à aplicação do exame. A intenção era que as escolas tivessem acesso às informações sobre a atuação dos estudantes nas provas do Enem e pudessem reforçar o ensino em determinados conteúdos. As escolas tinham poderiam conhecer as médias de qualificação dos candidatos, assim como a porcentagem de estudantes participantes e o desempenho deles em cada uma das provas.
Segundo Mendonça Filho, as informações geram rankings e são utilizadas pelas escolas como "propaganda falsa". "O Enem não é um exame que possa permitir avaliação adequada de cada unidade escolar, e quando se faz propaganda utilizando um ranqueamento indevido a partir de uma prova como essa, está se fazendo propaganda enganosa, e o MEC não pode convalidar esse tipo de comportamento", disse.
Para medir a qualidade das escolas, a pasta passará então, a partir deste ano, a usar o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Agora, todas as escolas públicas e privadas, que ofereçam ensino médio, serão avaliadas. Até o ano passado, a avaliação da etapa era feita por amostragem, ou seja, apenas alguns alunos faziam o exame. Cada uma das escolas passará então a ter o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) calculado.
A polêmica do ranking
Por ser de fácil compreensão por parte do público, o ranking começou a ser amplamente explorado sobretudo nas primeiras divulgações dos indicadores por escola principalmente pela imprensa. O problema é que os ranqueamentos não raro comparavam escolas em situações socioeconômicas diferentes e que tinham, por exemplo, diferentes índices de participação no Enem. Como não se trata de uma avaliação obrigatória, algumas escolas com poucos participantes acabavam sendo comparadas a escolas com mais participantes, o que influenciava nos resultados.
Ao longo dos anos, no entanto, o Inep buscou qualificar a análise, incentivando comparações entre escolas inseridas em um mesmo contexto. Outros indicadores passaram a ser divulgados para apurar a análise do desempenho das escolas, como a permanência dos alunos durante todo ou parte do ensino médio e a formação dos professores. No ano passado, o próprio Inep propôs rankings alternativos.
Repercussões
As escolas particulares viram o fim da divulgação do Enem por escola como algo positivo. “A impossibilidade do ranking para nós é maravilhoso. Vão acabar com uma série de medidas que desvirtuam o resultado da avaliação do Enem”, afirmou a diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios.
Para o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Idilvan Alencar, a média do Enem por escola “não representa a qualidade da escola”. Ele avalia como positiva a avaliação pelo Saeb e pede que os resultados sejam divulgados de forma célere, para que os estados tenham tempo de realizar as devidas mudanças nas escolas. Os estados concentram a gestão da maior parte das escolas públicas de ensino médio.
A mudança trouxe também reações contrárias. “O que eu acho mais estranho é ter a informação do Enem e não divulgá-la”, diz o vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave) e ex-presidente do Inep, Reynaldo Fernandes. “Sonegar informações não pode ser visto como avanço. A interpretação desses dados é aberta. Ter a informação permite que as pessoas avaliem da melhor forma, conforme os melhores critérios”, defende.
O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad também criticou a medida. Haddad foi o responsável por reformar o Enem e permitir, desde 2009, a utilização do exame para a seleção de vagas do ensino superior. “A decisão do MEC de não divulgar os resultados do Enem por escola vai na contramão das políticas públicas de acesso à informação, além de desrespeitar a determinação do Plano Nacional de Educação (PNE) de incorporar o Exame Nacional do Ensino Médio, assegurada a sua universalização (tornando o exame obrigatório para concluintes), ao sistema de avaliação da educação básica", diz em nota divulgada no Facebook. (EBC).
Edição:Aécio Amado. 

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sábado, 11 de março de 2017

Doença emergente que afeta gatos pode atingir humanos

CIÊNCIA

Doença se chama esporotricose e é causada 

por um fungo que vive naturalmente no solo

Esporotricose, doença que atinge sobretudo gatos
Esporotricose: doença se concentra em animais da periferia e de comunidades carentes 
(Isabella Dib Gremião/Agência Fapesp)

