sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Bolsonaro pretende morar na Itália e evitar uma possível prisão no Brasil

Segundo Jair Bolsonaro, o Judiciário está próximo de expedir uma ordem de prisão contra ele

Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Jair Bolsonaro (PL) não quer voltar ao Brasil. A viagem para a cidade norte-americana de Orlando, na Flórida (EUA), no final de dezembro, é parte de um plano de proteção contra uma prisão. A família (ele, a esposa e uma filha menor) pretende tirar o mais rápido possível a emissão da cidadania italiana na Embaixada da Itália em Brasília (DF).

De acordo com informações publicadas nesta quinta-feira (5) pela revista IstoÉ, Bolsonaro entende que, em pouco tempo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ou outro juiz vai determinar a prisão dele. O ex-ocupante do Planalto é investigado por envolvimento em um esquema de fake news. A Polícia Federal afirmou que Bolsonaro cometeu crime ao associar a Aids a uma vacina contra Covid-19.

Filhos de Bolsonaro com mandatos, Flávio (senador do PL-RJ), Eduardo (deputado federal do PL-SP) e Carlos (vereador do PL no município do Rio de Janeiro) também estão com pedido de cidadania em aberto, mas não querem deixar o Brasil.

Oficialmente a Embaixada não confirmou o protocolo dos pedidos e respondeu à revista que não pode fornecer informações sobre esse tipo de pedido por questões de sigilo.

Durante o seu governo, Bolsonaro foi alvo de mais de 140 pedidos de impeachment. Foi acusado de crimes relacionados à pandemia e está entre os pedidos de indiciamento sugeridos pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid a autoridades do Judiciário.

O ex-chefe do Executivo federal enfrenta acusações de apologia a torturas e de participação em um esquema de fake news. Também foi acusado de estímulos a protestos favoráveis a um golpe, com fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Nos últimos anos, Bolsonaro tentou passar para a população a mensagem de que o Poder Judiciário atrapalha o governo. Também defendeu a participação das Forças Armadas na apuração do resultado das eleições. 

Em novembro passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou o PL em R$ 22,9 milhões após o partido questionar a confiança das urnas eletrônicas. Brasil247.







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Lula presideu hoje a primeira reunião ministerial

Encontro ocorrerá às 9h30 desta sexta-feira (6), no Palácio do Planalto, sem horário para terminar

Lula é fotografado com todo o ministério no dia da posse - 01/01/2023 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirige nesta sexta-feira (6) a primeira reunião do seu ministério. O encontro começa às 9h30 no Palácio do Planalto. 

Na véspera, o presidente disse que o encontro “só tem horário para começar”, informa o Metrópoles.

No encontro, Lula deve discutir com os ministros as principais agendas e prioridades para a gestão, focando nos 100 primeiros dias de governo.

Todos os 37 ministros já estão empossados e vão comparecer. 

A medida provisória que reestrutura os 31 ministérios e 6 órgãos com status de ministério já chegou ao Congresso Nacional, informa a Agência Brasil.

É a primeira Medida Provisória enviada ao parlamento pelo governo Lula. A medida tranca a pauta da Câmara dos Deputados ou do Senado a partir do dia 19 de março e precisa ser aprovada até 2 de abril para não perder a validade. 

Lula também vai se reunir com os governadores no dia 27 de janeiro. - 247.




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Brasileiros estão entre os mais otimistas do mundo em 2023, revela pesquisa Ipsos

Com a volta de Lula, brasileiros apostam em ganhos de renda e melhoria da qualidade de vida

Luiz Inácio Lula da Silva em seu gabinete (Foto: Ricardo Stuckert)

O povo brasileiro é um dos mais otimistas do mundo em 2023, ano que marca a volta da democracia e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder. É o que aponta a nova pesquisa Ipsos, realizada em 36 países. Leia abaixo os detalhes:

Seis em cada dez brasileiros (57%) acreditam que vão receber um aumento salarial no próximo ano. O dado foi obtido através da pesquisa "Monitor Global da Inflação", feita pela Ipsos. Das 36 nações que integram o levantamento, o Brasil ocupa a 2ª posição entre os países mais otimistas, atrás apenas da Colômbia (60%). A média global é de 45%.

