quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

BANCADAS DO PT DIVULGAM DOCUMENTO EM DEFESA DE LULA

Ricardo Stuckert


As bancadas do PT na Câmara e no Senado divulgaram nesta quinta-feira, 21, um manifesto em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, assinado por nove senadores e 57 deputados federais, a perseguição judicial ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "sem paralelo na história mundial".
Os congressistas destacam que vão lutar para garantir a candidatura de Lula em 2018. "Reagiremos, lutaremos. Agora, muito mais do que antes, dedicaremos todas nossas forças a absolver Lula. Em todas as instâncias, em todos os foros, no Brasil e no mundo, denunciaremos essa escandalosa injustiça. Esse novo golpe contra a democracia brasileira. Denunciaremos que, sem Lula, a única liderança capaz de se opor à agenda destrutiva do golpe continuado, as próximas eleições brasileiras serão uma gigantesca fraude", diz o documento.
Veja, abaixo, o texto na íntegra:
O presidente Lula sofre uma perseguição judicial sem paralelo na história mundial. Tal perseguição tem um objetivo claro: impedir que Lula se eleja novamente para mais uma vez realizar as conquistas econômicas, políticas e sociais de que o povo brasileiro precisa para se tornar cada vez mais altivo e soberano.
É preciso alertar: não há provas de qualquer crime cometido por Lula nesses processos. E não há provas porque não houve crimes! Já as provas de sua inocência que constam do processo estão sendo ignoradas e desprezadas. Nunca alguém foi tão investigado em todos esses anos. Nunca alguém foi tão amplamente exposto e teve sua vida devassada como Lula. E nada encontraram. Nenhuma conta no exterior, nenhum patrimônio oculto. Apenas convicções partidarizadas, teorias sem base fática, hipóteses arbitrárias e uma intensa disputa política justificam e fundamentam os processos judiciais contra ele.
No momento em que, no Brasil, políticos conservadores são inocentados e preservados e que bandidos são soltos para gastarem seus milhões no exterior, mesmo com abundantes provas concretas, condenar Lula, o maior líder popular da nossa história, sem um resquício de evidências, significa desferir golpe mortal contra a justiça e a democracia do Brasil.
É inaceitável que o sistema de justiça avance em evidente ação política para condenar um inocente com a intenção clara de interferir na disputa política e evitar que Lula seja candidato. Com essa conduta deliberada, eivada de interesses extrajurídicos e parciais, e mediante diversas transgressões a direitos e garantias consagrados na ordem jurídica dos Estados Democráticos de Direito, os juízos a que Lula está submetido ofendem o sistema constitucional brasileiro e tratados internacionais de direitos humanos. Condenam Lula, condenam a democracia, tentam subjugar a vontade do povo pela via judicial, com desvio e abuso de poder.
São muitas as arbitrariedades que Lula vem sofrendo ao longo dos tortuosos inquéritos e processos, como a espantosa e ilegal condução coercitiva a que foi submetido em março de 2016, ou a ridicularizada apresentação pública de um Power Point repleto de ilações, montagens de imagens e frases de efeito, com o objetivo evidente de constrangê-lo e submetê-lo a humilhação pública, em clara ofensa a princípios fundamentais da dignidade da pessoa humana.
Outro fato gravíssimo foi o vazamento pela própria justiça de áudios de conversas gravadas do ex-presidente Lula com a então presidente Dilma Rousseff, cuja ilegalidade foi reconhecida pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, a quem compete a guarda da Constituição. Até o momento, contudo, tal condenação do STF não resultou em punição e afastamento do juiz suspeito, o qual não tem imparcialidade para julgar o presidente Lula.
Entretanto, há outras demonstrações da perseguição a que Lula está sendo submetido. Entre elas, está a decisão arbitrária de outro juiz de proibir, inexistindo justificativa plausível, as atividades do Instituto Lula, sem que houvesse sequer pedido do ministério público nesse sentido, apenas como medida de exposição e humilhação públicas. De tão absurda, a decisão foi cassada rapidamente pelo tribunal competente. Porém, ela é reveladora do diversificado mosaico de medidas que estão sendo tomadas por parte do judiciário contra o ex-presidente Lula, com o intuito único de constrangê-lo.
Adotou-se contra Lula o chamado "direito penal do inimigo". Uma política judiciária de identificação prévia e criminalização total da pessoa, independentemente e antes mesmo da existência de crime. Em relação a Lula, agem como o "juiz que não quer perder o jogo", como foi exposto pelo renomado jurista italiano Luigi Ferrajoli, em análise pública realizada no último dia 11/04, no Parlamento de Roma.
Todos no Brasil sabem que a perseguição judicial a Lula, uma verdadeira lawfare, ou seja, guerra jurídica, faz parte da agenda política do golpe de Estado brasileiro muito antes do início de qualquer ação jurídica.
