domingo, 8 de outubro de 2023

MTE resgata 66 trabalhadores vítimas de trabalho análogo à escravidão no Piauí e em Goiás

 A operação contou com o apoio do MPT e da PRF

49 trabalhadores foram resgatados em Goiás e 17 no Piauí (Foto: Reuters/Adriano Machado)


O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), juntamente com a Secretaria de Inspeção do Trabalho, liberou 66 trabalhadores encontrados em condições degradantes no Piauí e em Goiás. 

Em Goiás, na cidade de Trindade, 49 trabalhadores oriundos de Maranhão, Minas Gerais e São Paulo foram resgatados na terça-feira de duas pensões. Segundo o MTE, esses indivíduos enfrentavam jornadas exaustivas, chegando a 12 horas de trabalho diário sem pausas para alimentação. Ademais, os trabalhadores estavam vulneráveis, pois não possuíam equipamentos de proteção e não tinham acesso a banheiros nem água potável.

A situação no Piauí, em Castelo do Piauí, não era diferente. Durante uma operação realizada entre os dias 25 de setembro e 4 de outubro, 17 trabalhadores foram resgatados pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) do MTE. Nesse contexto, a pasta destacou que 11 desses trabalhadores não tinham qualquer vínculo empregatício, mesmo cumprindo todas as obrigações de um emprego formal. Faltavam contratos, direitos eram negligenciados e os pagamentos eram realizados por meio de diárias.

Além do desrespeito aos direitos trabalhistas, as condições de vida desses trabalhadores eram desumanas. Eles eram submetidos a acomodações em situação deplorável, sem camas, obrigados a dormir em redes. A falta de saneamento básico os obrigava a buscar um riacho próximo para suas necessidades. A alimentação era inadequada e a água, não potável.

Uma boa notícia é que, após o resgate, todos os 49 trabalhadores de Goiás foram cadastrados no sistema "Seguro-Desemprego de Trabalhador Resgatado", garantindo a eles acesso a três parcelas do benefício, cada uma no valor de um salário mínimo.

A iniciativa do MTE não foi isolada. A operação contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fortalecendo o combate ao trabalho escravo em território brasileiro.  - 247.


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Nísia anuncia demissão de funcionário do ministério envolvido em dança erótica (vídeo)

A ministra da Saúde se desculpou pelo evento e explicou que estava realizando outras agendas no momento da apresentação

Nísia Trindade, ministra da Saúde (Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

O diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Lemos, foi afastado de suas funções, neste sábado (7). Ele assumiu responsabilidade pela apresentação de funk erótico pela pasta durante um evento sobre promoção de saúde. Além disso, uma curadoria foi criada para prevenir futuros eventos do tipo. 

A controvérsia começou na sexta-feira, logo após uma performance no intervalo do 1º Encontro de Mobilização para a Promoção da Saúde no Brasil (Em Prova), organizado pelo Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, vinculado à Secretaria de Atenção Primária. 

A ministra se desculpou pelo evento e explicou que estava realizando outras agendas em Diadema e Mauá, em São Paulo. "Fui surpreendida pelo episódio de ontem e venho, por meio desse vídeo, me desculpar muito sinceramente pelo ocorrido e reiterar o compromisso do Ministério da Saúde de que seus eventos reflitam a conduta e a orientação da Pasta da Saúde e do Governo liderado pelo presidente Lula”, disse Trindade, em vídeo na rede social na rede social X. 

A proposta era destacar que dança e outras manifestações artísticas também podem ser meios de promover a saúde, mas clips compartilhados nas redes sociais exibem uma mulher dançando funk ao ritmo de "Batcu", canção de Aretuza Lovi com a colaboração de Valesca Popozuda. Até membros do governo reconheceram o caráter inadequado da apresentação. - 247.


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Com R$ 24,7 bilhões de investimentos, PPA projeta Governo do Estado para os próximos quatro anos

 

Projetofoi enviado nesta quinta-feira à Alepe e prevê investimentos em programas estaduais


                     Por Blog da Folha

O planejamento para os próximos quatro anos do Governo do Estado de Pernambuco prevê uma mudança radical no modelo da despesa pública estadual, triplicando a previsão de investimentos realizados pelo Estado para um montante de R$ 24,7 bilhões para o período de 2024-2027 - considerando as despesas de capital do orçamento fiscal mais os investimentos das estatais. Os dados compõem o projeto de Plano Plurianual 2024-2027 enviado pela governadora Raquel Lyra, nesta quinta-feira (5), para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe). 

