quinta-feira, 18 de outubro de 2018

SOLIDÃO. UM SÉRIO PERIGO PARA A SAÚDE

   Lé Figaro
 (photo: )

Quando ela não é voluntariamente assumida, por livre escolha do indivíduo, a solidão pode dobrar o índice de mortalidade após uma hospitalização por problema de cardiologia. O efeito, segundo pesquisas recentes, é mais sensível em homens do que em mulheres.


Por:  Damien  Mascret – Le Figaro Santé 

Você vive sozinho? Se o médico lhe faz essa pergunta logo após sua visita a um atendimento de cardiologia, ele não o faz apenas por causa de questões práticas ou por empatia, mas sim porque a solidão, real ou sentida, aumenta consideravelmente o seu risco de morte durante o ano que virá a seguir. O que justifica a pergunta: Um coração fragilizado será mais vulnerável ao isolamento social?
“Pesquisas mostraram que os homens utilizam principalmente suas esposas como primeiro suporte, mas as mulheres com frequência encontram apoio em pessoas que não são seus maridos”, afirma Anne Vinggaard Christensen, uma doutoranda em saúde pública no centro de cardiologia da Universidade de Copenhague. Mas essa cientista esclarece que as coisas acontecem de forma diferente para os homens e as mulheres. Christensen apresentou os surpreendentes resultados de sua pesquisa no dia 9 deste mês de junho no Trinity College de Dublin, na Irlanda, durante o congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (EuroHeartCare).


A pesquisadora se baseou nos dados de todos os pacientes hospitalizados entre abril de 2013 e abril de 2014 em um dos cinco grandes centros de cardiologia da Dinamarca, inclusive aquele onde ela trabalha, perfazendo uma amostragem de mais de 13 mil pessoas, com idade média de 65 anos. A metade tinha sido hospitalizada por infarto do miocárdio e um terço por arritmia cardíaca; as restantes por insuficiência cardíaca ou doenças das válvulas do coração. A maioria (70%) era  de homens. Mas o que a pesquisadora descobriu é que aqueles que viviam sozinhos apresentavam um risco duas vezes maior de morrer do que os outros durante o ano sucessivo a partir da sua alta hospitalar. Um excesso de risco que não foi encontrado nas pacientes mulheres!
Homens parecem ser mais dependentes
“Pesquisas anteriores já tinham demonstrado que os homens utilizam principalmente suas esposas como primeiro suporte,  mas as mulheres com frequência encontram apoio em pessoas que não são seus maridos”, explica Anne Vinggaard Christensen. “Os homens portanto parecem ser bem mais dependentes da pessoa com a qual eles vivem, do que as mulheres. Já sabíamos que existe uma associação entre uma rede social pobre e a saúde, mas a força dessa associação nos deixou realmente surpresos”.


O mais surpreendente é que o sentimento de solidão faz com que dobre a mortalidade durante o ano seguinte a saída do hospital, e isso tanto para os homens quanto para as mulheres.
Nesse estudo dinamarquês, os pacientes deviam simplesmente responder à pergunta: “Acontece com frequência que você esteja sozinho até mesmo quando preferiria estar em companhia de outras pessoas?”. “Com frequência” foi a resposta para 6% dos homens e 10% das mulheres; “às vezes” para 17% dos homens e 21% das mulheres.  
Um desafio para a sociedade
Em seu livro Loneliness, Human nature and the need for social connection (Solidão, natureza humana e a necessidade de relações sociais) o neurocientista John Cacioppo, da Universidade de Chicago – conhecido por ter demonstrado em 2003, com o uso de ressonâncias magnéticas cerebrais, a  ativação de zonas dolorosas quando as pessoas são rejeitadas por um grupo no decorrer de alguma partida esportiva – insiste repetidas vezes sobre os impactos provocados pela solidão prolongada.


