Da página lula.com.br – Na próxima quarta-feira (18), às 19h, o Circo Voador vai ser palco de um grande reencontro. Após 580 dias de prisão política, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reencontra a Cultura, representada por mais de 500 artistas e intelectuais, que irão se reunir no Rio de Janeiro para denunciar o desmonte do setor e celebrar a liberdade do ex-presidente.
O evento marca mais um encontro pautado pela gratidão de Lula àqueles que saíram em defesa de sua inocência e liberdade durante os 18 meses em que esteve preso injustamente. “Será uma bela forma de terminar um ano terrível para o Brasil, para a democracia, para os direitos das pessoas, para o povo brasileiro. A libertação o Lula fez reacender a esperança nos brasileiros de que um horizonte de superação das tragédias atuais é possível, que o resgate do Brasil é uma realidade concreta. Lula começa a circular pelo Brasil para levar essa palavra de esperança”, explicou Emir Sader, um dos organizadores do ato.
O ato também vai homenagear a memória e o legado da cantora Beth Carvalho, amiga de Lula que se foi em 2019. Entre os confirmados, estão nomes como Camila Morgado, Camila Pitanga, Dira Paes, Eric Nepomuceno, Francis Hime, Gregorio Duvivier, Osmar Prado, Renata Sorrah, Tereza Cristina, Leonardo Boff, Letícia Sabatella, Maria Gadú, Tonico Pereira e Zezé Mota.(247)
Ainda não há piquetes confirmados em outros estados e a categoria segue dividida pelo País
Por: Portal FolhaPE
CaminhoneirosFoto: Arthur Mota/ Folha de Pernambuco
Embora rumores
sobre uma nova greve dos caminhoneiros tenham
surgido há alguns dias nas redes sociais, Pernambuco não registra pontos de
bloqueio nas estradas federais nesta segunda-feira (16). A informação foi
confirmada ao Portal FolhaPE pela
Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também não há piquetes confirmados em outros
estados, e a categoria segue dividida pelo País. A mobilização para a possível movimentação teve início no último dia 8, quando
um vídeo publicado pelo caminhoneiro Marconi França convocava a categoria a
protestar contra os aumentos no preço do óleo diesel. Os boatos sobre a
paralisação foram apoiados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Transportes e Logísticas (CNTTL), instituição ligada à Central Única dos
Trabalhadores (CUT).
A CNTTL esperava
uma adesão de cerca de 70% dos 4,5 milhões de caminhoneiros autônomos e
celetistas. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a
Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), no entanto, emitiram notas
negando essa adesão da categoria.
Segundo a CNTA, o posicionamento dos profissionais nas redes sociais em relação
ao movimento grevista está sendo monitorado. "A CNTA reforça sua postura
em não apoiar movimentos com ligações políticas. Até o momento a entidade
desconhece dentro da sua base coligada qualquer movimentação para uma greve",
informou em nota. Ainda segundo a entidade, qualquer decisão oficial sobre
paralisação precisa de assembleias deliberativas como procedimento obrigatório
feito pelos sindicatos, além da pauta de reivindicação.
Já a Abcam esclareceu que não tem nenhuma negociação em aberto com a CUT e com
o Partido dos Trabalhadores (PT), ao contrário do divulgado por caminhoneiros
em grupos nas redes sociais. "Por ora, não nos posicionaremos, pois ainda
estamos lidando com o ônus judicial gerado pela paralisação de 2012, em São
Paulo e a paralisação nacional de 2018. Não mediremos esforços para garantir
melhores condições de trabalho para a categoria, seja com a criação de novas
políticas ou renovação das já existentes", acrescenta o texto da
Associação, publicado em seu site na última terça-feira (10).
O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Pernambuco
(Sintracape), Wilton Valença Nery, reforçou que não há registro de pontos de
paralisação nas rodovias do Estado e rechaçou a ligação política da movimentação.
