quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

RESPOSTA Estados reagem a plano de Bolsonaro de zerar impostos

                            Por: Estadão Conteúdo
 (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Foto: Ed Alves/CB/D.A Press


O presidente Jair Bolsonaro lançou na quarta-feira (5), um desafio aos governadores para reduzirem o ICMS sobre os combustíveis. Sem levar em consideração o quadro de rombo das contas públicas, o presidente prometeu, em troca, zerar os tributos federais. Um custo de pelo menos R$ 27,4 bilhões por ano, que obrigaria a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, a cortar despesas em outras áreas ou elevar a alíquota de outros tributos.

"Está feito o desafio aqui. Eu zero o (imposto) federal hoje e eles (governadores) zeram ICMS. Se topar, eu aceito. Está ok?", afirmou Bolsonaro, que há meses culpa os Estados pela alta dos combustíveis nos postos de gasolina.

De acordo com os dados da Receita Federal, do total arrecadado com tributos sobre combustíveis, 75% ficam com os governos estaduais e os outros 25% com a União. Os impostos sobre combustíveis correspondem a 14% da receita arrecadada com todos os impostos nos Estados.

A reação dos governadores foi imediata e em cadeia ao longo do dia. Os Estados defendem um diálogo "responsável" com o governo sobre o tema. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que estava em Brasília, subiu o tom e chamou de "populista e pouco responsável" o desafio do presidente. "Na base da bravata, me lembra populismo, populismo me lembra algo ruim para o Brasil."

Para Doria, Bolsonaro não pode "jogar no colo" dos governadores a responsabilidade, pois a União tem incidência maior no preço dos combustíveis.

O preço dos combustíveis marca mais uma disputa de discursos entre Jair Bolsonaro e João Doria, possíveis adversários na disputa presidencial de 2022. "Entendimento se faz reunindo, agrupando, não se faz por WhatsApp. Eu não conheço governo por WhatsApp", provocou o governador.

Despesas

Em evento no Rio Grande do Sul, o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB), disse que "não é razoável, sensato e lógico" o presidente querer que os Estados façam uma redução abrupta do ICMS, enquanto o governo federal impõe aos governadores despesas maiores, como o aumento no salário dos professores. "Se queremos resolver o assunto, que sentemos, conversemos para efetivamente resolvermos", disse Leite, que participou de evento em Caxias do Sul.

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo, que também estava em Brasília, disse que o desafio "cria debate falso, rasteiro e superficial nas redes sociais". "Ele tem estilo de fazer política lançando cortina de fumaça. Não pode terceirizar essa responsabilidade", afirmou.

As críticas tiveram apoio também do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). "O problema é que os governos, não só o do Jair Bolsonaro, mas dos ex-presidentes da República, já zeraram os cofres dos Estados", disse. Segundo ele, todos os Estados estão quebrados: "Eu preferia tratar esse assunto de economia, com quem entende de economia, que é o ministro Paulo Guedes. Não com o presidente Bolsonaro, que desse ponto não entende", afirmou o governador do DF.

Guedes não comenta

O ministro Paulo Guedes não quis comentar a possibilidade de redução. Ao jornal O Estado de São Paulo, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou que a pasta não recebeu documento formal sobre a proposta do presidente. Ele evitou comentar o desafio feito pelo presidente Jair Bolsonaro.

"A fala do presidente a ele é devido. O presidente é gestor maior do País", disse. Questionado se haveria espaço fiscal, o secretário respondeu: "É uma discussão que precisa ter um amadurecimento. O Ministério da Economia não tem documento formal sobre essa proposta."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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Rosa Weber determina que governo Bolsonaro repasse R$ 1,1 bilhões da segurança pública para estados


Por decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Jair Bolsonaro deverá desbloquear imediatamente e repasse aos estados R$ 1,14 bilhão do Fundo Nacional de Segurança Pública. A decisão confirma uma liminar concedida pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, no fim de dezembro, durante o plantão Judiciário.
Apesar da lei, que estabelece que esta parcela deve ser transferida obrigatoriamente para os estados e o Distrito Federal, ainda que não haja um instrumento formal assinado, e do discurso do governo de suposto combate à criminalidade, os recursos não foram repassados aos estados. O valor corresponde a 50% do que o fundo recebe com a arrecadação de loterias federais. 
O Distrito Federal e os estados, com exceção da Paraíba, acionaram o Supremo pedindo a liberação imediata do recurso.(247)


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Pastor 'cuidando' de índios isolados pode levar a genocídio, diz indigenista

Somos todos índios! Somos?
Somos todos índios! Somos? 
(Foto: Andressa Anholete / 247)


