terça-feira, 2 de julho de 2019

Nível do Lago de Sobradinho já chega a mais de 45%

   Via:Carlos Britto
Lago de Sobradinho, no norte da Bahia. (Foto: Divulgação)

A mais recente projeção do Operador Nacional do Sistema (ONS) aponta que o Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, estava na último domingo (30) com 45,21% de sua capacidade.
Esse número é bem maior que o limite de segurança estabelecido para as represas de hidrelétricas do Nordeste, que é de 34%. O índice de vazão foi fixado em 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), no último mês de maio.
Construído há mais de 40 anos, o Lago de Sobradinho colocou debaixo d’água 4,2 mil quilômetros quadrados de área – equivalente à de seis capitais somadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.
O reservatório tem cerca de 320 km de extensão, com capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos de água. Além do abastecimento, a barragem é responsável por 58% do consumo de energia do Nordeste.


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As 14 vítimas morreram intoxicadas no incêndio

  Por: AFP
Equipes de resgate retornam do submarino que pegou fogo no mar da Rússia
Equipes de resgate retornam do submarino que pegou fogo no mar da RússiaFoto: Reprodução/ RU-RTT Russian Television

Quatorze marinheiros morreram no incêndio em um submarino de pesquisas em águas territoriais russas, informou nesta terça-feira o ministério da Defesa em Moscou. 

O acidente aconteceu na segunda-feira a bordo de um submarino destinado ao estudo do meio ambiente marinho e do fundo do oceano. As 14 vítimas foram intoxicadas no incêndio.

O incêndio ocorreu durante uma operação de recolhimento de dados no leito marinho, segundo a marinha russa, que informou que o submergível tem base na cidade fechada de Severomorsk, na região de Murmansk, no Ártico. O acidente foi controlado e o submarino pôde retornar ao seu porto de atraque. 

A marinha russa realiza uma investigação para determinar as causas do incêndio, segundo a mesma fonte. 

Este acidente lembra a tragédia do submarino a propulsão nuclear "Kursk", que afundou 118 homens a bordo em 12 de agosto de 2000, quando começava o primeiro mandato de Vladimir Putin.

Vinte e três tripulantes sobreviveram durante vários dias após a explosão que provocou o afundamento, mas morreram por não terem sido resgatados a tempo. 

Esse acidente continua sendo até agora a pior catástrofe sofrida pela marinha russa.






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Professor, policial e mais três presos por tentativa de fraude em concurso da Guarda Civil de Petrolina são liberados

  Via:Carlos Britto
Material apreendido com os suspeitos. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Um professor, um policial militar e mais três pessoas que foram presas suspeitas de tentar fraudar o concurso da Guarda Civil Municipal (GCM) de Petrolina já estão em liberdade. O grupo foi preso no último domingo (30/06), passou por audiência de custódia ontem (1º) e foi liberado pela Justiça. A informação foi confirmada a este Blog pelo delegado Gregório Ribeiro.
Foram todos liberados. O professor mediante o pagamento de 3 salários mínimos. E o restante, incluindo o policial militar, mediante o pagamento de um salário mínimo“, informou o delegado.
Os candidatos vão responder por tentativa de fraude em concurso público. E o professor e o policial militar, pelo mesmo crime, mas com o aumento de pena de 1/3 (um terço) por serem funcionários públicos. A pena do crime é de 1 a 4 anos. Aí no caso dos funcionários públicos, tem esse aumento de 1/3“, ressaltou Gregório Ribeiro.


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ATAQUE - Senador afirma ter recebido ameaça de morte após embate com Moro

  Por: Folha Press
Agência Senado
Agência Senado

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) diz que, há alguns dias, recebeu uma mensagem de áudio via WhatsApp com ameaças de morte. O interlocutor, segundo ele, identificou-se e disse que vai pegá-lo "no facão". 

Contarato fez uma representação criminal junto à Polícia Federal e à Polícia Legislativa do Senado, mas não solicitou proteção especial. Ele também ingressou com uma ação na Justiça sob a acusação de injúria e difamação -mas não revelou à reportagem a identidade da pessoa.

O ataque ocorreu, segundo o senador de primeiro mandato, após ele ter confrontado o ministro Sergio Moro (Justiça) em audiência no Senado, no último dia 19.

Primeiro senador assumidamente gay no Brasil, Contarato foi eleito com mais de 1 milhão de votos e desbancou um dos principais aliados de Jair Bolsonaro (PSL), o agora ex-senador Magno Malta (PR-ES), que defendia sustar a decisão que permitiu a união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo.

Nesta terça (2), o ministro da Justiça volta ao Congresso. Será ouvido em sessão conjunta de três comissões da Câmara -de Constituição e Justiça, de Trabalho e de Direitos Humanos.

Assim como aconteceu no Senado na semana passada, a ideia é que Moro dê explicações sobre as mensagens trocadas entre ele e procuradores da Lava Jato, reveladas pelo site The Intercept Brasil.

