segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Mutirões de saúde marcam final de semana nas áreas urbana e rural de Petrolina

   Por: Viniocius de Santana

O final de semana foi marcado por dez mutirões de saúde, em Petrolina. Promovidos pela prefeitura, através da plataforma ‘Petrolina Cuida’, foram ofertados exames e consultas especializadas para pacientes que estavam em fila de espera. Os mutirões aconteceram em Nova Descoberta, zona rural, e nas clínicas e hospitais particulares, na área urbana: APAMI, Instituto de Olhos; Clinap; Neurocárdio; Memorial; Pró Coração; Clínica urológica de Petrolina; CDI e HGU.  No total, foram realizadas 350 consultas e 260 exames.
Dentro da plataforma de ações, a gestão municipal segue com a campanha ‘Outubro Rosa’, na qual mais de 70 mulheres foram beneficiadas, na localidade de Nova Descoberta, com exames de ultrassonografia transvaginal. Através deste exame é possível diagnosticar diferentes problemas da região pélvica, como cistos, infecções e câncer. “A prefeitura vem intensificando as ações na área rural, que há anos vinha sendo esquecida. Nosso objetivo é promover uma saúde pública de qualidade para todo o município. E nesse mês de outubro estamos com o foco direcionado para esse reforço à saúde da mulher”, destacou a secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque.
Já na área urbana, cerca de 270 pessoas fizeram parte do mutirão oftalmológico, no Instituto de Olhos. Além disso, foram ofertados, nas outras clínicas particulares, diversos exames e consultas, a exemplo de mamografias; ressonâncias; consultas neurológicas; exames do coração; ginecologistas; nutricionistas.
“Estamos trabalhando para até dezembro, através do programa Zero Fila, eliminar toda a demanda reprimida. Nós já tivemos um grande avanço, porém, continuamos com as diversas frentes de trabalho, e acreditamos que vamos conseguir”, concluiu a secretária Magnilde Albuquerque.

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Adutora do Agreste recebe primeiro repasse do ano, no valor de R$ 28,9 milhões

A água do 'Velho Chico' já chegou à Arcoverde. Outras oito cidades da região também serão beneficiadas com a obra da Adutora do Moxotó, já interligada a Adutora do Agreste, contemplando 400 mil pessoas

Imagem: Compesa/Divulgação
Imagem: Compesa/Divulgaçã


Após várias audiências realizadas no Ministério da Integração Nacional ao longo de 2018, em busca de novas liberações de recursos para a obra da Adutora do Agreste, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) recebeu a notícia, na última sexta-feira (19), da liberação de R$ 28,9 milhões para a continuidade do empreendimento. De acordo com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, que esteve em Brasília, esse será o primeiro repasse liberado neste ano pelo presidente Michel Temer para a obra, que estava ameaçada de paralisação pela ausência de verba nos últimos dez meses. 

De acordo com Roberto Tavares, o governador Paulo Câmara estava bastante preocupado com a possibilidade da paralisação da obra da Adutora do Agreste, uma vez que se prenuncia mais uma ano de seca na região. "Caso não chegasse o repasse, estaríamos anunciando na próxima semana a paralisação das obras. Agora, podemos nos concentrar em levar água do Rio São Francisco para a população do Agreste que tanto precisa", reforça. Tavares lembra ainda a atuação do deputado federal pernambucano Fernando Monteiro, que foi fundamental para a liberação desses recursos, levando as preocupações do governador Paulo Câmara para o Ministério da Integração. 

Mesmo sem a conclusão da obra do Ramal do Agreste, por parte do Governo Federal, a Compesa está conseguido distribuir agua do Rio São Francisco por meio da Adutora do Moxotó. "Essa foi a solução que encontramos, a pedido do governador Paulo Câmara, para antecipar a funcionalidade da Adutora do Agreste, antes mesmo da conclusão do Ramal do Agreste, um dos braços do projeto da Transposição do Rio São Francisco para alimentar o Eixo Leste, que beneficiará  68 municípios pernambucanos", explica o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Ele antecipa que a água do "Velho Chico" já chegou na cidade de Arcoverde, no Sertão, e nos próximos dias deve chegar em Pesqueira, no Agreste. Outras oito cidades da região também serão beneficiadas com a obra da Adutora do Moxotó, já interligada a Adutora do Agreste, contemplando 400 mil pessoas. Na sequência,  as outras cidades que terão mais água nas torneiras são : Venturosa, Pedra, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una e São Caetano. 