A doença se chama esporotricose e é causada por um fungo que vive naturalmente no solo, o Sporothrix sp..
No Brasil, Sporothrix brasiliensis é o agente etiológico mais prevalente, embora S. schenckii também seja encontrado em menor proporção.
Por meio de unhadas (o termo técnico é “arranhadura”), os gatos infectados transmitem o fungo a outros felinos, a cães e também a seus donos.
As lesões em humanos e cães geralmente não são tão severas como nos felinos e raramente impõem risco à vida.
Mesmo em gatos, que são mais afetados, a doença tem cura, mas o tratamento é caro e demorado.
E a doença se concentra em animais da periferia e de comunidades carentes, o que dificulta o tratamento devido principalmente ao custo.
“No Brasil, a esporotricose humana não é uma doença de notificação compulsória e, por isso, a sua exata prevalência é desconhecida”, disse a veterinária Isabella Dib Gremião, do Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz).
“Desde julho de 2013, devido ao status hiperendêmico da esporotricose no Rio de Janeiro, a doença se tornou de notificação obrigatória no estado. Apenas no INI/Fiocruz, unidade de referência no Rio de Janeiro, mais de 5 mil casos humanos e 4.703 casos felinos foram diagnosticados até 2015”, disse a pesquisadora.
Apenas naquele ano, segundo dados da Vigilância Sanitária do município do Rio de Janeiro, foram 3.253 casos felinos. Já em 2016, verificou-se um aumento de 400% no número de animais diagnosticados. Ao todo, o órgão fez 13.536 atendimentos no ano passado – seja nos institutos públicos veterinários, em assistência domiciliar ou comunitária. Em pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro registrou no ano passado 580 casos.
Essas estatísticas se referem apenas aos casos notificados. Os pesquisadores apontam que o nível de subnotificação deve ser grande. Gremião é a primeira autora de um trabalho que acaba de ser publicado na revista PLOS Pathogens sobre a transmissão da esporotricose entre gatos e humanos.
O biólogo Anderson Rodrigues, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), outro dos autores do artigo, estuda a genômica das muitas espécies do gênero Sporothrix (são 51, sendo cinco de relevância médica) para comparar seus DNAs com o do S. brasiliensis, o agente causador da doença emergente no Brasil e de longe a espécie mais virulenta.
Em pesquisa em seu pós-doutorado com Bolsa da FAPESP, Rodrigues descreveu em 2016 uma nova espécie, Sporothrix chilensis, isolada a partir do diagnóstico de um caso humano em Viña del Mar, no Chile.
“A análise comparativa dos genomas de Sporothrix permitirá identificar grupos de genes especificamente ligados aos fatores de virulência e mecanismos de sobrevivência durante a infecção”, disse Rodrigues.
“Nossa expectativa é ampliar significativamente a compreensão da diversidade genética e resposta fisiológica em Sporothrix, um passo inicial para o desenvolvimento de métodos melhores para controle desses patógenos”, disse.

Transmissão e tratamento

Não se sabe como o Sporothrix brasiliensis começou a infectar os gatos. Até o aumento no número de casos no Rio de Janeiro, a esporotricose era considerada uma doença muito esporádica e ocupacional, lembra Rodrigues.
Ela é conhecida como a “doença dos jardineiros”, pelo fato de os primeiros casos diagnosticados nos Estados Unidos no fim do século 19 terem sido entre plantadores de rosas.
O fungo ocorre naturalmente no solo e sobre a superfície de plantas como a roseira. No caso norte-americano, os pacientes se infectaram ao se arranhar em seus espinhos.
O primeiro diagnóstico de esporotricose animal no Brasil é de 1907, entre ratos naturalmente infectados nos esgotos da cidade de São Paulo – os primeiros casos felinos ocorreram nos anos 1950.
“A doença tradicionalmente acometia uma a duas pessoas ao ano. Mas em 1998 o total de casos no Rio de Janeiro começou a crescer”, disse o professor Zoilo Pires de Camargo, chefe do Laboratório de Micologia Médica e Molecular da Unifesp e coordenador do Projeto Temático “Biologia Molecular e Proteômica de fungos de interesse médico: Paracoccidioides brasiliensis e Sporothrix schenckii”, conduzido de 2010 a 2016 com apoio da FAPESP, orientador de Rodrigues no seu pós-doutorado.
Do Rio de Janeiro, a doença se espalhou para outras cidades fluminenses, e de lá para outros estados. A recente emergência da esporotricose felina na região metropolitana de São Paulo chama a atenção dos pesquisadores da Unifesp e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), onde 1.093 casos foram confirmados nos últimos anos.
Já há casos de esporotricose em todo o Sudeste e o Sul do Brasil. Começam também a se manifestar na região Nordeste e no exterior. Em Buenos Aires, em 2015, foram relatados cinco casos humanos positivos.
Apesar de existir outras espécies de fungos do gênero Sporothrix espalhadas pelo mundo e que também provocam a doença, segundo os pesquisadores a epidemia brasileira é única, pelo agente etiológico a atacar felinos, por ter se tornado uma zoonose a partir do momento que os gatos passaram a transmitir o fungo aos humanos e pelo expressivo número de casos.
“Nos anais da medicina, o maior surto de esporotricose teria ocorrido nos anos 1940 entre mineiros na África do Sul.
A origem da infecção nos 3 mil casos relatados estava no madeiramento de sustentação das galerias das minas, onde havia colônias de Sporothrix. Uma vez identificados os focos, a madeira foi tratada e a epidemia acabou”, disse Camargo.
No Brasil, além da falta de capacidade de fazer diagnósticos em larga escala nas esferas municipal, estadual e nacional, falta acesso a remédios para tratar a doença.
O medicamento de referência é o antifúngico itraconazol, de preço elevado. A cada mês e ao longo de seis meses são necessárias no mínimo quatro caixas: duas para tratar o animal e outras duas para o tutor, caso este esteja doente.
Como todo proprietário de gatos sabe, por mais queridos que sejam seus bichanos eles arranham, principalmente em situação de estresse como na hora de dar remédio.
Enquanto não estiver livre do fungo, o gato pode continuar transmitindo o fungo. Após o primeiro ou o segundo mês de tratamento, geralmente as lesões desaparecem, mas o fungo, não. “A interrupção do tratamento antes de seis meses pode levar ao ressurgimento das lesões”, disse Camargo.
Não se conhece a razão pela qual os gatos são tão suscetíveis ao Sporothrix brasiliensis nem porque neles a doença é tão grave. Um gato com lesões pode ter o fungo em suas garras. Ao brigar com outro gato, um cão ou perseguir um rato, ele passa o fungo por meio de arranhaduras.
As arranhaduras nos gatos ocorrem geralmente na cabeça, local mais comum do aparecimento de lesões, mas não o único. O fungo presente nas lesões destrói progressivamente a epiderme, a derme, o colágeno, os músculos e até ossos. Além disso, o fungo pode acometer os órgãos internos, agravando o quadro clínico.
“Quando o animal chega a essas condições, é comum ele ser abandonado pelos donos. Vai para a rua e alimenta a cadeia de transmissão. Se o gato morre, ele é enterrado no quintal ou num lixão, que serão contaminados pelo fungo presente no cadáver”, disse Gremião.
Segundo a pesquisadora, além da capacidade de diagnosticar todos os casos e do acesso ao medicamento, o combate ao surto de esporotricose exige que os governos realizem campanhas educativas sobre a guarda responsável do animal.
Este conteúdo foi originalmente publicado no site da (Agência Fapesp).