“A solidão não altera apenas o comportamento mas seus efeitos atuam também quando medimos os hormônios do estresse, a imunologia e a função cardiovascular”, escreve Cacioppo. “À medida que o tempo passa, essas alterações fisiológicas se agravam a ponto de levar para a sepultura milhões de pessoas”. O fenômeno é bastante inquietante sobretudo quando consideramos a verdadeira epidemia de solidão que se desenvolve hoje em dia, sobretudo entre os idosos.
Uma pesquisa feita em 2017 encomendada pela organização francesa Les petits frères des pauvres (Os irmãozinhos dos pobres) estima que cerca de 900 mil pessoas com mais de 60 anos, apenas na França, já se encontram em uma situação de isolamento tanto em termos de círculo familiar quanto de roda de amigos. Um desafio que a sociedade moderna deverá enfrentar também em termos de saúde pública.(Saúde247)



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A VERGONHA BRASILEIRA: UM PÉ NO MAPA DA FOME E 52 MILHÕES DE POBRES


Por Thiago de Araújo, Agência Sputnik - O Brasil não tem nada a comemorar nesta quarta-feira (17), quando se celebra o Dia Mundial de Erradicação da Pobreza. Envolto em uma crise econômica tida por especialistas como a mais grave da história, o país vê o agravamento das condições de vida dos mais carentes, apenas 5 anos após deixar o Mapa da Fome.
Segundo analistas ouvidas pela Sputnik Brasil, embora o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) não tenha recolocado o país no Mapa da Fome – criado em 1990 e que mostra países com mais de 5% da população em situação de insegurança alimentar –, o desmonte de políticas públicas associado à crise já se faz sentir em levantamentos nacionais.
"A política social, mesmo nos anos de 2003 até 2013, 2014, 2015, não foi suficiente a política de combate à pobreza para realmente instituir mecanismos que fossem capazes de evitar que, no momento de queda do ciclo, de desaceleração econômica, o impacto sobre a pobreza fosse tão dramático quanto é hoje", avaliou Lena Lavinas, doutora em Economia pela Universidade de Paris e docente de Política Social e Economia do Bem-estar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Um levantamento recente produzido pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pela ONG ActionAid Brasil – baseado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – mostrou que a fome hoje já atinge 11,7 milhões de pessoas no Brasil, o que corresponde a 5,6% dos brasileiros.
Contudo, o próprio IBGE – com base na pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais – apresentou números ainda piores em dezembro de 2017. De acordo com o instituto, já em 2016 aproximadamente 13,4 milhões de pessoas já viviam em condição de pobreza extrema no país, atingindo 6,5% do total populacional.
Um terceiro estudo, este produzido pela Tendências Consultoria, afirma que a pobreza cresceu em 25 dos 27 estados brasileiros nos últimos 4 anos. Se em 2014 a miséria estava em 3,2%, ela subiu para 4,8% no ano passado, se aproximando dos 5% que é a nota de corte para um país figurar no Mapa da Fome da FAO.
Se encaixa na condição de extrema pobreza aqueles que vivem com menos de US$ 1,90 (R$ 7,12) por dia, conforme índice definido pelo Banco Mundial. Por este índice, em 2016 a instituição colheu dados que apontam para um total de 52 milhões de brasileiros que vivem em tal situação calamitosa.
A piora mostrada por tais índices e pesquisas é explicada pelo calvário que o país começou a viver principalmente a partir de 2015, com a estagnação da economia, o aumento do desemprego e cortes nos investimentos de políticas públicas de assistência social.
Toda essa situação econômica ruim que causou uma queda dos índices sociais foi agravada por medidas de austeridade como a PEC do Teto dos Gastos, aprovada em 2016 e que congela os investimentos em saúde e educação por 20 anos.
"Nós estamos vendo uma desconstrução brasileira, como também as políticas que foram inauguradas que nem bem chegaram a se consolidar e já estão sendo desmontadas também", destacou à Sputnik Brasil Maria Emília Pacheco, mestre em Antropologia Social pela UFRJ e integrante da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE).
Crianças, mulheres e negros: as maiores vítimas
Em seus dados divulgados em dezembro do ano passado, o IBGE apontou que 25,4% dos brasileiros – o que corresponde a um quarto da população – vive mensalmente com apenas R$ 387. A situação de extrema pobreza vitima principalmente negros, mulheres e, sobretudo, as crianças até 14 anos: são 42 milhões (42,4%) de pequenos brasileiros nesta condição precária.
Associado a isso, o aumento da taxa de mortalidade infantil no país em 2016, após 26 anos de seguidas quedas, é considerado por especialistas como um aspecto sintomático do agravamento da pobreza, assim como o índice de mais de 13 milhões de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE.