É necessário entender que as ações contra o presidente Lula são conduzidas por procuradores e juízes que têm clara opção ideológica e partidária, manifestada publicamente em redes sociais. Esses procuradores e juízes aliaram-se à mídia conservadora, dominada por uma pequena oligarquia de famílias poderosas, com o intuito político de perseguir e humilhar o ex-presidente Lula e as esquerdas brasileiras de um modo geral. Por essa razão, tais procuradores e juízes adotaram a tática criminosa de produzir vazamentos seletivos das investigações, em clara afronta à lei brasileira, para difundir suas teses absurdas de que Lula seria o "comandante" de um gigantesco esquema de corrupção. Essa tática suja, típica de regimes autoritários, procura propiciar uma condenação pública à margem do devido processo legal e do princípio da presunção da inocência.
É também por essa razão que esse braço do sistema judiciário brasileiro adotou, em afronta à Constituição e aos tratados internacionais de direitos humanos, a tática de usar abusivamente das prisões provisórias como forma de tortura psicológica para forçar delações contra o ex-presidente. Todos sabem, no Brasil, que as chances de um réu ser libertado ou ter sua pena reduzida sobem exponencialmente se ele acusar Lula.
Há, portanto, uma clara seletividade política de parte do sistema judiciário brasileiro. Enquanto políticos ligados às oligarquias tradicionais do Brasil são protegidos ou libertados, mesmo com provas materiais como gravações e malas de dinheiro escuso, Lula é condenado com absoluta ausência de provas.
Saliente-se que o ex-presidente Lula nunca procurou proteção ou privilégios de qualquer espécie. Sempre esteve à disposição da lei. Nunca pretendeu estar acima da lei. Mas o que não se pode aceitar é se colocar o ex-presidente abaixo da proteção legal devida a todo cidadão. Lula não está acima da lei, mas não pode ficar abaixo da lei, que assegura a todos um julgamento justo.
Infelizmente, é triste constatar que Lula não teve um julgamento justo. Muito longe disso. Foi condenado de antemão por uma mídia oligárquica e venal e por juízes e procuradores que são modernos "savonarolas". Essa condenação prévia, midiática, precisava ser confirmada por uma sentença judicial, ainda que injusta, inconstitucional e ilegal. Como afirmou o ex-presidente Lula, o juiz e os procuradores que o perseguem se tornaram prisioneiros de suas próprias mentiras.
Agora, o juízo de segunda instância do caso de Lula, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF/4ª), marcou, em tempo recorde na história do Brasil, o julgamento de Lula para o dia 24 de janeiro de 2018. Esse julgamento está se processando na metade do tempo dos julgamentos mais rápidos que já realizados naquele Tribunal. Observe-se que Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do TRF/4ª, afirmou, antes mesmo do processo chegar ao seu tribunal, que a sentença do juiz Sérgio Moro que condena o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão no episódio do triplex no Guarujá (SP) era "tecnicamente irrepreensível". Assim, trata-se de um jogo de cartas marcadas, que visa o objetivo político de impedir a candidatura do grande líder popular.
As próprias peças acusatórias dos procuradores reconhecem que não há provas materiais contra o ex-presidente, além do depoimento de um réu, condenado a 23 anos de prisão, que sabia que poderia ser libertado, ou ter sua pena reduzida, caso acusasse Lula, como é de praxe nos processos promovidos por juízes e procuradores que atuam, em regra, de forma claramente seletiva e partidarizada e com base apenas em ilações e hipóteses probabilísticas construídas arbitrariamente. Pela lei brasileira, delações sem provas materiais são inválidas.
Porém, na lógica paradoxal que prevalece nesses processos kafkianos contra lideranças populares, a ausência de provas se converte em prova cabal. Nesses processos, prevalecem também, como observado, o atropelamento dos direitos e garantias individuais, o abuso das prisões temporárias como instrumento de tortura psicológica para forçar delações, conduções coercitivas à margem da lei, vazamentos ilegais e seletivos de informações sigilosas e toda sorte de agressões à constituição brasileira e aos tratados internacionais relativos aos direitos humanos.
Agregue-se que, no caso específico dessa condenação de Lula, não só não havia provas de sua culpabilidade como havia provas substanciais de sua inocência, como o fato de que Lula nunca usufruiu do apartamento que, na alegação delirante da acusação ele teria recebido como "propina", e de que a titularidade do imóvel sempre foi da sua construtora. Seria um caso único de propriedade metafísica de um bem físico. Contudo, as provas materiais de sua inocência foram ignoradas no julgamento puramente político ao qual o ex-presidente foi submetido.
Ante tal quadro, a defesa de Lula já acionou o Comitê de Direitos Humanos da ONU. Atuando em conjunto com Geoffrey Robertson, advogado especializado em direitos humanos no sistema internacional, a defesa sustenta, com razão, que o ex-presidente não poderá ter julgamentos justos, que respeitem o devido processo legal e o amplo direito à defesa, no atual cenário político do Brasil, submetido a um golpe de Estado e a medidas de exceção.
