sábado, 13 de outubro de 2018

ATO ANTIFASCISTA PROTESTA CONTRA BOLSONARO EM PORTO ALEGRE


247 - Centenas de pessoas se reuniram para o Ato Antifascista nesta quinta-feira na região central de Porto Alegre. Após se reunirem na Esquina Democrática, o grupo percorreu as ruas centrais e se manifestou contra uma possível eleição de Jair Bolsonaro.
Liderado em grande parte pelo público feminino, o ato, organizado pela Frente Povo Sem Medo, contou com cartazes como: "Mulheres sem medo contra o fascismo", "Todas contra Bolsonaro" e "Mulheres uni-vos para derrotar o machismo".
Assista a vídeo do Jornalistas Livres do ato:



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FREI BETTO VÊ PARALELO ENTRE BOLSONARISMO E ASCENSÃO DO NAZISMO


lemanha", argumenta o dominicano, que recentemente lançou duas obras: Sexo, orientação sexual e "ideologia de gênero" e Por uma educação crítica e participativa (Anfiteatro).
Por razões políticas, Frei Betto foi preso duas vezes durante a ditadura militar (1964 e de 1969 a 1973). Já no período democrático, logo após a eleição de Lula, ajudou na elaboração do programa Fome Zero e trabalhou como assessor especial do ex-presidente (2003 e 2004).
O religioso nunca poupou de críticas o Partido dos Trabalhadores ao longo dos anos. "O PT, embora tenha feito o melhor governo de nossa história republicana nos dois mandatos de Lula e no primeiro de Dilma, não cuidou de promover a alfabetização política de nosso povo. E buscou assegurar a governabilidade por alianças, muitas delas promíscuas", avalia.
Para ele, se Haddad vencer, "teremos um governo voltado às questões sociais", mas alerta: nenhum dos candidatos "livrará o Brasil de intensa turbulência nos próximos dez anos".
Até agora predominaram os discursos antipetista dos bolsonaristas e antibolsonaro dos haddadistas. Com o segundo turno parece que eles mudam de tom. Bolsonaro se apresenta como flor que se cheira, pleno de amor aos pobres, de defensor das mulheres, de respeitador dos homossexuais. E Haddad se foca em propostas efetivas de melhorias de vida do povo brasileiro, o que me parece acertado. Haddad se desloca do mero protesto para reais propostas.
Qual é, na sua opinião, a responsabilidade do PT nessa onda de direita? Por que o antipetismo é colocado à frente de questões que envolvem os direitos humanos?
Porque o PT, embora tenha feito o melhor governo de nossa história republicana nos dois mandatos de Lula e no primeiro de Dilma, não cuidou de promover a alfabetização política de nosso povo. E buscou assegurar a governabilidade por alianças, muitas delas promíscuas, com o que havia de mais retrógrado na política brasileira, quando deveria fazê-lo para mobilização de quem deu as vitórias do PT: os movimentos sociais.
Além disso, não criamos uma narrativa capaz de incluir o brasileiro como protagonista de um processo político. Acenamos com luz, casa, carro, escola etc., sem a contrapartida da densidade subjetiva, ou seja, uma cosmovisão que ajudasse o cidadão a se situar no conflito de classes.
O que o PT e Haddad precisam fazer para conter essa onda de direita?
Primeiro, ganhar a eleição dia 28 de outubro! Em seguida, fazer uma séria e profunda autocrítica dos equívocos cometidos ao longo de 13 anos de governo, como fiz nos livros A mosca azul e Calendário do poder, ambos editados pela Rocco, e apresentar um consistente programa de reformas estruturais.
Depois de se posicionar publicamente no primeiro turno das eleições gerais no país contra discursos de ódio e violência, agora a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pede ao eleitor católico que, ao escolher seus candidatos, na votação de segundo turno, atente para aqueles que ajudem a preservar, e não a destruir, sistemas democráticos. Como o senhor avalia esse posicionamento da CNBB?
A CNBB deveria ter se posicionado já no primeiro turno. Mas ainda bem que o faz agora. Porém, sem a força de mobilização que têm as Igrejas evangélicas. Nestas o pastor falou, o fiel calou porque aceitou. Na Igreja Católica há, infelizmente, grande contingente de bolsonaristas.
Como Haddad pode se aproximar dos católicos e quais seriam as demandas da igreja que ele teria que atender?
É um pouco tarde para essa aproximação. O PT deveria ter mantido um canal de diálogo com todas as instituições que têm um mínimo de abertura às suas propostas. Ainda assim, Haddad deve focar seu discurso no drama social do povo brasileiro, e não na pauta moralista de alguns setores religiosos.
Como a ascensão evangélica no Congresso está mudando as relações sociais e políticas no país?