Os maiores atingidos pela pobreza também são os mais dependentes de programas assistenciais, como o Bolsa Família, que beneficia famílias que vivem com renda de até R$ 85/mês – esta é a primeira faixa do programa, ampliado pelos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016) a partir da fusão de diversos programas anteriores de auxílio e transferência de renda.
Além do Bolsa Família, o combate à pobreza no Brasil ganhou corpo entre 2003 e 2014 com a valorização do salário mínimo, aos programas de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), Aquisição de Alimentos (PAA), de Alimentação Escolar (PNAE), de cisternas, da aposentadoria rural e o acesso às sementes e às creches.
Para a economista Lena Lavinas, é preciso que o país busque formas de rever as políticas sociais de combate à pobreza, com o foco na efetividade e prioridade dadas a tais programas, principalmente em momentos de crise como a atual. Foi justamente a falta de sustentação de tais ações o "calcanhar de Aquiles" dos avanços conquistados em gestões do PT e hoje parcialmente perdidos.
Essa tragédia que vivemos hoje de ter 52 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza é uma vergonha para um país de renda média como o Brasil, que tem um sistema de proteção social que, se respeitado, seria capaz de garantir e atenuar esse nível de privação", acrescentou a especialista.
O ponto de vista é compartilhado por Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.
"Hoje, o Brasil é um país de referência em políticas públicas de combate à fome. Mas para que continue no caminho certo e atinja a meta até 2030, é necessário que os investimentos em políticas públicas focadas às populações mais vulneráveis continuem acontecendo de maneira efetiva", analisou, em uma nota divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O paradoxo agrícola
Em suas linhas mestras, a FAO afirma que "o investimento em agricultura é mais efetivo em reduzir a pobreza, particularmente entre as pessoas mais pobres, do que o investimento em setores não-agrícolas". No Brasil, a produção de riqueza no campo não é um problema: em 2017, um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) – R$ 1,65 trilhão – veio do agronegócio.
Contudo, ser um dos 3 maiores produtores e exportadores de alimentos do planeta não vem sendo o suficiente para impedir o crescimento da pobreza e da fome no país. Mesmo com uma safra recorde no ano passado, mais de 65 milhões de brasileiros se alimentam de forma precária, ou seja, não ingerem a quantidade mínima diária de calorias.
De acordo com a antropóloga Maria Emília Pacheco, a agricultura familiar precisa de maiores investimentos e cuidados por parte do governo, sobretudo se for considerada a predileção por parte do Ministério da Agricultura pelos benefícios majoritários aos grandes produtores de monoculturas – um equívoco, segundo ela.
Talvez pela primeira vez na história do Brasil a gente esteja vendo um conjunto de organizações como Fiocruz, Instituto Nacional do Câncer, alertando sobre o impacto negativo desse modelo de agricultura baseado no monocultivo. Esse é o problema: costumou-se dizer que o Brasil é o celeiro do mundo, que tem uma alta produtividade, mas ninguém fala dos custos ambientais e sociais disso, e essa avaliação econômica é equivocada porque ela é essencialmente restritiva", pontuou, defendendo a agroecologia, que associa agricultura, a diversidade e a proteção de biomas.
O chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, comunga da mesma opinião da antropóloga. "A agricultura familiar é fundamental para o desenvolvimento sustentável em muitos aspectos, incluindo a erradicação da pobreza, a fome e todas as formas de má nutrição, além da preservação dos recursos naturais e da biodiversidade", opinou durante a reunião ministerial sobre agricultura familiar da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O próprio governo brasileiro reconhece a importância disso. Conforme mostrou o mais recente Censo Agropecuário, a agricultura familiar responde por 90% da economia de cidades do país com até 20 mil habitantes. E não é só: ela é a base da renda de 70% dos brasileiros que trabalham na zona rural e de 40% da população economicamente ativa do Brasil.
Associado à discussão em torno das monoculturas e à importância da agricultura familiar, a violência no campo e as disputas agrárias também causam impacto na fome e no combate à pobreza no país. Graziano costuma sempre destacar que "a violência e o conflito são a principal causa da fome no mundo atual".
"Há uma estreia relação entre paz e segurança alimentar. Toda a vez que nós vemos aumentar a insegurança alimentar devido às guerras, principalmente, e ao impacto das mudanças climáticas, à seca sobretudo, o número de pessoas [que passam fome] também aumenta", resumiu em um comunicado recente da ONU.
Erradicar a pobreza e a fome é um dos 8 objetivos centrais deste milênio, segundo acordo fechado por 193 países membros da ONU em 2000, com o apoio de diversas organizações internacionais. Passados 18 anos do acerto, vê-se que o caminho neste sentido ainda é longo e incerto.247


