sexta-feira, 16 de março de 2018

AVIÃO MILITAR DOS EUA CAI NO IRAQUE E MATA TODOS OS OCUPANTES


Agência Brasil - Um avião militar dos Estados Unidos, que lidera a coalizão internacional na luta anti-jihadista, caiu na noite de ontem (15) em uma região do oeste do Iraque e fronteira com a Síria, causando a morte de todos seus ocupantes, informaram hoje fontes militares iraquianos, mas sem precisar o número de vítimas.
O Comando de Operações Conjuntas do Iraque afirmou - em um comunicado - que o avião militar caiu quando estava em uma missão de apoio às forças iraquianas na comarca de Alcaim (oeste), uma das últimas áreas em serem recuperadas do controle do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), no Iraque.
Segundo a nota, o acidente provocou a morte de todas as pessoas a bordo do avião.
De acordo as primeiras investigações, a queda do avião aconteceu por conta de uma falha técnica, porém, não foram revelaram mais detalhes sobre o caso.
Em um comunicado divulgado nas últimas horas, o Comando Central dos Estados Unidos, encarregado das operações militares no Oriente Médio, afirmou que "uma investigação será iniciada para determinar as causas do acidente".
O Iraque e os Estados Unidos não identificaram o tipo de avião militar e os dois países asseguram que as investigações continuam. As informações são da agência de notícias EFE.

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Lula perde ação contra revista Veja por capa sobre Marisa

Segundo seus advogados, Lula achou "de um desprezível e repugnante mau gosto" a manchete. No processo, ele pede a condenação dos autores por danos morais e indenização de R$ 100 mil
Ex-presidente Lula e Marisa Letícia
Ex-presidente Lula e Marisa LetíciaFoto: Nelson Almeida
A Justiça de São Paulo negou pedido do ex-presidente Lula (PT) para ser indenizado por danos morais pela revista Veja. O petista reclama de uma capa da publicação que trouxe a foto da ex-primeira-dama Marisa Letícia e a afirmação de que ele, em depoimento ao juiz Sergio Moro, responsabilizou a esposa no caso do tríplex de Guarujá.

Sob o título "A morte dupla", escrito em letras maiúsculas, a publicação escreveu na capa de 17 de maio de 2017: "Em seu depoimento ao juiz Moro, Lula atribui as decisões sobre o tríplex do Guarujá à ex-primeira-dama, falecida há três meses".

O ex-presidente, segundo seus advogados, achou "de um desprezível e repugnante mau gosto" a manchete. No processo, ele pede a condenação dos autores por danos morais e indenização de R$ 100 mil.

"Não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelos jornalistas réus, considerando o contexto da matéria crítica jornalística", escreveu a juíza Andrea Ferraz Musa, em decisão tornada pública na terça-feira (13). "Assim, embora [a reportagem] contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica."

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No interrogatório feito por Moro, Lula atribuiu à ex-primeira-dama, morta em fevereiro de 2017, as decisões sobre a compra do imóvel -cujo imbróglio levou à condenação dele à prisão, confirmada em janeiro pela segunda instância da Justiça Federal.

Para o ex-presidente, a revista atacou Marisa, uma "pessoa de notória idoneidade moral", e "quis insinuar visão distorcida e preconceituosa sobre o depoimento" dele a Moro. Houve, diz ele, antecipação de julgamento, de maneira "vã e cruel".

Segundo documento da defesa do petista no processo, a publicação sugeriu que ele "'matou' a sua mulher pela segunda vez ao supostamente atribuir a ela o protagonismo nas ações" relacionadas à compra do apartamento no litoral paulista.

A magistrada da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, entretanto, rejeitou o argumento de que a Veja "buscou demonizar" Lula e o de que, "de forma maliciosa, distorceu as palavras e propósitos" dele.

Ela reproduziu na sentença trechos do depoimento a Moro e afirmou que a revista foi fiel às declarações. "A matéria também analisa o depoimento, faz críticas e chega a conclusões. Não há irregularidade nesse procedimento", escreveu.

A juíza citou em sua decisão preceitos como direito de informação e liberdade de expressão. Para a magistrada, Lula está sujeito a críticas e questionamentos por ser uma pessoa pública.