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Consumidor pagou R$ 1,8 bi a mais de energia em 2016, diz Aneel

SEU DINHEIRO

Segundo a agência, "os consumidores não sofrerão prejuízo", 
já que valor será ressarcido por meio de descontos 
nos reajustes tarifários deste ano

Energia elétrica: conta de luz
Conta de luz: a previsão original era que Angra 3 iniciasse as operações no final de 2015, 
mas já há tempos havia sinais de que o cronograma não seria cumprido (./Divulgação)

São Paulo – Os brasileiros pagaram em 2016 por uma energia não entregue pela usina nuclear de Angra 3, cujas obras estão paralisadas e sem data para serem concluídas, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira.
A agência argumentou, no entanto, que “os consumidores não sofrerão nenhum prejuízo”, uma vez que o valor pago será ressarcido por meio de descontos nos reajustes tarifários deste ano, reajustados pela taxa de juros básica do país, a Selic.
As afirmações da Aneel vieram após reportagem da TV Globo nesta sexta-feira afirmar que cobranças referentes à energia de Angra 3 somaram 1,8 bilhão de reais nas contas de luz em 2016.
A Aneel disse que havia autorizado em 2015 que os encargos referentes a Angra 3 não fossem recolhidos, mas admitiu que ainda assim houve cobrança em 2016, sem dar detalhes das razões para a cobrança ter acontecido indevidamente.
“O valor estimado foi repassado aos processos tarifários das distribuidoras em 2016… Para 2017, a previsão do ERR (encargo) referente a Angra 3 foi retirada dos processos tarifários”, apontou a agência, que não comentou os valores citados pela TV Globo.
A Aneel não informou imediatamente para quem foram direcionados os recursos arrecadados para custear a energia de Angra 3 em 2016.
Contratada para aumentar a segurança do sistema elétrico, a usina nuclear de Angra 3 será remunerada por um encargo cobrado nas tarifas para custear a “energia de reserva”.
A previsão original era que Angra 3 iniciasse as operações no final de 2015, mas já há tempos havia sinais de que o cronograma não seria cumprido, em meio a problemas financeiros da Eletrobras, responsável pela usina, e investigações de corrupção no empreendimento.

Eletronuclear não recebeu

Apesar do reconhecimento da Aneel de que valor referente a Angra 3 foi considerado nas tarifas no ano passado, a estatal Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, responsável pela usina nuclear, disse que não recebeu receitas em 2016.
“Segundo o contrato… o montante só poderia ser repassado à Eletronuclear quando Angra 3 entrasse em operação comercial. A previsão é 2022”, disse a Eletronuclear em nota, após questionamento da Reuters.
(Com informações do Portal Exame).
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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...