quinta-feira, 2 de abril de 2026

PM do DF informa STF sobre troca de carregador da tornozeleira de Bolsonaro durante a madrugada

 

Substituição foi registrada entre 0h34 e 1h03 e não teve motivo detalhado pela corporação


Jair Bolsonaro chega à casa onde cumpre pena em prisão domiciliar (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a substituição do carregador da tornozeleira eletrônica utilizada por Jair Bolsonaro. A informação consta em registro enviado à Corte. De acordo com o documento, a troca ocorreu na madrugada de domingo (2), entre 0h34 e 1h03. As informações são do jornal O Globo.


O comunicado não apresenta explicações sobre a razão da substituição do equipamento. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, condenado a 27 anos e três meses pela participação na trama golpista em 2022, e deve manter a tornozeleira em funcionamento contínuo, conforme determinação judicial. O monitoramento eletrônico é uma das condições impostas pela Justiça no atual regime.

A troca do carregador foi realizada pela policial penal Rita de Cássia Gaio. Ela já havia participado de outro episódio envolvendo o ex-mandatário, quando houve tentativa de violação do dispositivo. Na ocasião anterior, Bolsonaro foi detido na Superintendência da Polícia Federal após admitir que tentou soldar o equipamento.

Ele permaneceu por quatro meses fora do regime domiciliar após esse episódio. Segundo médicos, à época, Jair Bolsonaro apresentava quadro de confusão mental associado à combinação de medicamentos.

O envio do registro ao Supremo ocorre nos primeiros dias após Bolsonaro passar a cumprir prisão domiciliar. A medida foi adotada na sexta-feira (30), após ele receber alta hospitalar. Desde então, o ex-mandatário segue uma rotina com restrições de deslocamento e controle de visitas, conforme as regras estabelecidas pela Justiça. - 247.


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MJSP prorroga atuação da Força Nacional por 90 dias em áreas estratégicas

 

O foco das operações é a preservação da ordem pública, a proteção de pessoas e patrimônios, além do apoio a órgãos federais e estaduais


Força Nacional de Segurança (Foto: Ministério da Justiça)

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) publicou, na terça-feira (31), um conjunto de portarias que autorizam e prorrogam a atuação da Força Nacional de Segurança Pública em diferentes regiões do Brasil. As medidas preveem operações em áreas consideradas estratégicas, com foco na preservação da ordem pública, na proteção de pessoas e patrimônios e no apoio a órgãos federais e estaduais.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio ministério, as ações terão duração de 90 dias e serão realizadas em caráter episódico e planejado, com participação da Polícia Federal (PF), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de outros órgãos parceiros. As portarias abrangem territórios indígenas localizados no Maranhão, Pará e Rio Grande do Sul, além da fronteira de Tabatinga, no Amazonas, da região da Usina de Belo Monte, no Pará, do estado do Rio de Janeiro e de áreas da Amazônia Legal e do Pantanal.

Integração entre forças de segurança

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa integra a estratégia do governo federal de atuação coordenada em áreas sensíveis. "A atuação da Força Nacional nessas regiões reforça a integração entre União e estados para proteger vidas, garantir a ordem pública e responder com rapidez a cenários de maior sensibilidade", afirmou.

Ele acrescentou que o objetivo é assegurar a presença do Estado em locais considerados prioritários, incluindo territórios indígenas, regiões de fronteira, áreas afetadas por incêndios florestais e centros urbanos estratégicos.

Combate a incêndios e crimes transnacionais

Na Amazônia Legal e no Pantanal, as portarias prorrogam operações voltadas ao enfrentamento de incêndios florestais. As equipes incluem profissionais especializados em investigação e perícia, responsáveis por apurar causas de incêndios provocados por ação humana, em cooperação com polícias civis e a Polícia Federal. Em Tabatinga, a atuação da Força Nacional reforça o policiamento na fronteira entre Brasil e Colômbia, considerada estratégica no combate a crimes transnacionais.

As medidas também ampliam a presença em áreas de tensão fundiária e de interesse ambiental. Entre os territórios atendidos estão as Terras Indígenas Awá, Caru, Alto Turiaçu, Alto Rio Guamá e Guarita. Além disso, as portarias garantem apoio operacional na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e no estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer a resposta integrada das forças de segurança.

Atuação em múltiplas frentes

A Força Nacional atua em apoio a estados e órgãos de segurança pública em diversas frentes, incluindo operações de desintrusão em terras indígenas, combate ao crime organizado, enfrentamento ao garimpo ilegal e repressão a crimes ambientais.

As ações também envolvem patrulhamento de fronteiras, inclusive na região da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, com atuação na Ponte Internacional da Amizade, além de atividades de polícia judiciária, perícia técnica e apoio à manutenção da ordem pública em todo o território nacional. - 247.


