segunda-feira, 23 de setembro de 2019

AQUECIMENTO GLOBAL - Suíços fazem funeral em montanha para geleira que derreteu

  Por: AFP - Agence France-Presse
Fabrice Coffrini/AFP
Fabrice Coffrini/AFP

Inspirada na ação feita na Islândia há algumas semanas, a Suíça realizou neste domingo um funeral simbólico pelo desaparecimento de uma das geleiras mais estudadas do mundo, a Pizol, em consequência dos efeitos do aquecimento global. 

Cerca de 250 pessoas, algumas vestidas de preto, se reuniram após duas horas de trilha pela antiga geleira, localizada perto de Liechtenstein e da Áustria, a 2.700 metros de altitude.

"Viemos aqui para dizer 'adeus'" ao Pizol, declarou Matthias Huss, glaciologista da Escola Politécnica Federal de Zurique. O pároco de Mels, a comuna onde a geleira ficava, pediu  a "ajuda de Deus para superar o enorme desafio das mudanças climáticas". 

A cerimônia ocorre na véspera da reunião especial da ONU sobre o clima, nesta segunda-feira, em Nova York. Vários chefes de Estado comparecerão para reforçar seus compromissos em limitar o aquecimento do plano a até 2ºC em relação ao período pré-industrial. 

Na Suíça, a montanha Pizol "perdeu tanto de sua essência que, do ponto de vista científico, não é mais uma geleira", explicou à AFP Alessandra Degicomi, da Associação Suíça para a Proteção do Clima, uma das ONGs que organizou o velório. 

Os participantes, entre eles crianças, depositaram flores na montanha. Não foi instalada nenhuma placa comemorativa - como fizeram os islandeses em 18 de agosto, em memória do Okjökull, primeira geleira da ilha a perder seu status. 

"Desde 1850, estimamos que há mais de 500 geleiras suíças que desapareceram completamente", das quais apenas 50 tinham nomes, explicou Huss à AFP dias antes da cerimônia. 

"O Pizol, agora, não é o primeiro. Mas podemos lhe considerar a primeira geleira suíça desaparecendo que foi muito bem estudada" desde 1893, destacou. 

O derretimento é incontestável: desde 2006, ele perdeu entre 80% e 90% de seu volume. Só restam 26.000 m² de gelo, "menos que quatro campos de futebol", afirmou Huss. 

De acordo com a Rede Suíça de Pesquisas Glaciológicas (Glamos), o Pizol pertencia à categoria "geleiras", mesmo sendo muito pequeno. 

Localizado a uma altitude relativamente baixa (de 2.630 a 2.780 metros de altitude), ele dependia da neve acumulada no inverno. 

Como o Pizol, outras 4 mil geleiras nos alpes correm o risco de ter 90% de seu volume derretido até o fim do século, caso nada seja feito para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, segundo um estudo da Escola Politécnica Federal de Zurique. 

E independentemente dos esforços para reduzir as emissões os alpes suíços vão perder pelo menos metade de suas geleiras. 




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Defesa de Lula contesta Lava Jato sobre conversas omitidas do STF



A coluna Painel da Folha de S.Paulo informa que a defesa do ex-presidente Lula se dirigiu ao STF para rebater os argumentos do juiz da Lava Jato em Curitiba, Luiz Antonio Bonat, sobre conversas do petista com autoridades que foram interceptadas pela PF mas ficaram de fora do processo.  
Bonat disse, em explicação que fere o bom senso e não convence nunguém, que o material era irrelevante para a investigação.  
Os advogados de Lula dizem que a análise da relevância cabia à própria corte, porque antes da conversa com a então presidente Dilma Rousseff, Lula havia falado com o então vice-presidente Michel Temer, com deputados e senadores –todos com prerrogativas de foro, aponta a coluna.  
Para a defesa de Lula, a Lava Jato escondeu os demais diálogos porque eles apontavam exatamente o contrário do que afirmavam as teses punitivistas dos procuradores e do juiz. 
“Diálogos foram omitidos porque mostravam um cenário totalmente diferente daquele que as autoridades de Curitiba sustentaram”, diz a petição dos advogados do ex-presidente Lula.(247)


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SENADO - Previdência pode ser votada em 1º turno nesta terça

  Por: Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A reforma da Previdência terá um capítulo decisivo nesta semana. Está marcada para a próxima terça-feira (24), no plenário do Senado, a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma. Segundo parlamentares, o clima é favorável a uma aprovação.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), disse que a reforma da Previdência está “blindada”. Pela manhã, será votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relatório referente às emendas recebidas em plenário. Após, a PEC para o plenário. A expectativa é cumprir o calendário, votando em segundo turno no dia 10 de outubro.

