sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Congresso aprova liberação de R$ 9,3 bilhões para o Auxílio Brasil

 

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Najara Araujo/Câmara dos Deputados)


Senadores aprovaram, na tarde desta quinta-feira (11/11), em votação simbólica, em sessão do Congresso Nacional, o Projeto de Lei do Congresso (PLN) 26/21, que abre crédito especial de R$ 9,3 bilhões do Orçamento de Seguridade Social em favor do Ministério da Cidadania. O dinheiro será usado para pagar o Auxílio Brasil, programa social que substituirá Bolsa Família, neste ano.

O PLN já havia sido aprovado anteriormente pelo plenário da Câmara dos Deputados. Ainda nesta tarde, os parlamentares também aprovaram o PLN 23/21, que inclui o Auxílio Brasil no Plano Plurianual (PPA), com previsão de gasto de R$ 76,4 bilhões até 2023. Entretanto, este PLN não excluirá do PPA o Bolsa Família, que será revogado somente após a tramitação da Medida Provisória (MP) n° 1.061/21, que institui o novo programa social.

O deputado Danilo Forte (PSDB-CE), relator do PLN 26/21, destacou que, por meio do projeto, espera-se que as famílias em condição de pobreza ou de extrema pobreza, registradas no Cadastro Único (CadÚnico) passem a receber um benefício mensal mínimo de R$ 400. (Metrópoles).

Leia a íntegra no Metrópoles.


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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Unidades de saúde abrem vagas no Agreste e Sertão do Estado

                    Por: SES - Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco
  Foto/ilustrativa

Unidades de saúde de quatro municípios pernambucanos estão com vagas abertas para profissionais de saúde e de áreas administrativas. Ao todo, são 35 vagas disponíveis em cinco serviços vinculados à Fundação Professor Martiniano Fernandes (FPMF), que engloba os municípios de Caruaru e Garanhuns, no Agreste; além de Salgueiro e Petrolina, no Sertão. 

As vagas são para profissionais de medicina, enfermagem, fonoaudiologia e terapia ocupacional e contam com diversas cargas horárias e especializações. Ainda existem vagas para assistentes administrativos em duas unidades. Confira no quadro abaixo. 

Os interessados em participar do processo podem inscrever seu currículo no site da Fundação Professor Martiniano Fernandes, na aba Trabalhe Conosco: www.fpmf.org.br/trabalheconosco.



UPAE /Petrolina


HDM/Imip, em Petrolina 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

TCU determina que procuradores da Lava Jato devolvam recursos de diárias e Dallagnol pode ficar inelegível: 'patrimonialismo'

 

Ministro do TCU Bruno Dantas e Deltan Dallagnol (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil)


O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que procuradores da antiga Operação Lava Jato devolvam o dinheiro de diárias e viagens recebidos por eles durante os trabalhos da força-tarefa. Deltan Dallagnol será citado para devolver solidariamente recursos aos cofres públicos por ter supostamente idealizado o modelo de trabalho dos promotores. Outros cinco procuradores terão que devolver recursos - Antonio Carlos Welter, Carlos Fernando dos Santos Lima (R$ 361 mil em diárias e R$ 88 mil em passagens), Diogo Castor de Mattos (R$ 387 mil em diárias), Januário Paludo (R$ 391 mil em diárias e R$ 87 mil em passagens) e Orlando Martello Junior (R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens). A informação foi publicada nesta quarta-feira (10) pela coluna de Mônica Bergamo

A decisão pode deixar Dallagnol inelegível. O procurador estaria com a pretensão de disputar algum cargo nas eleições de 2022. 

De acordo com o ministro do TCU Bruno Dantas, relator da tomada de contas especial, os procuradores descobriram "uma possibilidade de aumentar seus ganhos privados e favorecer agentes amigos, no âmbito da atividade funcional de combate à corrupção, admitindo-se como práticas naturais o patrimonialismo, a personalização e a pessoalidade das relações administrativas".

"Sob a ótica da economicidade, afigura-se claramente antieconômica e condenável a escolha por um modelo de gestão que, não obstante interessante para os agentes envolvidos [os procuradores da Lava Jato que recebiam as diárias], caracterizava-se por ser mais onerosa ao erário", afirmou.

