quinta-feira, 16 de abril de 2020

Governo do Ceará prevê cenário com mais de 250 mortes por dia no estado em maio

Coveiros abrem novas covas para enterrar mortos por coronavírus
Coveiros abrem novas covas para enterrar mortos por coronavírus 
(Foto: Divulgação/Sindesp)

Sputnik - Relatório da Secretaria de Saúde do Ceará projeta que o número de mortos pela COVID-19 a partir de 5 de maio pode passar de 250 por dia no estado.
O fator que deixaria a situação insustentável é a lotação dos leitos de UTI no estado. A secretária-adjunta de Vigilância e Regulação do órgão, Magda Almeida, alerta que o estado atingiu 100% de ocupação de leitos para pacientes infectados com o novo coronavírus.  
Já haveria fila de espera de 48 pessoas para UTIs. Na quarta-feira (15), 169 pacientes estavam internados em unidades de tratamento intensivo, sendo 113 em Fortaleza. 
"Nesse momento, apesar de não estarmos no pico esperado da epidemia, estamos com leitos de UTI em ocupação máxima", disse Magda em entrevista para o portal G1. 

Faltam respiradores no estado

O Ceará é o terceiro estado brasileiro mais afetado pela epidemia do vírus, com 2.386 casos confirmados e 124 mortes.  
De acordo com a projeção da Secretaria de Saúde, em 23 de abril o número de infectados chegará a 3.734 pessoas. 
Um dos problemas enfrentados pelo sistema de saúde do Ceará é a falta de respiradores. Recentemente, o governador Camilo Santana (PT) anunciou a compra de 700 ventiladores da China, mas as negociações para a entrega ainda estão em andamento. 
Segundo balanço do Ministério da Saúde de quarta-feira (15) sobre a COVID-19, o país soma 1.736 mortes e 28.320 casos confirmados da doença.

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ÍNDICE Pernambuco tem o segundo maior isolamento do país

                   Por: Luciana Morosini/DP
 (Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO)
Foto: Bruna Costa / Esp. DP FOTO

Pernambuco passou a adotar medidas restritivas mais intensas para conter a disseminação do coronavírus a partir da segunda quinzena de março e o monitoramento da eficiência das ações tem contado com o apoio de soluções tecnológicas do próprio estado. A In Loco, empresa pernambucana de geolocalização, está usando uma base com mais de um milhão de pessoas abrangendo todo o estado, sendo 700 mil só no Recife, para mapear os locais que estão respeitando as medidas de isolamento social. No ranking entre os estados com maior índice de isolamento, Pernambuco ocupava o segundo lugar na útima segunda-feira, com 50,6%, atrás apenas do Distrito Federal, que registrou 55,9%.

Nos finais de semana, o isolamento tende a crescer naturalmente, principalmente em um feriadão, como foi o da Sexta-Feira Santa. No último domingo, o isolamento alcançou 60% da população em Pernambuco, tendência seguida pelos demais estados. Tanto que, apesar de aumentar o percentual, o estado caiu para sexta colocação do ranking, atrás do Distrito Federal, Goiás, Amapá, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará, todos entre 61% e 63%. Segundo André Ferraz, CEO da In Loco, os resultados são enviados diariamente, e Pernambuco está sempre em posição de destaque no país. “O estado está conseguindo se manter melhor do que outros estados do Brasil, entre o top cinco ou top 10, e isso significa que as medidas têm funcionado bem”, ressalta.

Entre as medidas adotadas em Pernambuco estão a suspensão das atividades do comércio não essencial, proibição de reuniões e aglomerações com mais de 10 pessoas, além do fechamento de praias, parques e do calçadão. Com a amostragem de pessoas que a In Loco consegue mapear em Pernambuco, é possível obter dados dos locais que ainda têm uma grande movimentação. “O número de pessoas mapeadas tem aumentado, mas ainda um pouco devagar. De qualquer forma, a base que tínhamos é muito significativa, com mais de um milhão de pessoas no estado. É uma amostra grande o suficiente para conseguir ter uma estatística com alto nível de confiança”, explica André Ferraz.   