Tendo como uma das principais fontes para sua construção as demandas levantadas pela população durante a realização do Ouvir para Mudar nas 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado, o PPA apresenta uma série de novidades que reforçam o caráter de transformação pretendido pelo Governo. O primeiro projeto de lei orçamentária elaborado por essa administração (PLOA 2024) também foi enviado nesta quinta para o Legislativo.

“O PPA desenha o que a gestão planeja para o Estado e é a peça orçamentária que inicia todo o processo, portanto precisa estar muito conectado com o que a gente se propôs a fazer, além de seguir as demandas que a população, através do Ouvir para Mudar, colocou como prioridade. Eu tenho certeza que esse PPA é histórico, pois viabilizará o maior conjunto de investimento público de Pernambuco. As nossas prioridades, como o combate à fome, o acesso à água, à creche e à moradia, o investimento nas polícias e a requalificação de hospitais e da malha rodoviária, estão todos colocados de forma bastante clara em programas e recursos, que são o norte da mudança que estamos fazendo”, explica a governadora Raquel Lyra. 

Apresentado de quatro em quatro anos - e atualizado anualmente -, o PPA reúne o planejamento estratégico da gestão e, portanto, apresenta suas prioridades, programas e detalhamento de ações. O projeto de PPA enviado para a Assembleia já viabiliza a construção de programas da atual gestão, a exemplo do Pernambuco Sem Fome, um conjunto de ações da gestão para atacar um dos mais graves problemas sociais do Estado, a insegurança alimentar. Para esse programa, que será detalhado em outro momento, é previsto um aporte recorde: R$ 1,93 bilhão, sendo R$ 469,5 milhões só em 2024. Nesse ritmo, também aparecem no planejamento o Juntos Pela Educação e o Juntos Pela Segurança. Apenas de despesas de investimento, como equipamentos e obras – excluindo custeio, salários, etc. – o Juntos Pela Educação terá R$ 3,6 bilhões (R$ 1,1 bilhão em 2024), e o Juntos Pela Segurança R$ 962,6 milhões (R$ 245,9 milhões em 2024). Em relação ao Juntos Pela Educação, estão previstos aportes de mais R$ 1,9 bilhão considerados gastos de custeio (como apoio a municípios para manutenção de creches e realização do transporte escolar), totalizando R$ 5,5 bilhões.

De acordo com o novo Mapa de Estratégia do Governo de Pernambuco, que também compõe o Plano, a visão de futuro propõe “Um Estado mais próspero, justo e sustentável”, tendo como olhar prioritário pessoas com situação de pobreza, mulheres e pessoas com deficiência. Dividido em cinco estratégias (saúde e qualidade de vida; conhecimento e inovação; desenvolvimento sustentável; segurança e cidadania e, por fim, gestão, transparência e participação), o PPA é baseado em seis diretrizes: transversalidade, sustentabilidade, inovação, territorialidade, inclusão e excelência.

Para o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, o PPA traduz o movimento de mudança que Pernambuco está passando. “O nosso PPA reflete um planejamento que vai ao encontro do que o Estado de Pernambuco precisa, refletindo diretamente o programa de governo, o Ouvir para Mudar e outros instrumentos relevantes, como o Pernambuco 2035 e os Objetos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, explicou. 

PLOA 2024

Em paralelo ao envio do PPA, o Poder Executivo também enviou nesta quinta o Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2024, que já reflete as mudanças de diretrizes propostas no PPA. A peça estima um orçamento fiscal com receita de R$ 47,26 bilhões, dos quais se planeja um investimento (somando fiscal com estatais) de R$ 5,98 bilhões, enquanto em 2023 foi previsto um montante de investimento de R$ 2,19 bilhões.

Planejamento de investimentos do PPA




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Lula: Brasil não poupará esforços para evitar escalada da violência

 

Líderes de vários países condenam ataque a Israel

REUTERS/Ammar  Awad


Diversos líderes mundiais se pronunciaram condenando o ataque do movimento palestino Hamas e manifestando solidariedade a Israel. Na manhã deste sábado (7), o Hamas efetuou um ataque com mísseis contra Israel, deixando pelo menos 100 mortos e centenas de pessoa feridas. Em retaliação, ataque de Israel à Faixa de Gaza matou 198 pessoas,

Em rede social, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou o terrorismo em todas as formas e disse que o Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito. Na condição de presidente do Conselho de Segurança da ONU, Lula conclamou a comunidade internacional a conduzir uma solução que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável.

"Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados", disse o presidente.

Mais cedo, o governo brasileiro anunciou que convocará reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se manifestou em rede social afirmando que a União Europeia condenou o ataque, e manifestou “solidariedade a Israel”.

"Condeno inequivocamente o ataque efetuado pelos terroristas do Hamas contra Israel. Isto é terrorismo na sua forma mais desprezível. Israel tem o direito de se defender contra tais ataques hediondos", declarou. 

O presidente da França, Emmanuel Macron, endossou a defesa do direito de Israel se defender. “Falei com o presidente [Isaac] Herzog e com o primeiro-ministro [Benjamin] Netanyahu. Condeno os ataques perpetrados a partir de Gaza contra Israel, os seus soldados e o seu povo. A França está solidária a Israel e aos israelitas, e comprometida com a sua segurança e com o seu direito de se defenderem”, disse Macron.

O secretário de estado dos Estados Unidos, Antony Bliken, também disse que seu país está solidário a Israel.

“Condenamos inequivocamente os terríveis ataques dos terroristas do Hamas contra Israel. Estamos solidários com o governo e o povo de Israel e apresentamos as nossas condolências pelas vidas israelitas perdidas nestes ataques”, escreveu

O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, e o da Alemana, Olaf Scholz, se disseram chocados com o ataque e manifestaram apoio a Israel..

“Estou chocado com os ataques desta manhã perpetrados por terroristas do Hamas contra cidadãos israelitas. Israel tem o direito absoluto de se defender”, afirmou Rishi Sunak.

“Notícias terríveis chegam até nós hoje de #Israel . Estamos profundamente chocados com o lançamento de foguetes de Gaza e com a escalada da violência. A Alemanha condena estes ataques do Hamas e apoia Israel”, afirmou Scholz.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse que o país condena sem reservas o ataque contra Israel. "Esta violência é completamente inaceitável. Apoiamos totalmente Israel e o seu direito de se defender. Nossos pensamentos estão com todos os afetados. Os civis devem ser protegidos", disse.

O presidente da Argentina, Alberto Fernandez, anunciou que o país enviou ajuda humanitária  a Israel. “Expresso a minha forte condenação e repúdio ao brutal ataque terrorista perpetrado pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza contra o Estado de Israel. Que o povo de Israel receba toda a solidariedade deste presidente e do povo argentino”, disse Fernández. “Mais uma vez ratificamos o compromisso da Argentina com a paz e a resolução pacífica dos conflitos. Providenciei o envio imediato de ajuda humanitária a Israel para acompanhá-los neste momento difícil”, completou.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou condolências às famílias das vítimas

"As minhas condolências vão para todos os que perderam familiares ou pessoas próximas no ataque terrorista. Temos fé que a ordem vai ser restaurada e os terroristas derrotados. O terror não deveria ter lugar no mundo, porque é sempre um crime, não só contra um país específico ou as vítimas deste terror, mas contra a humanidade em geral e todo o nosso mundo", acentuou o presidente da Ucrânia.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e o da Índia, Narendra Modi, também manifestaram solidariedade a Israel.

“Acompanhamos com consternação o ataque terrorista contra Israel e manifestamos solidariedade para com as vítimas e as suas famílias. Condenamos veementemente o terrorismo e exigimos a cessação imediata da violência indiscriminada contra a população civil. A Espanha mantém o seu compromisso com a estabilidade regional”, escreveu Sanches.

 “Profundamente chocado com as notícias de ataques terroristas em Israel. Nossos pensamentos e orações estão com as vítimas inocentes e suas famílias. Somos solidários com Israel neste momento difícil”, afirmou Modi

Otan

O porta-voz da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) Dylan White também condenou os ataques. "Os nossos pensamentos estão com as vítimas e todos os afetados. O terrorismo é uma ameaça fundamental para as sociedades livres e Israel tem o direito de se defender", escreve o porta-voz da Otan.

ONU

O coordenador das Nações Unidas para o processo de paz no Médio Oriente, Tor Wennesland, também condenou o ataque do Hamas contra Israel, é pediu para todos "afastarem-se do abismo" para o qual o conflito caminha.

