domingo, 18 de março de 2018

GIL, GAL E NANDO REIS CANTAM PARA MARIELLE EM PARIS

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Por Patricia Moribe e Elcio Ramalho, na RF1 – O público pediu e a “Trinca de Ases” esperou o momento certo para lembrar a vereadora e ativista Marielle Franco, assassinada na noite de quarta-feira (14) no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro. A canção escolhida foi “Lately”, de Stevie Wonder, sucesso de Gal nos anos 1990 na versão “Nada Mais”, de Ronaldo Bastos.
O show “Trinca de Ases”, reunindo os baianos Gilberto Gil e Gal Costa e o ex-Titã Nando Reis, lotou a casa de espetáculos La Seine Musicale neste sábado (17). A apresentação em Paris é uma das últimas da turnê europeia, depois de ter feito sucesso no Brasil.
“O show nasceu de maneira improvisada, a partir de uma homenagem aos cem anos de nascimento de Ulysses Guimarães, em Brasília”, contou Gal em entrevista exclusiva à RFI Brasil. Veja um trecho abaixo.
Aos poucos o som foi ganhando forma, incorporando novas composições e dois jovens músicos extraordinários, o baixista pernambucano Magno Brito e o percussionista baiano Kainan do Jêjê. “Somos mais que uma trinca de ases, somos uma ‘full hand’ [termo de pôquer para uma trinca e um par], pois temos também dois valetes”, brinca Nando Reis no palco. O baixista e vocalista tem sido chamado carinhosamente de "caçula" pela imprensa francesa. Ele comenta.
O ‘set list’ traz vários sucessos dos três artistas, como “Baby”, “Esotérico” e “All Star”, além de três inéditas, feitas especialmente para o show: “Trinca de ases” (de Gil), “Dupla de ás” (de Nando Reis) e “Tocarte”, letra de Gil e que recebeu música de Nando. Gal também canta “Pérola Negra”, em homenagem a Luiz Melodia, que morreu no ano passado.
Na entrevista exclusiva à RFI Brasil, Gilberto Gil comentou que a atual situação de crise no Brasil reflete um retrocesso que é visto em outros países.


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POLÍCIA APREENDE EM MG CARRO SUSPEITO DE TER SIDO USADO NA MORTE DE MARIELLE


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Revista Fórum - Um dos carros suspeitos de terem sido utilizados no assassinato da socióloga e vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) foi apreendido pela Polícia da cidade de Ubá, em Minas Gerais, entre o final da noite deste sábado (17) e a madrugada deste domingo (18), de acordo com informações do G1. O delegado Alexandrino Rosa de Souza informou que uma denúncia anônima feita à Polícia Civil do Rio de Janeiro indicou a localização do veículo na cidade da Zona da Mata. Uma equipe da perícia do Rio está a caminho do local.

No sábado, novas imagens obtidas com exclusividade pela TV Globo, indicam parte do trajeto do veículo onde estavam a vereadora Marielle o motorista Anderson Gomes antes de serem mortos na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, no Centro do Rio, na quarta-feira (14). Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Salvador de Sá mostra o carro branco onde estava Marielle passando e sendo seguido por dois veículos de cor prata.
A Polícia Civil confirmou que a avenida faz parte das vias percorridas por Marielle na noite do crime. A Divisão de Homicídios já tem todo o trajeto registrado por imagens de câmeras de segurança. A polícia investiga também se os assassinos de Marielle começaram a monitorar a vereadora pelas redes sociais, já que ela fez uma convocação na internet um dia antes do evento da Rua dos Inválidos, de onde saiu antes de ser assassinada. 


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CORONEL DA PM DO RIO FAZ HOMENAGEM A MARIELLE


Por Robson Rodrigues, em seu Facebook - OS SINOS DOBRAM POR TI.