Com a análise dos dados, ainda que Pernambuco esteja com um resultado positivo, existem locais que precisam de uma atenção maior, já que o movimento não caiu tanto quanto deveria e o mapeamento ajuda nessas regiões. “A gente percebe que os dados trazem resultados práticos porque, com eles, é possível fazer campanhas de conscientização nessas regiões, como carros de som que são direcionados para os locais com menor índice de isolamento”, pontua.

Além disso, é preciso ter cuidado com o relaxamento das pessoas em relação ao isolamento social com o passar do tempo. No último dia 7, Pernambuco registrou 53% de isolamento, enquanto o Distrito Federal e Goiás tinham 56%, os três primeiros do ranking. Segundo André Longo, secretário de Saúde do estado, o ideal é atingir uma média de 70% de isolamento. “A diferença, de uma forma geral, é que no Brasil está havendo um maior relaxamento ao longo do tempo, ainda é pequeno, mas suficiente para assustar. Estamos vendo uma média de isolamento girando em torno de 50% e 60%, que ainda não está dentro do ideal”, acrescenta.

A In Loco já estuda cruzar os dados do levantamento de isolamento social com de outras plataformas, o que poderia gerar informações mais precisas não só sobre o fluxo de pessoas no estado, mas também alinhar dados sobre os casos da Covid-19. “A gente está fazendo algumas pesquisas com alguns institutos. Não chegamos, até o momento, a fazer algo com a plataforma Atende em Casa - Covid 19 (plataforma de telemedicina que consegue mapear onde estão os casos suspeitos), mas estamos abertos a colaborar, obviamente tomando todos os cuidados possíveis sobre privacidade”, garante.

Índice de isolamento dos estados brasileiros

Distrito Federal            55,90%
Pernambuco                50,60%
Goiás                          50,22%
Ceará                         49,97%
Rio de Janeiro             48,59%
Piauí                           47,95%
Amazonas                   47,86%
Maranhão                    47,54%
Amapá                         47,31%
Rio Grande do Norte      47,17%
Sergipe                         47,00%
Paraíba                         46,81%
São Paulo                     46,80%
Bahia                            46,30%
Rio Grande do Sul          45,37%
Pará                             44,78%
Espírito Santo                44,49%
Alagoas                         44,25%
Minas Gerais                  43,35%
Paraná                          42,64%
Santa Catarina               41,93%
Acre                              39,72%
Roraima                        38,06%
Rondônia                       37,89%
Mato Grosso                   37,80%
Mato Grosso do Sul         36,69%
Tocantins                       35,54%

Dados de 13.04.20
Fonte: Base In Loco (não representa a população em sua totalidade)

Monitoramento no Recife surte resultados práticos

Quase metade da população de 1,5 milhão de pessoas do Recife está sendo mapeada através da plataforma de geolocalização da In Loco e os dados dos 700 mil pessoas monitoradas são capazes de orientar as medidas que serão adotadas, sejam restritivas ou de conscientização. Apesar de o levantamento ser diário, as decisões são analisadas com calma e tomadas de acordo com a realidade e dinâmica de cada bairro. Além de fazer uma leitura das localidades que têm maior ou menor movimentação, também é possível perceber a mudança de rotina da população na capital pernambucana. Antes do isolamento, 25% das pessoas mantinham uma rotina dentro do próprio bairro, número que subiu para 55% depois das medidas restritivas, indicando uma menor circulação na cidade como um todo. 

Segundo Tullio Ponzi, secretário executivo de Inovação Urbana na Prefeitura do Recife, cada bairro tem uma dinâmica própria e, por isso, os dados não são avaliados de forma isolada. "Antes de tomar qualquer decisão, a gente avalia a realidade do local e também quais as atividades que estão acontecendo em algumas localidades. Onde tem hospitais, terminais que fazem conexão e aeroporto o sistema naturalmente aponta que tem um fluxo maior", explica. 

