quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Enem: cartilha de redação é divulgada; confira

 
                            Agência Brasil

INEP/DIVULGAÇÃO

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou, nesta quarta-feira (2), em seu portal na internet, o documento A Redação do Enem 2024 – Cartilha do Participante. O material procura esclarecer dúvidas sobre critérios que fazem um texto ser bem qualificado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Além das informações sobre a matriz de referência da prova, há exemplos comentados de redações que receberam pontuação máxima (1.000 pontos) no Enem 2023.

No dia 3 de novembro, primeiro dia do exame, os participantes deverão escrever um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas. Será proposta uma situação-problema, que servirá de base para o desenvolvimento da redação.

Entre as competências exigidas no Enem, estão o domínio da escrita formal da língua portuguesa; a organização das informações, dos fatos e dos argumentos para defender um ponto de vista; o conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a argumentação e a proposta de intervenção para o problema abordado.

Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências. Serão dois avaliadores para cada texto. A nota final do participante será a média aritmética entre as duas pontuações atribuídas pelos avaliadores.

Alguns critérios podem fazer com que a nota seja zero: fuga ao tema, texto com até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.

Instituições de ensino públicas e privadas usam o Enem para selecionar os estudantes. As notas da prova também servem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados individuais também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.


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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

“São pessoas explodindo”, diz brasileira à espera de resgate no Líbano

 

Dona de casa vive hoje em um abrigo de Beirute com marido e filhos

Pessoas caminham sobre os escombros no local do ataque aéreo israelense que matou o líder do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, nos subúrbios ao sul de Beirute, Líbano, 29 de setembro de 2024 (Foto: Reuters)


 A brasileira e dona de casa Lindaura Lianes Hijazi, de 51 anos, está vivendo em um abrigo lotado na capital do Líbano, em Beirute, com o marido e dois filhos pequenos. Ela deixou a própria casa depois que o bairro em que vive, ao sul da cidade, foi devastado pelos bombardeiros de Israel. A família de Lindaura aguarda o avião enviado pelo governo brasileiro para poder deixar o país. A informação é da Agência Brasil

“Esses mísseis derrubaram mais de sete edifícios pertinhos da minha casa. O lugar em que eu morava está todo devastado. Uma bomba dessas explode um edifício inteiro. Na última vez em que estava em casa, eles jogaram mais de dez bombas. e sem avisar ninguém. Treme tudo igual terremoto. Eu achei que ia morrer na hora”, relatou, em entrevista à Agência Brasil, a brasileira natural de Assis Chateaubriand, no interior do Paraná.

Lindaura vive no Líbano desde 1991 e presenciou outras duas guerras. Ao todo, ela têm seis filhos, sendo dois menores de idade. A dona de casa relatou o horror que foi o ataque de Israel por meio dos pagers, quando centenas de rádios portáteis de comunicação explodiram em diversos pontos do Líbano visando lideranças do Hezbollah. Ao todo, morreram ao menos doze pessoas e 3 mil ficaram feridas. 

“Você andava na rua e via as pessoas explodindo para todo lado. Era no shopping, era em todos os lugares. Perto da minha casa explodiram dois. Os rins do cara caíram no chão. Estourou um apartamento inteiro só por um aparelho desses”, relatou a brasileira.

Lindaura decidiu abandonar a residência depois do quinto bombardeio em seu bairro e que toda essa região da cidade hoje está vazia. Ele lamentou ainda que o banco dela não permite realizar saques maiores que US$ 300 dólares por mês e que, por isso, não consegue comprar passagens aéreas para deixar o Líbano.  

“Agora a gente está esperando, se Deus quiser, o presidente Lula para a gente pegar o avião para nos resgatar. Se não fossem meus dois filhos pequenos, eu ficava aqui”, destacou a brasileira.

Lindaura falou também sobre a pressão psicológica que ela, os filhos e a família têm sofrido. “Minhas crianças são fortes igual eu, mas elas gritam e se desesperam quando caem as bombas. Minha cunhada, que é libanesa, fica desesperada ao ouvir os sons das bombas. Ela começa a bater na própria cabeça e a ficar branca. Ela não consegue ficar em pé”, disse.

Entenda

Desde o último dia 23 de setembro, Israel tem realizado bombardeios massivos contra cidades libaneses. Estima-se que, em pouco mais de uma semana, mais de 1 mil pessoas morreram e 1 milhão precisaram abandonar suas casas, segundo agências das Nações Unidas (ONU).

Israel alega que os ataques contra o Líbano visam destruir a infraestrutura e as lideranças do Hezbollah, grupo político e militar que tem realizado ataques contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos na Faixa de Gaza. O grupo promete manter os ataques enquanto continuar a ocupação de Gaza pelas forças israelenses. 

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (02/10) com destino a Beirute. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), cerca de 3 mil brasileiros desejam deixar o Líbano.

Este é o número de pessoas que procuraram a Embaixada do Brasil em Beirute com pedido de repatriação. A maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio atualmente está justamente no Líbano. Ao todo, 21 mil brasileiros vivem no país. - 247.