Em sua defesa, a editora Abril, que publica a Veja, relatou à Justiça que outros veículos de comunicação fizeram leitura semelhante. Anexou até uma propaganda das lojas Marisa que pegou carona no caso para promover sua marca e citou "a existência de vários memes que divulgavam que tudo 'era culpa da Marisa'", registra a sentença.

Lula afirmou na época do depoimento, via advogados, que a Operação Lava Jato atentava contra a memória de Marisa. A defesa do petista pode recorrer da decisão envolvendo a revista. Procurados pela Folha, os advogados do petista não se manifestaram sobre o caso.




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Povo ensaia volta às ruas, e a esquerda quer mais


Fernando Canzian – Folha de S.Paulo
O assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco no Rio pode dar novo impulso às forças mais progressistas em torno de uma candidatura de esquerda, energizando a oposição?
Ainda não se sabe quem fez os ataques e os motivos. Mas o que se viu foram milhares de pessoas que se indignaram e voltaram às ruas. Não se via algo assim espontâneo, em várias cidades, desde o processo de impeachment de Dilma Rousseff e das manifestações de 2013.
Na avenida Paulista houve coros de “Fora, Temer” e palavras de ordem contra a PM do pré-candidato tucano Geraldo Alckmin. No Rio, Temer também foi alvo dos manifestantes. Em Brasília, o também pré-candidato Rodrigo Maia (DEM) foi vaiado na homenagem à vereadora.
Com Lula fora da campanha, a maior atividade no campo da esquerda deverá vir de Ciro Gomes (PDT), hoje embolado com outros em segundo (Bolsonaro lidera), e de Guilherme Boulos, do mesmo partido de Marielle.
É cedo para saber o alcance desse movimento e se o já conhecido gosto pelas ruas ressurgirá. Mas tanto Boulos quanto Ciro sugeriram nesta semana colocar o povo novamente no centro das decisões.
Ambos prometem, se eleitos, realizar plebiscitos para resolver grandes questões sem depender de barganhas em um Congresso dominado pelo “presidencialismo de coalizão”, onde MDB e DEM (ex-PFL) dão as cartas sem nunca terem eleito um presidente diretamente.
Ciro diz que reformar a Previdência e o sistema tributário exigirá um “novo pacto federativo” e que isso deve ser feito via plebiscito. Boulos diz o mesmo quando fala em aumentar o imposto sobre o 1% mais rico.
Por enquanto, é impossível saber se novas manifestações vão ocorrer e sequer se a esquerda, ainda divida e iludida com Lula, se mobilizará em torno de um projeto comum que a viabilize eleitoralmente.
O que sabemos: é o Congresso quem decide se uma medida será submetida a plebiscito, e isso precisa ser requisitado por ao menos um terço dos deputados ou senadores.
Depois, a proposta precisa ser votada nas duas Casas e aprovada por maioria simples, para só então ir a voto popular (obrigatório) em todo o país.
Nada é tão fácil quanto candidatos em campanha querem fazer parecer. Sobretudo se depender dos 29 partidos que ainda loteiam o Congresso.

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Fósseis da ‘Era dos Dinossauros’ são encontrados no nore baiano em atividade de campus da Univasf

 (fonte: Ascom Univasf/foto: Arquivo de Projeto)
  
   (C.Britto)

Pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e de outras instituições de ensino encontraram, no norte baiano, diversos fósseis de animais e plantas, incluindo formas aquáticas, que remeteriam ao ambiente marinho. A descoberta é fruto de uma atividade de campo realizada pelo projeto de pesquisa “Fósseis do nordeste baiano: aspectos sistemáticos e paleoecológicos de uma fauna pretérita”, coordenada pelo professor Estevan Eltink, do Colegiado de Ecologia do Campus Senhor do Bonfim. Entre as descobertas estão fósseis de peixes, insetos, crustáceos, restos de crocodilos e até dentes de tubarão que datam dos Períodos Jurássico e Cretáceo.
O trabalho de campo foi realizado no período de 21 a 27 de fevereiro deste ano, na Bacia Sedimentar Tucano, que fica localizada nos municípios de Euclides da Cunha, Tucano e Araci, região norte da Bahia. A pesquisa teve como objetivo a prospecção da área e a coleta de material fóssil de vertebrados da Era Mesozóica, conhecida como a “Era dos Dinossauros”.
A atividade de campo envolveu equipes de diferentes campi da Univasf e de universidades paulistas, relacionadas aos projetos de pesquisa “Paleontologia e Evolução de Vertebrados Mesozóicos”, coordenado pelo professor Marco Aurélio Gallo de França, do Colegiado de Ciências Biológicas da Univasf, e “A origem e irradiação dos dinossauros no Gondwana (Neotriássico – Eojurássico)”, coordenado pelo professor Max Cardoso Langer, da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Estevan Eltink, os três projetos têm o objetivo comum de coletar materiais fósseis de vertebrados do Mesozóico.
Também participaram da iniciativa os estudantes da Univasf Diego Leal Abreu e Iasmim Soares dos Santos, discentes voluntários de iniciação científica (Pivic) do professor Eltink; os doutorandos Thiago Schneider Facchini e Silvio Onary, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Comparada da USP; e o professor Felipe C. Montefeltro, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
 (fonte: Ascom Univasf/foto: Arquivo de Projeto)
Coleção
Os fósseis encontrados serão estudados como parte do projeto de pesquisa e farão parte da coleção didático-científica do Campus Senhor do Bonfim da Univasf. Segundo Eltink, na próxima etapa da pesquisa será feita a identificação e descrição dos materiais coletados, o que permitirá descobrir quais são as espécies e de que época elas provêm, mais precisamente.
Queremos, com essas descobertas, entender a biodiversidade que existiu na região, compreender como a bacia sedimentar foi formada e qual a relação dela com o ambiente marinho. A partir desse material, serão produzidos resumos e artigos científicos, para que possamos apresentar nossos resultados à comunidade científica, assim como à população, para que as pessoas conheçam a história da região em que vivem”, afirma o professor.

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Atos no Brasil e em outros países homenageiam vereadora e pedem punição


Bruno Bocchini e Jonas Valente – Repórteres Agência Brasil
A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes na noite de ontem (14), no Rio de Janeiro, motivou atos em todo o Brasil e em capitais de outros países nesta quinta-feira (15). Segundo estimativa do PSOL, partido da parlamentar, foram organizadas mais de 20 manifestações no país. Foram realizados atos também em Buenos Aires, Montevidéu, Lisboa, Berlim, Londres, Amsterdã e Nova York.
Rio de Janeiro
No Rio, uma multidão está reunida no centro da cidade, na Cinelândia, onde prestam homenagem à vereadora e ao motorista e cobram que os responsáveis sejam punidos. Manifestantes acenderam velas na Câmara dos Vereadores e também penduraram faixas com dizeres como: “Marielle Gigante” e “Não nos calarão”.
Uma multidão presta homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro (Marcelo Sayao/EFE/Direitos Reservados)

