sexta-feira, 19 de maio de 2017

GLOBO DESCOBRE SÓ AGORA QUE TEMER É CORRUPTO E PEDE SUA RENÚNCIA


 Depois de um editorial em sua edição impressa desta sexta-feira 19, em que afirma haver "incontáveis motivos" para a saída de Michel Temer, o jornal O Globo publica outro texto nesta tarde, sob o título: "A renúncia do presidente".
O texto diz que "a simples decisão" de Temer de receber o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu "de forma clandestina" "já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais". Leia a íntegra:
Editorial: A renúncia do presidente
Um presidente da República aceita receber a visita de um megaempresário alvo de cinco operações da Policia Federal que apuram o pagamento de milhões em propinas entregues a autoridades públicas, inclusive a aliados do próprio presidente. O encontro não é às claras, no Palácio do Planalto, com agenda pública. Ele se dá quase às onze horas da noite na residência do presidente, de forma clandestina. Ao sair, o empresário combina novos encontros do tipo, e se vangloria do esquema que deu certo: "Fui chegando, eles abriram. Nem perguntaram o meu nome". A simples decisão de recebê-lo já guardaria boa dose de escândalo. Mas houve mais, muito mais.
Em diálogo que revela intimidade entre os dois, o empresário quer saber como anda a relação do presidente com um ex-deputado, ex-aliado do presidente, preso há meses, acusado de se deixar corromper por milhões. Este ex-deputado, em outro inquérito, é acusado inclusive de receber propina do empresário para facilitar a vida de suas empresas no FI-FGTS da Caixa Econômica Federal. O presidente se mostra amuado, e lembra que o ex-deputado tentou fustigá-lo, ao torná-lo testemunha de defesa com perguntas que o próprio juiz vetou por acreditar que elas tinham por objetivo intimidá-lo.
Ao ouvir esse relato do presidente, o empresário procura tranquilizá-lo mostrando os préstimos que fez. Diz, abertamente, que "zerou" as "pendências" com o ex-deputado, que tinha ido "firme" contra ele na cobrança. E que ao zerar as pendências, tirou-o "da frente". Mais tarde um pouco, em outro trecho, diz que conseguiu "ficar de bem" com ele. Como o presidente reage? Com um incentivo: "Tem que manter isso, viu?"
Não é preciso grande esforço para entender o significado dessa sequência de diálogos. Afinal, que pendências, senão o pagamento de propinas ainda não pagas, pode ter o empresário com um ex-deputado preso por corrupção? Que objetivo terá tido o empresário quando afirmou que, zerando as pendências, conseguiu ficar de bem com ele, senão tranquilizar o presidente quanto ao fato de que, com aquelas providências, conseguiu mantê-lo quieto? E, por fim, que significado pode ter o incentivo do presidente ("tem que manter isso, viu"), senão uma advertência para que o empresário continue com as pendências zeradas, tirando o ex-deputado da frente e se mantendo bem com ele?
Esses diálogos falam por si e bastariam para fazer ruir a imagem de integridade moral que o presidente tem orgulho de cultivar. Mas houve mais. O empresário relata as suas agruras com a Justiça, e, abertamente, narra ao presidente alguns êxitos que suas práticas de corrupção lhe permitiram ter. Conta que tem em mãos dois juízes, que lhe facilitam a vida, e um procurador, que lhe repassa informações. Um escândalo. O que faz o presidente? Expulsa o empresário de sua casa e o denuncia as autoridades? Não. Exclama, satisfeito: "Ótimo, ótimo".
Não é tudo, porém. Em menos de 40 minutos de conversa, o empresário ainda encontra tempo para se queixar de um ex-funcionário seu, atual ministro da Fazenda. Diz, com desfaçatez, que tem enfrentado resistência no ministro da Fazenda para conseguir a troca dos mais altos funcionários do governo na área econômica: o secretário da Receita Federal, a presidente do BNDES, o presidente do Cade e o presidente da CVM. Pede, então, que seja autorizado a usar o nome do presidente quando for novamente ao ministro da Fazenda com tais pleitos. O que faz o presidente? Manda-o embora, indignado? Não, de forma alguma. O presidente autoriza: "Pode fazer".
Este jornal apoiou desde o primeiro instante o projeto reformista do presidente Michel Temer. Acreditou e acredita que, mais do que dele, o projeto é dos brasileiros, porque somente ele fará o Brasil encontrar o caminho do crescimento, fundamental para o bem estar de todos os brasileiros. As reformas são essenciais para conduzir o país para a estabilidade política, para a paz social e para o normal funcionamento de nossas instituições. Tal projeto fará o país chegar a 2018 maduro para fazer a escolha do futuro presidente do país num ambiente de normalidade política e econômica.
Mas a crença nesse projeto não pode levar ao autoengano, à cegueira, a virar as costas para a verdade. Não pode levar ao desrespeito a princípios morais e éticos. Esses diálogos expõem, com clareza cristalina, o significado do encontro clandestino do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista. Ao abrir as portas de sua casa ao empresário, o presidente abriu também as portas para a sua derrocada. E tornou verossímeis as delações da Odebrecht, divulgadas recentemente, e as de Joesley, que vieram agora a público.
Nenhum cidadão, cônscio das obrigações da cidadania, pode deixar de reconhecer que o presidente perdeu as condições morais, éticas, políticas e administrativas para continuar governando o Brasil. Há os que pensam que o fim desse governo provocará, mais uma vez, o atraso da tão esperada estabilidade, do tão almejado crescimento econômico, da tão sonhada paz social. Mas é justamente o contrário. A realidade não é aquilo que sonhamos, mas aquilo que vivemos. Fingir que o escândalo não passa de uma inocente conversa entre amigos, iludir-se achando que é melhor tapar o nariz e ver as reformas logo aprovadas, tomar o caminho hipócrita de que nada tão fora da rotina aconteceu não é uma opção. Fazer isso, além de contribuir para a perpetuação de práticas que têm sido a desgraça do nosso país, não apressará o projeto de reformas de que o Brasil necessita desesperadamente. Será, isso sim, a razão para que ele seja mais uma vez postergado. Só um governo com condições morais e éticas pode levá-lo adiante. Quanto mais rapidamente esse novo governo estiver instalado, de acordo com o que determina a Constituição, tanto melhor.
A renúncia é uma decisão unilateral do presidente. Se desejar, não o que é melhor para si, mas para o país, esta acabará sendo a decisão que Michel Temer tomará. É o que os cidadãos de bem esperam dele. Se não o fizer, arrastará o Brasil a uma crise política ainda mais profunda que, ninguém se engane, chegará, contudo, ao mesmo resultado, seja pelo impeachment, seja por denúncia acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. O caminho pela frente não será fácil. Mas, se há um consolo, é que a Constituição cidadã de 1988 tem o roteiro para percorrê-lo. O Brasil deve se manter integralmente fiel a ela, sem inovações ou atalhos, e enfrentar a realidade sem ilusões vãs. E, passo a passo, chegar ao futuro de bem estar que toda a nação deseja. (247).

