sábado, 22 de outubro de 2022

Pesquisas internas animam campanha de Lula e confirmam vantagem de seis pontos

Reta final será concentrada na Região Sudeste, que será decisiva até o dia 30

 Ex-presidente Lula durante evento de campanha em São Gonçalo (RJ) 20/10/2022 (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

Depois de dias de preocupação com uma aproximação do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas, a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou ânimo com base em dados de levantamentos internos e decidiu focar a reta final da disputa pelo Palácio do Planalto nos Estados do Sudeste, de acordo com fontes ouvidas pelas Reuters.

Segundo as fontes, trackings internos da campanha nos últimos dois dias apontam para uma diferença de 6 pontos percentuais entre Lula e Bolsonaro, maior do que a última pesquisa Datafolha, que registrou apenas 4 pontos, o que configura empate técnico no limite da margem de erro.

Os mesmos trackings apontam ainda que Lula tem uma vantagem de 4 a 5 pontos em Minas Gerais, ao contrário do que diz Bolsonaro, que afirma ter virado o placar em Minas depois da vitória de Lula no Estado no primeiro turno.

No Nordeste, segunda região mais populosa do país, Lula manteria a larga vantagem que obteve no primeiro turno, mesmo depois de investidas bolsonaristas.

Os números internos normalmente não são usados externamente pelo PT, mas vazaram até como estratégia do partido para acalmar o clima de apreensão que havia começado a se instaurar entre a militância após as últimas pesquisas.

Decisões positivas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra notícias falsas que atingiram a campanha e dando direito de resposta a Lula em inserções que pertenciam a Bolsonaro, além da boa repercussão de algumas ações da campanha, deram também um ânimo extra à militância. No caso das inserções, a decisão foi suspensa, mas pode voltar depois da análise pelo plenário do TSE no sábado.

Nessa reta final, a nove dias da eleição, a intenção é fortalecer e reorganizar a militâncias nas redes e também nas ruas. No domingo, o ex-presidente tem um segundo encontro com influenciadores digitais sobre produção de conteúdos para esses últimos dias.

Uma campanha televisiva de ataques a Bolsonaro, incluindo o caso das meninas venezuelanas --em que o presidente usou a expressão "pintou um clima" ao comentar encontro com jovens de 14 e 15 anos--, e sua defesa do ditador paraguaio Alfredo Stroessner, também acusado de pedofilia, irá continuar, mas Lula não quer ficar respondendo acusações e notícias falsas criada pela campanha rival.

"Eu tenho dito que a gente não pode entrar no jogo rasteiro do Bolsonaro. A gente não pode ficar respondendo as bobagens que ele fala. É tudo que ele quer", disse Lula durante entrevista em Juiz de Fora (MG) nesta sexta.

MINAS E SÃO PAULO

Lula vai concentrar os últimos dias em Minas Gerais e São Paulo. Nesta sexta, o ex-presidente foi a Juiz de Fora e Teófilo Otoni, e no sábado irá à zona metropolitana de Belo Horizonte. Na quarta-feira, a senadora Simone Tebet (MDB), terceira colocada no primeiro turno da disputa pelo Planalto, voltará ao Estado para fazer campanha em nome do ex-presidente.

Considerado um retrato do Brasil e segundo maior colégio eleitoral do país, Minas guarda o histórico de, desde a redemocratização, quem venceu ali venceu também a eleição nacional. No primeiro turno, Lula ganhou, por uma margem apertada.

As duas campanhas investiram pesado no Estado nesse segundo turno, com Bolsonaro obtendo o apoio do governador reeleito, Romeu Zema (Novo). No entanto, uma boa parte dos eleitores de Zema votaram em Lula na eleição nacional.

Perguntado sobre o que faria para tentar diminuir uma diferença de votos no Sudeste de 7 pontos percentuais, apontada pelo último Datafolha, Lula respondeu nesta sexta: "É por isso que estou aqui em Juiz de Fora, amanhã vou à zona metropolitana. Vim aqui pegar essa força de vocês. Nós vamos ganhar em Minas", disse.

O ex-presidente encerrará a campanha com um ato em São Paulo na quarta-feira -- último dia em que comícios são permitidos. Antes, na segunda, terá um ato em defesa da democracia também em São Paulo, para o qual chamou nomes como Henrique Meirelles, em mais uma tentativa de mostrar que conseguiu montar uma frente ampla em apoio a sua candidatura.

Uma preocupação que permanece é a do risco de abstenção alta nesse segundo turno, e que pode afetar diretamente a votação de Lula, mais concentrada na população de baixa renda. Uma ação impetrada pela Rede e pelo PSOL conseguiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) garantisse a liberação pelas prefeituras de transporte público gratuito no dia da eleição, mas Lula tem enfatizado a necessidade da militância trabalhar para evitar que as pessoas deixem de votar, seja qual for o motivo. BRASÍLIA (Reuters). 