Esse golpe de Estado, perpetrado pela que foi definida como a "quadrilha mais perigosa do Brasil" contra uma presidenta sabidamente honesta (Dilma Rousseff), sempre teve como objetivo maior destruir as conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro e impor, de forma arbitrária e ilegítima, uma agenda de retrocessos sociais e de destruição de direitos que jamais seria aprovada em eleições livres e democráticas.
O povo brasileiro sabe que os únicos "crimes' de Lula foram, entre outros, ter feito 42 milhões de brasileiros ascenderam à classe média, ter praticamente eliminado a miséria no Brasil, ter ampliado as oportunidades educacionais para a população mais pobre, ter aumentado o salário mínimo em mais de 70%, ter ampliado os serviços de saúde para a população carente, ter reduzido o desmatamento da Amazônia e comprometido o Brasil no combate mundial ao aquecimento global, ter propiciado verdadeiro combate à corrupção num país que sempre a havia tolerado, ter afirmado a independência e a soberania do país, ter tirado o Brasil do Mapa da Fome da FAO, ter, enfim, iniciado a construção de um país mais justo e solidário. Um Brasil para todos.
Assim, Lula é perseguido por suas virtudes, seu poderoso simbolismo de líder popular dedicado à eliminação da pobreza e à superação das desigualdades, o qual, na crise, se choca com os imperativos neoliberais e austericidas do governo do golpe. Não por seus supostos crimes.
Mas acreditamos que Lula é também perseguido pelo que ele significa para o mundo. Com efeito, Lula implantou uma política externa dedicada à construção de um mundo plural, realmente multilateral, no qual os países emergentes também possam usufruir das benesses do desenvolvimento e participar das grandes decisões internacionais. Lula teve papel decisivo na introdução dos grandes temas sociais na agenda mundial, no comprometimento dos países emergentes com as grandes questões ambientais e nas iniciativas destinadas a reformar as instituições multilaterais e a controlar as finanças mundiais.
Desse modo, Lula reproduziu, no plano externo, as suas políticas progressistas implementadas no plano interno. Lula é um símbolo de igualdade, progresso social e de multilateralismo democrático para o mundo. Lula representa a esperança da superação do neoliberalismo, que concentra renda e patrimônio, promove pobreza e desigualdade, propaga desemprego, exclusão e injustiça e aprofunda a divisão entre os países do globo.
Lula simboliza, sobretudo, a ideia de que outro mundo é possível.
Por tudo isso, o Brasil está disposto a lutar e combater essa perseguição injusta.
Lula representa tudo o que a oligarquia reacionária e antidemocrática odeia mais, pois a sua luta pessoal se confunde com a luta coletiva do povo brasileiro e de muitos povos oprimidos do mundo.
Lula é uma criação genuína do povo do Brasil. É a sua cara, o seu coração. Lula está no filho do pedreiro que virou doutor. Na mãe que hoje consegue alimentar os seus filhos. Nas águas que hoje regam o semiárido nordestino. Na luz para os que viviam nas trevas, sem luz elétrica, em pleno século XXI. Lula está no Mercosul, na Unasul, na Celac, no BRICS. Lula está no G-20, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU. Lula está na solidariedade à África. O exemplo de Lula está em todos os programas internacionais de combate à fome e à pobreza.
Lula é a esperança da conciliação do Brasil. Somente eleições diretas com a participação de Lula poderão superar a gravíssima crise política, econômica e institucional do país. Encarcerar Lula significa manter o Brasil numa crise insolúvel. É agravar o quadro de conflito que aprisiona o país.
E Lula é também um símbolo para um mundo carente de líderes mundiais que tenham real compromisso com o combate às desigualdades entre os países do planeta. Lula encarna o sonho da igualdade e a esperança de um mundo menos assimétrico. Um mundo voltado à satisfação das necessidades das pessoas, e não dedicado à manutenção dos privilégios dos poucos que controlam as finanças globalizadas.
Não se pode aprisionar esse sonho, não se deve encarcerar essa esperança.
Reagiremos, lutaremos. Agora, muito mais do que antes, dedicaremos todas nossas forças a absolver Lula. Em todas as instâncias, em todos os foros, no Brasil e no mundo, denunciaremos essa escandalosa injustiça. Esse novo golpe contra a democracia brasileira. Denunciaremos que, sem Lula, a única liderança capaz de se opor à agenda destrutiva do golpe continuado, as próximas eleições brasileiras serão uma gigantesca fraude. Sem Lula, não haverá democracia no Brasil. Sem Lula, as esperanças em um mundo melhor diminuem.
Temos certeza da vitória. Estamos, com Lula e com o povo, do lado certo da História!
SENADO FEDERAL
GLEISI HELENA HOFFMANN – PT/PR – PRESIDENTA NACIONAL DO PT
LUIZ LINDBERGH FARIAS FILHO – PT/RJ – LÍDER DA BANCADA NO SENADO
HUMBERTO SERGIO COSTA LIMA – PT/PE – LÍDER DA MINORIA NO SENADO
PAULO ROBERTO GALVÃO DA ROCHA – PT/PA – VÍCE-LÍDER DA MINORIA NO CONGRESSO
JORGE NEY VIANA MACEDO NEVES – PT-AC
JOSE BARROSO PIMENTEL – PT-CE – 1º SECRETÁRIO DA MESA DO SENADO
MARIA DE FATIMA BEZERRA – PT/RN
MARIA REGINA SOUSA – PT/PI
PAULO RENATO PAIM – PT/RS

