quarta-feira, 29 de abril de 2020

Doria reage a Bolsonaro e diz para ele ir a São Paulo ver as pessoas “agonizando nos leitos”

João Doria e Jair Bolsonaro
João Doria e Jair Bolsonaro (Foto: GOVSP | Reuters)

O governador de São Paulo reagiu aos ataques de Jair Bolsonaro, que na manhã desta quarta-feira (29) responsabilizou e a Bruno Covas  pelas 2.049 mortes do coronavírus em São Paulo. "Saia da sua bolha, do seu mundinho de ódio", disse Doria, em entrevista coletiva com Covas no começo da tarde. Ele acrescentou: “Saia dessa sua redoma de Brasília e venha visitar os hospitais em São Paulo, venha ver a gripezinha, as pessoas agonizando nos leitos e a preocupação dos profissionais de saúde".
Doria informou que a partir da próxima segunda-feira (4) será obrigatório o uso de máscaras no transporte coletivo em São Paulo,. A medida é válida para passageiros das linhas da Companhia Paulista Metropolitana de Trens (CPTM), Metrô, ônibus rodoviários, interestaduais e no município de São Paulo. O uso também será obrigatório nos táxis e aplicativos na cidade de São Paulo.. Um decreto da Prefeitura de São Paulo e outro do governo do estado sobre a obrigatoriedade serão publicados no Diário Oficial desta quinta-feira (30).
Na coletiva, Doria revelou que o Estado adquiriu 3 mil respiradores da China, que chegarão a São Paulo nesta quarta. 
O governador informou que está em 48% a taxa de isolamento social: “Não é um número bom”. Há 1776 pessoas internadas em UTIs e a taxa de isolamento precisa chegar a 60% para evitar o colapso do sistema de saúde de São Paulo.
Doria foi contundente na resposta a Bolsonaro e falou dirigindo-se diretamente a ele: "Pare de praticar essa perversidade, pare de atrapalhar quem está ajudando para salvar vidas. Depois de mais de 5 mil mortes, vai continuar dizendo que estamos vivendo uma gripezinha?".
Além de convidar Bolsonaro para ir a São Paulo, Doria incitou-o a ir ao Amazonas: “Vá a Manaus ver o colapso da saúde". (247)
Assista no canal do governo do estado de São Paulo:



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STF abre inquérito contra ministro da Educação por suposto racismo

                   Abraham Weintraub deve ser ouvido pela PGR

                  Por: Agência Brasil 
Abraham Weintraub, ministro da Educação
Abraham Weintraub, ministro da EducaçãoFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite dessa terça-feira (28) a abertura de um inquérito contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para apurar um suposto crime de racismo em relação aos chineses.

A abertura do inquérito havia sido pedida pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, devido a uma publicação de Weintraub sobre os chineses e a pandemia do novo coronavírus. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou a suposta violação do artigo 20 da lei que define os crimes por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista é de um a três anos de prisão.
O ministro da Educação deve agora ser ouvido pela PGR. Celso de Mello retirou o sigilo do caso e deu prazo de 90 dias para a conclusão da investigação. Em resposta à Agência Brasil, o Ministério da Educação disse que não comentará a abertura do inquérito.

No início do mês, um post de Weintraub no Twitter questionou quem poderia sair fortalecido geopoliticamente da crise causada pela pandemia. No texto, o ministro trocou o “R” pelo “L”, numa referência ao personagem Cebolinha, da Turma da Mônica, e ao erro comum dos chineses ao falarem o português. Uma imagem com a bandeira da China ilustrava a publicação. O post foi depois apagado. Também no Twitter, o embaixador da China no Brasil, Wanming Yang, divulgou uma nota oficial de repúdio ao ato, que classificou de racismo contra os chineses.



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SUBSTITUIÇÃO - Com decisão de Alexandre de Moraes, PF fica sob comando de indicado por Moro

                      Por: Camila MattosoDP
 (Foto: DFD/Divulgação)
Foto: DFD/Divulgação

Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal ficará durante o imbróglio sob o comando de Disney Rosseti.

Em seu pronunciamento de despedida, Sergio Moro disse ter indicado o delegado para substituir Maurício Valeixo no cargo de diretor-geral.

Antes de ser impedido pelo Supremo, Alexandre Ramagem chegou a fazer reunião com superintendentes e diretores nesta terça (28).