Na outra ponta, os cidadãos que menos esperam valorização salarial estão na Itália, Japão e Peru. Nestes países, os índices ficaram em 19%, 22% e 28%, respectivamente.Dentro dos brasileiros que acreditam no aumento, 26% deles acham que o valor será maior ou condizente com a taxa de inflação no país. Já os outros 31% acreditam que esse aumento será menor que o índice de inflação.Já 39% dos entrevistados no Brasil também acreditam que o dinheiro que sobra após pagarem as contas, aumentará, ao menos um pouco, em 2023 – acima da média global que é de 27%.

Inflação

A pesquisa também mediu a percepção dos cidadãos com relação ao aumento do custo de vida. De acordo com o levantamento, apenas 16% dos brasileiros entrevistados acreditam que a inflação subirá muito em 2023. Apenas a China, com 8%, apresentou índice menor. Neste quesito, a média global é de 35%. Na outra ponta, os argentinos são quem mais esperam aumento da inflação no próximo ano (56%).

Taxa de juros

O povo brasileiro, porém, é um dos mais preocupados com as taxas de juros entre os países pesquisados. Oito em cada dez (82%) acreditam que a alta dos juros no país contribui para o aumento do custo de vida –  o país ocupa a 2ª posição, empatado com Romênia e África do Sul. A Coréia do Sul, com 85%, lidera o ranking. A média global ficou em 69%.Os cidadãos que menos se preocupam com as taxas de juros estão na Arábia Saudita, China e Emirados Árabes. Nestes países, os índices ficaram em 32%, 42% e 46%, respectivamente.

A preocupação dos brasileiros com os juros do país, porém, não é novidade. Na primeira versão da pesquisa, realizada pela Ipsos entre maio e junho deste ano, 84% dos brasileiros já indicavam que os juros no país causavam aumento no custo de vida.

Sobre a pesquisa

Ipsos entrevistou, de forma on-line, 24.471 pessoas, sendo aproximadamente 1.000 no Brasil, entre 21 de outubro e 4 de novembro de 2022. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais. Além do Brasil, integram a pesquisa: Arábia Saudita, África do Sul, Argentina, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Chile, China, Colômbia, Dinamarca, Emirados Árabes, Estados Unidos, Espanha, França, Grã-Bretanha, Holanda, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Israel, Irlanda, Japão, Malásia, México, Peru, Polônia, Romênia, Singapura, Suécia, Suíça, Tailândia e Turquia. 247




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Governo Lula toma iniciativa para abrir diálogo com igrejas

Pastor Paulo Marcelo Schallenberger será nomeado pela Secretaria-Geral da Presidência para construir pontes com denominações evangélicas de pequeno e médio porte

Paulo Marcelo Schallenberger, Alckmin e Lula (Foto: Reprodução/Facebook)

O governo Lula acertou a nomeação do pastor Paulo Marcelo Schallenberger, com histórico de atuação na Assembleia de Deus, para um cargo na estrutura do Palácio do Planalto com a atribuição de abrir diálogo com igrejas de todo o país, informa O Globo.

A função que será assumida por Paulo Marcelo estará vinculada ao segundo escalão da Secretaria-Geral da Presidência, localizada no 4º andar do Palácio do Planalto. O pastor se aproximou de Lula e de lideranças no PT no fim de 2021, e sugeriu a abertura de um canal de relacionamento do novo governo voltado especialmente para denominações evangélicas de médio e pequeno porte. 

Após a reunião com o secretário-geral da Presidência, Marcio Macêdo, Paulo Marcelo afirmou que ouviu da equipe de Lula que sua nomeação deve ocorrer no fim de janeiro, após a resolução de questões burocráticas na estrutura da Secretaria-Geral.

O pastor já vem cumprindo agendas em Brasília como interlocutor do novo governo entre os evangélicos. 247.