O ministro destacou que houve prejuízo ao erário público e violação ao princípio da impessoalidade, com a adoção de um modelo "benéfico e rentável" aos integrantes da força-tarefa. O ministro também disse que o modelo de funcionamento da força-tarefa, com o deslocamento constante de procuradores para Curitiba, "não representou o menor custo possível para a sociedade brasileira". 

"Ao contrário, garantia aos procuradores participantes o auferimento de vultosas somas a título de diárias, sem que tenham sido minimamente analisadas alternativas mais interessantes sob a perspectiva do Estado", disse. "O modelo ora impugnado envolveu a escolha de procuradores e o pagamento reiterado e ilimitado de diárias e passagens àqueles que, porventura, não residiam em Curitiba. Esse modelo viabilizou uma indústria de pagamento de diárias e passagens a certos procuradores escolhidos a dedo, o que é absolutamente incompatível com as regras que disciplinam o serviço público brasileiro", escreveu ele na decisão.

A coluna também informou que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, chefe do Ministério Público Federal na época da Lava Jato, também será citado para devolver dinheiro solidariamente.

Segundo Dantas, "o modelo de gestão escolhido deliberadamente pela alta administração da Procuradoria-Geral da República [comandada por Rodrigo Janot] adotou como regra a ser executada ao longo dos anos uma prática concebida para ser excepcional e limitada no tempo e no espaço exatamente porque é muito onerosa aos cofres públicos". 247.


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Lula tem 48% dos votos (56% dos válidos) e vence no primeiro turno, aponta pesquisa Genial Quaest

 

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva possui 48% das intenções de voto para a Presidência da República em 2022 contra 21% de Jair Bolsonaro, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) pela CNN Brasil. Se a eleição fosse hoje, Lula quase certamente venceria a eleição em primeiro turno - ele tem 56% dos votos válidos.

Ainda conforme o levantamento, em seguida aparece o ex-ministro Sergio Moro – condenado por parcialidade nos processos contra Lula, com 8%; Ciro Gomes (PDT), com 6%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2%; e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), 1%. Felipe d’Avila (Novo) não pontuou. Os votos brancos, nulos e indecisos totalizaram 14%.

Em um segundo cenário, com o governador gaúcho Eduardo Leite, Lula também lidera com 47%, seguido por Bolsonaro (21%). Em seguida,estão Sergio Moro (8%); Ciro Gomes (7%); Rodrigo Pacheco (1%) e Eduardo Leite (1%). Felipe d’Avila não pontuou. Os votos brancos, nulos e indecisos também somaram 14% do eleitorado. 

Lula lidera as intenções de voto contra Bolsonaro em todas as regiões do país com uma distância de  47% no Nordeste e 8% no Centro-Oeste, região que registra a menor diferença. 

No levantamento espontâneo, 49% dos entrevistados afirmam estarem indecisos. O ex-presidente Lula registra  29% das intenções de voto, 7 pontos percentuais a mais do que o apontado no levantamento anterior, realizado em outubro. Jair Bolsonaro caiu um ponto e aparece com 16%. 

Lula também venceria todos os demais postulantes em um eventual segundo turno venceria em todas. No primeiro cenário, com 57% das intenções de voto, contra 27% de Bolsonaro. Caso disputasse com Moro, Lula teria 57% das intenções de voto, contra 22% do ex-juiz.

A pesquisa ouviu 2.063 entrevistados entre os dias 3 e 6 de novembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Brasil247.



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Avaliação negativa do governo Bolsonaro bate recorde em pesquisa Quaest: 56%

 

(Foto: Paulo Pinto - Agência PT)

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que a desaprovação do governo Jair Bolsonaro chega a 56%, um aumento de três pontos percentuais na comparação com o mês de outubro. A aprovação cai ponto percentual e fica em 19% em novembro. Os que avaliam a gestão como regular somam 22%, queda de dois pontos percentuais. Ao todo, 3% não sabem ou não respondem, alta de 1 ponto percentual. 