Rosseti era o número 2 de Valeixo.





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Alexandre de Moraes suspende nomeação de Ramagem para a PF

                  

Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem

Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem 
(Foto: STF | Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação de Alexandre de Ramagem para a Diretoria-Geral da Polícia Federal. 
A decisão está no âmbito de um mandado de segurança impetrado ontem pelo PDT como forma de impedir a posse de Ramagem, marcada para acontecer às 15h desta quarta.
“Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto [de nomeação] no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal”, diz a decisão do ministro do STF.
Uma das alegações que sustentam o pedido do PDT é a declaração do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que Bolsonaro pretende interferir politicamente na PF para ter influência nas investigações da organização. O partido também cita a proximidade entre Ramagem e os filhos do presidente.
"Diante de todo o exposto, nos termos do artigo 7o, inciso III da Lei 12.016/2016, DEFIRO A MEDIDA LIMINAR para suspender a eficácia do Decreto de 27/4/2020 (DOU de 28/4/2020, Seção 2, p. 1) no que se refere à nomeação e posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal", escreveu o ministro em sua decisão.
A nomeação de Ramagem causou polêmica, depois que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na PF. "Isso não é função do presidente, ficar se comunicando com Brasília para obter informações que são sigilosas. Esse é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um Estado democrático de Direito", disse o ex-juiz em coletiva de imprensa na sexta-feira (24). 
Moraes também é relator de outros dois inquéritos no STF. Um pede a investigação sobre envolvidos na organização de atos pró-golpe - Bolsonaro compareceu a um deles. O outro inquérito apura a disseminação da fake news, um esquema criminoso que tem envolvimento da família presidencial. (247) 

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Bolsonaro se defende do 'e daí' e volta a atacar governadores

'As medidas restritivas são a cargo dos governadores e prefeitos. A imprensa tem que perguntar para o Doria porque tem mais gente perdendo a vida em São Paulo', afirmou o presidente

                   Por: Folhapress
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair BolsonaroFoto: Evaristo Sá/AFP
Um dia depois de reagir com um "e daí" ao número recorde de mortos pelo novo coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reuniu sua tropa de choque e, em uma tumultuada entrevista na porta do Palácio do Alvorada, passou para os governadores e prefeitos o aumento da crise no país.

Bolsonaro reuniu 25 deputados dos PSL nesta quarta-feira (29) para um café da manhã. Ao sair do Alvorada, trouxe junto parte dos parlamentares e passou, com ajuda deles, a criticar as notícias que relatam sua entrevista na noite anterior, quando, questionado sobre as 5.017 mortes registradas pelo Ministério da Saúde na terça-feira (28), reagiu dizendo: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre".
"As medidas restritivas são a cargo dos governadores e prefeitos. A imprensa tem que perguntar para o Doria porque tem mais gente perdendo a vida em São Paulo. Perguntar para ele que tomou todas as medidas restritivas que ele achava que devia tomar", disse Bolsonaro em menção ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu virtual adversário em 2022.

"Não adianta a imprensa querer botar na minha conta estas questões que não cabem a mim. Não adianta a Folha de S.Paulo, O Globo, que fez uma manchete mentirosa, tendenciosa", continuou Bolsonaro. Indagado pelos jornalistas se não havia dito a frase do "e daí?", Bolsonaro demonstrou impaciência. "Você não botou o complemento! Você não botou o complemento!", afirmou.

Os jornalistas perguntaram qual seria o complemento.
"A Globo não tem moral. Vocês não têm moral. Você é um mentiroso, a Globo é mentirosa", reagiu o presidente. Os repórteres insistiram na pergunta. "O complemento é que que eu lamento. Está lá. Falei aqui. Perguntei, tinha pelo menos duas TVs ao vivo. Mesmo ao vivo... A Globo tem que se definir. Eu não vou pagar para vocês falarem a verdade nem bem de mim. Não vou pagar para a Globo escrever a verdade ou falar bem de mim. Perguntem para o Doria a questão de óbitos que estão acontecendo", disse Bolsonaro.

Na entrevista de terça à noite, Bolsonaro disse que "as mortes de hoje, a princípio, essas pessoas foram infectadas há duas semanas. É o que eu digo para vocês: o vírus vai atingir 70% da população, infelizmente é a realidade. Mortes vão haver. Ninguém nunca negou que haveria mortes".

