quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Israel volta a bombardear campo de refugiados de Jabalia na Faixa de Gaza

Novo ataque acontece 24 horas após o primeiro bombardeio, que matou 50 pessoas e deixou outras 150 feridas. Estima-se que o campo abrigue 116 mil refugiados

Campo de refugiados de Jabalia (Foto: Reuters/Anas al-Shareef)


Israel voltou a bombardear nesta quarta-feira (1) o campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, informa a agência Al Jazeera. Nesta terça-feira (31), Israel já havia feito um ataque ao mesmo local. Segundo a agência de notícias, "o ataque aéreo israelense teve como alvo um bloco residencial na área de al-Falouja, em Jabalia. O bloco está densamente povoado. Os sobreviventes estão tentando ajudar as pessoas que estão sob os escombros das casas que foram danificadas ou destruídas. Bombas de vários tamanhos foram usadas, destruindo bairros inteiros". >>> Primeiros estrangeiros e palestinos feridos deixam Gaza rumo ao Egito. Brasileiros não são liberados

Ainda conforme os relatos, os bombardeios foram "intensos e indiscriminados". Estima-se que centenas de pessoas estão presas sob os escombros. A agência informa que Israel havia avisado aos palestinos por meio de panfletos para que deixassem o local. >>> Altman defende que Brasil siga exemplo da Bolívia e rompa relações diplomáticas com Israel

No ataque de terça-feira ao campo de refugiados de Jabalia, 50 pessoas foram mortas, segundo as autoridades palestinas, e ao menos 150 pessoas ficaram feridas. Israel confirmou que estava por trás do ataque, dizendo que tinha como alvo um comandante de alto escalão do Hamas cuja presença foi rejeitada pelo grupo. O atentado provocou indignação em todo o mundo árabe e foi condenado por organizações humanitárias. >>> Lula faz apelo direto a Israel: "Pelo amor de Deus, parem os ataques!"

O ataque de terça-feira ocorreu no sudeste do campo e o desta quarta-feira atingiu o noroeste. Jabalia é o maior dos oito campos de refugiados da Faixa de Gaza. Este campo cobre uma área de apenas 1,4 km². Segundo a ONU, existem cerca de 116 mil refugiados registados no campo. Há no local também três escolas geridas pela ONU, que foram convertidas em abrigos para centenas de famílias deslocadas. Segundo a ONU, o campo sofre de superlotação. - 247.


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Cuidado com a ´Trombose`: a doença é silenciosa e responsável por uma a cada quatro mortes no mundo

 

Estilo de vida sedentário, má alimentação e até o uso de concepcionais podem causar trombose

Uma doença silenciosa e com difícil diagnóstico clínico é a responsável por uma em cada quatro mortes no mundo: a trombose. De acordo com pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), cerca de 180 mil brasileiros são acometidos pela doença. A trombose ataca principalmente as veias das pernas (Trombose Venosa Profunda) e os pulmões (embolia pulmonar).

Essa doença, que atinge principalmente pessoas com mais de 40 anos, tem como característica a formação de um coágulo sanguíneo que causa a obstrução e inflamação na parede do vaso, impossibilitando o fornecimento de sangue para o corpo”, explica Nívea Malafaia, fisioterapeuta e coordenadora do colegiado de Fisioterapia da UNEX.

Ainda de acordo com o especialista, os principais sintomas são dor, calor, vermelhidão e rigidez da musculatura no local em que se formou o trombo.

Fisioterapia em pacientes com trombose

Os médicos separam os trombos de acordo com o tipo de vaso sanguíneo em que eles se desenvolvem. Se o trombo é formado em uma artéria, como o coração ou cérebro, é chamado de trombose arterial. Mas, se ele ocorrer em uma veia, é denominado de trombose venosa. “Quando esse tipo ocorre em veias profundas da perna, do braço, do abdômen e no cérebro, chamamos de Trombose Venosa Profunda (TVP)”, informa a especialista.

“A fisioterapia entra na prevenção da trombose, já que a mobilidade do paciente é o fator que podemos mudar durante a internação, assistência ambulatorial ou home care”, explica.