Blog do BILL NOTICIAS

BOMBA: VOTOS DO GOLPE FORAM PAGOS COM PROPINA


O empresário Joesley Batista revelou, em delação premiada à Procuradoria Geral da República, ter pago R$ 5 milhões a três deputados federais que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff em abril de 2016.
A revelação comprova desvio de finalidade no impeachment, como tem sido apontado desde o início pelo ex-ministro José Eduardo Cardozo, que defendeu Dilma no processo.
A delação da JBS aponta ainda o repasse de propina no valor de R$ 15 milhões a Michel Temer e a compra do votos de deputados também na eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara, em 2015, com R$ 30 milhões.
Em declaração ao 247 nesta quinta-feira 18, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) declarou que o áudio de Joesley com Temer revelando a compra do silêncio de Eduardo Cunha comprovava que o impeachment de Dilma também havia sido comprado.
Para o deputado, o impeachment foi comprado em três fases: no período eleitoral, quando Cunha, com Temer, comprou uma bancada com dinheiro da Odebrecht; no momento da eleição de Cunha à presidência da Câmara e no momento da votação do impeachment efetivamente.
Nesta sexta, após a denúncia efetiva sobre a compra de votos, o parlamentar cobrou um posicionamento do STF. "O Supremo tem que se posicionar sobre a anulação do impeachment", declarou.(247).

Blog do BILL NOTICIAS

JBS PAGOU PROPINAS DE R$ 15 MI A TEMER, DIZ DELATOR


Um dos delatores da JBS, Ricardo Saud, afirmou em seu depoimento que o grupo J&F, controlador da JBS, pagou cerca de R$ 15 milhões a Michel Temer. O dinheiro seria a contrapartida da companhia em troca da defesa de projetos de interesses do grupo empresarial. Temer também teve uma conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, onde avaliza o pagamento de propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Lava Jato.
Para a procuradoria Geral da República, os depoimentos indicam "solicitação de vantagem indevida por parte do atual presidente da República, bem como do deputado federal Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), no montante de 5% do lucro obtido com o afastamento do monopólio da Petrobras no fornecimento de gás a uma das empresas do grupo".(247).

Blog do BILL NOTICIAS

JANOT CONFIRMA: TEMER E AÉCIO DERAM O GOLPE PARA ESTANCAR A LAVA JATO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato.
"Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot.
Declaração bombástica consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que está relacionado ao acordo de delação de executivos da JBS.
Janot diz que a atitude dos dois configura "possível prática do crime de obstrução à Justiça". No pedido para investigar Temer e Aécio, a procuradoria afirma que o senador teria "organizado uma forma de impedir que as investigações [da Lava Jato] avançassem por meio da indicação de delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições."(247).