No Senado, Contarato perguntou a Moro se, na condição de juiz responsável pela operação, ele havia ferido o princípio da imparcialidade ao manter conversas com Deltan.

"Ele me lançou contra a população como se eu tivesse falado que era contra a Lava Jato. Ele distorceu [o que disse] e me colocou nessa situação em que estou hoje. E estou sofrendo muito", disse Contarato à reportagem.

"Recebo mensagens a todo momento com ofensas, falando que estou sendo contra o Moro, a favor da corrupção, a favor do Lula. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Absolutamente."

O senador defende o que chama de "despersonificação" da operação. "Nós temos que tornar a Lava Jato impessoal. Ela não pertence a A, nem a B e nem a C. Ela foi uma conquista da população brasileira", diz.
"Ser contra a posição do ex-juiz Sergio Moro não é ser contra a Lava Jato. Muito pelo contrário. Eu morro defendendo a Lava Jato."

Professor de direito, advogado e delegado por 27 anos, Contarato disse defender a operação porque, "pela primeira vez no Brasil, políticos que mais ocasionam prejuízo à população brasileira passaram a ser presos".

"Eu sempre defendi e fui eleito defendendo a Lava Jato, o combate à corrupção, porque eu fui utilizado pelo Estado como instrumento só para agir com o rigor da lei contra pobre, afrodescendente e semianalfabeto", continuou.

"E por que estou falando isso? Porque estou fazendo questão de enaltecer a Lava Jato, mas ninguém está acima da lei, nem o ministro Sergio Moro."
Contarato afirmou que, no seu entendimento, com o que foi divulgado até agora das conversas entre Moro e Dallagnol, houve a quebra do princípio da imparcialidade  -"um dos princípios mais consagrados na democracia".

"Não entro nem no mérito do diálogo, o que entro no mérito é: qual foi o grau de incidência de contato entre o juiz e aquele que tem interesse na condenação? Foi o mesmo entre o juiz e a defesa? Se a resposta for não, houve quebra do princípio da imparcialidade, independentemente do teor dos contatos", afirma.

"A coisa é tão séria porque o que está em jogo é um dos principais bens jurídicos, que é a liberdade. Isso é sagrado, não pode ser violentado nem violado", disse.

Apesar das duras críticas a Moro, o senador afirmou que é preciso se debruçar sobre o caso com "serenidade e cautela" e que essa análise cabe ao Judiciário -não ao Executivo nem ao Legislativo, rechaçando a possibilidade de o Congresso instalar uma CPI para investigar a conduta do ex-juiz da Lava Jato.

O senador diz que os ataques que vem sofrendo também são fruto do "comportamento do chefe do Executivo", que "propaga o ódio e estimula a violência".

"A prova disso é o decreto de armas. Quer armar a população em nome da ineficiência do próprio Estado. O Estado declara sua ineficiência e transfere a responsabilidade para a população, é isso?", questiona.

Contarato já ajuizou 13 ações na Justiça contra atos de Bolsonaro -entre as quais o decreto das armas. "A população não tem noção que pode ser vítima desse engodo", disse.

Para o senador, o presidente tem adotado um discurso populista e, por meio de decretos e medidas provisórias, "viola direitos elementares". "Bolsonaro é um ditador em plena democracia."




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Haddad chama Olavo de “lixo humano”: “você e seu mito estão a milhas do meu calcanhar!”


247 - O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad reagiu duramente a um tuíte do astrólogo e guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho. Nesta terça-feira (2), Olavo postou reportagem antiga do jornal O Globo que registrava o fato de Haddad ser réu numa ação. O processo foi arquivado em fevereiro de 2019 e Haddad inocentado. 
“Esta já foi arquivada, lixo humano! Você e seu mito estão a milhas do meu calcanhar!”, escreveu Haddad no Twitter.
De acordo com denúncia do Ministério Público (MP-SP), o empreiteiro Ricardo Pessoa, delator da Operação Lava Jato, teria pago com valores de caixa 2, dívidas de campanha do ex-prefeito com gráficas em troca de futuros benefícios para sua empresa, a UTC Engenharia.
A ação havia sido aberta em 19 de novembrode 2018  pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Capital, que acolheu parcialmente denúncia da Promotoria. O magistrado rejeitou parte da acusação que imputava ao ex-prefeito o crime de quadrilha.
O desembargador Vico Mañas rejeitou a ação, pelo fato de a denúncia não esclarecer qual a vantagem pretendida pelo empreiteiro, porque os interesses da UTC foram contrariados pela gestão municipal. A prefeitura cancelou um contrato já assinado com a empresa para a construção de um túnel na Avenida Roberto Marinho.
O representante do Ministério Público junto ao Tribunal, Mauricio Ribeiro Lopes, concordou com a tese da defesa, destacando que a acusação falhou na descrição do crime e que não foram trazidos elementos que justificassem a ação penal.
Os advogados do ex-prefeito de São Paulo, Pierpaolo Cruz Bottini e Leandro Racca, destacaram que "o Tribunal reconheceu as falhas da acusação e a inexistência de benefícios indevidos para a UTC na gestão Fernando Haddad". "O próprio Ministério Público concordou com a inviabilidade do processo penal contra o ex-prefeito. A decisão põe um ponto final a uma injustiça que durava meses".
O proceso foi arquivado e Haddad inocentado em maio deste ano.