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Proupe terá 1.340 vagas neste ano



O Governo de Pernambuco lançou o edital relativo ao Processo Seletivo para o Programa Universidade Para Todos em Pernambuco(Proupe), que concederá 1.340 bolsas de estudo para alunos do Ensino Superior das autarquias municipais. O requisito é que tenham nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) maior ou igual a 350. As inscrições podem ser feitas do dia 22 deste mês a 5 de novembro, pelo site da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação: proupe.secti.pe.gov.br. As bolsas variam entre R$ 135 e R$ 245.
De acordo com o gestor do Proupe, César Andrade, 60% das bolsas serão destinadas a cursos das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Matemática e computação (STEM+), e 40% para os demais cursos. “Esse programa é uma ação do Governo do Estado para permitir que o estudante do interior tenha a possibilidade de fazer um curso de graduação e, dessa forma, além de aprimorar seu conhecimento, possa permanecer próximo da sua família”, comenta Andrade. “Com isso, você começa a formar pessoas capacitadas no Interior do Estado, gerando incremento da mobilização econômica, geração de novos negócios e de emprego, e crescimento desses municípios”, diz.
São 13 autarquias, instituições de ensino superior, distribuídas nas oito microrregiões de Pernambuco. “Desde Goiana até Petrolina, de norte a sul, inclusive nas divisas do Estado com Piauí, Alagoas e Bahia”, revela Antônio Habib, presidente das autarquias municipais. Na sua avaliação, a participação do Governo Estadual é imprescindível no processo de formação dos alunos. “O projeto é importante porque mantém o estudante do interior no interior, dando a oportunidade do estudante atender à faculdade e concluir seu curso.”
Proupe foi um programa criado em 2011 e reformulado no ano passado. “Na lei inicial, a 14.430/2011, já tinha uma previsão de que após cinco anos ele sofreria uma requalificação”, informa Andrade. “Foi um trabalho em conjunto entre autarquias, estudantes e sociedade para elaborar uma nova legislação que permitisse uma melhor eficiência e incremento na qualidade do ensino no interior do Estado de Pernambuco.” É o segundo edital lançado neste ano, e Andrade já sinaliza para o próximo. “Temos a previsão de realizar mais um edital no início do próximo ano.”
SenacA Faculdade Senac está com inscrições abertas para o vestibular agendado para quatro cursos. As inscrições são pelo www.faculdadesenacpe.edu.br.

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DOM MAURO MORELLI REBATE CRÍTICAS DE BOLSONARO À CNBB: DESEQUILIBRADO E VULGAR


O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, usou sua conta no Twitter para condenar os ataques contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). "O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo", postou o religioso.

A postagem de Morelli veio na esteira de um vídeo divulgado por Bolsonaro onde ele ataca a população indígena e afirma que irá rever a demarcação de terras deste segmento da população em prol do agronegócio. No vídeo, Bolsonaro afirma que a defesa das terras indígenas conta com o apoio da "parte podre" da Igreja Católica, representada pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e pela CNBB.
Os ataques de Bolsonaro contra a Igreja Católica fazem parte de um crescente que vem ganhando espaço nos discursos do candidato desde sua aliança com o bispo e líder da Igreja Universal, Edir Macedo. Mcedo, que já declarou apoio a Bolsonaro, colocou à disposição da sua campanha a TV Record, além de ter escrito um livro intitulado "Plano de Poder", visando o poder de Estado, como publicado em matéria do Brasil 247.
Mais cedo, Dom Mauro Morelli também havia criticado membros da própria congregação que, mesmo cientes dos ataques feitos por Bolsonaro contra a Igreja Católica, visitaram o presidenciável nesta quarta-feiira (17). "Fim de picada...a CNBB é a comunhão dos Bispos católicos..não é prédio e nem estrutura....surpreso com bispo e cardeal beijando a mão do candidato nesta manhã..", postou.247
Veja o vídeo onde Jair Bolsonaro menospreza a população indígena e ataca a CNBB. 