“É importante ressaltar que apenas 50% dos pacientes apresentam sintomas de trombose, antes que ela se torne um risco à vida”, salienta o especialista.A fisioterapia também é indicada para o paciente que está internado em tratamento médico, já que auxilia na redução do inchaço, reduz a dor e, principalmente, faz os exercícios de respiração. “Através dessas atividades trabalhamos a prevenção da síndrome do imobilismo, que representa um fator importante de comprometimento da qualidade de vida”, explica Malafaia.

Causas da doença

A coagulação do sangue pode ser causada por diversas reações químicas entre as plaquetas e proteínas, chamadas de fatores de coagulação. “Se a pessoa está saudável, o próprio corpo regula o processo de coagulação de acordo com suas necessidades”, explica Hayana Leal, enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da UNEX.

Porém, alguns casos aumentam as chances de trombose, como o ato de fumar, colesterol alto, obesidade, câncer, diabetes, estresse e sedentarismo. “Aliar um estilo de vida saudável e uma alimentação equilibrada, além de ter os exames em dia, facilitam para que a saúde permaneça forte”, finaliza Hayana.(ftc.edu.br)


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ORIENTE MÉDIO - Carroça, ambulância e crianças: imagens mostram momento em que estrangeiros deixam Gaza pela 1ª vez

 

Catar mediou um acordo entre autoridades egípcias, israelenses e extremistas do Hamas, em coordenação com os EUA


                            Por Agência O Globo
Pessoas atravessam um portão para entrar na passagem de fronteira de Rafah para o Egito, no sul da Faixa de Gaza Foto: - Foto: Mohammed Abed/AFP

Um grupo com dezenas de estrangeiros deixou a Faixa de Gaza e atravessou para o Egito nesta quarta-feira (1°). Os civis seguiram o caminho por meio da passagem de Rafah, que foi aberta ao trânsito de pessoas pela primeira vez desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas. A informação foi confirmada por repórteres da AFP no local, que também registraram o momento.

As autoridades egípcias confirmaram que ambulâncias com pessoas feridas cruzaram a fronteira. Após terem anunciado a abertura excepcional da passagem para evacuar cerca de 90 feridos e 450 estrangeiros, um primeiro grupo atravessou o posto, que já havia sido utilizado para o envio de ajuda humanitária.

O embaixador Alessandro Candeas, chefe do Escritório de Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia, havia confirmado que um grupo de estrangeiros seria autorizado a deixar a Faixa de Gaza e cruzar a fronteira para o Egito pela primeira vez nesta quarta-feira. A lista, no entanto, não inclui brasileiros, que aguardam desde o início da guerra pela passagem para o território egípcio antes de serem resgatadas pelo governo federal.

Uma mulher ajuda uma criança a beber água de uma garrafa enquanto espera ao lado das ambulâncias do Ministério da Saúde palestino (Foto: Mohammed Abed/AFP)

Segundo Candeas, desta vez, cidadãos australianos, austríacos, búlgaros, finlandeses, indonésios, jordanianos, japoneses e tchecos poderão passar pelo controle de Rafah, além de pessoas ligadas à Cruz Vermelha e outras ONGs.

"Ainda não há brasileiros na lista divulgada hoje. Pela primeira vez estrangeiros são autorizados a sair da Faixa de Gaza. Acredito que em breve novas listas serão publicadas, e espero que nossos brasileiros estejam nelas", disse o embaixador.

Mais cedo, o jornal "The Guardian" havia noticiado que a travessia de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, seria aberta nesta quarta-feira para a fuga de pessoas do território em conflito. O diário relata que o Catar mediou um acordo entre Egito, Hamas e Israel, em coordenação com os EUA. Serão beneficiados pelo acordo, segundo o site, cidadãos com passaportes estrangeiros e também civis gravemente feridos.

A emissora australiana ABC News informou que funcionários consulares australianos enviaram e-mails aos cidadãos em Gaza, aconselhando-os a viajar para Rafah em meio a relatos de que a travessia poderia ser aberta em breve, para permitir a entrada de estrangeiros no Egito.

Nesta quarta-feira, as conexões de internet e telefone foram cortadas, na Faixa de Gaza, segundo divulgou a Paltel, operadora de telecomunicações palestina.

“Ao nosso bom povo do querido país, lamentamos anunciar a interrupção total das comunicações e dos serviços de internet em Gaza”, afirmou a empresa de telecomunicações na rede social X (antigo Twitter).

A rede de internet e telefonia naquele território palestino devastado pela guerra entre o movimento islâmico Hamas e Israel ficou cortada na semana passada, mas foi restabelecida no fim de semana.