CÂMARA DOS DEPUTADOS
CARLOS ZARATTINI – PT/SP – LIDER DA BANCADA NA CÂMARA
JOSÉ GUIMARÃES – PT/CE – LIDER DA MINORIA NA CÂMARA
DÉCIO LIMA – PT/SC – LIDER DA MINORIA NO CONGRESSO
PEDRO UCZAI – PT/SC – TERCEIRO SUPLENTE DE SECRETÁRIO – MESA
ADELMO LEÃO – PT/MG
AFONSO FLORENCE – PT/BA
ANA PERUGINI – PT/SP
ANDRES SANCHEZ – PT/SP
ANGELIM – PT/AC
ARLINDO CHINAGLIA – PT/SP
ASSIS CARVALHO – PT/PI
BENEDITA DA SILVA – PT/RJ
BETO FARO – PT/PA
BOHN GASS – PT/RS
CAETANO – PT/BA
CHICO D'ANGELO – PT/RJ
ENIO VERRI – PT/PR
ÉRIKA KOKAY – PT/DF
GABRIEL GUIMARÃES – PT/MG
GIVALDO VIEIRA – PT/ES
HELDER SALOMÃO – PT/ES
HENRIQUE FONTANA – PT/RS
JOÃO DANIEL – PT/SE
JORGE SOLLA – PT/BA
JOSÉ AIRTON – PT/CE
JOSÉ MENTOR – PT/SP
LEO DE BRITO – PT/AC
LEONARDO MONTEIRO – PT/MG
LUIZ COUTO – PT/PB
LUIZ SERGIO – PT/RJ
LUIZIANNE LINS – PT/CE
MARCO MAIA – PT/RS
MARCON – PT/RS
MARGARIDA SALOMÃO – PT/MG
MARIA DO ROSÁRIO – PT/RS
NELSON PELEGRINO – PT/BA
NILTO TATTO – PT/SP
PADRE JOÃO – PT/MG
PATRUS ANANIAS – PT/MG
PAULÃO – PT/AL
PAULO PIMENTA – PT/RS
PAULO TEIXEIRA – PT/SP
PEPE VARGAS – PT/RS
REGINALDO LOPES – PT/MG
RUBENS OTONI – PT/GO
SÁGUAS MORAES – PT/MT
VALMIR ASSUNÇÃO – PT/BA
VALMIR PRASCIDELLI – PT/SP
VANDER LOUBET – PT/MS
VICENTE CÂNDIDO – PT/SP
VICENTINHO – PT/SP
WADIH DAMOUS – PT/RJ
WALDENOR PEREIRA – PT/BA
ZÉ CARLOS – PT/MA
ZÉ GERALDO – PT/PA
ZECA DIRCEU – PT/PR
ZECA DO PT – PT/MS, (247).