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Envolvidos na agressão da servidora prestam depoimento em delegacia

Ao todo quatro pessoas foram identificadas pela polícia. Além dos envolvidos no crime, funcionários do bar também prestaram depoimento nesta quarta

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter


Quatro pessoas envolvidas na agressão  da funcionária pública Paula Pinheiro Ramos, 37 anos, foram identificadas pela Polícia Civil de Pernambuco. Nesta quarta-feira (17), todos prestaram depoimento na Delegacia Seccional do Espinheiro. Paula foi espancada  no bar O Pioneiro da Fava, em Cajueiro, Zona Norte do Recife. Ela estava assistindo ao resultado da apuração das eleições no último domingo (7), quando, segundo relatos de amigos da vítima, teria sido agredida por apoiadores do candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro.

Além dos suspeitos, funcionários do bar, que estavam no momento em que a servidora foi agredida, também foram escutados na Delegacia Seccional do Espinheiro, responsável pela condução do caso.

A Polícia Civil, no entanto, não detalhou o que acontecerá com os envolvidos e nem o que eles disseram durante o depoimento. O delegado Breno Maia irá analisar todo o material e deve enviar, na próxima semana, o inquérito à Justiça.

De acordo com a produtora Erica Santos, o crime cometido contra a amiga teria sido motivado por política. No momento da agressão, Paula usava bottons do movimento "Ele Não" e adesivos do candidato Ciro Gomes (PDT). Ela estava sozinha na mesa do bar quando ocorreu a agressão,  a divulgação do espancamento foi relatado apenas três dias depois do ocorrido pelas redes sociais de amigos da vítima. 

Relembre
Logo após o primeiro turno das eleições, a produtora Erica Santos, amiga de Paula Pinheiro Ramos revelou em uma rede social que a servidora pública foi covardemente espancada por apoiadores do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).   

Ela estava em um bar da Zona Norte do Recife quando aconteceu a agressão.  Um laudo médico, divulgado pela produtora depois do espancamento,  mostrou que  a vítima teve o pulso quebrado e diversas outras lesões pelo corpo: fratura em terço distal do rádio direito, hematoma periorbital esquerdo, múltiplos hematomas distribuídos pelo crânio, principalmente em região frontal e couro cabeludo, além de hematomas no braço esquerdo.

Na última quarta-feira (11), Paula Pinheiro Ramos, teve alta do hospital em que estava desde a violência e prestou depoimento na delegacia. Amigos afirmaram que ela estava em choque por tudo que aconteceu.

Erica Santos, a produtora que denunciou o caso também sofreu bombardeamento nas redes sociais. Algumas pessoas disseram que ela estava mentindo a atacaram virtualmente.



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BOLSONARO PROMETE ENTREGA TOTAL DO PRÉ-SAL


Sob o argumento de "zerar" o déficit público no primeiro ano de mandato, a mesma promessa oca do governo Temer, a equipe de Jair Bolsonaro articula um plano de liquidar de vez com o pré-sal entregando-o completamente às petroleiras internacionais. Um dos motos do golpe de Estado de 2015/16 foi o déficit público do governo Dilma, com promessas de que ele seria zerado imediatamente -e em 2017, o déficit foi de nada menos que R$ 124 bilhões, isso sem contar o dinheiro entregue aos bancos e rentistas como juros da dívida pública. O governo Temer iniciou a entrega do pré-sal sob o mesmo argumento, e o déficit continua onde estava. 

