quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Em ritmo acelerado, obra da ciclovia da Avenida Cardoso de Sá caminha para ser entregue no aniversário de Petrolina

   (Por:C.Britto)
Obra da ciclovia na Avenida Cardoso de Sá. (Foto: Felipe Pereira/Ascom PMP/Divulgação)


Com sete frentes de trabalho, a obra da ciclovia da Avenida Cardoso de Sá, área central de Petrolina, caminha para ser entregue à população em setembro, dentro da programação em comemoração ao aniversário da cidade. De acordo com a assessoria da prefeitura, cerca de 30 pessoas estão trabalhando, diariamente, no trecho entre o Petrolina Palace Hotel e o campus da Universidade de Pernambuco (UPE).
Enquanto três equipes são responsáveis pelo assentamento do piso intertravado, outras duas abrem caminho para o novo meio-fio. Além disso, outro grupo realiza o assentamento das lajotas do piso tátil, fundamental para deficientes visuais e que vai garantir a acessibilidade da via. Uma última equipe é responsável pela finalização e acabamento do serviço.

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DIA DO BASTA, NESTA SEXTA-FEIRA, É 'RESISTÊNCIA À TRAGÉDIA'

Roberto Parizotti/ CUT

Rede Brasil Atual - O chamado "Dia do Basta", nesta sexta-feira (10), terá atos em todo o país, com destaque para a concentração na Avenida Paulista, em São Paulo, diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp). "O símbolo do empresariado brasileiro, porque são os empresários os reais construtores desse golpe que destruiu a legislação trabalhista e piorou a nossa vida, empobreceu a classe trabalhadora", afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.
O dia nacional de protesto é convocado pelas centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. "Vamos mostrar a nossa resistência à tragédia que se abateu sobre este país desde o golpe, em 2016", diz Vagner.
"Vamos mandar um recado aos golpistas, dar um basta ao desemprego, ao bico no lugar de trabalho formal com carteira assinada, à desesperança de 65 milhões de brasileiros e brasileiras que, desempregados, não encontram mais forças nem esperança para buscar espaço no mercado de trabalho", acrescenta o dirigente da CUT.
A data foi aprovada em junho pelas centrais, juntamente com a chamada "agenda prioritária da classe trabalhadora", com 22 propostas das entidades para os candidatos nas eleições deste ano (confira os itens abaixo). Alguns candidatos já receberam o documento, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT), além da então pré-candidata do PCdoB, Manuela D´Ávila, e líderes partidários no Congresso.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, é dia de demonstram indignação contra a retirada de direitos. "Vamos tomar a Avenida Paulista. Todo o estado de São Paulo está representando. Estaremos lá, demonstrando a nossa força para dizer que o país que nós queremos não é o que está aí colocado."
"É um dia nacional de luta de todas as categorias contra o desemprego e a retirada de direitos. Mas também é um momento em que os bancários mostrarão aos banqueiros que não aceitarão a retirada de direitos e que querem aumento real", afirma a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
Em campanha salarial, a categoria rejeitou ontem proposta apresentada pela Fenaban, de reajuste pela inflação, sem aumento real. Os bancários de São Paulo também aprovaram participação no dia de protesto. Agências localizadas em algumas regiões não devem funcionar no período da manhã. No Rio de Janeiro, a categoria fará vigília a partir das 6h na Central do Brasil, seguida de ato público ao meio-dia no Boulevard da Avenida Rio Branco, no centro. Está prevista uma manifestação unificada às 16h, na Praça XV.
Os 22 itens da agenda dos trabalhadores
1. Criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, que já atingem 28 milhões de trabalhadores: a. Criar frentes de trabalho como medida emergencial, com atenção especial para os jovens; b. Retomar as obras de infraestrutura; c. Políticas de amparo aos desempregados: aumento das parcelas do segurodesemprego, vale-transporte para o desempregado, vale-gás, subsídio de energia elétrica, entre outros.
2. Democratizar o sistema de relações de trabalho, fundado na autonomia sindical, visando incentivar as negociações coletivas, promover solução ágil dos conflitos, garantir os direitos trabalhistas, o direito à greve e coibir as práticas antissindicais; favorecendo a reestruturação da organização sindical para ampliar a representatividade e a organização em todos os níveis, estimulando a cooperação sindical entre os trabalhadores, inclusive com o financiamento solidário democraticamente definido em assembleia.
