sábado, 29 de abril de 2017

MÍDIA GLOBAL DESTACA GREVE QUE JORNAIS BRASILEIROS ESCONDERAM E ATACARAM



Ao noticiar a greve geral da última sexta-feira, que mobilizou pelo menos 35 milhões de brasileiros, a imprensa internacional mostrou aquilo que a mídia oligárquica brasileira tentou a todo custo esconder: a insatisfação enorme contra as reformas de Michel Temer e o momento histórico representado pela greve geral. 
Na França, o Le Monde classificou a paralisação como "histórica" e publicou um dossiê e filme batizado de "Au Brésil, le grand bond en arrière, que significa: "Brasil: O grande Salto para Trás".
A BBC, rede britânica de informação, destacou que esta foi a "primeira greve geral duas décadas".
Enquanto isso, comprometida com o governo que ajudou a colocar no poder, a grande mídia brasileira tentou resumir os movimentos a uma baderna sindical, escondendo a real dimensão da insatisfação com as reformas e com o atual inquilino do Planalto, aprovado por apenas 4% dos brasileiros. 
O contraste é visível:
Folha de São Paulo: "Greve atinge transportes e escolas em dia de confronto" (247).


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DCM: TEMER PAGA JABÁ A RATINHO, ENQUANTO AS RUAS PEGAM FOGO


Por Kiko Nogueira, diretor-adjunto do DCM
Faz sentido o ministro da Justiça Osmar Serraglio, indicação de Eduardo Cunha, se fazer de desentendido diante da greve geral.
Para Serraglio, que chamou líder de esquema descoberto na operação Carne Fraca de “grande chefe”, as manifestações foram “pífias” e não tiram “a expressão que se imaginava ter”.
(...)
O cinismo de Serraglio e a covardia de Temer, que detonaram a paralisação, não surpreendem. É desespero.
O Brasil de 2017 é chefiado por uma escumalha que paga jabá no programa do Ratinho enquanto as ruas pegam fogo.
Leia a íntegra no DCM. (247).


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LULA DIZ QUE GOLPISTAS “NÃO ESTÃO FAZENDO REFORMA, ESTÃO DEMOLINDO O PAÍS”

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Rio Grande do Sul 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as investigações da Operação Lava Jato contra ele não são opor corrupção, mas pelo "seu jeito de governar". Lula, que neste sábado (29) participou de um ato em Rio Grande (RS) em defesa da indústria naval, disse que "a história irá me absolver".
Lula disse, ainda, que o eu depoimento ao juiz federal Sério Moro, marcado para o próximo dia 10, será a "a primeira chance" que terá para "falar sobre o que estão fazendo comigo". Lula criticou a ação da Polícia Federal quando ele foi levado para depor coercitivamente no ano passado. Segundo ele, "a PF até levantou meu colchão atrás de dinheiro". Lula disse, ainda, "estar pedindo a Deus para depor".
Lula também criticou as reformas previdenciária e trabalhista que, segundo ele, "estão demolindo o país". "Os que deram um golpe na Dilma dizendo e iam melhorar o país, só pioram o país. Eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas. Eles querem que os trabalhadores tenham as mesmas condições de trabalho do início do século passado, querem jogar nas costas do povo o rombo da Previdência.
Eles não estão fazendo uma reforma, estão demolindo o país", afirmou. (247).

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JUSTIÇA PROÍBE CUT DE REALIZAR ATO DO DIA DO TRABALHO NA PAULISTA


Paulo Pinto/ Agência PT
São Paulo 247 - O juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo Emanuel Brandão Filho decidiu em caráter liminar proibir a manifestação que seria realizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em comemoração ao Dia do Trabalho, no dia 1 de maio, na avenida paulista. O magistrado estabeleceu, ainda, o pagamento de uma multa no valor de R$ 10 milhões em caso de descumprimento da decisão judicial.
A decisão é resultado de uma ação movida pela Prefeitura de São Paulo. O prefeito João Doria (PSDB) já havia dito que não cederia espaço para que a CUT realizasse o ato programado.
O juiz justificou sua decisão afirmando que a CUT "tradicionalmente promove no Anhangabaú" o evento em alusão ao Dia do Trabalhador, mas que neste ano "resolveu apoderar-se de espaço reservado ao lazer do paulistano".
"Não se está a cercear o direito constitucional de reunião pacífica, mas de zelar pelo cumprimento das normas municipais quando se trata de realização de eventos comemorativos de grande magnitude", pontuou o magistrado. "Não se verificam condições legais para que o evento seja realizado pela CUT na avenida Paulista", completou. (247).