Depois de questionar e ser informado de que sua entrevista estava sendo transmitida ao vivo em redes de televisão, Bolsonaro buscou dar uma uma declaração mais amena sobre o assunto. "Lamento a situação que nós atravessamos com o vírus. Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes queridos, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu. Logicamente que a gente quer, se um dia morrer, ter uma morte digna, né? E deixar uma boa história para trás", disse o presidente, conforme registrado nas matérias jornalísticas.

Nesta manhã, Bolsonaro escalou vários deputados do PSL para defendê-lo, o que gerou um bate-boca. Apoiadores do presidente xingaram repórteres. Ao fim, o presidente voltou a ser questionado sobre o número de mortes e, novamente, passou a responsabilidade para os governadores e prefeitos. "Essa conta tem que ser perguntada para os governadores. Perguntem ao senhor João Doria, ao senhor [Bruno] Covas [PSDB, prefeito de São Paulo], de o porquê terem tomado medidas tão restritivas e continua morrendo gente. Eles têm que responder. Vocês não colocar no meu colo essa conta."

Indagado sobre qual seria a sua responsabilidade, não respondeu e criticou a pergunta. "A pergunta é tão idiota que eu não vou te responder", disse o presidente da República.




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"E daí? Lamento. Eu sou Messias, mas não faço milagre", diz Bolsonaro sobre mais de 5 mil mortes pela Covid

(Foto: Reprodução / TV Globo)

Dados do Ministério da Saúde desta terça-feira (19) mostram que subiu para 5.017 o número de mortes provocadas pela Covid-19 no Brasil. Com isso, o país ultrapassou a China, que registra oficialmente 4.643.
Ao ser questionado sobre esse aumento, Jair Bolsonaro afirmou: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", disse ele fazendo um trocadilho com o seu nome, Jair Messias Bolsonaro, com um personagem bíblico.
Sobre a ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo, que ganhou liminar exigindo que Bolsonaro apresente em 48 horas (sob pena de multa de R$ 5 mil) "o laudo de todos os exames" dele de teste de coronavírus.
"Daqui a pouco vão querer saber se eu sou virgem ou não. Dá positivo ou não? Se nós dois [presidente e o repórter] estivermos com Aids, a lei nos garante o anonimato. Da minha parte, não tem problema nenhum em mostrar, mas quero ter o direito de não mostrar", disse. (247)

Lula: “O povo brasileiro não é número, é gente”

Lula e Jair Bolsonaro
Lula e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Marcos Corrêa/PR)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente as declarações de Jair Bolsonaro, em reação à trágica notícia de que o Brasil, com mais de 5 mil mortos, ultrapassou o número de óbitos da China, onde começou o surto. O Brasil tem pelo menos 71 mil confirmações e 5 mil mortes provocadas pela doença. 
"Essa falta de respeito e solidariedade do Bolsonaro às vítimas do coronavírus e aos seus familiares mostra que precisamos discutir a mudança de governo", afirmou Lula, em entrevista à Super Rádio Tupi (RJ). "É grave, isso é resultado do desgoverno do Bolsonaro. Ele não cuida da pandemia, não cuida da economia e não cuida do povo", complementou.
Questionado sobre o número de mortos, Bolsonaro afirmou: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", disse ele fazendo um trocadilho com o seu nome, Jair Messias Bolsonaro, com um personagem bíblico.
De acordo com o ex-presidente, Bolsonaro "transformou os governadores em inimigos, transformou os prefeitos em inimigos, todo mundo que fala algo em contrário, vira inimigo". "Assim não é possível governar o país" lamentou.
Na entrevista o ex-presidente também criticou o novo ministro da Saúde, Nelson Teich. "Ele não entende nada de saúde. Ele trata de fundos de investimento, não trata de saúde", observou Lula.
Para o ex-presidente, é preciso que o governo implemente medidas que garantam a proteção a todos os trabalhadores. "Não é apenas uma questão econômica, financeira. É preciso cuidar do ser humano em primeiro lugar. O povo brasileiro não é número, é gente", disse. 
Lula defende que o Brasil não pode poupar esforços para salvar vidas e empregos, rodando dinheiro para girar a economia. "Temos de garantir que as pessoas possam sobreviver enquanto durar a pandemia". (247)

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...