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REFORMA DA PREVIDÊNCIA - Parte da bancada de policiais do PSL ameaça não votar reforma

 Por: Agência Estado
Câmara dos Deputados
CCâmara dos Deputadosâmara dos Deputados

Parte da bancada de policiais do PSL na Câmara dos Deputados ameaça não votar a reforma da Previdência, caso as demandas da classe não sejam atendidas. O alerta vale tanto para a comissão especial quanto para o plenário da Casa, afirma o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP). Nem todos os 22 deputados desse grupo concordam com a retaliação, mas o partido já estuda liberar a bancada para a votação em plenário se o imbróglio se mantiver até lá.

Os parlamentares ligados ao setor de segurança pública querem regras mais brandas de aposentadoria para a categoria do que as previstas atualmente na proposta. Na segunda-feira, eles se reuniram com representantes das categorias e também com o relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), e com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A intenção era a de que Moreira incluísse já em seu voto complementar as mudanças pedidas, para que o partido não apresentasse destaque algum. Moreira, por sua vez, sinalizou que não iria ceder. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também é contra a alteração pleiteada pelo PSL, que pode desidratar a reforma. 

O líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (GO), disse que não endossa o movimento. "Somos governo e principais responsáveis pela aprovação da reforma da Previdência. Defendemos corporações, mas elas não estão acima do País", afirmou ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O deputado Alexandre Frota (PSL-RJ), que é o coordenador da bancada do partido na comissão especial, também é contra. "Eu já bati o martelo, nós não vamos apresentar destaques, já está certo. O PSL não vai ser o culpado por desidratar o texto", disse. Frota afirmou também que alguns deputados da bancada da segurança já mencionaram a possibilidade de não se votar na reforma. "Isso pra gente não tem problema algum. Eles estão no direito dele. Apesar de o PSL ter fechado questão, podemos reabrir a discussão e liberar a bancada na votação no plenário", disse.

O Broadcast apurou que, caso o PSL apresente o destaque para abrandar as regras para os policiais na comissão especial, os partidos do Centrão deverão votar a favor. Dentre as mudanças pedidas pelo PSL para a categoria, está, por exemplo, idade mínima de 55 para homens e 52 para mulheres, em vez de 55 para ambos os sexos como está no texto do relator.





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FBC crava: “Aprovação de relatório em comissão especial é primeiro passo para aprovação de Reforma da Previdência”

  ViaCarlos Britto
Foto: divulgação

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta segunda-feira (1º) que o primeiro grande passo da agenda de reformas será dado nesta semana, com a aprovação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial da Câmara que analisa a Reforma da Previdência. Durante discurso na tribuna, Fernando Bezerra fez um balanço dos primeiros seis meses do governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o líder, foram 180 dias de “muito trabalho e muito compromisso para retirar o Brasil de uma das mais severas crises econômicas”.
O grande passo será dado esta semana. Estamos animados para que a gente possa aprovar o texto-base do relator Samuel Moreira e já a partir da semana seguinte votar no plenário da Câmara dos Deputados. A Reforma da Previdência é o primeiro grande passo da agenda de reformas do governo Bolsonaro”, disse.
No balanço dos seis meses de governo, Fernando Bezerra citou a política de leilões que resultou na concessão de 1,5 mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul, além de quatro áreas e seis terminais portuários. “O leilão de aeroportos viabilizou para pagamento à vista pelas concessões R$ 2,3 bilhões, mostrando que o governo tem uma carteira de projetos e que, nos próximos meses, outras concessões serão viabilizadas para que a gente possa melhorar a infraestrutura do nosso país e animar a economia brasileira”, acrescentou.
O líder do governo também destacou o cumprimento da promessa de campanha de pagamento do 13º salário do Bolsa Família em 2019 e as medidas de estímulo à agricultura familiar, como a ampliação da Declaração de Aptidão (DAP) e o aumento dos recursos para o crédito rural.
Fraudes no INSS
FBC lembrou ainda a aprovação pelo Congresso Nacional das medidas provisórias de combate às fraudes no INSS e da reforma administrativa e o envio do pacote anticrime. “Nos primeiros quatro meses da atual gestão do governo federal já existe uma expressiva redução dos indicadores de homicídio da ordem de 25%. É evidente que isso não é um trabalho isolado do governo federal. Ele conta com o apoio dos governos estaduais, que têm também implementado políticas voltadas para a redução dos indicadores de homicídio”, pontuou.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...