quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Abertas inscrições para concurso da Policlínica Regional de Juazeiro

  Via:Carlos Britto
Construção da Policlínica Regional em Juazeiro. (Foto: Arquivo Divulgação)


Começam hoje (29) as inscrições para o concurso da Policlínica Regional que está em construção em Juazeiro (BA). As inscrições são realizadas exclusivamente pela internet, até às 23h59 do dia 10 de março, horário oficial de Brasília (DF), através do endereço eletrônico www.fundacaocefetbahia.org.br/policlinica/juazeiro/selecao.asp.
Há vagas para enfermeiro, farmacêutico, médico, nutricionista, psicólogo, técnico em enfermagem e técnico em radiologia; assessor técnico, assistente administrativo e ouvidor. Os salários variam entre R$ 1.188,19 e R$ 5.000,00.
O processo seletivo será constituído de duas etapas: prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, será composta por 40 questões de múltipla escolha, para todos os empregos públicos. A prova de títulos, de caráter classificatório, será aplicada para os candidatos habilitados na primeira etapa para os empregos públicos de nível superior e de nível médio – exceto para assistente administrativo.
Provas
A aplicação das provas objetivas ocorrerá no próximo dia 7 de abril, no turno matutino, nos municípios de Juazeiro e de Salvador, podendo ser aplicada também em cidades vizinhas a esses municípios. A prova terá duração de 3 horas, com horário de início previsto para as 9h. Mais informações podem ser conferidas no edital, disponível no site da organizadora.

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REJEITOS Lama percorreu área equivalente a 290 campos de futebol até chegar ao Rio Paraopeba

  Por: Luiz Ribeiro
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Os trabalhos dos bombeiros para o resgate das vitimas da tragédia em Brumadinho são dificultados pela grande extensão do terreno coberto pela lama de rejeitos que vazou da Barragem B1 do Córrego do Feijão, da Vale. Antes de entrar na calha do Rio Paraopeba, o material se espalhou por 290 hectares, área equivalente a 290 campos de futebol, atingindo também comunidades próximas e áreas de cultivo. A informação foi divulgado no início da noite desta terça-feira pelo Governo do Estado, que faz o monitoramento do avanço dos rejeitos de minério. 

De acordo com os dados apurados, nesta terça-feira, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a lama de rejeitos minerais seguiu pelo Ribeirão Ferro-CarvãFaté desaguar no Rio Paraopeba, depois de percorrer cerca de nove quilômetros. Nesse trajeto, o material se espalhou por  aproximadamente 290 hectares. Depois, a lama passou a seguir a calha do Rio Paraopeba, informou a Semad. 
 
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, ‘além da área administrativa da mineradora, foram diretamente atingidos bairros e comunidades próximas, pousadas,%u202Fáreas de cultivo, pastagens, além de estradas e vias rurais . 
 
Monitoramento da água 
O Governo Estadual informou que também está fazendo o monitoramento da qualidade da água e dos sedimentos no Rio Paraopeba e seus afluentes. A análise está sendo feita em 47 pontos. São 18 estações de monitoramento já existentes e outras 29 emergenciais, geridas em um esforço conjunto do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), da Copasa), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Agência Nacional de Águas (ANA).
 
De acordo com a Semad, monitoramento contempla parâmetros básicos de qualidade de água (temperatura, oxigênio dissolvido, turbidez e pH), entre outros. O  monitoramento é feito desde  local do acidente, percorrendo o Rio Paraopeba à sua foz, até o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Marias (no Rio São Francisco), por uma extensão de 335 quilômetros.
 
Analistas da Semad fazem o monitoramento da área atingida por meio da análise de imagens de satélite. Todos os órgãos ambientais que integram o Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema) – Semad, Feam, Igam e IEF – trabalham para mapear a extensão do dano à fauna, à flora, aos recursos hídricos e ao ecossistemas em geral.  
 
Fauna e flora
O Governo do Estado informou que também realiza o  resgate da fauna impactada pela lama de rejeitos da barragem de Brumadinho. Os trabalhos são realizados por equipe técnica, em ação articulada com entidades dos governos Estadual e Federal. O serviço é feito ainda pela Vale, seguindo determinações em autos de fiscalização do Sistema Estadual de Meio Ambiente (Sisema).