“Na semana seguinte, começarmos a votação em segundo turno. Em 10 de outubro, temos condições de entregar para o Brasil a reforma da Previdência”, disse Tebet.

Na primeira passagem da reforma pela CCJ, o relator da PEC, Tasso Jereissati (PSDB-CE), leu e submeteu seu parecer à comissão, que foi aprovado por 18 votos a 7 e levado ao plenário. No plenário, foram realizadas cinco sessões de discussão do tema.

Nem todas as sessões reservadas à reforma tiveram um quórum alto. Em algumas, poucos senadores pediram espaço para fala. O deputado Paulo Paim (PT-RS) pediu alteração das regras de aposentadoria especial, para profissões danosas à saúde e  mudanças nas regras de pensão por morte.

Em seu relatório, referente às emendas de plenário, Jereissati rejeitou 76 emendas recebidas no plenário do Senado que poderiam modificar a proposta e obrigar a volta do texto à análise dos deputados. O relator, no entanto, mudou a redação sobre o ponto que trata da criação de uma alíquota de contribuição mais baixa para os trabalhadores informais.

Cientes de que o relator não fará mudanças que provoquem a volta do texto à Câmara, alguns senadores jogam suas fichas na chamada PEC Paralela. A PEC, também relatada pelo tucano, promete trazer regras mais benéficas aos trabalhadores e foi criada para evitar alterações na PEC principal e, consequentemente, possibilitar uma aprovação em outubro.

A expectativa de Jereissati e Tebet é que haja uma diferença de 15 dias entre as votações da PEC original e as votações da paralela. No caso dessta, porém, a aprovação definitiva ainda levará tempo, uma vez que ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados.




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BRASIL - Moradores de comunidade fazem protesto contra morte de Ágatha

Carregando balões amarelos, em referência a uma fotografia de Ágatha, faziam críticas às operações policiais 
na comunidade
  Por: Folhapress
Protesto no Rio de Janeiro
Protesto no Rio de JaneiroFoto: Carl de Souza / AFP



Moradores do complexo do Alemão realizaram neste domingo (22) novo protesto contra a morte de Ágatha Félix, baleada na sexta (20) à noite quando voltava para a casa em uma kombi.
Eles iniciaram o protesto na localidade do Itararé e caminharam até o local onde o corpo de Ágatha estava sendo velado, em Inhaúma, zona norte da cidade.
Carregando balões amarelos, em referência a uma fotografia de Ágatha, faziam críticas às operações policiais na comunidade. Carregavam uma faixa escrita "parem de nos matar". 
"Somos moradores e não temos culpa dessa política de segurança que não funciona na comunidade, que tem tirado mais vidas do que preservado", discursou o mototaxista Marcos Henrique Nascimento Lopes, 39, cobrando mudanças na polícia de segurança.
"Reconhecer o erro não é vergonha. Vergonha é insistir no erro", defendeu. "De que adianta matar um bandido e dez pessoas do bem? Eles têm que ter esse entendimento para raciocinar." Pai de uma menina de oito anos, mesma idade de Ágatha, ele disse que o protesto é pelo fim dos tiroteios.
"Ela fica desesperada quando tem operação na comunidade. É muito tiro, parece que tem tiro dentro de casa."
Marilene dos Santos Carvalho Valadares, 56, disse que as crianças perderam a liberdade de ir e vir dentro da comunidade.
"Estão matando nossas crianças. Eu tenho um neto de dez anos e nem sei o que faria se acontecesse isso com ele. Acho que vou para aquele buraco junto com ele."
A manifestação contou com apoio de moradores de outras regiões da cidade, como o ator Fábio Assunção. "Não dá para ir mais para baixo do que isso", disse. "A sociedade tem que se posicionar", defendeu.
Representante da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, o advogado Rodrigo Mondego reclamou do posicionamento do governo estadual no caso –a Polícia Militar disse que houve confronto no momento em que Ágatha foi baleada, mas parentes negam.
"Existe um corporativismo muito grande, que nega óbvio. As pessoas dizem que foi um tiro mas eles negam categoricamente o que as testemunhas viram", afirmou.






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BRASIL - Gilmar Mendes faz alerta após 16º caso de criança baleada no Rio em 2019

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou a política de segurança pública e o elevado número de crianças baleadas
  Por: Folhapress
Gilmar Mendes
Gilmar MendesFoto: Antonio Cruz/Agência Brasil


morte da menina Agatha Félix na última sexta-feira vítima de uma bala perdida durante ação policial no Complexo do Alemão foi a quinta do ano e o 16º caso de criança atingida por tiro este ano no estado do Rio de Janeiro.