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PATRICIA PILLAR DIZ QUE AGRESSÃO A ESTUDANTE EM GOIÁS É “INACEITÁVEL”


A atriz Patricia Pillar escreveu em seu Twitter que a agressão de um policial militar ao estudante Matheus Ferreira da Silva, durante protesto em Goiânia, é "inaceitável".
Mateus participava de protesto, junto com outros jovens, no Centro da Capital, quando um policial o atingiu com um cassetete na cabeça. 
Cirurgia
O estudante Mateus Ferreira da Silva, agredido por um policial militar durante manifestação na última sexta-feira (28), passa desde as 15 horas deste sábado (29) por procedimento cirúrgico para reparar os ossos frontais.
“Por ter se mantido estável, as equipes de Neurocirurgia e Bucomaxilofacial optaram por realizar cirurgia de reparação dos ossos frontais. O procedimento foi iniciado por volta das 15 horas e não há previsão de término”, informa o boletim médico disponibilizado pelo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde Matheus segue internado. (247).

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LULA: PARA ME TIRAR DE 2018, TERÃO QUE RASGAR A CONSTITUIÇÃO

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Rio Grande do Sul 247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista nesta sexta-feira, 28, para a Rádio Guaíba de Porto Alegre. Lula, que detém a liderança da preferência do eleitor brasileiro em todas as pesquisas, voltou a dizer que irá disputar a presidência da REpública em 2018.
"Na medida em que eu percebo que meus adversários estão tentando me prejudicar, que eu percebo que sou alvo de um massacre irresponsável por parte de parcela pequena do Ministério Público, que faz parte da Lava Jato, ou de denúncias irresponsáveis . Na medida em que percebo que isso tem interesses políticos de evitar que eu possa ser candidato em 2018, se eu tinha alguma dúvida, hoje eu posso dizer: eu quero ser candidato", disse Lula.
"Se eles quiserem evitar que eu seja candidato, eles terão mais uma vez que rasgar a Constituição brasileira, para cometer mais um crime contra a democracia neste País", afirmou.
Como fez em entrevista à Rede Brasil Atual, Lula comemorou a alta adesão da greve geral que paralisa o País contra as reformas trabalhista e da Previdência. "Eles aprovaram uma terceirização que vai fazer com que os trabalhadores fiquem mais fragilizados na relação com seus empregadores. Isso é motivo suficiente para que o povo brasileiro se rebele, se manifeste, faça sua greve e fale para o governo que não vai aceitar esta situação", disse Lula. "É uma greve histórica. Há muito tempo que não víamos um movimento tao preciso quanto esse. E é importante dizer que é uma greve causada pela irresponsabilidade e pela insensibilidade do governo", disse Lula.
Lula informou que estará neste sábado, 29, no Rio Grande do Sul, para participar de um ato em defesa da indústria naval e do conteúdo local para obras e aquisições da Petrobras. "Não é possível o Brasil não ter uma indústria naval poderosa como nós estávamos construindo", afirmou. (247).

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GLOBO FAZ JORNALISMO RUIM E CULPA GREVE GERAL


Passei a tarde de 28 de abril hoje ouvindo – na TV – depoimentos de cidadãos comuns a repórteres da Globo que ficaram sem transporte em função da greve geral. O tom da cobertura era previsível: pobres cidadãos indefesos que tiveram seu dia arruinado pela paralização de trabalhadores, a maior de nossa história.
Parece que a culpa pelos transtornos enfrentados pelas pessoas nas rodoviárias e nas estações de trem e do metrô deve ser atribuída ao movimento sindical. Bobagem.
Com um mês de antecedência, as centrais sindicais informaram ao país inteiro que os trabalhadores iriam cruzar os braços no 28 de março. Incluía-se aí, evidentemente, a paralização dos transportes, ação tradicional em toda paralisação desse porte – na Grécia, na França, ou no Brasil.
 Como se não fosse suficiente, nos cinco dias que antecederam a greve geral, uma centena de bispos da Igreja católica publicaram vídeos, na internet, convocando a população a cruzar os braços no dia 28.
 O próprio governo federal preparou-se, reforçando o aparato policial. O mesmo fizeram as PMs, na maioria dos estados. Anunciaram esquemas de policiamento, avenidas e regiões liberadas e assim por diante.