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VALE TEM 55 BARRAGENS COM ELEVADO POTENCIAL DE RISCO

Ricardo Stuckert

Conforme dados oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA), a mineradora Vale tem 175 barragens, das quais 56 estão na categoria de "alto dano potencial associado". A classificação da ANA avalia as possíveis perdas de vidas humanas e os prejuízos sociais, econômicos e ambientais em caso de rompimento. Era nesta categoria que se encontrava a barragem de Brumadinho (MG) que se rompeu na sexta-feira (25). Até aqui são 84 mortos e 276 desaparecidos.
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "o número de reservatórios de alto dano potencial da Vale supera o de barragens que a empresa anunciou nesta terça (29) que serão fechadas. O número de reservatórios de alto dano potencial da Vale —51 em Minas e seis no Pará— supera o de barragens que a empresa anunciou nesta terça (29) que serão fechadas. Segundo o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, as dez barragens a montante da companhia, todas em Minas, serão encerradas. Por esse modelo, o reservatório é feito em "degraus" erguidos à medida que a quantidade de rejeitos aumenta."
E acrescenta: "o desenho foi usado em Brumadinho e em Mariana (MG), e, embora mais barato, é considerado o menos seguro. 'É um plano definitivo, para não deixar dúvida de que todo o sistema da Vale está absolutamente seguro', disse Schvartsman. A estrutura de Brumadinho já estava inativa quando a tragédia ocorreu, mas ainda acumulava rejeitos de minério de ferro. Os dados de classificação das barragens foram divulgados pela ANA no final do ano passado com informações relativas a 2017. Além do dano potencial, a agência informa qual é o risco de incidentes em cada estrutura avaliada, de acordo com características técnicas e de conservação."(247)


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Governo federal deve liberar R$ 190 mi para saúde em Minas Gerais

O secretário Farah Júnior afirmou que o estado está com problemas financeiros e que a verba adicional 
será necessária
  Por: Agência Brasil
O governo de Minas Gerais pediu ao governo federal apoio às políticas de saúde no estado
O governo de Minas Gerais pediu ao governo federal apoio às políticas de saúde no estadoFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

governo Federal se comprometeu a permitir um acréscimo de recursos ao governo de Minas Gerais de cerca de R$ 190 milhões neste ano. A demanda e os acertos foram discutidos em reunião entre o secretário em exercício de Minas, José Farah Júnior, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. No encontro, o governo de Minas Gerais pediu ao governo federal apoio às políticas de saúde no estado e ao atendimento às vítimas da tragédia de Brumadinho.

“São situações que não tinham sido solicitadas anteriormente e que são serviços que já acontecem e têm que ser homologados. Isso já vai dar uma ajuda”, explicou Mandetta.

O secretário Farah Júnior afirmou que o estado está com problemas financeiros e que a verba adicional será necessária. “Estamos com dificuldade de caixa. Viemos aqui pedir ajuda do governo federal para tentar equilibrar as contas, estamos com questões com fornecedores, na aquisição de medicamentos”.
ministro da Saúde informou que além do montante adicional, a equipe da pasta estuda formas de antecipar parcelas, em vez do pagamento parcelado mês a mês. Seria uma forma de injeção adicional no início do ano.

Vacinas e medicamentos
O encontro estava agendado antes do rompimento da barragem da Vale, e foi aproveitado para tratar do tema. Na conversa, os integrantes da secretaria estadual solicitaram apoio com um lote adicional de vacinas para além da reserva já disponível, em quantidade ainda a ser avaliada. Também foi requerido auxílio em medidas operacionais, como na compra de medicamentos, uma vez que a administração estadual está tendo dificuldade na aquisição em razão dos atrasos no pagamento de fornecedores.

Após o encontro, Farah Júnior informou que as equipes e as unidades de saúde estaduais já estão dando conta de atender os feridos. Em razão da magnitude da tragédia, que deixou muitas vítimas fatais e não tantos feridos. “O grande problema são as vítimas ainda embaixo da lama”, destacou.

Mas há preocupação daqui para frente com o impacto do rompimento. O primeiro risco é o de contaminação em função do espraiamento dos rejeitos. Para além das vacinas, equipes de saúde da família serão mobilizadas para levar informações aos cidadãos de Brumadinho e região, como evitar tomar água de rios e poços artesianos próximos, bem como não ingerir peixes e alimentos que possam estar contaminados.

Saúde emocional
Outra frente destacada pelo secretário é o apoio em termos de saúde emocional aos sobreviventes, feridos e às famílias dos vitimados. Há necessidade de assistência psicológica para lidar com as perdas de entes queridos e eventuais tratamentos de processos como crises de pânico, depressão e quadros semelhantes decorrentes do sofrimento das pessoas envolvidas na tragédia.