Devo dizer que respeito todas as Igrejas evangélicas, mas discordo dos cristãos – sejam eles católicos ou evangélicos – que usam o nome de Deus para fortalecer a desigualdade social e o preconceito a gays, negros, quilombolas e movimentos sociais como o MST e o MTST.
No Congresso, infelizmente a bancada da Bíblia tem esse perfil conservador e se cumplicia com as outras bancadas do B: banco, bola, bala e boi. E essa gente demoniza tudo que foge a seus interesses corporativos, como promover a acumulação privada do capital e manter o abismo entre ricos e pobres no qual o Brasil afunda.
Na sua opinião, por que Bolsonaro conseguiu dialogar mais com essa parcela do eleitorado?
Porque soube surfar no vácuo da crise política, que levou ao descrédito das instituições, dos políticos e da política, e no moralismo suscitado pela partidarização da Lava Jato.
Aborto e questões de gênero são temas que racham tanto evangélicos quanto católicos. Qual sua avaliação sobre esses temas?
Acabo de publicar uma cartilha popular intitulada Sexo, orientação sexual e "ideologia de gênero". Esses temas têm sido debatidos com mais ardor emocional que lógica racional. Os mesmos que não aceitam a descriminalização do aborto aplaudem quando a polícia atira antes de perguntar. E a diversidade de gênero é tão inquestionável como o fato de a Terra girar em redor do Sol. Mas há quem insista que é o Sol que gira em torno da Terra... Pobre Galileu!
O senhor foi um dos perseguidos pela ditadura militar de 1964 que Jair Bolsonaro (PSL) defende abertamente. Qual o seu sentimento em relação a essas declarações públicas?
Sentimento de que o Judiciário brasileiro falhou redondamente ao criar a lei esdrúxula da anistia recíproca e não punir os responsáveis por rasgarem a Constituição e impor ao Brasil um regime de terror que, impunemente, assassinou, estuprou, prendeu, torturou e exilou ao longo de 21 anos. Bolsonaro é resultado dessa grave omissão.
O senhor vê paralelo entre 1964 e nosso atual momento?
Não. Vejo paralelo entre o momento atual e a eleição de Hitler na Alemanha, pelo voto democrático, em 1933.
Pode, por favor, explicar um pouco mais esse paralelo?
Em 1964 houve um golpe militar que expulsou do poder o presidente da República e suspendeu todas as garantias constitucionais. Não se pode comparar uma eleição democrática, como a atual no Brasil, com o golpe de 1964. Mas sim com a eleição de Hitler na Alemanha, em 1933.
Veja: Ele nada entendia da situação real do país. Nem demonstrava interesse por ela, embora atuasse ativamente na política. Por isso não gostava de ser questionado, irritava-se diante das perguntas como se fossem armas apontadas em sua direção. Não queria que a sua ignorância se tornasse explícita.
Ser estranho, ele tinha olhos alucinados afundados nas órbitas, lábios espremidos, gestos cortantes. Todo o seu corpo era rígido, como se moldado em armadura. Ao ficar na defensiva, parecia uma fera acuada. Ao passar à ofensiva, a fera exibia garras afiadas e de suas mandíbulas pingava sangue.
Sua fala exalava ódio, rancor, preconceito. Aliás, não falava, gritava. Não sabia sorrir, tratar alguém com delicadeza, ter um gesto de cortesia ou humildade. Evitava ao máximo os repórteres. Julgava suas perguntas invasivas. E temia que a sua verdadeira face antidemocrática transparecesse em suas respostas.
Educado em fileiras militares, aprendera apenas a dar e cumprir ordens, enquadrar quem o cercava e ultrajar quem se opunha às suas opiniões. Jamais aceitava o contraditório ou praticava um mínimo de tolerância. Considerava-se o senhor da razão.
A nação estava em frangalhos, mergulhada em crise ética, política e econômica, e o horizonte da esperança espelhado em trevas. Pelo país afora havia milhares de desempregados, criminalidade generalizada, corrupção em todas as instâncias de poder. O câmbio disparara, a moeda nacional perdia valor, o descontentamento era geral. O governo carecia de credibilidade e se via cada vez mais fragilizado. O povo clamava por um salvador da pátria.
Jovens desesperançados viam nele um avatar capaz de inaugurar a idade de ouro. Era ele o cara, surfando na descrença generalizada na política e nos políticos. O Executivo se debilitara por corrupção e incompetência, o Legislativo mais parecia um ninho de ratos, o Judiciário se partidarizara submisso a interesses escusos.
Ele se dizia cristão e se considerava ungido por Deus para livrar o país de todos os males. Advogava soluções militares para problemas políticos. Movido pela ambição desmedida, se apresentou como candidato à eleição democrática para ocupar o mais alto posto da República, embora ostentasse a patente de simples oficial de baixo escalão do Exército.