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Carga roubada de agrotóxicos é encontrada na zona rural de Petrolina


Uma carga de defensivos agrícolas, roubada em novembro de 2015, foi encontrada nas proximidades do Assentamento Nova Esperança, zona rural de Petrolina.

A Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) está acompanhando o processo de retirada do material para que nenhum dano ambiental seja causado. Segundo a diretora de Fiscalização da AMMA, Dayanna Bione, uma empresa especializada em recolher esse tipo de material foi acionada para que se dê o devido destino.

“A empresa roubada, assim que soube do paradeiro de parte da carga, se apresentou à AMMA levando a documentação que comprova o roubo. Por este motivo, ela está resguardada que não possuía responsabilidade sobre o descarte irregular deste tipo de vasilhame. De imediato, eles acionaram uma organização especializada nesse tipo de transporte e descarte“, explicou.

No local foram encontrados quase 320 galões, o que totalizou oito toneladas de resíduos, solo raspado e vasilhames com agrotóxico recolhidos. O material foi levado ontem (20) para o local de descarte correto.

Como descartar

Os produtores devem realizar a tríplice lavagem e providenciar a devolução dos recipientes dos agrotóxicos. Rótulos, tampas e caixas de papelão que embalam os vasilhames de defensivos também devem ser levados para a central de recebimento da Associação do Comércio Agropecuário do Vale do São Francisco (Acavasf), localizada no Núcleo 1, do Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho, em Petrolina. As informações são da assessoria da PMP. (Foto/divulgação).(C.Britto).



