Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho afirma que investigações podem atingir pessoas influentes e mudar apoios do partido
Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, Marinho analisou os desdobramentos da Operação Compliance Zero e sinalizou que o PL já adota cautela diante das investigações.
Caso Master e possíveis desdobramentos
Ao abordar o caso, o senador afirmou que os fatos investigados podem ter alcance mais amplo. "Me parece que é a ponta do iceberg, o início de um processo que vai atingir um grande grupo de pessoas influentes nas três esferas de poder", declarou. Ele também comparou o conteúdo das apurações a uma narrativa de ficção. Segundo Marinho, as descrições lembram um "enredo de filme de James Bond".
Diante desse cenário, o parlamentar confirmou mudanças estratégicas no campo político. "Nós não vamos apoiar o ex-governador Ibaneis [Rocha] ao Senado aqui no Distrito Federal. Nós temos duas candidaturas no PL, a deputada Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro", afirmou.
Estratégia eleitoral para 2026
Ao tratar das eleições de 2026, Marinho afirmou que o partido ainda não definiu o nome que ocupará a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a escolha será feita com base na capacidade de agregar apoio político. "O partido vai procurar quem mais agregue e que possa ajudar a chapa", explicou.
Ele destacou ainda que a estratégia é apresentar Flávio Bolsonaro como uma liderança mais moderada. De acordo com o senador, o objetivo é mostrar um político "moderado, afável, alguém da política, uma pessoa que transige e conversa", mantendo valores conservadores.
Relação com Michelle Bolsonaro
Questionado sobre eventuais divergências internas envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Marinho minimizou os conflitos e apontou para uma convergência futura. "São questões que a gente tem que entender, aguardar o momento adequado onde vai haver naturalmente essa confluência. Não tenho dúvida de que isso vai ocorrer no momento certo", concluiu.
Críticas à proposta de jornada de trabalho
Durante a entrevista, Marinho criticou a proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como escala 6x1. Para ele, a medida desconsidera diferenças entre setores econômicos. "O que o governo quer agora é tratar os desiguais de forma igual", disse, ao mencionar contrastes entre grandes indústrias e pequenos comércios.
O senador também ironizou o debate público sobre o tema. "Se você me perguntar se eu quero ganhar o mesmo e trabalhar menos, e se eu disser que sou contra, você manda me internar. Todo mundo quer. A pergunta está mal endereçada", afirmou. - 247.
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