Bolsonaro tem maior reprovação entre as pessoas que ganham até dois salários mínimos (60%). Nesta faixa de renda, somente 15% aprovam a gestão, 22% a consideram regular e 4% sabem ou não respondem.

Entre as pessoas com renda de dois a cinco salários mínimos, 55% desaprovam a administração, 18% aprovam, 23% consideram regular e 4% não sabem responder. 

De acordo com a pesquisa, 51% dos eleitores com renda superior a cinco salários mínimos não aprovam o governo, 26% aprovam, 21% acham regular e os eleitores que não sabem ou não respondem somam 1%.

Região 

Bolsonaro tem maior índice de reprovação na Região Nordeste (60%), onde apenas 16% aprovam a gestão e 21% avaliam como regular. Ao todo 3% não sabem ou não respondem.

A segunda maior taxa de reprovação está na Região Norte (59%), onde 18% aprovam a administração, 20% avaliam como regular e 3% não sabem ou não respondem.

No Sudeste, a reprovação atinge 54%. Na região, 20% apoiam o governo, 22% acham regular e 4% não sabem ou não respondem. 

O Sul tem a mesma taxa da reprovação do Sudeste. Entre os três estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), 19% aprovam, 24% avaliam como regular e 4% não sabem ou não respondem.

No Centro-Oeste, Bolsonaro também alcança uma reprovação de 54%. Na região, 20% apoiam a administração dele, 22% consideram regular e 3% não sabem ou não respondem.

Sexo

Bolsonaro tem maior desaprovação entre as mulheres (59%). Apenas 16% delas aprovam a gestão, 21% acham regular e 4% não sabem ou não respondem. 

Entre os homens, 52% desaprovam, 21% aprovam, 24% acham regular e 3% não sabem ou não respondem. Basil247.

pesquisa-bolsonaro


renda


regiao

 

sexo




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Agência Brasil explica: como vai funcionar o Auxílio Brasil

Benefício médio será de R$ 217,18 em novembro


Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com benefício médio de R$ 217,18 em novembro, o Auxílio Brasil, novo programa social criado pelo governo, começará a ser pago no próximo dia 17. Para valer definitivamente, a medida provisória (MP) do programa precisa ser aprovada pelo Congresso, até 7 de dezembro, 120 dias após a edição do dispositivo.

Com 17 milhões de famílias incorporadas, o Auxílio Brasil terá cerca de 2,5 milhões de famílias a mais que os 14,6 milhões atendidas pelo Bolsa Família. O novo programa social terá três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário arranje um emprego ou tenha um filho que se destaque em competições esportivas ou em competições científicas e acadêmicas.

O pagamento do valor mínimo de R$ 400 até dezembro de 2022, prometido pelo presidente Jair Bolsonaro, depende da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite o parcelamento de precatórios por até dez anos e muda o cálculo do teto de gastos. Caso aprovada, a proposta abre um espaço de R$ 91,5 bilhões no teto para 2022, dos quais cerca de R$ 50 bilhões serão usados para bancar a elevação do benefício para R$ 400.

As condições do programa foram regulamentadas por um decreto editado na última segunda-feira (8). Os valores dos benefícios e das linhas de pobreza e de extrema pobreza foram definidos por outro decreto, publicado na última sexta-feira (5).

As famílias com renda per capita de até R$ 100 passaram a ser consideradas em situação de extrema pobreza; aquelas com renda per capita de até R$ 200 passam a ser consideradas em condição de pobreza. No Bolsa Família, os valores eram, respectivamente, de R$ 89 e de R$ 178 por pessoa. O valor médio do Bolsa Família, em média R$ 189, passou para R$ 217,18, com alta de 17,84%.

Confira as principais dúvidas sobre o Auxílio Brasil:

Quando o Auxílio Brasil começa a ser pago?

O pagamento do novo benefício começa em 17 de novembro. O programa seguirá o calendário do Bolsa Família, que paga nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS), começando com beneficiários de final 1 e terminando com os de final 0.

O programa será definitivo?

A efetivação do Auxílio Brasil em caráter definitivo depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória (MP) 1.061/2021, que instituiu o programa social. Com força de lei, a MP precisa ser aprovada na Câmara e no Senado em até 120 dias.