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Queimadas aumentam em São Paulo e atingem 10 municípios

 Defesa Civil mantém ativo o alerta de Risco Elevado para incêndios

                               Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os incêndios em áreas de mata no estado de São Paulo aumentaram nesta quarta-feira (2). De acordo com a Defesa Civil, dez municípios paulistas estão com focos de incêndio ativos na área rural. Nesta terça-feira (1º), os municípios atingidos eram três.

Estão enfrentando incêndios os municípios de Pirapora do Bom Jesus, na região de Osasco; São Luiz do Paraitinga e São José dos Campos, no Vale do Paraíba; Luiz Antônio, na região de Ribeirão Preto; Guararapes, próximo a Araçatuba; Bebedouro, na região de Barretos; Nazaré Paulista, Piracaia e Serra Negra, na região de Campinas; e Salmourão, na região de Presidente Prudente. 

Segundo o governo do estado, além das equipes em terra, os focos de fogo estão sendo combatidos com a utilização de sete aeronaves, cinco aviões e dois helicópteros.

A Defesa Civil mantém ativo o alerta de Risco Elevado para incêndios florestais nas regiões de Campinas, São Paulo e Itapetinga. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo devido a baixa umidade para a região norte do estado, na região de Ribeirão Preto, Franca e São José do Rio Preto. 

A propagação de uma fraca frente fria ao largo do litoral paulista deverá mudar o tempo nesta quinta-feira (3) na faixa leste do estado. O dia terá muitas nuvens e condições para chuva fraca de baixo volume acumulado na região.

Na sexta-feira (4), o sistema frontal se afasta para o litoral fluminense. No entanto, os ventos que sopram do mar ainda favorecerão o ingresso de umidade e a formação de muita nebulosidade na faixa leste paulista. 


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Piloto de avião que transportava Lula declarou urgência logo após a decolagem

 

A aeronave teria enfrentado problemas técnicos em um dos motores após colidir com um pássaro

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)


Um dos pilotos da aeronave que transportava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou situação de urgência logo após a decolagem no aeroporto da Cidade do México, na terça-feira (1), por volta das 17h20 no horário de Brasília, conforme noticiado pela Folha de S. Paulo. Lula estava no país para participar da posse da nova presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

Em gravação de áudio, é possível escutar que o piloto utilizou o código “Pan-pan”, que indica uma situação de urgência, embora menos grave do que o "Mayday", conforme o vocabulário padronizado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). Ao usar esse termo, a aeronave passa a ser tratada como prioridade pela torre de controle.

Segundo informações divulgadas pelo jornal, a aeronave enfrentou um problema técnico em um dos motores após colidir com um pássaro. A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que a questão foi resolvida e que não houve risco para o voo. Entretanto, o avião precisou sobrevoar a capital mexicana por aproximadamente cinco horas para queimar combustível antes de pousar em segurança.

O pouso ocorreu sem incidentes às 22h16, no horário de Brasília. O presidente Lula, a primeira-dama, ministros e outros membros da comitiva retornaram ao Brasil em uma aeronave reserva, chegando no Distrito Federal nesta quarta-feira (2). - 247.


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terça-feira, 24 de setembro de 2024

Intensos combates ocorrem no Líbano entre exército israelense e Hezbollah após ataques de Israel que mataram centenas de pessoas

 

A segunda-feira (23) foi o dia mais mortal no Lìbano em décadas

Fumaça sobe sobre o sul do Líbano após ataques israelenses (Foto: Reuters/Aziz Taher)


O exército israelense disse nesta terça-feira que atingiu dezenas de alvos do Hezbollah no sul do Líbano durante a noite, um dia após lançar uma onda de ataques aéreos contra instalações do movimento de Resistência no dia mais mortal do Líbano em décadas.

O Hezbollah disse na manhã desta terça-feira (24) que atacou vários alvos militares israelenses, incluindo uma fábrica de explosivos a 60 km (37 milhas) dentro de Israel, com a série de foguetes Fadi.

O movimento disse que atacou a fábrica de explosivos por volta das 4h (01h00 GMT) e o campo de aviação de Megido três vezes durante a noite.

Após quase um ano de guerra contra os palestinos em Gaza , na fronteira sul, Israel está mudando seu foco para a fronteira norte, visando o Hezbollah. O exército israelense disse que atingiu uma célula militante do Hezbollah e sua artilharia e tanques atingiram outros alvos do Hezbollah no sul. A polícia no norte de Israel disse que fragmentos de mísseis interceptadores foram encontrados em várias áreas. 

Autoridades libanesas disseram que os ataques aéreos israelenses no Líbano na segunda-feira mataram quase 500 pessoas e fizeram com que dezenas de milhares fugissem em busca de segurança.

Após algumas das mais intensas trocas de tiros entre fronteiras desde que as hostilidades começaram em outubro, quando a guerra em Gaza começou, Israel alertou a população do Líbano para evacuar as áreas onde, segundo ele, o Hezbollah  estava armazenando armas.

Famílias do sul do Líbano carregaram carros, vans e caminhões com pertences e pessoas jovens e velhas. As rodovias do norte ficaram congestionadas.