Cada morte violenta me arranca um pedaço da alma, pois os mais de 60 mil homicídios ao ano nos distancia, e muito, do lugar civilizatório que, julgo, mereceríamos ocupar como país tão lindo como o nosso. Calo, sofro, choro em silêncio. Não me apraz falar, não me apraz comparecer a rituais de despedida fúnebre e sentir o sofrimento das pessoas, principalmente dos familiares, em respeito a suas dores. O cargo me obrigou a assistir inúmeros enterros, de inúmeras vítimas policiais de uma guerra fratricida que nos prostra enquanto seres humanos. Uma guerra inglória. Abri uma exceção por um dever de consciência; para falar de uma amiga, a vereadora Marielle, porque, se sua morte me impactou, muito mais tem impactado a forma vil e cega e infame como ela vem sendo tratada por algumas pessoas nas redes sociais. Pessoas que não conheceram Marielle. Senti-me na obrigação de informar a amigos desinformados sobre quem ela era; amigos que considero e que são bombardeados por bobagens e falsas informações sobre a vereadora que não conheceram. Segue abaixo uma dessas mensagens que enviei a um amigo a quem considero bastante e que talvez possa servir a outros amigos.
Caro amigo xxxx (oficial PM)
Te conheço há bastante tempo para saber o quanto você é inteligente para não se deixar levar por esses discursos que destilam o ódio, mesmo nesses momentos de dor. Deveríamos, sim, nos unir enquanto sociedade contra o maior problema civilizatório que nos afeta e dilacera: a violência homicida. Apesar disso, há pessoas que insistem em simplificar questão tão complexa, dividindo o mundo em direita e esquerda. Você está além disso que eu sei. 
Choro pelas mortes infames, do cidadão comum, dos meus amigos, dos meus amigos policiais dos quais já perdi a conta inúmeras vezes.
Meu primeiro serviço como aspirante foi atender a ocorrência do assassinato de um policial militar, adorado em meu Batalhão. Chorar com sua família me fez pensar o quão difícil seria aquela trajetória profissional que eu havia abraçado. 
Meu sentimento é expressado nos versos do poeta John Donne: “a morte de qualquer homem (ou mulher) me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti".
Choro agora por uma amiga admirável, sobretudo porque lutava contra essa estupidez e sonhava com uma sociedade melhor. A vereadora Marielle era corajosa; lutava a favor das minorias, mas principalmente contra a estupidez das mortes desnecessárias que têm endereço e destinatários certos. Mortes muitas vezes festejadas por pessoas que querem que nós, policiais, façamos para elas o serviço sujo de um extermínio fascista. Não se esqueça que também acabamos vítimas dessa estupidez.
Conheci Marielle quando ela me trouxe, de forma educada mas contundente, o caso de algumas mães amedrontadas com a ação de policiais que barbarizavam moradores de uma certa favela com UPP. Os fatos eram indefensáveis. Aqueles comportamentos não era o que se podia esperar de uma instituição que existe para combater o crime, mas, sobretudo, para servir a população. Tomei minhas providências. Se Marielle veio até a mim buscando solução, era porque era porque confiava na polícia, pelo menos em parte dela, uma parte da qual eu te incluo. Marielle, assim como nós, não confiava na polícia violadora de direitos, na polícia bandida, mas confiava na instituição policial, naqueles que não querem que ela seja instrumentalizada para fins vis e elitistas, sendo direcionada para os mesmos estratos de onde a maior parte de nossos próprios policiais vem.
Depois disso ela me procuraria para saber como ajudar policiais que sofriam abusos, assédios moral e sexual e outros tipos de violações de direitos. Eu te pergunto: alguém que “só quer defender bandido” teria esse comportamento?
Na ocasião, me lembro de ter comentado com ela do sofrimento dos policiais subalternos, da mulher policial, da mulher negra policial etc. Um fato em especial me tocava naquele momento: o de viúvas de PM. Eu disse a ela que uma das formas de ajudar poderia ser agilizando os processos de obtenção de suas pensão. Há trâmites administrativos que emperram a pensão da viúva e que extrapolam as possibilidades da corporação; há também a lentidão da investigação da morte dos policiais militares por parte da PCERJ, que é formalidade do processo.
Ela se interessou e, depois, junto com o deputado Marcelo Freixo, criaram um núcleo de atendimento a policiais. Mesmo depois de ter deixado a PM, encaminhei alguns casos a eles.
Nossos praças e oficiais mais subalternos, principalmente as policiais negras, são discriminadas diariamente em nossa instituição, sofrem assédios, sobretudo por parte de pessoas como nós, oficiais e brancos. Recentemente a PM impôs limite de vagas para mulheres no concurso do CFO, mas contra isso ninguém de dentro se colocou. Marielle se interessava por essas causas, que, infelizmente, ainda não tocam nossa sensibilidade institucional. Com suas bandeiras ela defendia muito mais nossos policiais do que nós fomos capazes de compreendê-lo e de fazê-lo.
Portanto, postagens maldosas como essas, que vêm circulando nas redes sociais, além de não retratarem a realidade, são de um imenso desrespeito não só à historia de Marielle, mas aos nossos policiais honestos e trabalhadores sofridos, sobretudo as policiais negras, que tanto necessitam ser acolhidos nas causas que ela magnificamente defendia. Que tenhamos Marielle presente para transformar nossa polícia em uma instituição melhor para a sociedade e para policiais vocacionados. (247).