"Condeno veementemente o ataque em múltiplas frentes desta manhã contra vilas e cidades israelenses perto da Faixa de Gaza, e o lançamento de foguetes que atingiu o centro de Israel por militantes do Hamas", afirmou Wennesland, em comunicado.

“Estes acontecimentos resultaram em cenas horríveis de violência e em muitas mortes e feridos israelitas, acreditando-se que muitos tenham sido raptados dentro da Faixa. Estes são ataques hediondos contra civis e devem parar imediatamente. Estou profundamente preocupado com o bem-estar de todos os civis. Estou em contato estreito com todos os envolvidos para apelar à máxima contenção e apelar a todas as partes para que protejam os civis”, diz o texto.

Segundo a agência de notícias RTP, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Mikhail Bogdanov pediu “contenção”. Bogdanov, que também é enviado do Kremlin para o Oriente Médio e África, disse estar em contato com autoridades israelenses e palestinas.

"Estamos em contato com todos agora. Com os israelitas, os palestinos e os árabes", disse Mikhail Bogdanov, que também é o enviado do Kremlin para o Médio Oriente e África.

Irã

A Agência de notícias Reuters disse que o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os ataques são uma prova do aumento de confiança dos palestinos em relação a Israel,.

"Nessa operação, o elemento surpresa e outros métodos combinados foram usados, o que mostra a confiança do povo palestino em relação aos ocupantes", disse o porta-voz do ministério, Nasser Kanaani, à agência iraniana ISNA em entrevista.

Face do Hamas

O presidente de Israel, Isaac Herzog disse em rede social que o Hamas mostrou hoje a sua verdadeira face.

“Hoje vimos a verdadeira face do Hamas. Um exército terrorista cujo único objetivo é o assassinato a sangue frio de homens, mulheres e crianças inocentes.”, escreveu. “O Estado de Israel tomará todas as medidas necessárias para eliminar este perigo claro e imediato para os nossos cidadãos. Israel vencerá diante de todos os desafios”, disse Herzog em outra publicação. - (Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - São Luís).


Edição: Aline Leal



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Concurso público unificado terá 6,5 mil vagas em 20 órgãos

 

Outros órgãos ainda podem aderir à nova modalidade de seleção

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Concurso Público Nacional Unificado vai preencher 6.590 vagas em 20 órgãos e entidades públicas que fizeram a adesão ao processo seletivo. A publicação do edital do Concurso Nacional Unificado está prevista para até o dia 20 de dezembro, e a prova deve ocorrer entre o final de fevereiro e meados de março.

Inicialmente, o governo tinha anunciado a disponibilidade de 7.826 vagas, mas nem todos os órgãos públicos aderiram ao concurso unificado. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, há possibilidade de outros órgãos participarem até a assinatura do termo de adesão. “Alguns órgãos ainda não entenderam totalmente o modelo e preferiram manter a realização de concurso de forma individual”, disse. 

O Concurso Nacional Unificado será organizado a partir da realização de um mesmo certame em aproximadamente 180 cidades, de forma concomitante. A pedido da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), foi incluída a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde há uma grande população indígena.  

A ideia do governo é que o concurso unificado se torne a principal a principal forma de fazer seleção de servidores públicos federais, e que ele seja repetido anualmente ou a cada dois anos. 

A primeira etapa do concurso unificado será realizada em um único dia, dividida em dois momentos: primeiro haverá uma prova objetiva, com conteúdo comum a todos os candidatos. Depois, no mesmo dia, serão aplicadas provas dissertativas e com conteúdos específicos e de acordo com cada bloco temático.

No momento da inscrição no concurso, os candidatos deverão optar por um dos blocos das áreas de atuação governamental disponíveis. Depois dessa escolha, eles deverão indicar o cargo por ordem de preferência entre as vagas disponíveis no bloco de sua escolha.

De acordo com a ministra, os temas cobrados nas provas serão divulgados no edital, mas não haverá muita diferença em relação aos cobrados nos concursos atuais. “Todo mundo que já se prepara para concursos públicos estará preparado, podem ficar tranquilos. Não haverá mudança radical no conteúdo”, afirmou Esther Dweck.  