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Ministério da Justiça aciona EUA e Interpol por extradição de Allan dos Santos

Considerado foragido, o blogueiro bolsonarista é investigado no inquérito sobre uma milícia digital para atacar a democracia

Influenciador digital Allan dos Santos (à esq.) e Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública (Foto: Alessandra Dias/Agência Senado | Renato Alves/ Agência Brasília)

O Ministério da Justiça, comandado por Flávio Dino, procurou o governo dos Estados Unidos e a Interpol, em Lyon (França), com o objetivo de acelerar o processo de extradição do influenciador bolsonarista Allan dos Santos, que mora em solo norte-americano desde 2020. O blogueiro é considerado foragido desde que foi ordenada sua prisão preventiva no por conta das investigações de fake news em 2021, a pedido feito pela Polícia Federal. Ele é alvo do inquérito sobre uma milícia digital para atacar a democracia e as instituições.

De acordo com uma reportagem publicada nesta quinta-feira (5) pela coluna Painel, a Interpol, que reúne representantes de polícias de cerca de 200 países, segura desde o ano passado um pedido feito pelo Supremo Tribunal Federal para colocar o bolsonarista na chamada difusão vermelha.

Até o momento, a pasta de Flávio Dino fez um primeiro contato de aproximação com o governo dos EUA, comandado pro Joe Biden, e com a Interpol. Da entidade internacional, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera ver o nome de Allan entre os procurados.

Segundo a Folha, mensagens interceptadas pela PF mostraram que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, ofereceu ajuda a Allan para deixar o Brasil.

Em novembro de 2022, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o cancelamento do passaporte de Allan, deixando o influenciador sem documento de identificação válido nos EUA. - 247.


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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Pivô do terrorismo bolsonarista em Brailia, Serere Xavante pede perdão em carta e diz que errou ao atacar urnas eletrônicas

Índígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante pediu "perdão ao povo brasileiro" e disse que agiu motivado por "informações erradas fornecidas por terceiros"

José Acácio Serere Xavante (Foto: Reprodução)

O pastor indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante, preso pela Polícia Federal  em dezembro do ano passado por participar de manifestações antidemocráticas, escreveu uma carta pedindo perdão ao "povo brasileiro", ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao ministro Alexandre de Moraes, que mandou prendê-lo, ao STF e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No documento, segundo o blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo, Serere também afirma que defendeu uma "ruptura democrática" e diz não acreditar no uso da violência como método de ação política.

No documento, Serere admite que errou ao questionar as urnas eletrônicas e a higidez do sistema eleitoral brasileiro e afirma ter agido com base em "informações erradas fornecidas por terceiros" e "inteiramente desvinculadas da realidade". Ele também pede que seja evitada  "qualquer atuação leviana" e a "divulgação de mentiras" a seu respeito, além de ressaltar que somente seus advogados podem falar em seu nome. 

A prisão do cacique "fake", no dia 12 de dezembro do ano passado, resultou em uma explosão de violência e de atos terroristas promovidos por bolsonaristas e militantes da extrema direita em Brasília. Na ocasião,  os radicais tentaram invadir a sede da Polícia Federal, depredaram uma Delegacia da Polícia Civil, além de atearem  fogo em carros e ônibus. Segundo as autoridades, ao menos 40 pessoas já foram identificadas como participantes dos atos de violência. 247.


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Professora Antonieta de Barros, primeira deputada negra do Brasil, entra para o Livro de Heroínas da Pátria

Sancionada por Lula, nova lei insere o nome de Antonieta de Barros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que se encontra na Praça dos Três Poderes, em Brasília

Antonieta de Barros foi professora, jornalista e política brasileira. 


Antonieta de Barros (Foto: Reprodução/ NSC TV)


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.518/23, que insere o nome de Antonieta de Barros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF). A proposta que deu origem à lei, PL 4940/20, do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), foi aprovada pela Câmara em junho de 2022.

Alfabetizada tardiamente por jovens estudantes, Antonieta de Barros (1901-1952) formou-se professora e está entre as primeiras mulheres a ocupar cargos eletivos no Brasil. Foi eleita em 1934 deputada estadual por Santa Catarina, mesmo ano que a médica Carlota Pereira de Queirós se elegeu deputada federal por São Paulo.

Em 1948, um projeto de lei de Antonieta de Barros criou o Dia do Professor, com feriado escolar em 15 de outubro, em Santa Catarina. A data seria oficializada no País inteiro somente em outubro de 1963.  -Agência Câmara de Notícias.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...