Porém, como as medidas restritivas foram tomadas de forma gradativa, o secretário afirma que é possível perceber uma evolução também gradativa do isolamento social no Recife."Percebemos que teve uma queda no uso do transporte público, mas os serviços sociais estão funcionando e a maior parte da nossa população usa. Então conseguimos analisar quais terminais ainda têm maior fluxo. Outra coisa que também conseguimos analisar são pontos que o movimento aumenta em determinado momento. Na última semana, houve uma alta onde tem agência bancária. Então analisamos os dados não apenas para tomar as medidas, mas também para analisar como podemos agir, como o que pode ser feito junto com as agências bancárias para diminuir a aglomeração", pontua, informando que uma parceria foi firmada com o aplicativo 99, que doou seis mil viagens para profissionais da área de saúde. 

Os dados a In Loco já trazem resultados práticos no isolamento social da população do Recife. "Uma coisa é trabalhar com sentimento e outra é ter informações estratégicas, avaliamos diariamente o que tem dado certo. Já tomamos medidas de campo de conscientização em lugares que ainda têm muito movimento, como o envio de carros de som. E também cerca de 500 mil pessoas receberam mensagens e visualizaram sete milhões de vezes. É uma forma de dialogar com a população que precisa dessa conscientização. E percebemos o reflexo depois, começamos a notar o índice de isolamento subindo em alguns locais", conclui Tullio Ponzi. 




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Agência da Caixa de Afogados tem filas e aglomeração

Acontece que, para se manter em isolamento, o trabalhador que precisar do auxílio emergencial pode precisar ir ao banco para regularizar a sua situação, ou até sacar o valor dos auxílios já pagos

                Por: Portal FolhaPE
Fila na agência da Caixa Econômica Federal de Afogados
Fila na agência da Caixa Econômica Federal de AfogadosFoto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

Agências da Caixa Econômica Federal continuam com filas extensas de pessoas que não respeitam a distância mínima e sequer usam máscara de proteção. Na manhã desta quinta-feira (16), na agência localizada no Bairro de Afogados, nas proximidades do Largo da Paz, uma fila enorme pôde ser observada. A movimentação vai de encontro às medidas de restrição mantidas pela Prefeitura do Recife e Governo do Estado de Pernambuco.

Virando a esquina e dando continuidade em outra rua, assim estava a fila para entrada de pessoas na Caixa Econômica Federal de Afogados. Para além da fila, ainda tinha um comércio de móveis em funcionamento comum, nas proximidades do banco. Apesar de ser mantido apenas o comércio de serviços essenciais, por recomendação das autoridades de saúde, há quem acredite que as medidas de restrição não são necessárias.

Filas como essa podem ser observadas em diversas agências da caixa neste período de isolamento social. Acontece que, para se manter em isolamento, o trabalhador que precisar do auxílio emergencial pode precisar ir ao banco para regularizar a sua situação, ou até sacar o valor dos auxílios já pagos.

As agências bancárias e casas lotéricas estão com funcionamento restrito para os serviços essenciais e, no Recife, as instituições devem se responsabilizar pelo controle do fluxo de clientes. Na terça-feira, o Procon Recife chegou a multar agências da Caixa em Casa Amarela e Encruzilhada, por aglomerações que não respeitam as medidas restritivas.
Fila de pessoas aguardando atendimento na Caixa Econômica Federal de Afogados            Fila de pessoas aguardando atendimento na Caixa Econômica Federal de Afogados

Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco


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Bolsonaro está entre os piores negacionistas do planeta, diz Financial Times