Mandetta, informou que a pasta já havia disponibilizado uma equipe especializada em estresse pós-trauma, além de 150 leitos, kits de medicamento, caminhonetes e a Força de Saúde Nacional.



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BARRAGENS De um total de 24 mil barragens, 780 foram fiscalizadas, diz relatório

  Por: Agência Brasil
Barragem de Fundão. Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil
Barragem de Fundão. Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Em 2017, 780 barragens foram fiscalizadas por 29 órgãos estaduais como secretarias e institutos de Meio Ambiente ou por três agências reguladoras federais. O número corresponde a 3,23% do total de 24.092 barragens existentes. No caso da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), não foi classificada como crítica pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no levantamento que originou o relatório.

As barragens, segundo especialistas, têm distintas finalidades. Elas são utilizadas desde irrigação à exploração hidrelétrica, abastecimento, uso animal, aquicultura, contenção de resíduos minerais, resíduos industriais.

Números
Os dados são do Relatório de Segurança de Barragens 2017, publicado no ano passado pela Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pela fiscalização de 24 barragens no período.

Apenas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi responsável pela fiscalização de 28 barragens e a Agência Nacional de Mineração (AMN), por 211.

Pelo estudo, os órgãos que mais fizeram fiscalização em barragens foram o Instituto Naturatins (Tocantins), com 142 vistorias, e as secretarias de Meio Ambiente de Minas Gerais (125) e do Ceará (115).

Alerta
O relatório assinala que “ainda há muito trabalho a ser realizado pelos órgãos fiscalizadores nos processos de regularização e definição se as barragens se submetem ou não ao PNSB [Plano Nacional de Segurança de Barragens]”.

Conforme o documento, “não há nenhum ato de autorização, outorga ou licenciamento em 42% das barragens, e em 76% dos casos não está definido se a barragem é ou não submetida à PNSB por falta de informação”.

O relatório ainda descreve que “até o momento [2017], 3.543 barragens foram classificadas por categoria de risco e 5.459 quanto ao dano potencial associado”, sendo que 723 foram classificadas simultaneamente como de isco e alto potencial de dados.



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MOURÃO DIZ QUE LULA DEVE IR AO VELÓRIO: QUESTÃO HUMANITÁRIA

Romério Cunha/VPR

O presidente em exercício, o general Hamilton Mourão, afirmou que a presença do ex-presidente Lula no velório de seu irmão é uma "questão humanitária".
"É uma questão humanitária. Perder um irmão é sempre uma coisa triste. Eu já perdi o meu e sei como é que é", disse o presidente em exercício segundo a Folha de S. Paulo. "Eu acho que se a Justiça considerar que está ok, não vejo problema nenhum", acrescentou.
Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá,  faleceu nesta terça-feira (29), vítima de um câncer de pulmão aos 79 anos.
Diante da demora em responder ao pedido feita pela defesa à Justiça Federal de Curitiba, a defesa apresentou um pedido de habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região no final da tarde desta terça, reforçando a solicitação para a saída temporária do ex-presidente.(247)


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EM NOTA , MORO DIZ QUE PF INVESTIGA AMEAÇAS CONTRA JEAN WYLLYS

Marcello Casal jr/Agência Brasil

Agência Brasil
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lamentou, em nota divulgada hoje (26), a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o país devido às ameaças que têm sofrido. O ministério rebateu a afirmação do parlamentar de que há omissão das autoridades em relação a essas ameaças.
Segundo o Ministério da Justiça, a Polícia Federal abriu inquéritos, ao longo de 2017 e 2018, “para apurar ofensas e ameaças contra o deputado”. As investigações estão em andamento, mas a Polícia Federal identificou um dos autores: Marcelo Valle Silveira Mello, preso em 2018.
Conforme a nota, Mello integra o grupo autointitulado "Homens Sanctos" e usava a identidade de Emerson Setim para fazer ameaças ao deputado. O Ministério da Justiça e Segurança Pública “repudia a conduta dos que se servem do anonimato da internet para covardemente ameaçar qualquer pessoa e em especial por preconceitos odiosos”.
Nesta semana, o deputado anunciou, em carta ao PSOL, que não assumirá o mandato na Câmara dos Deputados, para o qual foi reeleito em outubro de 2018, e que ficará um tempo fora do país.  


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...