3. Regular o direito de negociação coletiva para os servidores públicos, em todas as esferas de governo, segundo os princípios da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
4. Renovar, para o próximo quadriênio (2020 a 2023), a política de valorização do salário mínimo.
5. Definir a jornada de trabalho em 40 horas semanais.
6. Revogar todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Lei 13.467 (Reforma Trabalhista) e da Lei 13.429 (Terceirização), que precarizam os contratos e condições de trabalho, na perspectiva da construção de um novo estatuto, com valorização do trabalho.
7. Combater a informalidade, a rotatividade, o trabalho análogo ao escravo e eliminar o trabalho infantil, no campo e na cidade.
8. Regulamentar o inciso 27º do artigo 7º da Constituição, que garante proteção trabalhista para os impactos das transformações tecnológicas e econômicas.
9. Assegurar o direito e o acesso ao Sistema Público de Seguridade e Previdência Social, promovendo a universalização; garantir, diante das mudanças no mundo de trabalho e da transição demográfica, a sustentabilidade financeira do Sistema, com permanente participação social na gestão.
10. Revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos, e criar uma norma coerente com o papel do Estado no desenvolvimento do País, cuja elaboração inclua participação social, que integre também a avaliação permanente da regra orçamentária.
11. Promover reforma tributária orientada pela progressividade dos impostos, revisão dos impostos de consumo e aumento dos impostos sobre renda e patrimônio (tributação sobre herança e riqueza, lucros e dividendos), visando à simplificação, à transparência e ao combate à sonegação.
12. Reestruturar, fortalecer e ampliar a capilaridade do Sistema Público de Emprego voltado para a proteção do emprego e o combate à demissão imotivada; articulando e ampliando a proteção aos desempregados, os programas de formação profissional, a intermediação de mão de obra e o microcrédito produtivo; recuperando a capacidade de financiamento do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador; investindo na efetividade dos conselhos em todos os níveis.
13. Universalizar o acesso à educação de qualidade em todos os níveis, orientada pelos princípios da liberdade, da cidadania e para o aprendizado e o conhecimento, em um mundo em mudança; rever e reorganizar o ensino médio e profissionalizante, com políticas voltadas ao ingresso do jovem no mercado de trabalho.
14. Fortalecer o Sistema Único de Saúde, com integralidade e universalidade, ampliando a oferta de serviços e garantindo o financiamento público; promover a política de saúde do trabalhador e de segurança no trabalho.
15. Promover e articular uma política de desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, orientada para o readensamento das cadeias produtivas, com enfoque estratégico para a indústria, as empresas nacionais, a presença no território nacional, a diversidade regional, a geração de emprego de qualidade e com relações de trabalho democráticas.
16. Fortalecer a engenharia nacional e reorganizar o setor da construção para dinamizar e materializar os investimentos estratégicos em infraestrutura econômica, social, urbana e rural.
17. Garantir às micro, pequenas, médias empresas e à economia solidária e popular acesso ao sistema de inovação tecnológica, favorecer a integração aos mercados internos e externos, fornecer assistência para a gestão e promover acesso ao crédito.
18. Fortalecer o papel estratégico das empresas públicas (sistema da Eletrobras, Petrobras, bancos públicos, entre outros) para a promoção e sustentação do desenvolvimento econômico e social.
19. Investir e ampliar o sistema de ciência, tecnologia e inovação, em articulação com a estratégia de investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social, urbana e rural.
20. Fortalecer e ampliar as políticas sociais de combate à pobreza, miséria e redução da desigualdade social e de renda.
21. Fortalecer as políticas voltadas para a Agricultura Familiar, a Reforma Agrária e o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão no campo.
22. Ampliar e efetivar políticas, programas e ações para promover a igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes.