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Oito países de maioria muçulmana condenam lei de Israel que autoriza execução de palestinos

 

Comunicado conjunto foi assinado pelo Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, caminham juntos dentro do Knesset, em Jerusalém, em 27 de março de 2025. (Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

Oito países de maioria muçulmana divulgaram, na quinta-feira (2), um comunicado conjunto condenando a aprovação de uma lei em Israel que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. As informações são do jornal Folha de São Paulo.


Paquistão, Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos classificaram a medida como uma "escalada perigosa" e alertaram para o risco de agravamento das tensões no Oriente Médio. No texto, os países afirmam haver uma "necessidade urgente de evitar medidas" que possam intensificar o cenário de instabilidade na região.

O comunicado também diz: "Ressaltamos a importância de garantir a responsabilização e pedimos o fortalecimento dos esforços internacionais para manter a estabilidade e evitar uma maior deterioração". A lei foi aprovada pelo Parlamento israelense na segunda-feira (30) e prevê a aplicação da pena de morte para condenados por atos que tenham o objetivo de "negar" ou "acabar com a existência de Israel".

Críticas à legislação

Segundo opositores da medida, a aplicação da lei tende a atingir principalmente palestinos, uma vez que os julgamentos ocorrem em tribunais militares, diferentemente de casos envolvendo cidadãos israelenses judeus acusados de crimes semelhantes. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que a legislação viola o direito internacional e tem caráter intimidatório em relação à população palestina.

O governo do Afeganistão também criticou a decisão, classificando-a como uma "continuação da opressão". O país defendeu a atuação de organizações internacionais e de "países influentes" para impedir a aplicação das sentenças previstas na nova lei. - 247.


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Eduardo Bolsonaro avisa que pretende tumultuar eleições no Brasil

 

Ex-deputado afirma que levará denúncias contra o TSE ao governo Trump e à mídia internacional


Eduardo Bolsonaro participa remotamente em audiência da Câmara (Foto: Reprodução)


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende atuar junto ao governo dos Estados Unidos, atualmente liderado pelo presidente Donald Trump, para denunciar supostas irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano. As declarações foram dadas em entrevista à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.

Segundo Eduardo Bolsonaro, sua estratégia inclui comunicação em tempo real com autoridades e interlocutores internacionais ao longo do processo eleitoral. “Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, afirmou.

Articulação internacional e pressão externa

O ex-parlamentar declarou ainda que pretende ampliar o alcance dessas denúncias para além do governo dos Estados Unidos, envolvendo parlamentares norte-americanos e veículos da imprensa internacional. “À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Aonde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, disse.

A fala indica uma tentativa explícita de internacionalizar o debate eleitoral brasileiro, buscando apoio político e midiático fora do país em meio ao processo democrático interno.

Críticas ao TSE e alegações de censura

Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também mencionou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, classificando-o como um “alerta” ao TSE. Segundo ele, o documento indicaria riscos de censura nas eleições.

“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou.

Acusações sobre eleições anteriores

O ex-deputado também voltou a questionar decisões do TSE nas eleições de 2022, alegando que houve tratamento desigual entre o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro. “O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, declarou.

As declarações ocorrem em um contexto de crescente tensão política e levantam preocupações sobre tentativas de interferência externa no processo eleitoral brasileiro, além de reforçarem narrativas já contestadas por instituições e especialistas sobre a lisura do sistema eleitoral no país. - 247.


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Áustria fecha espaço aéreo para aviões que participam das agressões ao Irã

 

Medida segue lei de neutralidade e ocorre após decisão semelhante adotada pela Espanha

Aviões da Força Aérea dos EUA (Foto: Christopher Okula/Força Aérea dos EUA/Divulgação via REUTERS/Foto de arquivo)

A Áustria decidiu fechar seu espaço aéreo para aeronaves ligadas às agressões militares contra o Irã, segundo informações divulgadas pela mídia Metro na quinta-feira (2), com base em comunicado do Ministério da Defesa do país. De acordo com a publicação, a restrição atinge qualquer avião envolvido na chamada "Operação Fúria Épica", conduzida no contexto da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

Segundo a RT Brasil, a decisão tem como fundamento a lei de neutralidade austríaca, princípio constitucional que impede o país de integrar alianças militares, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), e de permitir a instalação de bases estrangeiras em seu território.

A iniciativa ocorre após a Espanha também restringir o uso de seu espaço aéreo. Em 30 de março, o governo espanhol, sob a presidência do socialista Pedro Sánchez, proibiu o sobrevoo de bombardeiros e aeronaves de reabastecimento que participem de ações contra o Irã. - 247.


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Racha em Minas: Nikolas Ferreira barra filiação de Cleitinho ao PL

 

Cúpula do PL quer Cleitinho candidato a governador, mas o deputado é contra

Nikolas Ferreira e Cleitinho (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados | Waldemir Barreto/Agência Senado)


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem atuado para impedir a filiação do senador Cleitinho (Republicanos-MG) ao PL em Minas Gerais, mesmo diante do aval da cúpula nacional da legenda, ampliando tensões internas e influenciando diretamente o cenário eleitoral de 2026 no estado, relata o UOL.