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O jornal inglês Financial Times coloca Jair Bolsonaro entre os líderes mundiais que se negam a adotar medidas drásticas para combater a disseminação do coronavírus. De acordo com a publicação, "Bolsonaro repetidamente tem minimizado o coronavírus, classificando-o como 'histeria' e – ecoando o presidente dos EUA, Donald Trump, – elogiou o medicamento antimalárico hidroxicloroquina como uma possível cura, ordenando que laboratórios militares aumentem sua produção".
De acordo com o jornal, Bolsonaro faz parte do grupo chamado “Aliança do Avestruz”, formado por políticos que se negam reconhecer a gravidade do coronavírus, como Alexander Lukashenko (Bielorússia), Gurbanguly Berdymukhamedov (Turquemenistão), Daniel Ortega (Nicarágua). 
A reportagem lembra que, quando o Brasil se tornou o primeiro país do hemisfério sul a atingir mil mortes por coronavírus, no último final de semana, "o presidente de extrema-direita saiu para um passeio em desafio ao isolamento social". "O ex-capitão do Exército se gaba de que sua habilidade atlética o manterá saudável", diz.
O FT lembra, ainda, que Bolsonaro pediu a reabertura de lojas e criticou os governadores estaduais como "assassinos de empregos" por impor quarentenas. "Mas ele isentou as igrejas dos bloqueios", lembra. (247)

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STF forma maioria para permitir estados a regulamentarem isolamento social

Sessão deu autonomia aos prefeitos e governadores para implementar isolamento e contou com recados ao Planalto

                   Por: Folhapress
Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli
Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias ToffoliFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta quarta-feira (15), que estados e municípios têm autonomia para determinar o isolamento social.
Os ministros Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Luiz Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam que prefeitos e governadores têm competência concorrente em matéria de saúde pública e, portanto, podem regulamentar a quarentena. O julgamento ainda não terminou.
Na primeira sessão do plenário da corte por videoconferência, os magistrados mandaram diversos recados ao Palácio do Planalto e cobraram cooperação entre os entes da federação no combate à crise do novo coronavírus.
O ministro Gilmar Mendes chegou a afirmar que o presidente Jair Bolsonaro pode até demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas "não dispõe do poder para eventualmente exercer uma política pública de caráter genocida".
Fachin e Moraes não se restringiram à questão do isolamento e sustentaram que gestores locais também podem determinar o que é serviço essencial. Por enquanto, contudo, apenas os dois estenderam seus votos e entraram nessa discussão.
Na sessão, os ministros analisam uma ação que questiona MP (medida provisória) na qual o governo estabeleceu que decisões sobre o isolamento e a circulação de pessoas e mercadorias devem observar critérios do Executivo federal e serem submetidas à avaliação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância em Saúde).
A maioria da corte referendou decisão monocrática do último dia 24 em que o ministro Marco Aurélio manteve a validade da MP, mas deixou claro que a Constituição prevê autonomia aos entes da federação para adotar providências a fim de proteger a saúde da população.
O ministro Alexandre de Moraes foi o primeiro a acompanhar Marco Aurélio. Ele aproveitou para criticar a atuação do governo federal. "A verdade é que, se há excessos das regulamentações estaduais e municipais, isso ocorreu porque não há até agora uma regulamentação geral da União sobre a questão do isolamento, sobre o necessário tratamento técnico científico dessa pandemia gravíssima que vem aumentado o número de mortos a cada dia", ressaltou.
Moraes também deu exemplo do que cabe a cada ente de da federação. "Entendo a preocupação do governo porque a competência comum administrativa não permite a um prefeito ou governador interditar um aeroporto internacional. Isso não é competência municipal, é nacional. Da mesma forma que não compete ao presidente da República verificar se um município deve interditar bares e restaurantes em virtude da proliferação do vírus", disse.
O ministro Luiz Edson Fachin foi na mesma linha e disse que a MP do governo não é inconstitucional, mas que cabe ao STF deixar clara a competência de estados e municípios. "Ao menos do que se tem do atual estágio processual, essa ordem de ideias dá amparo à ressalva feita pelo ministro, no que assentou a competência concorrente para legislar sobre o tema", disse.
Na abertura da sessão, o presidente da corte, ministro Dias Toffoli, fez um discurso em defesa do isolamento social e da ciência. O magistrado fez um agradecimento aos profissionais de saúde e destacou a importância das pesquisas científicas neste momento.
"Os cientistas estão trabalhando com dedicação, originalidade e amor à razão e à ciência, para nos municiarem com os estudos necessários para que possamos compreender melhor este momento e as soluções possíveis para a pandemia", disse.
Toffoli também ressaltou que o STF tem desempenhado um papel para garantir a harmonia entre os poderes e entre os entes da federação. "A Corte tem atuado como moderadora dos conflitos federativos e garantidora da harmonia entre os poderes, em prol da coordenação e da coesão das ações no enfrentamento à doença", afirmou
O magistrado voltou a defender que o STF é a Corte Constitucional que mais julga no mundo. Ele destacou que em diversos países os ministros da cúpula do Judiciário não chegam a julgar mais que 100 processos por ano. Enquanto, no Brasil, foram tomadas 702 decisões apenas relacionadas ao novo coronavírus.