O ministro libanês que coordena a resposta à crise, Nasser Yassin, disse à Reuters que 89 abrigos temporários em escolas e outras instalações foram montados, com capacidade para mais de 26.000 pessoas, enquanto civis fugiam do que ele chamou de "atrocidades israelenses".

O exército israelense disse que atacou o Hezbollah no sul, leste e norte do Líbano, incluindo lançadores de foguetes, postos de comando e infraestrutura de combate. A Força Aérea Israelense atacou cerca de 1.600 alvos do Hezbollah no sul do Líbano e no Vale do Bekaa, disse.

O Ministério da Saúde do Líbano disse que pelo menos 492 pessoas foram mortas, incluindo 35 crianças, e 1.645 ficaram feridas. Uma autoridade libanesa disse que esse foi o maior número diário de mortes por violência no Líbano desde a guerra civil de 1975-1990. - Reuters.


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Presidente do Irã alerta sobre consequências "irreversíveis" de uma guerra regional mais ampla

 

"Queremos viver em paz, não queremos guerra, é Israel que busca criar esse conflito total”, diz presidente persa

Masoud Pezeshkian (Foto: Reuters)


Israel quer arrastar o Oriente Médio para uma guerra total, provocando o Irã a se juntar ao conflito de quase um ano entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, disse o presidente iraniano na segunda-feira (23), alertando sobre suas consequências "irreversíveis".

Masoud Pezeshkian, falando a um grupo de jornalistas após sua chegada a Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, disse: "Não queremos ser a causa da instabilidade no Oriente Médio, pois suas consequências seriam irreversíveis"

"Queremos viver em paz, não queremos guerra", ele acrescentou. "É Israel que busca criar esse conflito total."

Pezeshkian acusou a comunidade internacional de silêncio diante do que ele chamou de "genocídio de Israel" em Gaza.

O apelo de Pezeshkian para resolver o conflito no Oriente Médio por meio do diálogo ocorreu depois que Israel desencadeou uma intensa onda de ataques aéreos contra o Hezbollah na segunda-feira, tornando-se o dia mais mortal no Líbano em quase um ano de conflito entre Israel e o grupo apoiado por Teerã.

"Defenderemos qualquer grupo que esteja defendendo seus direitos e a si mesmo", disse Pezeshkian, quando perguntado se o Irã entrará no conflito entre Israel e o Hezbollah. Ele não deu mais detalhes.

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, também em Nova York, descreveu a situação como quase uma guerra total. Ele pediu aos líderes mundiais que fizessem tudo o que pudessem para pará-la, acrescentando: "Aqui em Nova York é o momento de fazer isso."

Dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas de cidades e vilas em ambos os lados da fronteira por trocas de tiros quase diárias entre as forças israelenses e o Hezbollah. 

O Hezbollah diz que quer evitar um conflito total, e que apenas o fim da guerra em Gaza interromperá a luta. Os esforços de cessar-fogo em Gaza estão em um impasse após meses de negociações vacilantes mediadas pelo Catar, Egito e Estados Unidos.

A política regional do Irã é definida pela Guarda Revolucionária de elite, que responde apenas ao Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei, a maior autoridade do país.

Pezeshkian tem afirmado repetidamente a posição anti-Israel do Irã e seu apoio aos movimentos de resistência na região desde que assumiu o cargo no mês passado.

Questionado se o Irã retaliaria pelo assassinato do líder do grupo militante palestino Hamas, Ismail Haniyeh, em seu território no final de julho, Pezeshkian disse: "Responderemos no momento e local apropriados, de maneira apropriada".

O assassinato de Haniyeh, que tanto Teerã quanto o Hamas atribuíram a Israel, despertou temores de conflito direto entre Teerã e seu arqui-inimigo Israel em uma região abalada pela guerra de Israel em Gaza e pelo agravamento do conflito no Líbano. - Reuters.


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DECLARAÇÃO - Em Nova York, Lula ataca Elon Musk durante evento

 

Presidente defendeu regulação universal das plataformas digitais em encontro com outros chefes de Estado


                      Por Agência O Globo
Lula acusa Elon Musk de não respeitar as constituições dos países - Foto: Spencer Platt / Getty Images North America / Getty Images via AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta terça-feira (24), durante evento em Nova York, o bilionário Elon Musk, dono do X, rede social que foi tirada do ar no Brasil por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao defender a regulação universal das plataformas digitais durante um encontro com outros chefes de Estado, Lula acusou Musk de não respeitar as constituições dos países.

— De repente você tem um cidadão que se transformou no mais rico do mundo que ousa desafiar as constituições dos países que não concordam com ele. Aonde nós vamos parar? Aonde a democracia vai se sustentar?

A declaração foi dada durante o evento “Em defesa da democracia: lutando contra extremismos”, realizado paralelamente à Assembleia Geral da ONU.

O X está com o funcionamento suspenso no Brasil desde o fim de agosto, por determinação de Moraes, que depois foi confirmada pela Primeira Turma do STF. A suspensão ocorreu devido ao descumprimento de ordens legais, como o bloqueio de perfis, e a falta de um representante legal no país.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...