Uma multidão presta homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro Marcelo Sayao/EFE/Direitos Reservados
São Paulo
Milhares de pessoas ocuparam no início da noite de hoje (15) o vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). As seis faixas de rolamento em frente ao prédio do museu foram bloqueadas ao tráfego de carros. Discursos comovidos se alternaram a gritos de palavras de ordem como “Marielle, presente”.
O ato na capital paulista também contou com a participação das percussionistas do instituto cultural Ilú Obá de Min, que tocaram tambores em homenagem a vereadora assassinada. Em seguida, a manifestação seguiu em passeata pelas ruas do centro da capital paulista.
Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista, em São Paulo, e pedem justiça pela morte da vereadora Marielle Franco
Manifestantes se reúnem  em São Paulo e pedem justiça pela morte da vereadora Marielle FrancoLeonardo Benassatto/Reuters/Direitos Reservados
“Parece que estou em um filme de terror. A gente vem para o Masp tantas vezes para fazer grandes mobilizações, manifestações feministas, mas nunca [a vítima] é uma mulher tão próxima da gente. Uma vereadora é uma mulher que tem poder. E supostamente está protegida. Mas não. Ela pode ser o que for. Ela vai seguir sendo mulher e seguir sendo mulher negra. A fragilidade de todas nós é muito grande”, destacou a vereadora pelo PSOL em São Paulo, Sâmia Bomfim.
Para a presidente da União da Juventude Socialista (UJS) e ex-presidente da União Nacional do Estudantes (UNE), Carina Vitral, a perda de Marielle é irreparável. “Não é qualquer militante política que foi assassinada. Ela era uma militante do tema da segurança pública. Do tema das favelas. Do tema dos mais pobres. E ao meter o dedo na ferida, ela foi executada por esse sistema e isso precisa ser absolutamente investigado”, disse.
Brasília
Em Brasília, o ato começou às 17h e reuniu mais de 300 pessoas na Praça Zumbi dos Palmares, tradicional palco de manifestações no centro da cidade. Representantes de diversos movimentos sociais e partidos estiveram presentes para prestar homenagens, destacar a luta histórica de Marielle e cobrar apuração do crime.
Segundo Jacira Silva, diretora do Movimento Negro Unificado (MNU), a violência contra negros não é nova, mas a morte de Marielle e de Anderson significou o ápice de uma escalada que se amplifica no contexto da intervenção federal na segurança pública do Rio.
“Quando há casos assim, ou são absolvidos ou não cumprem suas penas. A impunidade que historicamente ocorre no país não pode continuar. Que os autores sejam responsabilizados”, defendeu a diretora.
Em Brasília, manifestantes fizeram ato em homenagem a Marielle Franco
Em Brasília, manifestantes destacaram luta de Marielle FrancoWilson Dias/Agência Brasil
Curitiba
Na capital paranaense, o ato teve início às 18h30 e tomou a Praça Santos Andrade, no centro. Segundo estimativa dos organizadores, aproximadamente 2.500 pessoas estiveram presentes. Os participantes se revezaram em mensagens de luto e enfatizaram a necessidade de lutar contra a violência contra a população negra e as mulheres.
“A gente sabe que não temos representação nas casas legislativas. A morte da Marielle foi machista e racista porque sabemos que ninguém quer mulheres e negros no poder. Que a vida dela e do Anderson não tenha sido em vão, quem ousou apontar o dedo na cara do poder”, afirmou Waleiska Fernandes, do coletivo Partida.
PSOL
A direção do PSOL avaliou a realização dos atos como uma reação importante ao crime e como um chamado para que não fique impune. A legenda vai continuar chamando novas mobilizações em parceria com outros movimentos sociais.
“Os atos do dia de hoje mostraram que o Brasil já não suporta mais conviver com a violência policial, a impunidade e os crimes políticos. Todos os anos centenas de lutadores sociais são executados de forma bárbara e agora também parlamentares. A gente não podia tolerar isso antes e não pode agora”, disse o presidente do partido, Juliano Medeiros.
Para Keka Bagno, do Diretório Nacional do PSOL, a morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes está relacionada à disputa entre milícias e a intervenção federal e teria sido uma execução. A dirigente afirma que o partido quer a participação dos governos do Rio de Janeiro e federal para que haja respostas efetivas sobre o crime, que segundo ela, teve conotação política.
“Marielle mexeu nas estruturas. Este foi um recado para que as mulheres negras dêem passos atrás. Mas a gente vai se organizar mais, inclusive para disputar eleições e mostrar que este espaço é nosso por direito”, disse.
Em entrevista no Rio, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que vai acompanhar pessoalmente as investigações e que os responsáveis pelo crime “bárbaro”serão encontrados e punidos a qualquer custo.(Agência Brasil).

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Mais um jovem assassinado no distrito de Izacolândia, em Petrolina


Por volta das 21:35 dessa quinta-feira(15) policiais militares registram homicídios no distrito de Izacolândia, em Petrolina-PE.
Gabriel dos Santos Ventura, de 19 anos, foi morto a tiros na rua Santo Antônio, Vila Três Posto.  Segundo informações, três individuos, num Fiat Strada de cor prata, se aproximaram e efetuaram disparos contra a vítima.
Ainda não se tem conhecimento sobre motivação, ou autores do crime. O Instituto de Criminalística(IC) recolheu o corpo para o Instituto de Medicinal Legal(IML) e a Polícia Civil investiga o caso.(C.Geral).

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EDITORA BOITEMPO NEGOCIA LIVRO DE LULA COM OITO PAÍSES


  A editora Boitempo negocia com mais de oito países os direitos de tradução do livro “A Verdade Vencerá”, que traz uma entrevista do ex-presidente Lula e denuncia as motivações por trás da perseguição judicial de que ele é alvo.
O título será lançado nesta sexta (16) em SP.(247).

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...