O governo local do Hamas acusou, então, Israel de causar o corte para "perpetrar massacres" na Faixa de Gaza.

O provedor de telecomunicações palestino Jawwal atribuiu a queda nas telecomunicações ao "intenso bombardeio" de Israel no território.

Gaza é palco de bombardeios e combates terrestres entre tropas israelenses e militantes do movimento palestino, que lançou um ataque contra o Estado judeu em 7 de outubro, deixando mais de 1.400 mortos, segundo as autoridades israelenses.

O governo do Hamas em Gaza afirma que mais de 8.500 pessoas, a maioria civis, morreram no território devido aos bombardeios retaliatórios israelenses. 


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Ministério Público Federal descobre segundo sistema de espionagem ilegal da Abin

De acordo com o MPF-MG, a ferramenta de invasão, que opera por meio de um malware, permite acesso completo ao conteúdo dos computadores das vítimas

(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)


O Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais está conduzindo uma investigação sobre a suspeita de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) utilizou ilegalmente um segundo sistema de espionagem para invasões em massa de computadores. A decisão de incluir esse sistema nas investigações em curso foi tomada pelo procurador Carlos Bruno Ferreira da Silva. 

De acordo com o despacho do procurador, a investigação do possível uso ilegal desse sistema é considerada um "tema conexo" à apuração original, que estava relacionada ao sistema FirstMile, usado pela Abin para rastrear pessoas com base na geolocalização de celulares, sem autorização judicial. >>> Moraes exige lista de órgãos que utilizaram software espião 'First Mile'

A suspeita de existência desse segundo sistema ilegal de invasão em massa de computadores está sendo apurada pela Polícia Federal e foi divulgada pelo apresentador da Globonews, Cesar Tralli. A ferramenta de invasão, que opera por meio de um malware, permite acesso completo ao conteúdo dos computadores das vítimas, de acordo com fontes ligadas ao caso. >>> Abin já identificou metade dos 1,8 mil alvos de espionagem ilegal sob o governo Bolsonaro 

A espionagem clandestina pode ocorrer de diversas maneiras, como o envio de um e-mail malicioso, uma mensagem de texto, o uso do WhatsApp em computadores ou até mesmo por acesso físico, como a inserção de um pendrive na máquina. O mais preocupante é que a vítima infectada não tem conhecimento da invasão, enquanto os espiões conseguem acessar imediatamente todo o conteúdo do computador. >>> PF investigará uso de software israelense pelo Exército durante governo Bolsonaro. - (247).


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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A PREFEITURA DE PETROLINA ABRE CONCURSO PÚBLICO PARA AGENTE DE TRÂNSITO E TRANSPORTE COM 30 VAGAS.

 

A faixa salarial é de aproximadamente R$ 5 mil, tendo como atribuição, a fiscalização, orientação e controle do trânsito. Inscrições seguem até o dia 1° de dezembro.

Foto: Deivid Menezes/PMP/Agentes de Trânsito de Petrolina

A prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, divulgou na quarta-feira (25) o edital de inscrição para o concurso público da Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA). Ao todo, estão sendo ofertadas 30 vagas para o cargo de Agente de Trânsito e Transporte, sendo metade para convocação imediata e o restante para cadastro de reserva.

As inscrições seguem até o dia 1° de dezembro e podem ser feitas no site da banca organizadora (clique aqui). A faixa salarial é de aproximadamente R$ 5 mil, tendo como atribuição, a fiscalização, orientação e controle do trânsito. As informações sobre o concurso podem ser acessadas no Diário Oficial.

As fases do certame são divididas entre prova objetiva, redação e teste de aptidão física, além dos procedimentos de heteroidentificação e biopsicossocial, exames psicológico e psicotécnico, avaliação de saúde, exame de toxicológica, investigação social e curso de formação.

A data da prova objetiva está prevista para ser realizada no dia 21 de janeiro de 2024. Outras informações podem ser conferidas no edital do concurso.