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Mandetta não aceita pedido de secretário e diz: ‘Sairemos juntos’

Secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, pediu demissão diante da iminência da substituição do ministro, que entrou em conflito com o presidente Jair Bolsonaro.

             Via:Santanavinicius
Diário da Região

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou na tarde desta quarta-feira (15) que ele e os secretários que o auxiliam entraram juntos no ministério e sairão juntos
Mandetta fez a afirmação durante entrevista coletiva ao lado do secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, e do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.
Mais cedo, nesta quarta, Wanderson de Oliveira pediu demissão em razão da provável saída de Mandetta do ministério devido às divergências com o presidente Jair Bolsonaro sobre o isolamento social como forma de conter a epidemia de coronavírus – Mandetta defende um isolamento amplo; Bolsonaro discorda e quer a retomada das atividades econômicas.
Embora o secretário tenha oficializado a demissão, Mandetta afirmou que não aceita, conforme havia antecipado o Blog do Camarotti.
“Hoje teve muito ruído por conta do Wanderson. Já falei que não aceito. Wanderson continua, está aqui. Acabou esse assunto. Vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos do Ministério da Saúde”, declarou.
“O Wanderson mandou um papel lá. Do jeito que chegou, voltou pra trás. Entramos juntos e sairemos juntos”, repetiu em outro momento.
Em mensagem enviada aos servidores da secretaria, Wanderson de Oliveira disse que a gestão de Mandetta “acabou”, segundo informou o Blog de Andréia Sadi.
De acordo com o Blog do Valdo Cruz, a ala “moderada” do governo tenta convencer Bolsonaro a escolher um nome de perfil técnico para substituir Mandetta no ministério.
Na entrevista, Mandetta afirmou que deixará o ministério em três situações:
·         “Uma, quando o presidente não quiser mais o meu trabalho”;
·         “Segundo, se eventualmente, imagine que eu pegue uma gripe dessa e tenha que ser afastado por forças alheias”;
·         “Terceira, quando eu sentir que o trabalho feito já não é mais necessário porque de alguma maneira passamos por esse estresse.”
Segundo o ministro, todas as alternativas continuam válidas.
“Claramente, isso não é desconhecido. Claramente há um descompasso entre o Ministério da Saúde. E isso daí, a gente colocou, deixa muito claro, que a gente vai trabalhar até 100% do limite das nossas possibilidades. Nada muda. Enquanto eu estiver no Ministério da Saúde, podem ter certeza que o povo está trabalhando”, afirmou.
Durante a entrevista, Mandetta admitiu que sairá. Segundo ele, “isso é uma coisa pública”. De acordo com o ministro, “ninguém é dono da verdade” e existem “visões diferentes” entre ele e Bolsonaro.
“O importante é que, seja lá quem o presidente colocar no Ministério da Saúde, que ele confie e que ele dê as condições para que a pessoa possa trabalhar baseada na ciência, nos números, na transparência dos casos. Para que a sociedade possa, junto com seus governadores e seus prefeitos, tomar suas melhores decisões.”
Segundo o ministro, “ele [Bolsonaro] claramente externa que quer outro tipo de posição por parte do Ministério da Saúde. Que eu, baseado no que nós recebemos, baseado em ciência, eu tenho este caminho para oferecer. Fora desse caminho, tem que achar alternativas. E tem muitas alternativas, gente muito boa, gente muito experiente”, declarou.
Mandetta disse que pediu aos técnicos integrantes da equipe colaboração com o próximo ministro. Segundo ele, a equipe se tornou “uma família” porque “um sentiu firmeza no outro”. De acordo com Mandetta, várias vezes foram pedidas as demissões de secretários e ele não aceitou.
Gabbardo
Durante a entrevista, o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, foi questionado se aceitaria um eventual convite para assumir como ministro.
Ela disse que permanecerá no ministério o tempo necessário para fazer uma transição com a equipe do futuro ministro, mas disse ter compromisso com Mandetta.
“Eu conheci o ministro Mandetta em dezembro de 2018. Eu fui convidado pelo ministro na transição. Nunca tinha estado com o ministro Mandetta. Recebi o convite para ocupar essa função, aceitei, e tenho compromisso com o ministro Mandetta. Ele me convidou. O dia em que ele sair, eu saio junto com ele”, afirmou.(O Globo)