Segundo as contas feitas em conjunto pela equipe de Temer e a de Bolsonaro, segundo o jornal Valor Econômico, apontam para uma arrecadação total de R$ 90 bilhões, sendo que R$ 60 bilhões irão para a União e outros R$ 30 bilhões para a Petrobras. Essa arrecadação não zera o déficit primário nem faz cócegas no monumental déficit da dívida pública federal, que chegou a R$ 3,55 trilhões em 2017 (endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior). O pagamento dos juros da dívida pública, entregue aos bancos e rentistas custou ao país mais de R$ 462 bilhões em 2017 (aqui).
Ou seja, os R$ 90 bilhões que a equipe de Temer/Bolsonaro pretende arrecadar com a entrega do pré-sal está longe de fazer frente ao déficit público e, sobretudo, ao pagamento de juros para os bancos e rentistas. O déficit primário estimado para 2019 está em R$ 139 bilhões e os juros da dívida pública podem custar algo perto de R$ 400 bilhões.
Qual o plano dos bolsonaristas? Vender o que for necessário do patrimônio do país -eles estimam em 1/3 das empresas estatais- se necessário aprofundar o teto de gastos sociais e atacar o funcionalismo público, eliminando ministérios, tirando o Estado de segmentos como saúde e educação, cortando salários e com programas de demissão em massa.
É o oposto do projeto de Fernando Haddad. Ele promete retomar o pré-sal, não irá privatizar estatais e quer retomar o equilíbrio fiscal gradualmente. Para isso, Haddad aposta em três condições: crescimento da atividade econômica, da renda e do emprego, que elevam a receita do governo federal.247


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“Deus acima de todos” ou “Tortura acima de tudo”?

  Por:Alex Solnik/247

Uma das grandes aberrações e contradições dessa eleição é que o candidato cuja bandeira é um versículo da Bíblia, que tem o apoio explícito do líder evangélico Edir Macedo e cuja coligação se chama "Deus acima de todos" já se declarou a favor de tortura enquanto deputado federal– em vídeo exibido ontem no horário eleitoral de Haddad – e elogiou publicamente um dos maiores torturadores da ditadura militar, reconhecido como tal e condenado pela Justiça, dedicando a ele seu voto a favor do impeachment da presidente Dilma, que o monstro torturara.
Monstro é o melhor sinônimo para um torturador. Posso dizer, pois conheci alguns quando passei uma temporada no X-5 do DOI-Codi de São Paulo.
Será ele uma nova reedição de "O Médico e o Monstro"? Ou será que planeja revogar a Lei 9455, de 7/4/1997, conhecida como Lei da Tortura e que pune esse crime?
Uma pessoa honesta e decente que segue os ensinamentos da Bíblia ou da Torá ou de qualquer livro sagrado de qualquer religião repudia com veemência esse crime covarde, abominável, hediondo e inafiançável. Não vota em potencial torturador.
A tortura é proibida, sob qualquer pretexto, em qualquer circunstância, não só pela lei divina, mas também pela Convenção da ONU contra a Tortura, assinada pelo Brasil em 1989. Proibida, portanto, no Brasil.
A 12 de maio de 2016 ele produziu um dos comentários mais nojentos, infames e pusilânimes da história do Congresso Nacional. Pela primeira vez na história brasileira um torturador oficialmente reconhecido como tal foi exaltado em transmissão pela TV em rede nacional.
O elogio a um assassino, a um bandido condenado pela Justiça por chefiar torturadores e por torturar e que só não cumpriu pena porque morreu antes traz outra questão ao centro do debate: afinal, Bolsonaro combate bandidos ou os defende?
Se combate bandidos não poderia elogiar o chefe dos torturadores do DOI Codi durante o governo Médici; se o elogia, então defende bandidos.
E se não combate bandidos, mas sai em sua defesa a sua principal bandeira de campanha está rota.
A outra questão é: como é que um chefe religioso como Edir Macedo, que prega a palavra de Deus todo misericordioso, generoso e que ama a todos manda seu rebanho votar no candidato que defende a tortura?
E o rebanho é obrigado a seguir a indicação de seu pastor ainda que afronte a palavra de Deus?
O mais honesto seria mudar o nome da coligação para "Tortura acima de tudo".


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...