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Criminosos explodem agência bancária em Itaíba


Uma agência do Banco Bradesco foi explodida na madrugada desta quinta-feira (21) no Centro de Itaíba, no Agreste de Pernambuco. De acordo com a Polícia Militar, cerca de dez bandidos armados entraram na cidade atirando e usaram explosivos para ter acesso ao caixa eletrônico.
Segundo a polícia, apenas um terminal de autoatendimento estava funcionando no local. Os criminosos fugiram e não foram localizados.
Ainda não há informações se os suspeitos chegaram a levar alguma quantia em dinheiro. As Polícias Militar e Civil estão no local para as medidas cabíveis. (Didi Galvão).

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NOBEL DA PAZ E ATIVISTAS GLOBAIS ASSINAM MANIFESTO PRÓ-LULA


 Depois de mais de 300 intelectuais e artistas brasileiros assinarem o manifesto que denuncia que eleição sem Lula é fraude, divulgado nesta semana, importantes lideranças internacionais têm aderido à iniciativa, publicada no site Change.org.
O filósofo norte-americano Noam Chomsky foi um dos primeiros nomes estrangeiros a participarem da frente em defesa do ex-presidente, tendo assinado o manifesto desde a sua primeira divulgação, na terça-feira 19.
Nesta quarta, o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, ativista argentino em defesa dos direitos humanos, publicou o link do manifesto no Twitter e convidou todos a assinarem.
"Acabo de firmar el Manifiesto "Elección Sin Lula es fraude" Los invito a adherir", postou Esquivel. O Nobel da Paz já havia denunciado anteriormente a condenação de Lula, considerada por ele um "golpe eleitoral".
Assinaram ainda o manifesto o político grego Yanis Varoufakis, membro do partido Syriza, e Richard Falk, professor e relator da ONU sobre Direitos Humanos nos territórios palestinos ocupados.(247).


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Secretária Maéve Melo se afasta para licença maternidade e Larissa Soeiro assume interinamente pasta da Educação em Petrolina



A titular da Secretaria de Educação de Petrolina, Maéve Melo, afastou-se do cargo para licença maternidade. Em seu lugar, assume interinamente Larissa Soeiro. A mudança foi publicada no Diário Oficial do Município ontem (20).
Larissa Soeiro tem larga experiência na gestão pública. A secretária interina de Educação é formada em Ciência da Computação pela Facape e pós graduada em Administração de Sistemas da Informação (UFLA-MG). Trabalha há 16 anos no serviço público em áreas de licitações, controle interno, controladoria, planejamento de projetos, modelo de gestão e monitoramento estratégico.
Larissa trabalhou em cargos importantes como diretora da Secretaria de Planejamento e Gestão da Prefeitura de Ipojuca (PE); controladora-geral da Prefeitura de Boa Vista (RR); e diretora da Coordenadoria Geral de Licitações e Convênios na Prefeitura de Petrolina. “Larissa tem muita experiência e conhecimento profundo da gestão pública. Temos total confiança na capacidade dela para tocar a gestão da Educação junto com a professora Sônia Passos nesse período em que Maéve ficará de licença com a chegada de seu filho“, reforça o prefeito Miguel Coelho.
Já afastada do cargo, a secretária Maéve Melo deu à luz a Hélio Neto na tarde de ontem (20). Maéve ficará em repouso nos próximos meses, e deve retornar à Secretaria de Educação em junho. (Fonte/foto: Ascom PMP divulgação)(Britto).