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SAÚDE - Brasil descobre remédio com 94% de eficácia no combate à Covid-19, diz MCTIC

                  Por: Correio Braziliense/
Por: Simone Kafruni
Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes (Foto: Marcello Casal Jr/Agência brasil)
Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes (Foto: Marcello Casal Jr/Agência brasil)

Cientistas brasileiros vão testar, em 500 pacientes, um medicamento, quase sem efeitos colaterais, com eficácia de 94% em células infectadas pelo novo coronavírus, com resultado, no máximo, em um mês. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (15), pelo ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. 

Segundo ele, país também desenvolve equipamento de inteligência artificial para testar pessoas com suspeita de Covid-19. A resposta é em um minuto e o teste utiliza reagentes nacionais. “Vacinas demoram mais do que o reposicionamento de drogas, mas estamos trabalhando com vacina dupla, tanto para Influenza quanto para a Covid”, disse. “Só a ciência pode combater o vírus”, ressaltou Pontes.
O ministro não divulgou o nome do remédio para “não haver corrida” às compras. Isso porque é um fármaco conhecido, amplamente disponível no mercado, de acordo Marcelo Morales, secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). “Teremos nas nossas mãos, desenvolvido no Brasil, no máximo, na metade de maio, a solução de um tratamento, com remédio disponível inclusive em formulação pediátrica”, afirmou Pontes.
O remédio será testado em 500 pacientes em sete hospitais, cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e outro em Brasília. A administração do medicamento será diária, durante cinco dias, com mais nove dias de observação. “Em 14 dias, poderemos ver se os efeitos em pacientes serão os mesmos já comprovados em células infectadas”, destacou o ministro. O ensaio clínico será feito com pacientes que estão internados para o acompanhamento dos sintomas e da carga viral
Segundo o MCTIC, o protocolo será uma administração randomizada, ou seja, nem médicos nem pacientes saberão quem está tomando a medicação e quem está recebendo placebos. “Quero agradecer a comissão de ética do Ministério da Saúde, que fez a aprovação do protocolo dos testes clínicos. Nas próximas semanas, teremos os resultados”, disse Pontes.
Detalhes

Segundo o MCTIC, foram realizados testes utilizando medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de combater a doença. A estratégia chamada de reposicionamento de fármacos é adotada por uma força tarefa formada por 40 cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social do ministério.

Foram testados dois mil medicamentos com o objetivo de identificar fármacos compostos por moléculas capazes de inibir proteínas fundamentais para a replicação viral. Com uso de alta tecnologia como biologia molecular e estrutural, computação científica, quimioinformática e inteligência artificial, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o SARS-CoV-2. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM/MCTIC descobriram que dois reduziram significativamente a replicação viral em células. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

Na terça-feira (14), o ensaio clínico financiado pelo MCTIC obteve a autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para realizar a última etapa dos testes: os ensaios clínicos em pacientes infectados com o novo coronavírus (SARS-CoV-2), que devem começar já nas próximas semanas.



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...