Confira as instituições que aderiram ao Concurso e o número de vagas de cada uma delas: 

. Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) - 502

. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - 742

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - 520

. Ministério da Gestão e Inovação e transversais - 1480

. Ministério da Saúde - 220

. Ministério do Trabalho e Emprego - 900

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) - 30

. Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - 50

. Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) - 40

. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - 40

. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - 35

. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - 895

. Ministério da Justiça e Segurança Pública - 100

. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - 296

Ministério da Cultura - 50

Advocacia-Geral da União (AGU) - 400

Ministério da Educação - 70

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania - 40

Ministério dos Povos Indígenas - 30

Ministério do Planejamento e Orçamento - 60

(Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil - Brasília).

Edição: Nádia Franco



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Governadora Raquel Lyra sanciona leis que garantem apoio financeiro do Estado para a educação

                     Por Blog da Folha

Divulgação

A governadora Raquel Lyra sancionou, nessa sexta-feira (6), a lei que institui o Programa Estadual de Incentivo a Novas Turmas de Educação Infantil e a alteração da legislação que criou o Programa Estadual de Transporte Escolar (PETE), para dobrar os repasses financeiros que o Estado efetua aos municípios. As sanções, publicadas na edição deste sábado (7) do Diário Oficial, efetivam compromissos firmados pela gestora no programa Juntos pela Educação, que prevê investimentos de mais de R$ 5 bilhões no setor até 2026.

Com a sanção do Programa Estadual de Incentivo a Novas Turmas de Educação Infantil, o Governo de Pernambuco fica autorizado a auxiliar financeiramente as cidades contempladas com novas creches e pré-escolas, para expansão da rede pública para alunos de zero a cinco anos. A iniciativa será posta em prática através de convênios entre o Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esportes, e as prefeituras selecionadas “obedecendo a critérios, metodologia e prazos definidos em decreto”, segundo o texto.

“Com essa lei nós estamos autorizados a custear essas crianças dentro da escola dos municípios, das creches, como garante o Juntos pela Educação. É assim que nós vamos transformar Pernambuco. E isso, claro, tem que ser feito em colaboração com os municípios e, sobretudo, cuidando dos nossos meninos”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Entre os objetivos da lei está a ampliação do atendimento em creches e pré-escolas às crianças que vivem, majoritariamente, em localidades com maior vulnerabilidade social e déficit na oferta de vagas para esta etapa da educação básica. A transferência dos recursos para os cofres municipais será feita a partir do mês e ano de funcionamento da nova unidade escolar durante 12 meses, ou até o mês anterior à remuneração das respectivas matrículas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o que ocorrer primeiro.

A respeito da alteração na Lei nº 13.463, de 9 de junho de 2008, que institui o PETE, a partir de agora os municípios participantes do programa receberão valores reajustados em 100% pelo Estado, possibilitando que a iniciativa mantenha a sua efetividade. “Estamos dobrando o valor que a gente repassa para o transporte escolar municipal, e para este ano vamos pagar o retroativo a fevereiro, garantindo uma injeção de mais de R$ 100 milhões nos municípios pernambucanos, que a gente sabe que têm sofrido muito com a queda de arrecadação”, declarou Raquel Lyra.

A partir de agora, nos municípios com extensão territorial até 500 km², será repassado o valor de R$ 2.319,56 por aluno transportado. Nas cidades com mais de 500 km² até 1.000 km², será transferido o valor de R$ 2.783,44 por aluno. Aos municípios que possuem mais de 1.000 km² até 1.500 km² de extensão territorial será repassado o valor de R$ 3.479,34, enquanto que para as cidades com mais de 1.500 km² será repassado o valor de R$ 4.523,14 por aluno. O valor retroativo a ser pago aos municípios será transferido em parcela única até 15 de outubro de 2023.

O programa Juntos pela Educação, lançado em junho pelo Executivo, propõe uma série de ações para promover uma educação abrangente, relevante e eficaz, que garanta direitos com foco no desenvolvimento intelectual, social e emocional dos estudantes das redes estadual e municipal. A iniciativa tem a intenção, ainda, de garantir infraestrutura digna e adequada à comunidade escolar, recuperando e construindo novos espaços e possibilitando uma jornada escolar acolhedora.