O que aconteceu com o Bolsa Família e o auxílio emergencial?

A MP 1.061/2021 determinou que, 90 dias após sua publicação, o Bolsa Família seria extinto para dar lugar ao Auxílio Brasil. Caso a medida provisória não seja aprovada a tempo, caberá ao Congresso editar uma resolução definindo os efeitos da extinção da MP, com chances de reinstituir o Bolsa Família.

Quanto ao auxílio emergencial, o programa chegou ao fim em outubro e não foi prorrogado. Apenas os cerca de 10 milhões de beneficiários do Bolsa Família que recebiam o auxílio foram migrados para o Auxílio Brasil. Cerca de 23 milhões de trabalhadores informais e de 5,3 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) deixaram de receber qualquer benefício neste mês.

Quem pode receber o Auxílio Brasil?

Famílias em extrema pobreza, com renda mensal de até R$ 100 por pessoa, e em situação de pobreza, com renda entre R$ 100,01 e R$ 200 por pessoa. Para os beneficiários da segunda categoria, somente receberão o Auxílio Brasil as famílias com gestantes ou filhos com até 21 anos incompletos.

Todas as famílias que recebiam o Bolsa Família foram automaticamente migradas para o Auxílio Brasil, com a inclusão de 2,5 milhões de beneficiários que estavam na fila do Bolsa Família, totalizando 17 milhões de famílias, segundo o Ministério da Cidadania.

Quais as modalidades de benefícios?

O Auxílio Brasil está dividido em dois núcleos: um básico, com três benefícios, e um suplementar, com seis.

No núcleo básico, os benefícios são os seguintes:

Benefício Primeira Infância: para famílias com crianças de até 3 anos incompletos. O benefício será de R$ 130 por criança nessa faixa etária, limitado a cinco benefícios por família.

Benefício Composição Familiar: para famílias com gestantes, ou pessoas de 3 a 17 anos de idade, ou de 18 a 21 anos matriculados na educação básica. O valor do benefício será R$ 65 por pessoa, também limitado a cinco benefícios por família.

Benefício de Superação da Extrema Pobreza: será pago se, mesmo após a soma dos demais benefícios do núcleo básico, a renda mensal per capita da família continuar abaixo da linha de extrema pobreza (R$ 100).

Algumas famílias que cumprirem determinadas condições poderão receber seis benefícios como acréscimo ao benefício básico:

Auxílio Esporte Escolar: destinado a estudantes de 12 a 17 anos incompletos que se destaquem nos Jogos Escolares Brasileiros e sejam membros de famílias que recebam o Auxílio Brasil. O auxílio terá 12 parcelas mensais de R$ 100 para o estudante. A família receberá uma parcela única de R$ 1 mil.

Bolsa de Iniciação Científica Junior: pago a estudantes com bom desempenho em competições acadêmicas e científicas de famílias beneficiárias do Auxílio Brasil. Os valores são os mesmos do Auxílio Esporte Escolar.

Auxílio Criança Cidadã: pago ao responsável por família com filho de até quatro anos incompletos que consiga fonte de renda, mas não encontre vaga em creches públicas ou privadas da rede conveniada. O valor será pago até a criança completar 48 meses de vida.

Segundo o decreto que regulamenta o Auxílio Brasil, as famílias com matriculadas em turno parcial receberão R$ 200, e as famílias com filhos em turno integral receberão R$ 300.

Auxílio Inclusão Produtiva Rural: será concedido às famílias beneficiárias do Programa Auxílio Brasil que possuam em sua composição agricultores familiares. Segundo o decreto, o benefício será pago em parcelas mensais de R$ 200. Não é permitido o pagamento de mais de um auxílio por pessoa e por família.

Auxílio Inclusão Produtiva Urbana: beneficiários do Auxilio Brasil que comprovarem vínculo de emprego com carteira assinada receberão R$ 200 por mês. O recebimento é limitado a um auxílio por família ou por pessoa.