"Após a paralisação do ano passado várias pseudo-lideranças apareceram. As
entidades que eu conheço e têm reconhecimento junto ao governo e junto à
categoria não estão envolvidas em nenhum tipo de paralisação. Essas novas
lideranças passaram a fazer essas movimentações sem legitimidade e para atingir
o governo", explicou.
Wilton reforçou que a categoria não vê motivos para deflagrar paralisações.
"A economia está sendo aquecida e estamos percebendo que as coisas estão
melhorando. A categoria vem tendo várias conquistas", acrescentou. "A
gente esperava que houvesse movimentos pontuais com cinco, seis ou dez
caminhões, porque é mais fácil de juntar, mas nem isso ocorreu. Nem aqui nem em
outros estados", finalizou o presidente do sindicato.
O bairro do Henrique Leite agora tem uma pista exclusiva para
ciclistas. O equipamento construído pela Prefeitura de Petrolina foi
inaugurado, neste domingo (15), com um passeio ciclístico. A nova pista se soma
a outras ciclovias construídas nos últimos anos, totalizando mais de 10 km de
malha cicloviária na cidade.
A estrutura
implantada no Henrique Leite tem 1600 metros de extensão. A pista começa na
altura do Batalhão da Polícia Militar, percorre a Estrada das Pedrinhas até
chegar na altura do cemitério. Para a implantação da ciclovia, a prefeitura
investiu cerca de R$ 800 mil a partir da programa “Petrolina Cresce”.
Mais duas
pistas para ciclistas estão em fase de implantação. Uma na Estrada da Banana e
outra no bairro Jatobá. Esse conjunto de obras mostra, segundo o prefeito
Miguel Coelho, a prioridade que a gestão deu nos últimos anos à mobilidade
urbana. “Investimentos em novos ônibus, pavimentamos mais de 200 ruas, duplicamos
avenidas e as ciclovias integram esse processo para melhorar a infraestrutura
da cidade. Os ciclistas são parte importante do trânsito e novas pistas
exclusivas permitem maior segurança. Ainda queremos implantar mais 5 km de
ciclovias em 2020, tornando nossa cidade referência no Nordeste em mobilidade”,
adiantou o prefeito, que participou do passeio ciclístico de inauguração no
Henrique Leite. (Ascom)
Através do controle da respiração, Emilia aprendeu a equilibrar suas emoçõesFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco
Inspirar.
Expirar. Inspirar. Expirar. O ato de respirar é tão natural que nem percebemos
o quanto ele mexe com o nosso corpo. Em definição simples, a respiração
consiste na troca de gases entre o organismo e o meio-ambiente. Inspiramos
oxigênio para alimentar as células e liberamos dióxido de carbono. Mas, para
isso acontecer, existe um universo por trás do “inspira e expira”. Um
verdadeiro trabalho em equipe envolvendo músculos, artérias, hemácias...
E,
embora todos já nasçam sabendo respirar, poucos têm ideia que esse processo,
tão automático quanto essencial, pode ser uma importante ferramenta para
melhorar a qualidade de vida. “Em todas as medicinas do mundo, exceto a
alopática, olha-se com muita atenção e carinho para a respiração, porque é a
principal ferramenta para liberar e receber novas energias”, diz a
acupunturista, fitoterapeuta e terapeuta holística, Jamile Coelho.
A
respiração é um processo autônomo, acontece sem termos que pensar nela. Ao
nascer, temos uma mecânica natural exemplar. É só reparar como a barriguinha
dos bebês enche e murcha, um movimento perfeito do diafragma, um dos tantos
órgãos envolvidos nessa força-tarefa.
[PODCAST] Jota Batista conversa no Espaço Aberto com o médico
cardiologista do Hospital Jaime da Fonte, Edmar Freire
Com o passar dos anos, sobretudo na vida
adulta, afetados pelo estresse, encurtamos essa ação, utilizando na maior parte
do tempo apenas a região torácica. Não que isso vá causar um problema
respiratório clínico, até porque esse sistema reage e se adapta às emoções
transmitidas pelo sistema nervoso. Tentar monitorar a respiração o tempo todo
não é indicado e nem benéfico.