A resistência de Nikolas está relacionada a episódios recentes em que Cleitinho teria se afastado do discurso predominante do campo bolsonarista. Entre os exemplos citados por aliados do deputado está o uso da expressão “PEC da Blindagem”, termo atribuído à proposta de ampliação da imunidade parlamentar, além de declarações do senador classificando o Congresso como “inimigo do povo”, linguagem considerada inadequada para o posicionamento político que o PL busca consolidar.

A atuação de Nikolas em Minas Gerais tem sido fortalecida por uma prerrogativa interna que lhe confere amplo poder de articulação. Com respaldo direto do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado assumiu, na prática, o comando político da sigla no estado. Essa autonomia inclui influência sobre filiações, formação de chapas e definição de candidaturas, permitindo-lhe bloquear ou viabilizar movimentos estratégicos, como a possível entrada de Cleitinho no partido.

O próprio senador reconhece a dificuldade. Nos bastidores, Cleitinho admite a aliados que vê Nikolas como o principal entrave à sua filiação ao PL. Diante desse cenário, ele tem afirmado que só pretende decidir sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais no mês de maio, mencionando também questões pessoais como fator para o adiamento.

Enquanto isso, o cenário eleitoral mineiro para 2026 segue em aberto, com diversos nomes sendo testados. Além de Cleitinho, aparecem como possíveis candidatos o senador Rodrigo Pacheco, recentemente filiado ao PSB após deixar o PSD, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o atual governador Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a saída de Romeu Zema (Novo).

As movimentações partidárias continuam intensas. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, filiou-se ao PL com vistas à disputa pelo Executivo estadual. A expectativa é que ele deixe o cargo na entidade ainda nesta semana, em função do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. - 247.


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Eleições 2026 João Campos começa despedida oficial da prefeitura: "hoje é dia de renunciar"

Durante solenidade de entrega do Parque Eduardo Campos, homenagem ao pai dele, o pré-candidato ao governo pelo PSB ressaltou a chegada do vice, Victor Marques (PCdoB)

               Amanda Medeiros

João Campos fez despedida da prefeitura do Recife, nesta quinta (2), no Pina (Marina Torres/DP)

Pré-candidato ao governo de Pernambuco nas eleições deste ano, João Campos (PSB) começou, na tarde desta quinta (2), as despedidas oficias do cargo de prefeito do Recife.

Durante a entrega do Parque Eduardo Campos, no Pina, na Zona Sul da cidade, João Campos afirmou que “hoje é dia de renunciar ao cargo”.

“Saio após cinco anos e três meses. Saio para fazer mais pelo Recife e por Pernambuco”.

Na entrega o parque, uma homenagem ao pai dele, o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo, em 2014, o pré-candidato ao governo pelo PSB disse que o evento marcou um  “encerramento com chave de ouro”.

Citou também a entrega do Hospital da Criança do Recife, na Zona oeste, que será inaugurado ainda nesta quinta.

“Saio e Victor Marques (vice-prefeito) assume. Será um grande prefeito. Bati recordes de entregas”, declarou.


O último dia

Na entrevista coletiva, no parque, Campos disse que o último dia reservou um “misto de emoções”.

“Emoção, alegria e esperança de trabalhar”, declarou.

Para o prefeito, o momento é de “olhar pelo retrovisor e saber que o dever foi cumprido”.

Também é de olhar pelo para- brisa e ”perceber um futuro maravilhoso que nos espera”.

João Campos disse que fez um “ciclo bem feito” e que saiu de casa sempre “buscando soluções para a cidade”.

“Estou animado com o que nos espera”, acrescentou.

Balanço

Ainda na entrevista, Campos fez um breve balanço da gestão. Disse que fez o “maior investimento na educação, entre todas as capitais”.

Também afirmou que a prefeitura atingiu a marca de 80% na cobertura saúde, com mais de 180 equipamentos “requalificados.”

“Saímos de R$ 300 milhões de investimentos por ano para mais de R$ 1 bilhão, a cada ano”, declarou.

“batemos recordes históricos no Recife”, afirmou, dando como o exemplo a construção de parques.

“O Recife tinha 12 parques, construídos em 480 anos, e nós inauguramos seis novos, em cinco anos”, acrescentou.

Em Brasília

João Campos disse, ainda, que esteve em Brasília na quarta (1º) para participar de filiações ao PSB, como a do ex-presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (MG).

Segundo João, Pacheco vai comandar a sigla no estado, sendo importante para o processo de reeleição do presidente Lula (PT).

Sobre o balanço da janela de troca de partidos, campo disse que o PSB vai “dobrar de tamanho este ano”.

Pré-candidatura

A pré-candidatura de campos foi lançada no dia 20 de março.

Na solenidade, ele disse que decidiu entrar na disputa para mostrar que o estado "pode muito mais" e precisa "resgatar o protagonismo no Nordeste".

Na chapa de João estão o senador Humberto Costa (PT),  que tenta a reeleição, a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), também para o Senado, e Carlos Costa, para a vice.

 


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