De sua oratória raivosa ressoava o discurso agressivo, bélico, insano. Haveria de modificar todas as leis para implantar uma ordem marcial que poria fim a todas as mazelas do país. Eleito, seria ele o comandante em chefe, e todos os cidadãos passariam a ser tratados como meros recrutas obrigados a cumprir estritamente as suas ordens.
Prometia fortalecer o aparato policial e as forças armadas. Sua noção de justiça se resumia a uma bala de revólver ou a um tiro de fuzil. Eleito, excluiria da vida social um enorme contingente de pessoas consideradas por ele sub-humanos e indesejáveis, mulheres, homossexuais, trabalhadores em luta por seus direitos e comunistas. Todos que se opunham às suas opiniões eram por ele apontados como bodes expiatórios da desgraça nacional.
Seu mandato presidencial haveria de trazer a era de fartura e prosperidade. Reergueria a economia e asseguraria oportunidades de trabalho a todos. Exaltaria os privilégios do capital sobre os direitos dos trabalhadores. Aqueles que o seguissem seriam felizes, e livres para sobrepor a lógica das armas ao espírito das leis. Os demais, excluídos sumariamente do convívio social.
Enfim, após uma série de manobras políticas e forte repressão às forças adversárias, ele foi eleito chefe de Estado. A nação entrou um júbilo. O salvador havia descido dos céus! Ou melhor, brotado das urnas.
Tudo isso aconteceu há 85 anos, em 1933. Na Alemanha alquebrada pela derrota na Primeira Grande Guerra. O nome dele era Adolf Hitler.
As comunidades de base da Igreja Católica tiveram um grande papel na politização popular nos anos 1960 e na resistência à ditadura nas décadas seguintes. Qual a diferença que o senhor vê entre essa atuação e a que é feita pelas igrejas neopentecostais neste momento?
As CEBs [comunidades eclesiais de base] sofreram desvalorização sob os pontificados de João Paulo II e Bento XVI. Então muitos fiéis pobres migraram para igrejas neopentecostais. Agora, com o papa Francisco, as CEBs voltam a ter espaço na Igreja, mas infelizmente foram debilitadas. As CEBs são a fonte da teologia da libertação. E as igrejas neopentecostais adotam a teologia da prosperidade, ou seja, do próprio umbigo, sem nenhuma dimensão social da mensagem do Evangelho.
Em uma entrevista para o El País Brasil, o senhor diz que "a igreja evangélica está cometendo o mesmo erro que a Igreja Católica cometeu na Idade Média". O que isso significa?
No período medieval, a Igreja conquistou a hegemonia sobre a sociedade, a ponto de o papa coroar reis e nomear príncipes. Hoje algumas igrejas evangélicas procuram confessionalizar a política e anular a laicização da sociedade civil.
Por meio do poder, em cujas estruturas há cada vez mais pastores, se empenham em fazer coincidir os preceitos religiosos com as leis civis, como a demonização dos homossexuais e a condenação do Carnaval.
Amanhã um pastor na Presidência da República ou no STF pode insistir em estabelecer, em todo o país, a Lei Seca, proibindo a fabricação, a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, como se tentou nos anos de 1930 nos EUA.
A Igreja se afastou do povo? Por que esse trabalho com as comunidades de base perdeu força?
Porque não teve apoio da hierarquia, ou seja, de bispos e padres. Como adverte o papa Francisco, enquanto a Igreja Católica não se desclerizar, isto é, abandonar o clericalismo que a domina, ele não será em "Igreja em saída", como frisa o papa.
A esquerda se afastou da Igreja Católica ou foi a Igreja Católica que se afastou da esquerda?
Sempre houve setores da esquerda na Igreja Católica, e eu me identifico com eles. Mas hoje é raro encontrar um cardeal de esquerda, como dom Paulo Evaristo Arns; um arcebispo de esquerda, como dom Helder Câmara; um bispo de esquerda, como dom Pedro Casaldáliga. Por isso a esquerda laica não tem muito interesse em manter vínculos com a Igreja Católica.
Se Bolsonaro ganhar, o senhor vê riscos à democracia? E quais seriam os riscos de uma vitória de Haddad?
Se o Bolsonaro ganhar a eleição, teremos um governo autoritário, uma ditadura revestida de democracia, como o governo de Hitler no início dos anos 1930 na Alemanha. Se Haddad vencer, teremos um governo voltado às questões sociais, ampliando nosso espaço democrático. Mas nenhum dos dois livrará o Brasil de intensa turbulência nos próximos dez anos. Contudo, insisto em meu axioma: guardemos o pessimismo para dias melhores!247