Assessoria de Comunicação


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domingo, 29 de outubro de 2023

GUERRA ISRAEL-HAMAS - Israel expande ofensiva terrestre em Gaza; Netanyahu diz que será guerra 'longa e difícil'

Madrugada de sexta para sábado foi marcada pelo maior bombardeio desde o início do conflito, e combates são reportados ao redor do território


                                    Por Agência O Globo
Conflito entre Israel e Movimento Islâmico Hamas na Faixa de Gaza - Foto: Jack Guez/AFP

guerra entre Israel e Hamas entrou na terceira semana neste sábado, com os militares israelenses realizando a maior série de bombardeios desde o início do conflito, e com forças terrestres avançando ainda mais pelo Norte da Faixa de Gaza. Em uma entrevista coletiva marcada pelo tom nacionalista, o premier Benjamin Netanyahu alertou que a guerra será "longa e difícil", e que usará "todos os recursos disponíveis" para libertar os mais de 200 reféns em poder do Hamas e grupos que atuam em Gaza.

Desde a noite de sexta-feira, quando todas as comunicações foram cortadas dentro de Gaza (com a exceção de alguns telefones por satélite e com chips de outros países), o território sofreu o maior ataque aéreo desde o começo da guerra, com as ações concentradas no Norte do território — segundo as Forças de Defesa de Israel, foram atingidos 150 alvos na região, incluindo postos de comando do Hamas e a rede de túneis construída pelo grupo ao longo dos últimos anos. Cem aeronaves foram utilizadas nos bombardeios.

Os militares afirmam que entre os mortos nos bombardeios estava Asem Abu Rakaba. Ele foi apontado como o chefe por operações aéreas do Hamas, incluindo ações com drones e de defesa aérea. Segundo Israel, Abu Rakaba planejou o uso de parapentes e drones durante os ataques de 7 de outubro. Não há confirmação por parte do Hamas.

— Essa noite, o chão de Gaza tremeu — disse, em mensagem de vídeo, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant. — Atacamos por cima do chão e debaixo da terra. Atacamos terroristas em todos os níveis, em todos os lugares. As instruções para nossas forças são claras: a operação vai continuar até que uma nova ordem seja dada.

Por terra, os israelenses confirmaram que a operação iniciada na sexta-feira foi mais ampla do que as incursões de quarta e quinta-feira, mas ainda não há sinais de que as tropas tenham assumido o controle de partes do território de Gaza. Segundo um porta-voz das Forças Armadas, a ofensiva usou "infantaria, unidades de engenharia e artilharia" contra posições do Hamas e de grupos locais.

— As forças estão no terreno e continuam a lutar — declarou Daniel Hagari à CNN. Ele não deu detalhes sobre uma operação ainda mais ampla, que vem sendo ventilada por lideranças israelenses desde o começo da semana.

Na primeira entrevista coletiva concedida desde o início do conflito, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a guerra está entrando em uma segunda etapa, e alertou que esse conflito será "longo e difícil" — em entrevistas passadas, alguns integrantes do governo chegaram a estimar que as hostilidades durariam mais de um ano, mas o premier não quis estabelecer prazos, apenas declarou que o país "está pronto".

— Esta é a segunda fase da guerra, cujos objetivos são claros: destruir as capacidades militares e de governo do Hamas, e trazer os reféns de volta para casa — disse o premier. — Nós declaramos "jamais novamente", e reiteramos: "jamais novamente, agora". Meu coração doeu quando me encontrei com as famílias dos reféns. Garanti a eles que vamos explorar todos os caminhos para trazer seus entes queridos para casa. Os sequestros são um crime contra a humanidade.

Ao ser questionado sobre uma proposta do Hamas para trocar os reféns por prisioneiros palestinos, Netanyahu preferiu não responder, dizendo que não pode dar detalhes sobre esse tipo de conversa. No sábado, o ex-chefe do Mossad, Yossi Cohen, declarou ao Canal 11 que "está trabalhando profundamente no Oriente Médio para achar uma solução que atenda a aspectos estratégicos, incluindo a questão dos reféns", e afirmou que "o quadro está chegando perto de um entendimento".

Netanyahu também fez críticas aos que acusam Israel de cometer crimes de guerra na ofensiva em Gaza. Neste sábado, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse em um protesto pró-Palestina que "vai apresentar Israel ao mundo como um [país] criminoso de guerra". Em resposta, Israel retirou seus diplomatas da Turquia.

— Aqueles que acusam as Forças de Defesa de Israel de crimes de guerra são hipócritas. Eu peço aos civis de Gaza para que sigam rumo ao Sul da Faixa de Gaza. O inimigo, de forma cínica, usa hospitais como abrigos. Israel está lutando uma batalha pela humanidade contra bárbaros — disse Netanyahu. — Essa é nossa segunda guerra de independência. Essa é a missão de minha vida.