Benefício Compensatório de Transição: destinado a famílias que recebiam o Bolsa Família e tiveram perdas na migração para o Auxílio Brasil. Esse benefício será concedido durante a implementação do novo programa e será mantido até que o valor recebido pela família supere o do Bolsa Família ou até que a família deixe de se enquadrar nos critérios de elegibilidade.

Como se cadastrar?

O Auxílio Brasil usará os cadastros do Bolsa Família e do Cadastro Único. No caso do Bolsa Família, todos os beneficiários em outubro de 2021 foram automaticamente incluídos no Auxílio Brasil, sem necessidade de recadastramento.

Quem ainda não está no CadÚnico precisa fazer a inscrição no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo, comprovando a situação de pobreza ou de extrema pobreza. Ainda não está claro se quem já está registrado no CadÚnico e não se enquadra nos critérios do Bolsa Família entrará na fila para o Auxílio Brasil ou se receberá automaticamente o benefício.

Quais obrigações o beneficiário do Auxílio Brasil precisa cumprir?

A permanência no programa dependerá de frequência escolar mensal mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos de idade, e de 75% para famílias com estudantes de 6 a 21 anos. As famílias também deverão cumprir o calendário nacional de vacinação, fazer o acompanhamento do estado nutricional de crianças com até 7 anos incompletos, e do pré-natal para as gestantes.

Aumento de renda leva à perda do benefício?

Os beneficiários que conseguirem emprego e tiverem aumento da renda familiar mensal por pessoa em valor que ultrapasse até duas vezes e meia a linha de pobreza (R$ 200 por pessoa), chegando a R$ 500 por pessoa, poderão permanecer no programa por mais 24 meses, antes de serem excluídos.

Caso o beneficiário perca o emprego e a renda adicional, a família retornará ao Auxílio Brasil com prioridade, sem enfrentar fila, bastando atender aos requisitos para fazer parte do programa.

O decreto publicado no último dia 5 definiu que não serão considerados no cálculo da renda familiar mensal para fins de enquadramento o pagamento de cada auxílio, benefício financeiro ou bolsa concedidos pelo governo. (Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Graça Adjuto



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terça-feira, 9 de novembro de 2021

ALEXANDRE RETAMAL 'A perseguição ideológica é deles', diz servidor do Inep sobre debandada

 Está muito difícil trabalhar, o governo não deixa.

                              Por: Estado de Minas

crédito: Agência Brasil

A saída em massa de servidores no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) pode inspirar debandadas em outros órgãos da administração pública. A conclusão é do presidente da Associação dos Servidores do Instituto (Assinep), Alexandre Retamal, que contabiliza a entrega de 37 dos 110 cargos comissionados do órgão até esta terça-feira (9), a 13 dias da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“A insatisfação entre os servidores é geral. Muitos órgãos estão nos parabenizando pela coragem de denunciar e podem se sentir motivados a seguir o mesmo caminho”, afirma o dirigente.

Retamal, contudo, rebate as acusações do governo de que o movimento tem cunho ideológico. Entre os servidores, a percepção é de que a gestão Bolsonaro atua para desmontar os órgãos responsáveis pela produção de dados de avaliação e monitoramento de políticas públicas, numa tentativa de esconder aspectos inconvenientes sobre a realidade brasileira.

As demissões, contudo, não devem prejudicar diretamente o Enem. Na entrevista a seguir, o líder da Assinep ressalta que a prova já está pronta e que a aplicação do exame não depende diretamente do quadro de funcionários do Inep. Já os repasses de verbas para as escolas públicas pode ficar comprometido - sobretudo aqueles relativos ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), afirmou que a saída coletiva dos coordenadores do Inep tem cunho ideológico. Segundo o político, os servidores “iam ser saídos mesmo” e resolveram se antecipar às mudanças previstas. A debandada foi de alguma forma articulada pelo Assinep?

Quem sofre perseguição ideológica somos nós. O governo é que nos persegue. Isso não é um “movimento sindical”. O que a gente quer é que os protocolos e os procedimentos da administração pública sejam devidamente cumpridos para que a gente consiga trabalhar. Está muito difícil trabalhar, o governo não deixa.

O governo parece que tem uma estratégia de desmonte e desconstrução não só do trabalho do Inep, como de todos os órgãos responsáveis pela produção de evidências, de estatísticas para avaliação e monitoramento de políticas públicas.