Da Agência Russa Sputnik News - A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou, nesta quarta-feira (5), a nomeação do ex-missionário evangélico Ricardo Lopes Dias para o cargo de coordenador-geral de proteção a índios isolados e de recente contato.
Atualmente a Funai contabiliza 107 registros da presença de índios isolados em toda a Amazônia Legal.
Ricardo Lopes Dias foi ligado à Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), entidade conhecida por seu trabalho de evangelização de indígenas, prática criticada por antropólogos e indigenistas.
Em entrevista à Sputnik Brasil, Antonio Eduardo Oliveira, secretário-geral do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), explicou que o tratamento do governo brasileiro desde a Constituição de 88 às comunidades indígenas isoladas era o de proteção, ao invés da aproximação.
Ou seja, segundo explicou Antonio Eduardo Oliveira, não se buscava o contato com indígenas isolados.
Segundo o indigenista, a nomeação de Ricardo Lopes Dias vai na contramão dessa filosofia.
"A nomeação do referido funcionário ou pastor vem ao encontro desse desejo do governo de descaracterizar essas frentes de proteção e voltar a uma dinâmica do período da ditadura de atração, de contato, desses povos, o que significa um verdadeiro genocídio porque esses povos são muito sensíveis a qualquer possibilidade de contato", afirmou Oliveira.
Antonio Eduardo Oliveira atribui a hipótese de mudança na filosofia de proteção aos indígenas isolados ao fato de Ricardo Lopes Dias ter trabalhado na MNTB.
"Eles não têm resistência física para o contato com o não-índio. Então isso vai significar um genocídio para esses povos, porque o referido pastor ele já vem desse tipo de atuação, ele faz parte de uma igreja evangélica que tem esse tipo de filosofia de trabalho, de atrair esses povos para o convívio para a sociedade", disse.
Antonio Eduardo Oliveira disse que a nomeação de Ricardo Lopes Dias pode vir acompanhada de outras ações que ameaçam a vida de comunidades indígenas.
"Não é só a nomeação do pastor, mas são várias ações que poderão a vir no sentido de interferir na continuidade ou no projeto de vida desses povos", completou.

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CONQUISTA - Astronauta americana retorna à Terra após bater recorde de permanência no espaço

                       Por: AFP
 (Foto: Sergei Ilnitsky/AFP)
Foto: Sergei Ilnitsky/AFP


A astronauta americana Christina Koch retornou à Terra nesta quinta-feira (6), depois de passar quase um ano a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), o que significa o recorde feminino de permanência no espaço.

A cápsula Soyuz com Christina Koch, da Nasa, e seus colegas a bordo (o astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e o cosmonauta russo Alexander Skvortsov) pousou nesta quinta-feira no Cazaquistão, Ásia Central, às 9h12 GMT (6h12 de Brasília), após um voo de três horas e meia.

"A aterrissagem aconteceu como estava previsto e a tripulação está bem", anunciou o diretor da Agência Espacial Russa (Roskosmos), Dmitri Rogozin, no Twitter.

Christina Koch, de 41 anos, permaneceu a bordo da ISS por 328 dias, um novo recorde, superando a marca anterior da também americana Peggy Whitson.

Em 28 de dezembro de 2019, Koch completou 289 dias no espaço, enquanto a marca de sua compatriota era de 288 dias.

Esta engenheira americana já havia entrado para a história com a primeira caminhada espacial 100% feminina, em outubro de 2019, ao lado da compatriota Jessica Meir, uma bióloga marinha.

Em uma entrevista na terça-feira, dois dias antes do retorno à Terra, Christina Koch contou ao canal NBC que aquilo de que mais sentirá falta é da "microgravidade".

"É muito divertido estar em um lugar onde você pode pular do chão ao teto quando deseja", declarou, sorrindo.

'Espaço para as mulheres'
Apesar de ter superado o recorde, Christina Koch afirmou que Peggy Whitson, de 59, e com três missões espaciais no currículo, continua sendo sua "heroína" e "mentora".

Ela sonha em "inspirar a futura geração de exploradores".

Christina Koch retornou à Terra pouco depois da exibição, no Super Bowl, de um novo anúncio publicitário da marca de cosméticos Olay que se passa no espaço.

Protagonizado pela astronauta da Nasa Nicole Stott, o anúncio pede para "abrir espaço para as mulheres" e se propõe a ajudar a empresa a arrecadar 500.000 dólares para a organização sem fins lucrativos Women Who Code, que estimula as jovens a estudarem tecnologia e ciência.

A primeira mulher a viajar ao espaço foi a cosmonauta soviética Valentina Tereshkova. Seu voo em 1963 continua sendo a única missão espacial realizada por uma mulher de maneira solitária.

Desde o início dos lançamentos rumo à ISS, a Rússia enviou apenas homens ao espaço, com exceção de Elena Serova em 2014.

As duas cosmonautas são atualmente deputadas na Duma (Câmara Baixa do Parlamento russo), onde representam o partido governista Rússia Unida.

E os homens?
Ao contrário de Christina Koch, cuja estada na ISS foi prolongada em relação ao prazo inicial previsto, Luca Parmitano e Alexander Skvortsov concluem missões de seis meses.

Na terça-feira, Parmitano passou o comando da ISS ao cosmonauta Oleg Skrípochka, da Roskomos.

O astronauta italiano de 43 anos publicou com frequência fotos da Terra feitas a partir da ISS, que mostravam os incêndios florestais na Austrália e nos Alpes, eventos que ele descreveu como "uma coluna vertebral que nunca se inclina com o tempo".