As obras da Adutora do Agreste começaram em 2013. No ano passado, o governo federal liberou R$ 194 milhões. Com a liberação desses R$ 28,9 milhões, ainda faltam ser repassados R$ 413 milhões para finalizar a primeira etapa do empreendimento, que prevê o abastecimento de 23 municípios do Agreste, de um montante conveniado no valor de R$ 1,4 bilhão. A segunda etapa deverá beneficiar outros 45 municípios, mas ainda não há convênio formalizado entre o Governo de Pernambuco e Governo Federal. DP



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Bolsonaro reafirma fusão de ministérios

A proposta é alvo de críticas de setores de exportação e do próprio agronegócio

   Por: AE
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O candidato Jair Bolsonaro (PSL), confirmou neste domingo (21) que, se eleito, pretende fundir os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura. "Até o momento está garantida esta fusão. O ministro será indicado pelo setor produtivo, logicamente que a bancada do agronegócio terá seu peso nessa indicação". Segundo o candidato, a ideia deu certo em países que juntaram essas duas pastas. "O que não podemos continuar é com dois ministérios antagônicos."
A proposta é alvo de críticas de setores de exportação e do próprio agronegócio. Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, essa pressão fez a equipe técnica do candidato do PSL rejeitar uma fusão das pastas do Meio Ambiente e da Agricultura.

Nas últimas semanas, o grupo de campanha do PSL recebeu análises de especialistas em comércio exterior que preveem dificuldades com fornecedores da Europa se um possível governo confirmar o aniquilamento do Meio Ambiente e sinalizar para um aumento das taxas de desmatamento na Amazônia. 

Um estudo que estava sendo preparado por auxiliares do presidenciável ressalta que órgãos como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) devem estar, num eventual governo, na estrutura de um superministério de infraestrutura ou se manter como pasta independente integrada ao sistema de defesa nacional. 

Desde a pré-campanha, os auxiliares de Bolsonaro já trabalhavam com a perspectiva de que uma fusão era inviável administrativamente. Eles argumentam que área ambiental atua em temas de infraestrutura e energia, por exemplo, sem conexão com a Agricultura. 

As críticas generalizadas levaram a equipe a descartar a integração. Mas a palavra final é de Bolsonaro e no domingo ele voltou a reafirmar sua intenção de fundir os ministérios. 

Economia

Ainda no domingo, o candidato também disse, em vídeo publicado em seu Twitter, que colocou suas demandas econômicas - entre elas dólar competitivo, taxa de juros baixas e inflação na meta - na mesa e que o economista Paulo Guedes (cotado para ser ministro da Economia em um eventual governo PSL ) disse ser possível. "Queremos privatizar grande parte das estatais, tendo um olhar para os funcionários, levando em conta o que são empresas estatais satélites", afirmou, acrescentando que "Paulo Guedes disse que há condição de atingir o objetivo".

Segundo Bolsonaro, se deixar a carga tributária como está, "temos a certeza que o Brasil quebra, então temos que arriscar". "A desoneração (de impostos) tem que atingir de forma positiva todo setor produtivo brasileiro e não apenas alguns setores."