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Com 63.880 vítimas em 2017, Brasil bate recorde histórico de mortes violentas

Rio Grande do Norte assumiu a liderança entre os Estados mais violentos do País, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes

  Por: AE
Foto: Annaclarice Almeida/DP (Foto: Annaclarice Almeida/DP)
Foto: Annaclarice Almeida/DP


O Brasil atingiu em 2017 o maior número de mortes violentas intencionais, como homicídios e latrocínios, da sua história. Foram 63.880 vítimas, o equivalente a 175 por dia, 7 por hora. Os dados foram revelados nesta quinta-feira (9) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo. A taxa de mortes por 100 mil habitantes atingiu a marca de 30,8. 

O ano de 2017 foi marcado por brigas entre facções criminosas que causaram, já no primeiro dia do ano, 56 homicídios no interior do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. 

O massacre se repetiria com intensidade similar em Boa Vista, na Penitenciária Agrícola Monte Cristo, onde 33 morreram , e na Penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal, onde ao menos 26 foram mortos . 

O contexto de confronto entre essas organizações criminosas, cujos expoentes são o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), permaneceu fora das prisões, elevando o número de assassinatos cometidos nas ruas em diversos Estados. 

Mais de um ano depois dos assassinatos marcados pela crueldade, com decapitações e esquartejamentos, o jornal O Estado de S. Paulo constatou que a superlotação e as condições precárias ainda são uma realidade quase intocada nos presídios, em meio ao fortalecimento das facções e uma violência que só avança nas cidades.

Estados

O Rio Grande do Norte assumiu a liderança entre os Estados mais violentos do País, com uma taxa de 68 por 100 mil habitantes, seguido pelo Acre (63,9) e Ceará (59,1). As menores taxas foram constatadas em São Paulo (10,7), Santa Catarina (16,5) e Distrito Federal (18,2).

Outros crimes

Outros crimes também registraram alta. As mortes decorrentes de ações policiais chegaram a 5,1 mil, crescimento de 20% em relação a 2016. No período, 367 policiais foram mortos, queda de 4,9%. 

Os casos de estupros chegaram a 60 mil no País ao longo dos 12 meses de 2017, alta de 8,5% em relação a 2016.



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Violência em Ouricuri-PE. Um homem morto e o irmão baleado

               Via:Vinicius de Santana

Às 21 horas dessa quarta-feira(08) , a equipe da 201ª Delegacia de Plantão em Ouricuri, composta pelos policiais de serviço e comandados pelo Dr. George Dantas Saraiva e Dra. Katyanna Muniz, foi informada por populares que teria ocorrido no bairro Nossa Senhora de Fátima, na rua Boa Vista, um homicídio. Ao chegar no local, foi constada a veracidade do fato, assim como uma vítima de bala perdida quem foi de imediato levado ao hospital, identificado como PEDRO HENRIQUE DA SILVA, 21 anos, residente naquele endereço.
A vítima fatal foi identificada como EDUARDO DA SILVA, que é irmão do ferido, ele foi encontrada em sua casa na posição de decúpito ventral caído sobre a calçada e apresentava várias perfurações provocadas por projetos de arma de fogo, sendo observado 04 de entrada e 01 de raspão.
Diante da cena do crime, os policias de plantão realizaram diligências investigativas e, de imediato, apreenderam o celular utilizado pela vítima.
Segundo os familiares da vítima este estava sendo ameaçado pela filha da sua companheira, pois ela falava que a sua mãe não iria ficar com ele, e se fosse preciso ela tinha familiares que eram capazes de matá-lo.
O irmão da vítima: relatou aos policiais que chegaram 04 homens em um carro de cor prata e dois deles encapuzados desceram do veículo e já foram efetuando disparos de arma de fogo contra o Eduardo
Também foi informado por esse que a vítima tinha sido esfaqueada, a duas semanas atrás, pela pessoa de nome “TESTA” filho de Ribamar e que este estava no encalço do seu irmão falando que ia matá-lo ou matar o seu irmão.
Conforme orientação, a Polícia Científica do Sertão do Araripe foi acionado e compareceu ao local, na pessoa dos Peritos Criminais Thiago Magalhães e Àlisson Morais.
A polícia trabalha na tentativa de capturar os assassinos, há alguns nomes que estão sendo mantidos em sigilo para não atrapalhar as investigações. (Emanuel Cordeiro)


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"Ser chamado de anjo não me envolve em crime nenhum", diz Ugiette