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JUNGMANN E AS BALAS PERDIDAS NOS CORREIOS


Provavelmente devido ao cansaço mental dispendido nos últimos dias, ou para não deixar uma pergunta sem resposta, o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou que a munição 9 mm usada para matar Marielle fazia parte de lote destinado à Polícia Federal que foi surrupiado na agência central dos Correios da Paraíba, em 2006. E que, depois de mais de 50 inquéritos, nunca se descobriu os culpados.
   Todos acreditaram, certos de que um ministro não sairia dizendo bobagens a esmo, apesar do absurdo: de supor que os Correios transportem munição!
   No dia seguinte, os Correios desmentiram não só ter havido roubo como também que a companhia transportasse esse tipo de carga.
   "Em resposta às recentes notícias sobre suposto desvio de carga pertencente à Polícia Federal ocorrido nos Correios, a empresa esclarece que, no passado recente, não há nenhum registro de qualquer incidente dessa natureza e que está apurando internamente as informações", informou a empresa, em nota, acrescentando que armas, munições e drogas são alguns dos itens proibidos no tráfego postal.
   Seria, realmente, espantoso uma fabricante de munições entregar sua mercadoria por correio e não por transporte especializado e estreitamente escoltado, ainda mais em se tratando de um cliente como a Polícia Federal.
   E os Correios manipularem cargas tão perigosas.
   Jungmann, no entanto, considerou plausível a informação que alguém lhe passou e a passou pra frente, e não a reconsiderou nem mesmo depois do desmentido dos Correios e de ter refletido acerca do assunto.
   Não sei se o ministro mentiu ou apenas cometeu um equívoco primário, o que é grave para alguém na sua posição, mas a questão continua em aberto: se o lote não foi roubado nos Correios da Paraíba em 2006, onde foi roubado então?
   Ou não foi roubado?
   Jungmann está mais perdido que as balas que segundo ele foram perdidas nos Correios.(247).

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Discussão em festa termina em duplo homicídio em Salgueiro


   (C.Britto)

Dois jovens foram assassinados em uma festa no bairro da Cohab, em Salgueiro (PE), no Sertão Central, na madrugada deste domingo (18). De acordo com informações, o duplo homicídio ocorreu após uma discussão com o autor do crime.
As vítimas –  Weverton de Souza Anchieta, de 22 anos, e Fabrício Erick Pereira, de 21, – foram mortas com golpes de faca. Weverton ainda chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital local.
De acordo com o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o autor do crime é João da Silva Pereira, que fugiu do local e está sendo procurado. Não há informações sobre o que teria motivado a discussão.

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MPF INVESTIGA USO INDEVIDO DE DADOS DE CLIENTES POR REDES DE FARMÁCIAS

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Blog da Sílvia Tereza - As 10 principais redes de farmácias de todo o Brasil serão questionadas pelo Ministério Público do Distrito Federal a respeito do que fazem com as informações de compras dos clientes. Essas informações ficam ligadas ao número de CPF que as pessoas informam para obter desconto.

Segundo o MPDF, esse tipo de levantamento vai mostrar se as corporações fornecem, de forma indevida, o histórico de compras a outros comércios interessados, a exemplo dos planos de saúde. As investigações ocorrem desde novembro de 2017, quando o Ministério Público do DF criou a comissão de Proteção dos Dados Pessoais.
O coordenador dessa comissão, promotor Frederico Meinberg, explica que as investigações ainda estão em fase inicial e que essa é uma preocupação em todo o mundo.
Nas principais lojas farmacêuticas de todo o país, é comum o atendente pedir o número do CPF do cliente, para conceder o desconto sobre o produto. Neste caso, o promotor Frederico Meinberg defende que cada pessoa tem o direito de fornecer os dados, desde que esteja consciente dos riscos. Caso contrário, pode pedir o desconto mesmo sem ter que dar o número do CPF.
O promotor alerta que, em casos de remédios controlados, é obrigatório o fornecimento dos dados, para controle da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Mas, na compra de remédios comuns, itens de higiene e cosméticos, o cliente não é obrigado a repassar essas informações.
Caso as investigações confirmem o uso indevido dos dados de clientes, o Ministério Público pode propor um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta às redes de farmácia. Se elas não assinarem o termo, podem se tornar alvo de ação civil pública.(247).


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Homem é atingido por golpes de facão em tentativa de homicídio em Juazeiro


   (C.Geral)

Um homem sofreu uma tentativa de homicídio no Bairro Argemiro, em Juazeiro (BA), ontem (17). De acordo com informações, após um desentendimento, a vítima foi atingida por vários golpes de facão. O fato ocorreu na Rua da Paz.
Ainda de acordo com informações, a vítima foi socorrida a uma unidade de saúde, mas o estado de saúde dela é desconhecido. Não foi informado sobre a motivação do crime.

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...