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OAB REAGE A BOLSONARO: É OBRIGAÇÃO DO ESTADO DEFENDER O STF


Após o vídeo do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), avaliar que um soldado e um cabo seriam suficientes para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, divulgou um comunicado onde afirma que defender o STF “é obrigação do Estado”.
“A Ordem dos Advogados do Brasil, maior entidade da sociedade civil brasileira, chama atenção para a necessidade de serem rejeitadas as propostas que visem minar o funcionamento das instituições da República, negar vigência à atual Constituição Federal e cassar direitos individuais fundamentais, como habeas corpus e sigilo profissional”, diz o comunicado publicado pelo Estado de São Paulo.
Nota também afirma o quanto o STF tem sido importante na crise atual: “Chamamos atenção, especialmente, para o papel fundamental que o Supremo Tribunal Federal tem cumprido neste momento de crise. O mais importante tribunal do País tem usado a Constituição como guia para enfrentar os difíceis problemas que lhe são colocados, da forma como deve ser. É obrigação do Estado defender o STF."
Leia abaixo a íntegra da nota da OAB   
"Prestes a ser encerrado mais um processo eleitoral, no mais longevo período democrático da história do Brasil, o desafio que se coloca é a preservação dos valores da democracia e da República.
A separação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário é condição para a existência do Estado de Direito e é uma forma de prevenir e coibir equívocos e erros cometidos pelo Estado. Sem separação entre os Poderes também não é possível haver a transparência que a sociedade exige dos agentes públicos.
A Ordem dos Advogados do Brasil, maior entidade da sociedade civil brasileira, chama atenção para a necessidade de serem rejeitadas as propostas que visem minar o funcionamento das instituições da República, negar vigência à atual Constituição Federal e cassar direitos individuais fundamentais, como habeas corpus e sigilo profissional.
Chamamos atenção, especialmente, para o papel fundamental que o Supremo Tribunal Federal tem cumprido neste momento de crise. O mais importante tribunal do País tem usado a Constituição como guia para enfrentar os difíceis problemas que lhe são colocados, da forma como deve ser. É obrigação do Estado defender o STF."247
Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB


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Após fala sobre fechar STF, Rosa diz que juiz não deve se deixar abalar

   Por: Viinicius de Santana

presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, disse neste domingo (21) que um magistrado que honra o seu papel não se deixa abalar por manifestações que possam ser compreendidas como inadequadas.
A declaração foi uma resposta a vídeo replicado nas redes sociais que mostra o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), dizendo que para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal) “basta um soldado e um cabo“.
As instituições estão funcionando normalmente e juiz algum no Brasil que honra a sua toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode eventualmente ser compreendida como inadequada“, disse a ministra, em entrevista à imprensa.
A magistrada disse que teve conhecimento da declaração por sua assessoria de imprensa e que foi informada de que ela foi desautorizada posteriormente pelo presidenciável do PSL.

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Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro mantém dianteira, mas cai dois pontos e Haddad sobe dois

Foto: reprodução



Nova pesquisa realizada pela MDA e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte nesta segunda-feira (22) apresenta uma diferença de 14 pontos percentuais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) na corrida presidencial quando considerados apenas os votos válidos.
O levantamento aponta, a sete dias da eleição, que o capitão reformado do Exército tem 57% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito de São Paulo aparece com 43%.  Considerando-se os votos totais, Bolsonaro aparece com 48,8% das citações, enquanto Haddad tem 36,7%, além de 11,0% que pretendem anular ou votar em branco e 3,5% que se dizem indecisos.
Considerando-se os níveis de rejeição para os candidatos, Fernando Haddad é rejeitado por 51,4% dos entrevistados e Jair Bolsonaro por 42,7%. A definição de voto é definitiva para: 91,1% dos eleitores de Jair Bolsonaro e para 91,3% de Fernando Haddad.
A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 21 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o número BR-00346/2018.
Veja os principais resultados abaixo:
 Intenção de voto (espontânea)
Jair Bolsonaro: 45,8%
Fernando Haddad: 33,3%
Outros: 0,2%
Branco/Nulo: 11,5%
Indecisos: 9,2%
Intenção de voto (estimulada) – Votos totais
Jair Bolsonaro: 48,8%
Fernando Haddad: 36,7%
Branco/Nulo: 11,0%
Indecisos: 3,5%
Intenção de voto (estimulada) – Votos válidas
Jair Bolsonaro: 57,0%
Fernando Haddad: 43,0%
(Fonte: Correio Braziliense)