O que fez a Globo? Embora bastasse ler os jornais e dar um simples telefonema as partes envolvidas para qualquer estagiário de jornalismo inteirar-se do que acontecia, preferiu fingir que a greve não existia. Retirou o assunto de sua pauta, quando, em nome do interesse público, poderia ter antecipado a situação e alertado  os espectadores. Num clássico exercício  jornalismo de serviço, poderia sugerir providências para enfrentar aquela emergência. Não precisava apoiar nem divulgar a paralização. Tinha mesmo o direito de fazer críticas – ainda que estas seriam mais aceitáveis se o Brasil não tivesse uma mídia dominada pelo pensamento único.
Em qualquer caso, bastava não esconder de seu  público que – era previsível – o protesto teria grande adesão e era prudente tomar as providências cabíveis. Algo que qualquer emissora de Tv, em qualquer país do mundo, aprendeu a fazer décadas atrás. Pauta banal do tele-jornalismo norte-americano quando um furacão se anuncia.
No caso brasileiro, há uma questão de fundo aí. Reconhecer os direitos dos trabalhadores implica, numa sociedade como a nossa, em aceitar os direitos de uma classe diferente da camada dominante. Implica em admitir que essas pessoas podem valer-se dos poucos instrumentos de pressão de que dispõem -- como cruzar os braços -- para serem  ouvidas. Vamos combinar: empenhado em aprovar um pacote que reduz os direitos dos assalariados a um caso de polícia -- como na República Velha -- o governo Temer finge dialogar, finge ouvir e finge negociar. No fim das contas, entrega um pacote pronto, igualzinho ao que recebeu de seus patrões. Nessa situação, não há muito que os que os trabalhadores possam fazer no plano da gentileza e do diálogo. Podem abaixar a cabeça ou ir à luta. Foi o que fizeram ontem.
Possivelmente embriagada por um poder de manipulação social que possuía em tempos que felizmente não existem mais, a Globo imaginou que seria possível impedir um fato – a greve – pelo boicote da notícia. Recusou-se a reconhecer os direitos do outro. Reduziu a classe operária a uma não-pessoa, típico exercício de totalitarismo político. 
O vexame -- cuja origem profunda se encontra no desprezo histórico pela capacidade de luta dos trabalhadores – se comprovou ao longo do dia. 
Desprevenidos como cidadãos que não são alertados para sair de casa com capa e guarda-chuva em dia de tempestade, a Globo encontrou  pessoas que chegaram desavisadas às estações de trem e metrô. Ofereceu microfones e câmaras sempre abertas  para ouvir seus depoimentos, sendo colocados na posição de vítimas de grevistas. Com isso, ajudavam a Globo a cumprir a função política de desgastar as lideranças dos trabalhadores, evitando reconhecer que elas indiscutivelmente expressam um ponto de vista partilhado por uma maioria imensa dos brasileiros. 
Ainda que uma greve geral como a de ontem seja um evento particularmente grave na conjuntura de um governo enfraquecido como Temer, é preciso reconhecer que paralizações desse porte são eventos corriqueiros sob regimes democráticos. Ao demonstrar que não aprendeu a conviver com elas, a Globo confirma que pouco aprendeu com a história do país e com seus próprios erros.
Há 37 anos, a emissora boicotava a campanha pelas diretas-já, a maior mobilização popular da historia republicana.  Chegou dizer que um comício contra a ditadura, na Praça da Sé, havia sido uma festa pelo aniversário de São Paulo. Agora, culpa a luta de trabalhadores, apoiada por várias forças legítimas da sociedade, inclusive bispos da Igreja católica, pelos efeitos previsíveis de uma opção politicamente errada de seu jornalismo. Se tivesse mesmo preocupada com eventuais dores de cabeça que uma greve geral poderia causar aos brasileiros, o mínimo que poderia ter feito era orientá-los a se preparar para ela em vez de fazer o possível para esconder uma gigantesca mobilização em curso.
O saldo dessa opção política de cobertura é óbvio. Alimenta a retórica artificial de que a greve geral teve pouca adesão -- hipótese que todos os dados disponíveis desmentem -- e ajuda Temer em seu esforço para levar a proposta de reforma da previdência adiante, em vez de assumir a única atitude legítima depois de uma paralisação deste porte, que é retirar a proposta de circulação. (247).

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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...