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CRISE NO BRASIL ELEVA POBREZA NA AMÉRICA LATINA, DIZ CEPAL


(ANSA) - Os níveis médios de pobreza e de extrema pobreza aumentaram na América Latina em 2015 e 2016, segundo estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), divulgado nesta quarta-feira (20). Em 2016, o número de pessoas em situação de pobreza chegou a 186 milhões (30,7% do total de habitantes), das quais 61 milhões localizam-se na faixa de pobreza extrema.
A evolução regional foi afetada pela situação econômica do Brasil e da Venezuela, de acordo com a Cepal. Estes foram os únicos que registraram aumento real da pobreza. Se os dois países fossem excluídos da análise, a tendência entre 2015 e 2016 seria de diminuição da pobreza total de 1% e de 0,5% da extrema na região.
No caso do Brasil, a avaliação foi feita a partir de estimativas do órgão vinculado às Nações Unidas, pois não foram disponibilizados dados oficiais relativos a esses anos.
A análise da situação de 18 países concluiu que o total de pobres era de 168 milhões (28,5% do total) em 2014 e 178 milhões (29,8%) em 2015. Já o de pessoas na pobreza extrema passou de 48 milhões (8,2%) em 2014, para 54 milhões em 2015 e 61 milhões (10%), em 2016.
De acordo com o relatório Panorama Social da América Latina 2017, o crescimento demarca uma mudança na região, já que os índices de pobreza caíram entre 2002 e 2014, como resultado de políticas de distribuição de renda, reformas tributárias e outras de combate à desigualdade.
A secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, apresentou os dados em entrevista coletiva no México, transmitida pela internet. Ela destacou que a incidência da pobreza e da extrema pobreza é mais elevada entre grupos sociais específicos, como crianças, adolescentes, jovens, mulheres e a população que mora em áreas rurais.
No ano passado, a pobreza afetava 46,7% das crianças e adolescentes até 14 anos e a extrema pobreza, 17%.
No caso dos jovens de 15 a 29 anos, os percentuais eram de 31,1% e 9,5%, respectivamente. Entre as mulheres, a pobreza e a pobreza extrema cresceram na faixa dos 15 aos 29 anos, considerada de idade produtiva.
A Cepal prevê recuperação do crescimento econômico neste ano, mas alerta que este não é o único fator que importa para a redução da pobreza.
"É verdade que emprego, geração de renda e maior atividade econômica são importantes, mas o que também é fundamental é que se fortaleçam os sistemas de proteção social", disse Alicia, que destacou a importância das políticas de transferência vinculadas a estratégias de redução da pobreza e da expansão dos sistemas previdenciários.
Redução das desigualdades
O Panorama Social da América Latina 2017 também discute a desigualdade de renda e sua relação com a dinâmica do mercado de trabalho, bem como os efeitos dos sistemas de pensão em matéria de igualdade. De acordo com a Cepal, a desigualdade de renda caiu na região entre os anos de 2002 e 2016.
O Índice Gini médio entre países passou de 0,538, em 2002, para 0,467 no ano passado, diz a comissão, que é vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). No caso, 0 representa ausência de desigualdade e 1, desigualdade máxima.
A Cepal alerta, porém, para a redução do ritmo de queda, especialmente nos últimos três anos. O Coeficiente, ou Índice, de Gini é um dado estatístico usado para avaliar a distribuição das riquezas de um determinado lugar.
Na entrevista, Alicia Bárcena fez um apelo para que os países fortaleçam políticas laborais e de proteção social. Ela defendeu uma "mudança estrutural progressiva na economia", com a implementação dos Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS), que conformam a chamada Agenda 2030. Entre os objetivos, estão a erradicação da pobreza, a obtenção da igualdade de gênero e o desenvolvimento de ações para combater as mudanças climáticas.
Aposentadoria
Na avaliação da Cepal, as pensões foram essenciais para reduzir a pobreza entre idosos na região. Expressão disso, a porcentagem da população economicamente ativa que paga algum sistema previdenciário passou de 36,9% para 47,8% entre 2000 e 2014. Entre 2002 e 2015, o percentual da população de 65 anos ou mais que recebeu algum tipo de pensão passou de 53,6% para 70,8%.