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EVANGÉLICOS DE TODO O PAÍS SE MOBILIZAM CONTRA BOLSONARO


Júlia Dolce, Brasil de Fato - Evangélicos por todo o país estão se posicionando em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT), contra as propostas e discurso de Jair Bolsonaro (PSL). O movimento acontece em oposição ao senso comum de que a comunidade evangélica necessariamente compartilha de valores conservadores e preconceituosos trazidos pelo capitão reformado do Exército. Para esses fiéis e lideranças cristãs protestantes, o discurso de Bolsonaro incita a violência e é diretamente oposto ao que é pregado pelo evangelho.
Grupos como a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, o "O Amor Vence o Ódio", e "Evangélicos Contra Bolsonaro", assim como religiosos autônomos, estão se opondo ao apoio de grandes igrejas neopentecostais como a Universal do Reino de Deus (IURD) e a Assembleia de Deus, cujas lideranças não apenas declararam voto em Bolsonaro, mas têm feito propaganda e pressão para que seus fiéis também votem no deputado federal.
No dia 1º de outubro, o Pastor José Wellington da Assembleia de Deus aproveitou a comemoração de seu aniversário de 84 anos, na maior sede da igreja, localizada no Belém, zona leste de São Paulo, para pedir para milhares de fiéis o voto em Bolsonaro. Já o Pastor Edir Macedo, da IURD e dono da Record TV, utilizou a emissora para veicular uma entrevista exclusiva com o candidato do PSL durante o debate presidencial na Rede Globo.
Para Heber Rocha Farias, vendedor e membro da Igreja Batista da Água Branca (IBAB), o evangelho deixa claro que não existe "senhores entre os irmãos", mas as igrejas fundamentalistas investem na manipulação pelo poder das lideranças, seja na Igreja ou na na televisão.
"A partir de um certo ponto, tudo que eles falam não passa por reflexão, mas vira palavra de ordem. Declaram de cima do púlpito, um espaço de poder, que os fiéis precisam votar no 17", afirmou.
Farias conta ainda que tem sofrido preconceito dentro da comunidade evangélica por conta de suas posições políticas."Claro que já existiram outros momentos pontualmente diferentes, mas na nossa geração, é um dos pontos mais críticos que vivemos de violência psicológica. Nossa opção política no momento está sendo transfigurada para um campo espiritual como se fôssemos pessoas endemoniadas, é o que mais escutamos. Que cristãos de esquerda ou são anti-cristãos, ou perderam a fé", reiterou.
Segundo o pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho, em Niterói (RJ), algumas igrejas têm, inclusive, feito caravanas para o Nordeste com o objetivo de convencer os evangélicos a não votarem no PT.
"Eles dizem que falam em nome de Deus, reivindicam para eles esse lugar, então você precisa ir na igreja deles para ser abençoado. Eu já fui um adolescente formado nessa mentalidade, de achar que questionar o pastor é questionar o próprio Deus. Então a palavra do pastor tem muita influência, então deveria ter mais responsabilidade. Na medida em que eu encontrava no Evangelho um Cristo comprometido com os pobres, que denunciou as injustiças, preso, torturado, executado pelo Estado, toda sua vida teve implicação política, então minha militância política foi fruto do meu encontro com o Evangelho. Se eu sigo alguém que teve o compromisso com as pessoas, não posso ficar em silêncio diante das injustiças do meu tempo", afirmou.
Resposta fácil
Na opinião de Vieira, os votos em Bolsonaro representam uma resposta profunda à desigualdade, violência e miséria. A última pesquisa eleitoral, realizada nesta sexta-feira (19) pelo instituto Vox Populi em conjunto com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) mostrou que Bolsonaro tem 53% das intenções de votos válidos, contra 47% de Haddad, uma queda de seis pontos percentuais em relação às pesquisas anteriores.
"Muitas vezes o fundamentalismo é a resposta mais objetiva e fácil para os problemas complexos da vida. A vida é difícil para o povo, acordar cedo, ficar no trânsito, ter que escolher entre remédio e aluguel. Às vezes uma narrativa que dá uma resposta rápida é encantadora. Mas Bolsonaro tem a ver com uma coisa que nenhum cristão de verdade gosta: violência e ódio. O que ele fala, estimula homem a bater em mulher, estimula criança a sofrer bullying na escola, faz com que pessoas cometam violência nas ruas, e o povo de Deus não gosta disso", disse.