Mas
parar por alguns minutos para focar no trabalho do corpo dentro desse processo
é um caminho para desacelerar o ritmo e neutralizar o estresse cotidiano. Ao
atingir um nível de relaxamento do sistema nervoso, todo o corpo é beneficiado,
seja no aspecto físico, diminuindo tensões musculares, e, principalmente, no
emocional. Não à toa, uma das recomendações em momentos de apreensão é fechar
os olhos e se concentrar em exercícios de respiração profunda.
“Fisiologicamente,
não existe um respirar certo ou errado (a não ser que haja alguma patologia).
Nossa respiração é autônoma e vai se adaptar às necessidades do momento. Se a
pessoa toma um susto, se está ansiosa, com raiva, vai ficar mais ofegante. Da
mesma forma, quando estiver relaxada, vai respirar mais calmamente. As técnicas
que trabalham a respiração têm papel muito importante, mas não no pulmão ou no
sistema respiratório em si. Não existe estudo que comprove aumento da
capacidade pulmonar por isso. Os benefícios são no emocional, no relaxamento do
sistema nervoso, levando a uma sensação de bem-estar geral”, explica o
pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Guilherme Costa.
Meditação e yoga são ferramentas que sobressaem
no uso da respiração em prol do bem-estar, mas há outras opções. “O yoga é uma
ciência de grandes mestres nesse sentido. Mas tem a meditação, os florais, a
acupuntura. Tudo o que agir para tranquilizar a mente vai ajudar no exercício
de uma respiração mais profunda, na qual sentimos o ar entrar pelas narinas,
tomar a região torácica e descer até o baixo ventre”, diz Jamile.
Foi
através do controle da respiração que a cineasta Emilia Lima, de 26 anos,
aprendeu a dominar suas emoções. Há 10 anos, ela despertou a curiosidade sobre
meditação e budismo, até então algo que não fazia parte da sua vida ou de
familiares. Através de um amigo, conheceu o Centro de Estudos Budistas
Bodisatva (CEBB) e encontrou uma válvula de escape. "Como sou muito
ansiosa e tenho o diagnostico de déficit de atenção, ansiedade e depressão, a
respiração consciente e a meditação me ajudam na concentração do equilíbrio
interior e em não deixar o exterior afetar o interior”, conta, revelando como
foi o processo de aprendizado.
"O
primeiro dia foi estranho, não sabia como me posicionar, o que fazer, como e o
que falar, pois cada filosofia e religião têm seus ritos. A primeira prática
foi desconfortável, pois eu, como muitos, pensava que a meditação era não
pensar. E é exatamente o contrário. Não há como não pensar. Digo que não fui
bem sucedida na primeira prática, pois minha mente parecia uma sala cheia de
rádios em diferentes estações. Mas o instrutor disse que isso fez com que a
experiência tenha sido ótima, pois observei a minha mente e detectei as
dificuldades. A meditação e a respiração consciente fazem com que você saiba
onde está, quais os seus pensamentos e como sua mente funciona. A partir daí,
você pode ‘fazer as pazes’ consigo. A aprendizagem é constante, pois sempre há
algo que não sabemos."
Emilia
também já tratou a ansiedade em consultório, com uma psicóloga. E, outra vez, a
respiração foi peça chave. As lições, ela tem na ponta da língua. “Você respira
profundamente, segura o ar por três segundos e solta por completo, devagar.
Repete por três minutos. Isso me ajudou e ajuda até hoje quando não estou muito
bem”, diz ela, que procura reservar 30 minutos por dia para meditar. O mediador
do CEBB, Artur Danda, 36, garante que essa rotina pode fazer grande diferença
no dia a dia. “Você sentar confortável, manter uma respiração sem esforços e
não fazer nada já é revolucionário no ritmo frenético que vivemos hoje."