Apelido seria usado por advogados de quadrilha ao falar sobre ele. Emocionado, o promotor se pronunciou pela primeira vez sobre investigação que aponta indícios de corrupção passiva

  Por: Portal FolhaPE
Marcelus Ugiette se pronunciou pela primeira vez sobre as acusações
Marcelus Ugiette se pronunciou pela primeira vez sobre as acusaçõesFoto: Foto: Julya Caminha


Afastado do cargo por suspeita de favorecimento a presos e contribuição com uma organização criminosa, o promotor Marcellus Ugiette quebrou o silêncio nesta quinta-feira (9), em coletiva de imprensa realizada em um empresarial. Com o semblante abatido, ele chegou a chorar ao falar sobre o caso, mas declarou estar tranquilo e ter confiança no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), enfatizando que não colaborou com criminosos. A respeito das suspeitas de que havia favorecimento para agrupar quadrilhas, Ugiette afirmou que "não organiza celas" e que muitas vezes ele, sequer, indica as unidades que os presos serão levados. 

Durante a coletiva, o promotor lamentou a abordagem policial para apreensão de materiais para investigação, feita em seu apartamento na última sexta-feira (3). Em relato emocionado, afirmou que a forma como tudo aconteceu foi desnecessária. “Me dispus a colaborar, não houve resistência. Minha esposa, meus filhos e netos, além do meu irmão, estavam em casa no momento da entrada dos policiais que estavam, inclusive, armados”. 


Sobre o codinome 'anjo' - referência feita pelo defensor Aciel Fernandes em depoimento à polícia, no qual o advogado Emerson Leônidas teve acesso - o promotor Marcellus Ugiette foi enfático ao afirmar: "Prefiro ser chamado de anjo do que de diabo. Ser chamado de anjo não me envolve em crime nenhum". De acordo com Leônidas, na ocasião do depoimento, Aciel Fernandes negou qualquer participação do promotor. Ainda bastante emocionado, Ugiette falou sobre sua carreira no MP. "Estou triste porque estou no fim (da carreira). Tenho 33 anos de MPPE e já poderia ter me aposentado desde 2015".

   Depoimento ao Gaeco

De acordo com Emerson Leônidas, um dos advogados de defesa do promotor, presente na coletiva, “Não será apresentada defesa porque não há qualquer acusação contra o promotor. O que existem são insinuações da polícia civil”.

O caso do promotor Marcellus Uguiette pode ser levado para análise do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - representantes da instância que fiscaliza a atuação dos órgãos do MP e supervisiona o cumprimento dos deveres funcionais dos seus membros, estarão em Pernambuco nos próximos dias. Um depoimento de Ugiette ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, está endo articulado para os próximos dias, de acordo com o advogado Emerson Lêonidas.

Relembre o caso:Marcellus Ugiette está há 33 anos no Ministério Público de Pernambuco, dos quais 15 são dedicados à Vara de Execução Penal. Ele é um dos alvos de investigação da Operação Ponto Cego e é suspeito de favorecer uma organização criminosa especialista em dar golpes, facilitando a transferência e locação de membros presos dessa facção dentro dos presídios para que eles pudessem continuar agindo criminalmente.

Durante as investigações, foi ouvida uma conversa entre um preso e um advogado onde se falava que uma pessoa do codinome anjo, que a polícia acreditar ser Ugiette, ajudaria na transferência do detento.
 


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DIA DO BASTA, NESTA SEXTA-FEIRA, É 'RESISTÊNCIA À TRAGÉDIA'