O pastor Henrique Vieira participou, na última quarta-feira (17) de um ato com Haddad, em um hotel no centro de São Paulo. O evento reuniu mais de 200 lideranças evangélicas e teve como objetivo desmentir as fake news difundidas contra o petista no meio religioso. No evento, Haddad distribuiu uma Carta Aberta o Povo de Deus, na qual conta sua experiência religiosa. Entre uma das principais lideranças do evento estava o pastor Ariovaldo Ramos, um dos fundadores da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Em entrevista, ele contou que a organização cresce a cada dia, se espalhando por todo o país.
"A gente parte de uma presunção de que eles estão sendo enganados, por uma liderança mal informada, ou também mal intencionada. O fiel está sendo desviado da fé evangélica. A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é apartidária. Se Haddad estivesse enfrentando qualquer um dos outros proponentes, nós teríamos nos recolhido à posição de cidadãos, assistindo e tomando nossas decisões particulares. Só que o adversário dele é uma pessoa que propõe o discurso nazista, que a humanidade rejeitou. É absurdo um sujeito se propor supremo mandatário da nação e dizer que apoia a tortura, é um crime contra a humanidade", denunciou.
Para a estudante de Direito Victoria Gama, uma das lideranças jovens da IBAB, a esquerda está começando a aprender como acolher a comunidade evangélica. Na opinião dela, cada vez mais evangélicos se identificarão com esse campo político.
"A esquerda, de modo geral, está entendendo que ser evangélico tem muito mais a ver com ser de esquerda do que ser de direita, faz muito mais sentido. Temos que pegar todo o pessoal que sofreu com muito conservadorismo dentro da Igreja e está cansado disso, ou que se assumiu LGBT, mas ainda cultiva a crença e pode ser abraçado como parte da esquerda. Eu fico muito triste [com o apoio dos evangélicos à Bolsonaro], ataca o meu coração e vai muito contra tudo que eu aprendi e tudo que eu entendo que Jesus quer para a gente, que ele ensinou quando estava aqui", afirmou.
Na opinião da estudante, é "dever" dos evangélicos "não deixar um discurso mentiroso e descontextualizado ser usado por pessoas que se dizem evangélicas".
"Essa eleição me assusta muito, me tira o sono. Eu sei que enquanto mulher, de esquerda, vou sofrer com isso, porque minha tendência não é ficar calada, nem no futuro, independente do contexto. E as pessoas que tem voz vão ficar caladas nesse governo", lamentou.
Dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil segue sendo a maior nação cristã do mundo. No entanto, a tendência da redução do número de católicos e expansão das correntes evangélicas já era observada há oito anos, alcançando 22,2% da população. Em paralelo, a Bancada Evangélica no Congresso alcançou, após o primeiro turno dessas eleições, 91 deputados federais, crescendo em relação ao último pleito, quando 75 seguidores da doutrina foram eleitos, de acordo com dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Para Henrique Vieira, existem duas formas de relação entre a religião e política, sendo uma delas legítima , e a outra, "absurda, desonesta e violenta".
"Você pegar a doutrina e tentar impor ao conjunto da sociedade, Jesus não faria isso. Tem uma parcela de lideranças religiosas que usam a linguagem religiosa para buscar poder, dinheiro, o Deus dele é o próprio bolso e a própria imagem. Agora, tem uma relação que é saudável, que é quando a religião te inspira e te faz pensar na dor do outro, te lembra que a natureza é um bem comum, que a terra é uma dádiva e a alimentação é um bem sagrado, daí você não está preocupado em um projeto de poder, e sim em servir as pessoas e, a partir da sua fé, ajudar o mundo a ser melhor", opinou. Vieira destaca ainda que acredita na possibilidade de uma virada eleitoral. "Eu creio que tem volta porque crer é uma exigência ética para mim, eu tenho que crer", completou.
Já para o pastor Ariovaldo Ramos, a saída, mesmo para evangélicos, continua sendo a resistência.
"Quando sai o escândalo de Caixa 2 de Bolsonaro e vemos que há milionários mentindo descaradamente, sustentando a mentira, e dizendo que é democracia, isso é abjeto e imoral, e nós temos que resistir. A nossa resistência é a de quem propõe o arrependimento e a conversão, mas que toma a postura de não deixá-los passar. É a postura da resistência de Luther King, de Gandhi, não passarão. Vamos denunciar os falsos pastores, a manipulação dos fiéis e da Bíblia. Isso ofende nossa fé, nosso Deus e a humanidade", concluiu.
Nesta quinta-feira (18), cristãos e cristãs caminharam em um ato pela Democracia realizado no Rio de Janeiro. Blocos evangélicos e cristãos estão sendo organizados para um grande ato nacional #Elenão neste sábado (19).


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