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VOTEMOS NA CIVILIDADE, PEDE MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS


247 - Em um manifesto assinado por diversos artistas, como os atores e atrizes Letícia Sabatella, Wagner Moura, Beth Carvalho, Camila Pitanga e Bruno Garcia, pede-se um voto "na civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente".
"Também votaremos na educação, na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na convivência pacífica entre os brasileiros. Também somos contra a corrupção, mas de todas as formas", diz outro trecho do texto.
Os artistas criticam ainda a onda de ódio que tem gerado uma série de atos de violência no País contra pessoas que dizem votar no PT ou serem contra Jair Bolsonaro e lembram de temas específicos já tratados com preconceito pelo candidato, como o respeito "a cada região do País" e "respeito ao povo quilombola e seus territórios".
Votamos na Civilidade
Vamos votar na civilidade, no respeito pelas pessoas, pelo que é diferente. Também votaremos na educação, na saúde, no salário mínimo digno, no décimo terceiro salário, nas férias remuneradas, na convivência pacífica entre os brasileiros.
Também somos contra a corrupção, mas de todas as formas, inclusive de todos os partidos e pessoas envolvidas, mas também contra a corrupção dos bilhões de reais nos paraísos fiscais do mundo, na sonegação de impostos, na subtração dos direitos trabalhistas e previdenciários. Somos contra a corrupção, mas também contra a hipocrisia.
Votamos no respeito e no diálogo entre as diferenças, na convergência saudável, no equilíbrio, na democracia. Por isso, repudiamos a tortura, a discriminação racial, sexual e o armamentismo da população. Igualmente repudiamos a indústria armamentista que banca candidatos, mas que ganha fortunas vendendo armas e pondo a vida do povo em verdadeira situação de guerra civil.
Repudiamos as agressões de todos os tipos, inclusive o assassinato de pessoas por diferenças políticas, como acaba de acontecer na Bahia, com o assassinato do capoeirista Moa do Katendê.
Queremos a preservação de nossos biomas, nossa biodiversidade, começando pela Amazônia, decisiva para o ciclo de nossas águas, inclusive pelas chuvas que irrigam todo o Brasil, chegando até os estados do Sul, como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, indo inclusive até o Uruguai, Paraguai e Argentina. Sem as chuvas dos rios voadores amazônicos o Sul e o Sudeste viram um deserto. A natureza é solidária, nós podemos ser também.
Votamos pelo respeito ao povo quilombola e seus territórios, indígena e seus territórios e respeitamos todo o povo brasileiro, porque nossa variedade é uma riqueza e não um problema.
Por isso votamos nos programas sociais, nos programas de água, nos programas de energias limpas, na revitalização de nossos rios, na convivência com o Semiárido.
Respeitamos cada região do país, com seu jeito, seu tipo físico, sua cultura. Se soubermos conviver, teremos um imenso e feliz país.
Enfim, votamos na civilidade.
Leticia Sabatella
Roberto Malvezzi
Maria Clara Spinelli
Martha Nowill
Arrigo Barnabé
Fernando Alves Pinto
Flávia Lacerda
Luciana Pessanha
Karine Carvalho
Alcides Nogueira
Petra Costa
Wagner Moura
Pastor Henrique Vieira
Paulo Lins
Joelson Medeiros
Malu Valle
Teresa Cristina
Ali Muritiba
Elisa Lucinda
Luisa Lima
Olivia Byington
Chandelly Braz
Humberto Carrão
Zezé Polessa
Beth Carvalho
Bruno Garcia
Zezé Polessa
Hique Gomes
Maria Casadeval
Sophie Charlotte
Dira Paes
Gisele Fróes
Ana Cañas
Lira
Carlos Walter Porto Gonçalves
Camila Pitanga
Heloisa Averbuck
Kenarik Boujoukian
Monique Gardemberg