Blog do BILL NOTICIAS

TEMER E GILMAR FORAM GRAMPEADOS PELA PF


A Polícia Federal interceptou conversas de Michel Temer e do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, segundo relatório da Operação Patmos, deflagrada nesta quinta-feira 18 e que teve como um dos alvos o senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Numa conversa ocorrida entre Aécio e Gilmar Mendes em abril, o senador tucano "pediu ao ministro [Mendes] para que telefonasse para o senador Flexa Ribeiro. Neste diálogo, o senador investigado [Aécio] pede que o magistrado converse com Flexa Ribeiro para que este siga a orientação de voto proposta por Aécio", aponta reportagem da Folha.
Segundo o relatório da PF, os dois se referiam ao projeto sobre abuso de autoridade, em tramitação no Congresso Nacional e relatoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR).
Há também uma conversa entre Temer e o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS, em uma mala, para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso. No diálogo, Temer fala sobre uma expectativa que o deputado tinha a respeito de novas regras para o setor de portos.
Aécio e Loures eram quem tinham seus telefones interceptados pela PF. (247).

Blog do BILL NOTICIAS

MOLON: LEI ELEITORAL JÁ PERMITE ELEIÇÕES DIRETAS


Rede Brasil Atual - Segundo o deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), após a saída do presidente Michel Temer (PMDB), seja por impeachment ou por cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caminho tem que ser a realização de eleições diretas para que o povo decida o sucessor. Para isso, nem mesmo é preciso a aprovação de proposta de emenda à Constituição (PEC), visão defendida por políticos e até juristas.
"No meu entendimento, não há necessidade nem de PEC (para convocar eleições diretas). A lei eleitoral prevê e deveria ser aplicada", declara o deputado. (Confira a partir dos 5 minutos e 57 segundos da entrevista abaixo)
Alterada em 2015, a legislação eleitoral prevê a realização de eleição indireta apenas no caso de vacância nos últimos seis meses de mandato. Ainda que a Constituição admita a realização de eleições diretas apenas com a vacância da presidência ocorrendo nos dois primeiros anos do mandato, o deputado acredita que a legislação eleitoral pode e deve ser aplicada neste caso.
Fim da linha
Em entrevista à Rádio Brasil Atual na manhã desta sexta-feira (19), Molon afirmou que Temer não tem "nenhuma condição política de conduzir o país", após a divulgação do conteúdo da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS, em que relata ajuda financeira ao deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, ainda, que teria conseguido conter a ação de procuradores que o investigavam, em ambas as situações contando com a concordância do presidente.
"Do ponto de vista jurídico e político, as gravações são gravíssimas. Não há nenhuma razão para imaginar que são leves. Ele (Temer) é um profissional do crime. Correndo o risco de ser gravado, não vai falar de um jeito em que ele diga com todas as palavras. Mas o diálogo é claríssimo, em que ele estimula que o empresário continue pagando propina para um criminoso preso", detalha Molon.
Para o deputado, as denúncias contra Temer podem acelerar o processo de cassação no TSE, que pode ser concluído em três dias, segundo Molon, a partir do início do julgamento, marcado para 6 de junho. Já a tramitação de um processo de impeachment seria mais lenta, segundo o deputado, que prevê resistência da base de Temer. "Seja qual for o caminho, a linha de chegada tem que ser a eleição direta." (247).


Blog do BILL NOTICIAS

DELAÇÃO PROVA QUE CUNHA COMPROU ELEIÇÃO NA CÂMARA

Resultado de imagem para DELAÇÃO PROVA QUE CUNHA COMPROU ELEIÇÃO NA CÂMARA

As revelações do empresário Joesley Batista, dono da JBS, comprovam que Eduardo Cunha (PMDB), que recebia dinheiro para ficar calado na prisão, utilizou dinheiro de propina para comprar deputados na sua eleição para presidente da Câmara em 2015. 
Segundo Joesley, Cunha "saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora".  O novo delator da Lava Jato afirmou ao Ministério Público que os R$ 30 milhões foram repassados ao ex-presidente da Câmara da seguinte forma: R$ 5,6 milhões em doação oficial, R$ 12 milhões em dinheiro vivo e R$ 10,9 milhões por meio de pagamentos com notas frias. 
"R$ 30 milhões. Foi trinta. Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava", explicou o delator. "Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando deputado, saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões", complementou.
Graças ao dinheiro de propina, Eduardo Cunha venceu a eleição interna da Câmara no primeiro turno, derrotando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que tinha o apoio dos articuladores políticos do governo Dilma Rousseff. Na ocasião, Cunha obteve 267 dos 513 votos da Casa, e Chinaglia, 136. (247).

Blog do BILL NOTICIAS

Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...