Quatro cosmonautas passaram um ano, ou um pouco mais, no espaço durante apenas uma missão. O recorde absoluto de 437 dias pertence a Valeri Poliakov.

Entre os astronautas da Nasa, o recorde é de Scott Kelly, com 340 dias seguidos na ISS, antes de retornar à Terra em 2016.





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Após confirmar morte, China volta atrás e diz que médico que alertou sobre coronavírus está vivo

Médico chinês Li Wenliang, que alertou sobre o coronavírus
Médico chinês Li Wenliang, que alertou sobre o coronavírus (Foto: Reprodução)

BBC - Após dizer que o médico chinês que alertou seus colegas sobre o surto de coronavírus teria morrido em meio à epidemia, a mídia oficial chinesa voltou atrás e passou a afirmar que ele está internado em estado grave.
O jornal estatal Global Times publicou inicialmente que o oftamologista Li Wenliang, de 34 anos, havia morrido em Wuhan, cidade que é o epicentro do surto. O People's Daily, diário do Comitê Central do Partido Comunista, tuitou que a morte de Li havia provocado "sofrimento nacional".
A notícia foi veiculada por outros meios estatais chineses e internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou em sua conta no Twitter tristeza por sua morte.

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China tem total de 563 mortes e mais de 28 mil casos de coronavírus

(Foto: REUTERS / Carlos Garcia Rawlins)


XANGAI (Reuters) - A China continental registrou na quarta-feira mais 73 mortes em decorrência do surto de coronavírus, levando a contagem total a 563, informou a autoridade de saúde do país.
A Comissão Nacional de Saúde da China afirmou ainda que 3.964 novos casos de coronavírus foram reportados no país em 5 de fevereiro, o que eleva o total para 28.018.
Por David Stanway

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ESTUDO Ômega-3 reduz morte de neurônios pelo vírus Zika, diz pesquisa

                           Por: Agência Brasil
 (Foto: Robson Moura/TV Brasil)
Foto: Robson Moura/TV Brasil

Testes clínicos realizados no Laboratório de Imunologia e Inflamação (Limi) da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o ômega-3 - um ácido graxo normalmente encontrado em peixes que reduz o colesterol ruim no organismo - combate a inflamação dos neurônios causada pelo vírus Zika. A substância também auxilia na redução da carga viral nas células do sistema nervoso humano.  

O vírus Zika acarreta em complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e microcefalia. Com a infecção do vírus Zika, as mitocôndrias das células nervosas, que capturam energia e funcionam como uma espécie de “pulmão celular”, são atacadas e sofrem estresse oxidante. O desfecho é a morte dos neurônios.

“Quando o Zika infecta um neurônio, ele faz com que esse neurônio produza série de moléculas inflamatórias, citotóxicas e radicais livres que vão causar dano ao DNA”, descreve a coordenadora do Limi/UnB e professora do Depastamento de Biologia Celular Kelly Magalhães.
“O pré-tratamento do ômega-3 faz com que a célula produza outras moléculas que têm atividade antagônica ao que o Zika faz”, detalha professora que orientou a pesquisadora Heloísa Braz-de-Melo, estudante de mestrado, responsável pelo estudo recentemente publicado em revista científica internacional. Com o ômega 3, os neurônios produzem moléculas neuro protetoras e anti-inflamatórias.
A investigação sobre os efeitos do ômega-3 sobre na prevenção e tratamento aos efeitos do vírus Zika foi feita a partir de amostra do vírus isolado de um paciente infectado em Pernambuco no ano de 2015, quando houve surto da doença em alguns estados brasileiros. Pesquisadores da Universidade de Brasília também realizaram testes com camundongos, os resultados deverão ser divulgados ainda neste semestre. O Limi/UnB participa de rede internacional com laboratórios do Canadá, Escócia e Estados Unidos para pesquisar o vírus Zika.

Infertilidade masculina
Além de identificar novos benefícios do ômega-3 contra o Zika, o laboratório também identificou que o vírus pode acarretar infertilidade masculina. “A gente está demonstrando que a infecção do zika vírus também causa a infertilidade masculina. Quando o camundongo é infectado, o vírus se aloja no testículo, causa morte de espermatozoides ou anormalidades morfológicas de movimento”, assinala Kelly Magalhães.

O Zika Vírus é transmitido por picada do mosquito Aedes Aegypti, relação sexual, e da mãe para o feto durante a gravidez. Os sintomas mais comuns são vermelhidão no corpo e coceira depois de alguns dias. Pode ocorrer febre baixa, nem sempre percebida, conjuntivite sem secreção, dor de cabeça, dor muscular e até dor nas juntas.

As medidas de controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Conforme o Ministério da Saúde, “a melhor forma de prevenção, e a mais eficaz, é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar um possível criadouro, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas”.
O ômega-3 é encontrado no óleo de peixes de águas frias e profundas (salmão, atum, bacalhau, cação) e óleos vegetais e linhaça. O nutriente é vendido em cápsulas por farmácias e lojas de suplementos alimentares. A compra não exige prescrição médica, a orientação especializada, no entanto, é recomendada pelos pesquisadores. O preço do produto varia conforme a concentração da substância.





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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...