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Haddad comenta agressão de eleitor de Bolsonaro e diz que teme ataques a católicos

Candidato à Presidência pelo PT chama Bolsonaro de 'casamento do neoliberalismo desalmado que corta direitos trabalhistas, representado pelo Paulo Guedes, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macêdo'

  Por: Portal FolhaPE
Haddad e a esposa visitam paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, na periferia de São Paulo
Haddad e a esposa visitam paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, na periferia de São PauloFoto: Ricardo Stuckert/Divulgação


O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, chamou - nesta sexta-feira (12) - o adversário, Jair Bolsonaro (PSL), de "produto do casamento do neoliberalismo desalmado que corta direitos trabalhistas, representado pelo Paulo Guedes, com o fundamentalismo charlatão do bispo Edir Macêdo". E afirmou ainda: "Sabe o que está por traz dessa aliança? Em latim chama 'auri sacra fanos'. Fome de dinheiro". As declarações foram dadas na manhã desta sexta-feira (12), em missa na paróquia Santos Mártires, no Jardim Ângela, na periferia de São Paulo. Durante a homilia, o padre irlandês Jaime Crowe conclamou uma oração às vítimas da violência em campanhas políticas. "Arma é instrumento de morte", disse.

Haddad disse também ser "preocupante que depois de atacar mulheres, negros, LGBTS, eles passem a atacar católicos". O petista relatou em detalhes perseguição que sofreu na véspera por bolsonaristas. "O que aconteceu foi que um ativista do Bolsonaro começou a ofender a Igreja Católica. Nós nos retiramos da CNBB [Confederação Nacional dos Bispos do Brasil], onde a entrevista ia ser concedida. Ele começou a ofender a Igreja Católica, chamando de igreja comunistaigreja gay, coisas completamente sem sentido. No trânsito até o hotel onde passamos a fazer a coletiva para evitar transtorno, ele seguiu, numa [caminhonete] 4 x 4, a nossa comitiva e tentou realmente furar a comitiva fazendo gestos. Mas acabou desistindo da provocação na porta do hotel", relatou.

O militante não foi preso, mas foi identificado e já está sob supervisão da Polícia Federal em função dos gestos de violência. "Ele agrediu muito a Igreja Católica, num país que é majoritariamente católico, e isso inspira alguma preocupação. "É isso: Bolsonaro é violência, é bala, é desrespeito. Ele é a representação de tudo que tem de pior em termos de violência no país", criticou.