Roberto Parizotti/ CUT

Rede Brasil Atual - O chamado "Dia do Basta", nesta sexta-feira (10), terá atos em todo o país, com destaque para a concentração na Avenida Paulista, em São Paulo, diante da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp). "O símbolo do empresariado brasileiro, porque são os empresários os reais construtores desse golpe que destruiu a legislação trabalhista e piorou a nossa vida, empobreceu a classe trabalhadora", afirma o presidente da CUT, Vagner Freitas.
O dia nacional de protesto é convocado pelas centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. "Vamos mostrar a nossa resistência à tragédia que se abateu sobre este país desde o golpe, em 2016", diz Vagner.
"Vamos mandar um recado aos golpistas, dar um basta ao desemprego, ao bico no lugar de trabalho formal com carteira assinada, à desesperança de 65 milhões de brasileiros e brasileiras que, desempregados, não encontram mais forças nem esperança para buscar espaço no mercado de trabalho", acrescenta o dirigente da CUT.
A data foi aprovada em junho pelas centrais, juntamente com a chamada "agenda prioritária da classe trabalhadora", com 22 propostas das entidades para os candidatos nas eleições deste ano (confira os itens abaixo). Alguns candidatos já receberam o documento, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT), além da então pré-candidata do PCdoB, Manuela D´Ávila, e líderes partidários no Congresso.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, é dia de demonstram indignação contra a retirada de direitos. "Vamos tomar a Avenida Paulista. Todo o estado de São Paulo está representando. Estaremos lá, demonstrando a nossa força para dizer que o país que nós queremos não é o que está aí colocado."
"É um dia nacional de luta de todas as categorias contra o desemprego e a retirada de direitos. Mas também é um momento em que os bancários mostrarão aos banqueiros que não aceitarão a retirada de direitos e que querem aumento real", afirma a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
Em campanha salarial, a categoria rejeitou ontem proposta apresentada pela Fenaban, de reajuste pela inflação, sem aumento real. Os bancários de São Paulo também aprovaram participação no dia de protesto. Agências localizadas em algumas regiões não devem funcionar no período da manhã. No Rio de Janeiro, a categoria fará vigília a partir das 6h na Central do Brasil, seguida de ato público ao meio-dia no Boulevard da Avenida Rio Branco, no centro. Está prevista uma manifestação unificada às 16h, na Praça XV.
Os 22 itens da agenda dos trabalhadores
1. Criar políticas, programas e ações imediatas para enfrentar o desemprego e o subemprego crescentes, que já atingem 28 milhões de trabalhadores: a. Criar frentes de trabalho como medida emergencial, com atenção especial para os jovens; b. Retomar as obras de infraestrutura; c. Políticas de amparo aos desempregados: aumento das parcelas do segurodesemprego, vale-transporte para o desempregado, vale-gás, subsídio de energia elétrica, entre outros.
2. Democratizar o sistema de relações de trabalho, fundado na autonomia sindical, visando incentivar as negociações coletivas, promover solução ágil dos conflitos, garantir os direitos trabalhistas, o direito à greve e coibir as práticas antissindicais; favorecendo a reestruturação da organização sindical para ampliar a representatividade e a organização em todos os níveis, estimulando a cooperação sindical entre os trabalhadores, inclusive com o financiamento solidário democraticamente definido em assembleia.
3. Regular o direito de negociação coletiva para os servidores públicos, em todas as esferas de governo, segundo os princípios da Convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
4. Renovar, para o próximo quadriênio (2020 a 2023), a política de valorização do salário mínimo.
5. Definir a jornada de trabalho em 40 horas semanais.
6. Revogar todos os aspectos negativos apontados pelos trabalhadores da Lei 13.467 (Reforma Trabalhista) e da Lei 13.429 (Terceirização), que precarizam os contratos e condições de trabalho, na perspectiva da construção de um novo estatuto, com valorização do trabalho.
7. Combater a informalidade, a rotatividade, o trabalho análogo ao escravo e eliminar o trabalho infantil, no campo e na cidade.
8. Regulamentar o inciso 27º do artigo 7º da Constituição, que garante proteção trabalhista para os impactos das transformações tecnológicas e econômicas.
9. Assegurar o direito e o acesso ao Sistema Público de Seguridade e Previdência Social, promovendo a universalização; garantir, diante das mudanças no mundo de trabalho e da transição demográfica, a sustentabilidade financeira do Sistema, com permanente participação social na gestão.
10. Revogar a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos, e criar uma norma coerente com o papel do Estado no desenvolvimento do País, cuja elaboração inclua participação social, que integre também a avaliação permanente da regra orçamentária.
11. Promover reforma tributária orientada pela progressividade dos impostos, revisão dos impostos de consumo e aumento dos impostos sobre renda e patrimônio (tributação sobre herança e riqueza, lucros e dividendos), visando à simplificação, à transparência e ao combate à sonegação.
12. Reestruturar, fortalecer e ampliar a capilaridade do Sistema Público de Emprego voltado para a proteção do emprego e o combate à demissão imotivada; articulando e ampliando a proteção aos desempregados, os programas de formação profissional, a intermediação de mão de obra e o microcrédito produtivo; recuperando a capacidade de financiamento do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador; investindo na efetividade dos conselhos em todos os níveis.
13. Universalizar o acesso à educação de qualidade em todos os níveis, orientada pelos princípios da liberdade, da cidadania e para o aprendizado e o conhecimento, em um mundo em mudança; rever e reorganizar o ensino médio e profissionalizante, com políticas voltadas ao ingresso do jovem no mercado de trabalho.
14. Fortalecer o Sistema Único de Saúde, com integralidade e universalidade, ampliando a oferta de serviços e garantindo o financiamento público; promover a política de saúde do trabalhador e de segurança no trabalho.
15. Promover e articular uma política de desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, orientada para o readensamento das cadeias produtivas, com enfoque estratégico para a indústria, as empresas nacionais, a presença no território nacional, a diversidade regional, a geração de emprego de qualidade e com relações de trabalho democráticas.
16. Fortalecer a engenharia nacional e reorganizar o setor da construção para dinamizar e materializar os investimentos estratégicos em infraestrutura econômica, social, urbana e rural.
17. Garantir às micro, pequenas, médias empresas e à economia solidária e popular acesso ao sistema de inovação tecnológica, favorecer a integração aos mercados internos e externos, fornecer assistência para a gestão e promover acesso ao crédito.
18. Fortalecer o papel estratégico das empresas públicas (sistema da Eletrobras, Petrobras, bancos públicos, entre outros) para a promoção e sustentação do desenvolvimento econômico e social.
19. Investir e ampliar o sistema de ciência, tecnologia e inovação, em articulação com a estratégia de investimento público e privado em infraestrutura produtiva, social, urbana e rural.
20. Fortalecer e ampliar as políticas sociais de combate à pobreza, miséria e redução da desigualdade social e de renda.
21. Fortalecer as políticas voltadas para a Agricultura Familiar, a Reforma Agrária e o desenvolvimento com sustentabilidade e inclusão no campo.
22. Ampliar e efetivar políticas, programas e ações para promover a igualdade para mulheres, negros, jovens, LGBTQI e migrantes.