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Brasileiros relatam apreensão em zona de conflito

 

Embaixada em Tel Aviv acompanha um ferido e busca dois desaparecidos

REUTERS/Ashraf Amra


O ataque do grupo palestino Hamas, neste sábado (7), deixou pelo menos 200 israelenses mortos e 1,1 mil feridos em tiroteios que ocorreram em mais de 20 locais dentro de Israel. Os israelenses responderam com ataques aéreos que mataram pelo menos 230 pessoas e deixaram 1,6 mil feridos na Faixa de Gaza, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que está monitorando a situação das comunidades brasileiras na região. São estimados 14 mil brasileiros residentes em Israel e 6 mil na Palestina, "a grande maioria dos quais fora da área afetada pelos ataques", diz a nota do órgão.

Segundo o Itamaraty, um brasileiro foi ferido e encontra-se hospitalizado. A Embaixada do Brasil em Tel Aviv está prestando assistência. O órgão informou ainda que a embaixada também está buscando contato com outros dois brasileiros que também estavam em um local atacado.

Em entrevista à TV Brasil, o técnico de ginástica artística Felipe Bichof, que mora em Tel Aviv, disse que o clima é de apreensão. “A cidade está deserta, ainda que Tel Aviv seja uma zona segura nas ruas, não foi declarado nenhum tipo de lockdown, mas as ruas estão desertas, com poucos carros passando”, relatou. Ele acrescenta que só resta esperar. “Uma situação como essa deixa a gente apreensivo, impotente, porque é angustiante ficar dentro de casa sem poder fazer nada”, completou.

Os infiltrados do Hamas tomaram assentamentos próximos à Faixa de Gaza e fizeram reféns. “Como todos sabem, Israel é reconhecido mundialmente por seu poder militar e ninguém imaginava uma situação dessa. Geralmente, quando há infiltrações são por túneis subterrâneos e, em sua maioria, são frustradas. O poder militar israelense dá conta de intervir e são poucos os casos adentrando no país”, disse.

Bichof acrescentou que o noticiário local mostrou israelenses em bunkers, que entraram na TV ao vivo por telefone. “Foi uma situação que começou a ficar muito tensa. A gente acompanhando pelo noticiário pessoas sussurrando ao telefone: ‘Eles estão aqui, me ajuda!’”, concluiu.

Segundo Bichof, o maior temor neste momento é que haja uma escalada na violência com a entrada de outros países no conflito. O governo de Israel já convocou mais de 100 mil reservistas para atuar na proteção do território. “É imprevisível, pode durar algumas horas, alguns dias, semanas, isso pode escalar e a gente fica na tensão para que outros países não entrem nessa situação”, afirmou.

O clima de apreensão também foi relatado pela jornalista Carolina Rizzo, moradora de Tel Aviv. “Não estou saindo de casa, estou trancafiada dentro de casa, só acompanhando em grupo de WhatsApp de quem mora por aqui, vendo notícias o dia inteiro. Venho para a varanda do apartamento e quase não tem carro passando. Você não vê gente andando na rua, está bem estranho e angustiante. Hoje foram cinco sirenes de disparos de foguetes que a gente ouviu e a gente teve que ir para o abrigo anti-bombas”, contou à TV Brasil. A entrevista precisou ser interrompida em razão de uma sirene de alerta de míssil.

Conselho de Segurança

Às 16h deste domingo (8), horário de Brasília, será realizada uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), na sede da entidade em Nova Iorque. A convocação extraordinária foi definida pelo Brasil, que ocupa a presidência do órgão. Serão tomadas decisões, no âmbito do organismo, sobre os ataques.

Em uma rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ficou chocado com o ataque do Hamas contra Israel e que o país não poupará esforços para evitar a escalada do conflito. Lula conclamou ainda a comunidade internacional a trabalhar para a retomada das negociações para a solução do conflito e criação de um Estado Palestino.

“O Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive no exercício da Presidência do Conselho de Segurança da ONU. Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados”, escreveu o presidente.

Posicionamentos

Em apoio ao palestinos, o movimento global Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) condenou o que chamou de "hipocrisia colonial", destacando questões históricas que envolvem a região e o direito dos palestinos de se defenderem. "Mais uma vez, ignorar a opressão de décadas de Israel contra os palestinos e atacar a resistência armada palestina como se a 'violência' tivesse começado apenas esta manhã".

A Federação Israelita do Estado de São Paulo afirmou em nota, "como representante da comunidade judaica paulista", o apoio ao Estado de Israel. "Assim como todos os países do mundo, tem o direito e o dever de proteger o seu território e sua população". - (Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil* - São Luís).

*Com informações da agência de notícias Reuters

Edição: Camila Maciel



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

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