Haddad disse que pretende combater isso com gestos, fazendo mensagem de paz, de concórdia, inibindo qualquer forma de violência e se afastando dos provocadores, além de denunciar a violência que está sendo cometida contra as pessoas que discordam da sua plataforma. "São mais de cem notificações de casos de violência no País e, em geral, eles tão usando a suástica nazista que o próprio Bolsonaro declarou já em entrevista que se estivesse na Alemanha dos anos 30 se arriscaria no Exército Nazista."

O petista afirma que não é fake news. "Vamos separar fake news do que o candidato fala a seu próprio respeito. A cultura violência, do estupro, da tortura, do nazismo quem abraça com as próprias palavras é ele próprio. Vamos combater e salvar esse país", disse.

"Kit gay"
Questionado sobre declarações de Bolsonaro, de que seria criador do "kit gay", Haddad chamou o capitão reformado de "grandessíssimo mentiroso". "Por que ele não me pergunta no debate? Você acha que uma professora primária ia aceitar isso na própria sala de aula? É um desrespeito ao magistério e às professoras, uma mentira deslavada de quem não tem projeto para o país a não ser armar as pessoas para que elas se matem", reagiu.



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HADDAD LIGA BOLSONARO AO NAZISMO E O CHAMA DE 'GRANDESSÍSSIMO MENTIROSO'

ABr | Reuters

247 - O candidato da frente democrática a presidente, Fernando Haddad, fez nesta sexta-feira, 12, uma associação direta entre o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, e o nazismo.
Haddad disse ver uma escalada das agressões cometidas, por exemplo, contra gays e mulheres, e ressaltou que o rival representa "tudo o que tem de pior em termos de violência neste País". "Estamos nos afastando dos provocadores que tentam nos perseguir. Em geral, eles usam a suástica nazista. O próprio Bolsonaro já declarou que, se estivesse na Alemanha dos anos 30, teria se alistado no Exército nazista", disse Haddad em entrevista coletiva após participar de uma missa na zona sul da capital paulista.
"Bolsonaro é o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo Paulo Guedes, que corta diretos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo", afirmou Haddad. Questionado sobre os ataques de Bolsonaro acusando a criação de um "kit gay" para ser distribuído nas escolas, Haddad retrucou: "É um grandessíssimo mentiroso. Por que ele não me enfrenta e pergunta isso num debate?". "É uma mentira deslavada de quem não tem projeto para o País, a não ser armar as pessoas para que elas se matem."

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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Mulher morre em acidente na BR-407 em Petrolina

   (Blog do Didi Galvão)


Uma mulher morreu em um acidente de trânsito na noite dessa quarta-feira (10) em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. O acidente aconteceu no km 107 da BR-407.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista de um caminhão realizou uma ultrapassagem quando bateu de frente com um carro que capotou.
No carro estavam Rosineide de Jesus do Nascimento, de 36 anos, Camila Pereira do Nascimento, de 14 anos, Gustavo Pereira do Nascimento, de 8 anos e Antônio Pereira Barbosa, de 39 anos. Rosineide morreu no local do acidente, os outros três passageiros foram encaminhados para o Hospital Universitário de Petrolina com ferimentos graves.
No caminhão estavam o motorista, a esposa dele e três crianças. Eles não ficaram feridos. O motorista foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil.

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ESTUDANTES BRASILEIROS DE HARVARD ANUNCIAM APOIO A HADDAD

Dir.: Stuckert

247 - Estudantes brasileiros em Harvard, na cidade de Cambridge, estado de Massachusetts (EUA), divulgaram um vídeo em apoio ao candidato da frente democrática à presidência da República no Brasil, Fernando Haddad (PT).
"Ele foi um dos melhores ministros da Educação que a gente já teve", diz uma estudante.
"Violência só gera mais violência. É o momento defender a nossa democracia, a nossa constituição e os direitos, principalmente os das minorias", afirma outra jovem.
Outro aluno diz: "mesmo os adversários mais ferrenhos reconhecem que ele é um cara sério, capaz e honesto".
"Neste momento difícil de rupturas e ameaças à democracia precisamos nos unir para a mudança", acrescenta outro estudante.



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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...