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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

PML: É UM ESCÂNDALO MUNDIAL LULA SER VETADO DO DEBATE


O programa Boa Noite 247 desta terça-feira (7) destacou a largada da campanha da chapa Lula, Fernando Hadadd e Manuela D'Ávila, a declaração de apoio ao Lula do presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB), além da solicitação de uma audiência no STF feita pelos seis ativistas que seguem em greve de fome pela liberdade de Lula. 
O jornalista Paulo Moreira Leite participou da coletiva de imprensa, nesta terça (7), onde o ex-prefeito Fernando Haddad (PT-SP) e Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) apresentaram detalhes da plataforma de governo. Mais cedo, o ex-prefeito de São Paulo já havia concedido entrevista à mídia contra-hegemônica. 
Na opinião de Moreira Leite, Haddad começou a campanha à esquerda. "O plano de governo dá uma resposta ao golpe propondo uma Assembleia Constituinte, é hora de chamar a população para fazer uma nova Constituição", elogia o jornalista. (247)
Debate
A Rede bandeirantes não convidou o ex-presidente Lula ou o seu representante, Fernando Haddad, no debate presidencial  que ocorrerá nesta quinta-feira (9). 
O jornalista Alex Solnik destaca que Fernando Haddad é o candidato de Lula e não existe mais a possibilidade de não convidá-lo. "Claro que não é o Lula com toda sua oratória, mas Haddad está muito bem preparado", destaca. 
"Está virando um escândalo mundial Lula ou Haddad não poderem participar do debate, isso é insustentável no ponto de vista democrático", observa Moreira Leite. 
Lula livre 
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), declarou que eleições livres são eleições com Lula. Paulo Moreira Leite considera a ação válida, porém, estratégica. "Eunício defende Lula livre porque precisa de votos do PT, mas é isso, política é assim", avalia. 


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...