Noite 'mais difícil' da guerra
Em Gaza, que desde sexta-feira está praticamente sem acesso a comunicação com o mundo exterior, os poucos relatos que surgem mostram a escala da violência dos bombardeios israelenses. Hani Mahmoud, correspondente da rede Al Jazeera, disse que essa foi a noite "mais difícil e sangrenta desde o início do conflito". Mahmoud, que está em Khan Younis, disse que muitas bombas caíram nos arredores do hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza — o governo israelense vem acusando o Hamas de usar o local como uma base de operações, algo que o grupo terrorista nega.

— Estamos ouvindo relatos de que centenas de pessoas foram mortas nessas áreas, e os serviços de emergência não estão conseguindo chegar até eles a tempo — disse Mahmoud em uma participação ao vivo, direto de Khan Younis. Ao fundo, era possível ouvir o som dos drones israelenses.

Philippe Lazzarini, chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA, em inglês), disse que não recebeu notícias de vários de seus colaboradores desde o corte nas comunicações em Gaza. Na sexta-feira, ele alertou que muitos civis em Gaza morrerão não só por causa da guerra, mas também pela falta de alimentos, água, remédios e doenças causadas pelas condições insalubres.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, 7,7 mil pessoas morreram no território desde o início dos bombardeios, e quase 20 mil ficaram feridas. Os ataques do Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro, deixaram 1,4 mil mortos e 5,4 mil feridos. Segundo estimativas, 226 pessoas estão sendo mantidas reféns em Gaza, sendo que não há informações sobre 100 delas — um representante do braço militar do Hamas afirma que 50 reféns morreram por causa dos bombardeios, mas a informação não pode ser confirmada de maneira independente.

Neste sábado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse ter ficado "surpreso" com a expansão da ofensiva israelense, e apontou que isso afeta diretamente o envio de ajuda humanitária às mais de 2 milhões de pessoas que estão em Gaza.

"Fui encorajado, nos últimos dias, pelo que parecia ser um consenso crescente na comunidade internacional, incluindo entre os países que apoiam Israel, sobre a necessidade de uma pausa humanitária nos combates para facilitar a libertação de reféns em Gaza, a retirada de cidadãos de outros países e o incremento da entrega de ajuda à população em Gaza", disse Guterres, em comunicado. "Infelizmente, ao invés de uma pausa, fui surpreendido pela escalada sem precedentes dos bombardeios e seus impactos devastadores, minando os referidos objetivos humanitários."

Na sexta-feira, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução, apresentada pela Jordânia, que pedia uma "trégua humanitária imediata, durável e sustentável" em Gaza. O texto recebeu o apoio de 120 países, incluindo o Brasil, e foi rejeitado por 14, incluindo Israel e os EUA. Logo depois da aprovação, a embaixadora americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que a ausência de uma menção ao Hamas no texto era "ultrajante". O chanceler israelense, Eli Cohen, chamou o texto de "desprezível", e reiterou as críticas feitas por seu governo ao papel da ONU na guerra. Apesar da aprovação, a resolução não é vinculante.


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Emirados Árabes pedem reunião de emergência do Conselho de Segurança após avanço do genocídio em Gaza

Sábado foi marcado por novas agressões israelenses contra o povo palestino

Bombardeio das Forças de Defesa de Israel em Gaza (Foto: Reprodução)

Os Emirados Árabes Unidos pediram neste sábado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que se reunisse "o mais rápido possível", após a expansão das operações terrestres de Israel em Gaza e a desconexão das redes de telecomunicações, disseram diplomatas.

O conselho de 15 membros poderia se reunir já no domingo, disseram diplomatas, e os Emirados Árabes Unidos pediram que o chefe de ajuda da ONU, Martin Griffiths, e Philippe Lazzarini, chefe da agência da ONU que fornece ajuda aos palestinos (UNRWA), informassem sobre a situação - (Reuters).


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ACIDENTE Avião de Rey Vaqueiro cai em pista particular e pega fogo no Rio Grande do Norte

  Não houve feridos com quadro grave; cantor cancelou dois shows que faria em Pernambuco                                   Por Agência O Gl...