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou a política de segurança pública e o elevado número de crianças baleadas.

"Os casos de mortes resultantes de ações policiais nas favelas são alarmantes. Agatha é a quinta criança morta em tiroteios no RJ neste ano. Ao total, 16 foram baleadas no período. Uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana", publicou em sua conta no Twitter.

Os dados apontados por Mendes são do Fogo Cruzado, órgão que aponta relatórios com todos os casos envolvendo trocas de tiros no Rio. Os dados apontam que desde janeiro houve uma criança de 1 ano, outra de 3, com os outros 12 casos envolvendo crianças entre 8 e 11 anos, além de dois bebês atingidos dentro da barriga da mãe.

Em fevereiro, Jenifer Silene Gomes, de 11 anos, foi morta depois de atingida por uma bala perdida no Jacarezinho, na zona norte do Rio. A mãe da menina acusou os policiais de terem efetuado o disparo.

Em maio, Kauã Vítor Nunes Rozário, também de 11 anos, foi atingido por um tiro de fuzil quando andava de bicicleta na comunidade Vila Moretti, em Bangu. O menino teve morte cerebral depois de passar seis dias em coma.

Outro caso de crianças atingidas foi dos irmãos Letícia Tamirez Ferreira, de 9 anos, e Cristiano Ronaldo Ferreira, de 6.Em junho, ela foi baleada no tórax e ele na mão enquanto estavam a caminho da escola em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O menino Victor Almeida, de 7 anos, morreu no dia 24 de julho depois que homens armados invadiram a casa da família em Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro. O ataque também vitimou a irmã e a mãe do menino, Lindsay, 15, e Luciana, 35.

No dia 29 de agosto, a Lauane Cristina, de 7 anos, foi baleada na perna durante uma troca de tiros na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.

O caso mais recente antes da morte de Agatha Félix foi o de Luiz Márcio Araújo Menezes, de 8 anos, que foi atingido por uma bala perdida no braço enquanto brincava em uma quadra do conjunto habitacional onde morava, em Maricá, na região metropolitana do Rio.



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Mais um capotamento de veiculo em Petrolina.

Foto: WhatsApp/reprodução


Recentemente dois veículos capotaram em Petrolina. Na semana passada um veiculo capotou na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, entre os bairros da Areia Branca e Vila Eduardo. Neste domingo, outro veiculo capotou em Petrolina. O fato aconteceu na Avenida da Integração, na curva de Manoel dos Arroz. Uma equipe da Guarda Municipal esteve no local e graças a Deus não houve feridos.


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sábado, 21 de setembro de 2019

Tudo pronto para a puxada em comemoração ao Aniversário de Petrolina que tem Chicabana e Felipão. É hoje!

Puxada em comemoração ao Aniversário de Petrolina tem Chicabana e Felipão
  Por:Santanavinicius

Dois trios elétricos, animados por Chicabana e Felipão, vão animar a Orla 2 de Petrolina neste sábado (21), a partir das 21h. A festa é gratuita e faz parte das comemorações do aniversário do município que neste ano completa 124 anos. Cerca de 40 mil pessoas são esperadas no circuito.
O percurso será entre as rotatórias localizadas em frente ao restaurante Bêra D’Água e à loja de conveniência All Time. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Emicio Júnior, a segurança no evento será reforçada. “Contamos com o apoio da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, empresa de segurança privada, além do suporte do SAMU, do Corpo de Bombeiros e da Ammpla. Assim como nos anos anteriores, queremos garantir uma festa linda e tranquila para nossa população”, informa.
A puxada em comemoração ao aniversário da cidade é realizada desde 2017 e está consolidada na gestão do prefeito Miguel Coelho. No ano passado, o evento comandado pelo saudoso Gabriel Diniz e pela banda Axé 90° teve recorde de público, atraindo 42 mil pessoas.
A programação festiva de aniversário começa na sexta-feira (20), a partir das 19h30, na Porta do Rio, com Fernandinho, Vitor Oliver e Banda, Quarteto Smirna, Sara Reis e Neto Fernandes. As comemorações continuam logo cedo na manhã do sábado, às 5h30, com a alvorada da Philarmonica 21 de setembro, que  sai pelas ruas da Petrolina Antiga. Já às 18h, começa o desfile cívico na Avenida Guararapes. Em seguida, uma apresentação especial da Philarmonica levará ao público clássicos do cantor Geraldo Azevedo. A festa encerra com a puxada na Orla 2.

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...