Basta ver o que está acontecendo também no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no próprio Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A imprensa vem denunciando há tempos. A perseguição ideológica é deles, do governo.

O Barros diz que os servidores que saíram iam mesmo ser substituídos? Pois quero ver como vai ser essa reposição. Porque as condições de trabalho são tão ruins, que há cargos técnicos vagos há meses por falta de interessados. Não tem quem queira.

As demissões podem prejudicar a realização do Enem deste ano?

Acredito que as demissões não vão comprometer o Enem. O exame é realizado a partir de uma rede de governança, que envolve instituições públicas e privadas. A coordenação do processo, a supervisão dos contratos e a elaboração da prova é que cabe ao Inep.

A prova já está pronta há seis meses. Ela também já foi impressa em gráficas contratadas. A distribuição é feita pelos Correios. E a aplicação cabe a um consórcio aplicador. Então, a saída dos servidores, em si, não chega a ser um empecilho para que o concurso aconteça.

O que arrisca mesmo o Enem é a gestão do Inep. A forma como o presidente conduz o órgão. Por exemplo: a Diretoria de Tecnologia está sem coordenação há tempos. O diretor e o coordenador-geral pediram demissão há quase dois meses e, até hoje, não foram substituídos. Essa falta de liderança, sim, pode comprometer a organização e a sistematização de dados importantes.

Outra questão diretamente ligada ao Enem: o presidente do Inep (Danilo Dupas) não quer fazer parte do grupo de gestão de crise do exame (o chamado de Etir - Equipes de Incidentes e Resposta). Os presidentes sempre participam desse grupo, montado para resolver imprevistos durante a realização das provas do Enem e do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).

Mas o Dupas que, diga-se de passagem, nem sequer apareceu no Inep no dia do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) - quer se eximir da responsabilidade. Com isso, se houver um vazamento qualquer e o exame tiver que ser cancelado, ele se livra da responsabilidade e pode jogar a culpa nos servidores. Isso não existe. Um órgão não pode funcionar com uma presidência que, antes de tudo, se preocupa em proteger o próprio CPF. Portanto, reafirmo: o que arrisca o Enem não é o fato de que 30% dos servidores entregaram seus cargos comissionados, mas a própria gestão do Inep.

E quanto aos repasses federais a escolas públicas? Como as saídas em massa podem afetar isso?

Os repasses podem ficar prejudicados. Isso porque as informações produzidas pelo Inep embasam os cálculos da distribuição de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). 

As entregas de cargos podem, por exemplo, resultar em atrasos na coleta de dados do Censo Escolar da Educação Básica do ano que vem. É a partir desse relatório que o Ministério da Educação prevê quanto cada escola receberá por ano do governo.

Mas o problema mais grave aqui é, mais uma vez, da gestão do Inep. A Diretoria de Tecnologia da Informação, como eu disse, está sem chefe. O setor que cuida dos levantamentos e cruzamentos do Censo Escolar da Educação Básica está funcionando sem liderança. Ou seja: em péssimas condições.

Em um protesto realizado na última quinta-feira (5/11), servidores acusaram o presidente do Inep de assédio moral. O senhor poderia descrever esses abusos?

São vários casos. Um deles envolve o chefe de gabinete (Alvaro Luis Kohn Parisi). Ele entrevistou funcionário por funcionário de uma diretoria querendo saber o que cada um deles fazia, sugerindo que havia muitos servidores desempenhando a mesma função, para justificar eventuais transferências para outros setores. Ele simplesmente ignorou o diretor dessa área.

Também há casos documentados de servidoras trocadas de área sem serem consultadas, numa espécie de punição por elas terem pedido exoneração dos cargos que ocupavam. A troca foi feita à revelia delas.

O senhor acredita que a onda de baixas vai continuar crescendo?

Olha, dentro do Inep, eu não sei, mas outros órgãos têm nos parabenizado pela coragem de denunciar o que está acontecendo. Isso pode, eventualmente, fazer com que funcionários de outros outros setores decidam seguir o mesmo caminho.


Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...