A comissão regional da ONU alerta, contudo, para o fato de os valores recebidos serem baixos. Além disso, trabalhadores da zona rural com menos escolaridade e em setores de menor produtividade continuam mais descobertos. A desigualdade de gênero também é marcante. Em geral, mulheres têm menor nível de cobertura e as diferenças de valores nos benefícios que recebem superam 20 pontos percentuais em 10 dos 17 países analisados, podendo alcançar 40 pontos percentuais.
A Cepal avalia o processo de envelhecimento da população latino-americana e caribenha e constata que, em 2040, as pessoas de 60 anos ou mais superarão as que têm até 14 anos. Apenas as que têm mais de 80 anos aumentarão quase 20 milhões. O envelhecimento fica nítido quando comparadas as taxas de crescimento dos diferentes grupos. Enquanto o grupo de pessoas de 60 anos ou mais crescerá 3,4% por ano entre 2015 e 2040, a população de 20 a 59 anos crescerá 0,5% ao ano no mesmo período. Já a população com idade inferior a 20 anos diminuirá na mesma proporção.
O número de mulheres idosas tende a crescer mais que o de homens. Isso preocupa a Cepal, ao constatar que já existe desigualdade de gênero nos sistemas de pensões, seja por via direta, no próprio desenho dos sistemas, ou indireta, derivada da trajetória das mulheres no mercado de trabalho, que ganham menos e têm cotizações interrompidas por causa da vida reprodutiva. Além disso, como a tarefa de cuidar de crianças e idosos costuma caber às mulheres, a Cepal sugere que os países caminhem rumo à igualdade, garantindo que elas permaneçam no mercado e satisfaçam suas aspirações.
O relatório divulgado pela Cepal recomenda prioridade para a consolidação de políticas ou sistemas integrados de cuidados nos países, a universalização do acesso aos serviços de saúde e ao desenvolvimento de políticas específicas para garantir proteção social a todos os idosos, "considerando o redesenho dos sistemas de pensão para permitir que esse grupo tenha acesso à segurança econômica".
No Brasil, atualmente, existem 58 pessoas de 60 anos ou mais para cada 100 menores de 15 anos. Em 2030, serão 104. Em 2050, 201. O país ocupa a 17ª posição no ritmo de envelhecimento entre 38 nações analisadas, ficando atrás, entre outros, de Cuba, que será o mais envelhecido da região a partir de 2040. Ainda que considere que os desafios para esses sistemas serão maiores a partir de 2020, pois aumentará a dependência dos mais velhos, como Brasil e Argentina, o estudo conclui que é necessário que os estados consolidem sistemas de pensões de cobertura universal e com forte componente de solidariedade para a igualdade.
Para tanto, o estudo recomenda que os estados busquem ampliar a cobertura; melhorar a solidariedade do componente contributivo mediante regras para os cotizantes que beneficiem os setores com pensões insuficientes transferências financiadas com rendas gerais ou mediante solidariedade contributiva; integrar os esquemas contributivos e não contributivos (em uma lógica de direitos universais); manter os incentivos à contribuição e garantir a sustentabilidade financeira, com a integração de uma perspectiva de igualdade de gênero em sua formulação. (247).

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Serra Talhada: Vereadores aprovam lei contra capacete fechado e jogam ‘abacaxi’ nas mãos do prefeito Luciano Duque


A Câmara de Serra Talhada (PE), no Sertão do Pajeú, aprovou em segundo turno o Projeto de número 041/2017, do vereador André Maio (PRB), que proíbe o uso de capacete fechado e viseira escura na área urbana da cidade. Um parecer da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final já indicava o óbvio: que a lei não teria poder legal. Mas já havia sido derrubado pela Casa.
Foram favoráveis ao projeto – além do autor – Antônio de Antenor, Vera Gama, Manoel Enfermeiro, Jaime Inácio, Zé Raimundo, Antônio Rodrigues, Agenor Melo, Paulo Melo, Ronaldo de Deja e Rosimério de Cuca. Foram contrários Dedinha Inácio, Sinezio Rodrigues, Pinheiro do São Miguel e Gilson Pereira – este último voltou a alertar para a inconstitucionalidade do projeto, mas não teve jeito. Agora, o “abacaxi” está nas mãos do prefeito Luciano Duque, que pode sancionar ou vetar o projeto. (De Anchieta Santos/para O Blog/foto: Movimento Conviva).

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...