#vidaplenajaymedafonte
Artur Danda, instrutor de meditação do CEBBFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco
Uma nova paralisação de caminhoneiros pode ter início hoje, em várias regiões do país. A mobilização, que começou a circular em grupos de Whatsapp nas últimas semanas, é apoiada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logísticas (CNTTL), instituição ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O movimento dos caminhoneiros, porém, está completamente dividido em relação a uma nova greve. O caminhoneiro Wallace Landim, o Chorão, que tem representado os pleitos dos caminhoneiros na interlocução com o governo, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a classe está sendo alvo de interesses políticos e que os principais pedidos dos trabalhadores já estão com data para que sejam atendidos. "Temos uma pauta importante, que já está na mesa e que tem data para ser atendida. Temos de ter muita seriedade em relação ao que está sendo feito. O que estão querendo é usar o transportador como massa de manobra para um movimento político", disse.
Para amanhã, segundo Chorão, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se comprometeu em publicar o novo Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot), ferramenta que vai ajudar a fiscalizar a punir empresas que têm contratado caminhoneiros com preços abaixo do mínimo estabelecido na tabela do frete. Outra reivindicação é o reajuste do piso mínimo do frete, o que, segundo Chorão, já tem o compromisso do governo de ser feito em 20 de janeiro do ano que vem. A expectativa da classe é que esse aumento fique entre 14% e 18%. Outras negociações estão em andamento ainda para tratar do preço do diesel.
"Concordo que estamos no limite de nossa situação, mas é preciso enxergar que as coisas estão em andamento. Nossa maior crítica hoje é o atravessador, a empresa que está entre o produtor e o caminhoneiro. É preciso eliminar esse atravessador e facilitar a contratação direta do caminhoneiro, seja cooperado ou autônomo", comentou.
Nas redes sociais, representantes da CUT têm divulgado vídeos nos quais negam motivações políticas. "Estão tentando desvirtuar o movimento dos caminhoneiros, com essa história de que se trata de um movimento político. Quem faz isso tenta desmobilizar a classe, é covarde", afirmou Sandro Cesar, presidente da CUT no Rio de Janeiro, em vídeo distribuído entre os trabalhadores.
"Quero saber se tem alguém, em algum lugar desse Brasil, que está feliz com o preço da gasolina, do gás, do óleo diesel. Se tem alguém feliz com isso, deve ter outros interesses."
Nesta época do ano, quando o volume de transporte de grãos cai, é comum haver uma oferta maior de caminhões no mercado. Como todos querem trabalhar, algumas empresas acabam praticando preços muito inferiores aos previstos na tabela do frete, que foi adotada durante a primeira paralisação de grande porte do setor, ocorrida durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.
Para aplacar a greve, o governo cedeu e instituiu uma tabela mínima de preços para o transporte. A indústria, no entanto, critica até hoje o mecanismo e diz que este tem prejudicado os negócios. "Se não tivermos nossos pedidos atendidos, serei o primeiro a ir para a rua e puxar as mobilizações. Mas não estamos nesse momento. É preciso olhar as coisas com seriedade e não entrar em movimentos que nunca representaram os caminhoneiros", disse Chorão.
Jair Bolsonaro cometeu mais uma grosseria neste domingo ao se referir ao ex-presidente Lula como "aquele cara de nove dedos", numa live diante do Palácio da Alvorada. Na mesma transmissão, ele também mentiu mais uma vez, ao dizer que Lula pretendia censurar a internet – o que jamais foi proposto em seu governo.
Bolsonaro proferiu mais este insulto a pretexto de defender a liberdade de expressão na internet, quando na verdade sua fala visa apenas dar guarida a comunicadores que promovem discursos de ódio e espalham fake news nas redes sociais, sem as quais ele jamais teria sido eleito. Pesquisa divulgada neste fim de semana aponta que, para 68% dos brasileiros, Bolsonaro só foi eleito porque Lula foi impedido de disputar as eleições (saiba mais aqui): (247)