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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Juiz de Fora abraça Lula e reforça confiança na vitória dia 30

O ex-presidente pediu para seus eleitores conversarem com as pessoas indecisas e aqueles que não votaram no primeiro turno

Lula em Juiz de Fora (MG) - 21.10.2022 (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta sexta-feira (21) um grande ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. Milhares de pessoas enfrentaram chuva e se reuniram no cruzamento da Avenida Francisco Bernardino com a Rua Benjamin Constant para acompanhar o ex-presidente até a Praça da Estação, onde ele discursou ao lado da senadora Simone Tebet, da ex-ministra Marina Silva e da prefeita Margarida Salomão, além de lideranças locais.

Na ocasião, Lula prometeu defender o país da privatização predatória estatais como Banco do Brasil, Petrobras e Correios, além de fortalecer o ensino público e o Sistema Único de Saúde (SUS). “Queremos exportar conhecimento, inteligência, por isso não faltará dinheiro para universidade, pesquisa e laboratórios. Outra coisa, é preciso parar com a loucura de achar que colocar dinheiro na saúde é gasto. Dinheiro na saúde é investimento. Portanto, nós vamos investir dinheiro no SUS”, disse o ex-presidente, sob aplausos da multidão em Juiz de Fora.

“No 1° debate do segundo turno eu perguntei quantas universidades o Bolsonaro fez. Ele não respondeu porque não fez nenhuma. Educação também não é gasto, é investimento”, emendou.

Lula também falou que o país que o campo progressista sonha, com mais justiça social e fora do Mapa da Fome, como foi durante os governos do Partido dos Trabalhadores, será reconstruído. “Eu ficava emocionado quando via um trabalhador dizendo que comprou um filé ou picanha porque tinha dinheiro pra comprar a comida que quisesse. É esse país que vamos recuperar”, comentou.

O ex-presidente também pediu para seus eleitores conversarem com as pessoas indecisas e aqueles que não votaram no primeiro turno, para apertar 13 no dia 30 de outubro, sem cair na provocação de bolsonaristas.

“Faltam apenas 9 dias para decidirmos o destino do nosso país. Vocês ainda vão ouvir muitas mentiras e promessas falsas do nosso adversário. Vocês o conhecem. Há 4 anos não dá aumento real pro salário mínimo ou faz reajuste no dinheiro da merenda escolar”, afirmou.

Confiança na vitória 

Lula declarou ainda que receberá mais votos do que no 1º turno, e que seu governo terá igualdade de gênero, com muitas mulheres no primeiro escalão.  “Feliz a cidade que tem uma mulher e uma prefeita da tua qualidade governando. Essa mulher significa tenacidade, resistência e amor, além de ser a demonstração de que a mulher não deve nada a nenhum homem em termos de capacidade e inteligência”, completou, referindo-se à prefeita Margarida Salomão. Brasil247.


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Após fala de Guedes, Lula defende reajustar salário mínimo pela alta do PIB

"Não temos o direito de fazer sofrer aqueles que já trabalharam 40 anos, 50 anos, aquelas que ficaram viúvas e recebem uma pensão", disse Lula em Juiz de Fora

Marina Silva, Lula e Simone Tebet (Foto: RICARDO STUCKERT)

O ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feria (21) a volta da política de valorização real do salário mínimo. Durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Lula reiterou que, se eleito, fará reajustes acima da inflação de forma que o ganho real será equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, da produção total do país no ano.

"Quero dizer para vocês que nós vamos aumentar o salário mínimo. Ele será corrigido todo ano de acordo com o crescimento do PIB porque nós não temos o direito de fazer sofrer aqueles que já trabalharam 40 anos, 50 anos, aquelas que ficaram viúvas e recebem uma pensão. É preciso que a gente tenha respeito pelas pessoas que trabalham nesse país", disse Lula. 

Nova declaração de Lula em defesa do fortalecimento do salário mínimo ocorre após o ministro da economia, Paulo Guedes, ter dito que o governo estudava desvincular o reajuste do salário mínimo do índice de inflação do ano anterior. O salário mínimo é reajustado pela inflação por determinação constitucional, por isso seria necessária uma PEC para mudança de regra.

Perto de 50 milhões de pessoas têm remuneração com referência no salário mínimo. Esse contingente inclui aposentados, empregados, trabalhadores por conta própria e no serviço doméstico. Todos ameaçados pela disposição da atual equipe econômica de não reajustar os valores, em caso de reeleição.

Cálculo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), simula os efeitos da política-Guedes para o salário mínimo caso as regras tivessem sido implementadas em 2002. Em vez dos atuais R$ 1.212, o piso seria de R$ 502 – ou menos 58,6%.

Já Jair Bolsonaro gravou um vídeo para as redes sociais prometendo reajustar o salário mínimo em 2023 acima da inflação, medida que não foi tomada nos quatro anos do seu governo. “Estamos arrecadando muito. Assim sendo, a partir do ano que vem, a nossa garantia de darmos a todos os aposentados e pensionistas um reajuste acima da inflação. A mesma coisa no tocante aos servidores públicos: conceder no ano que vem o reajuste acima da inflação. E o valor do salário mínimo como fica? Também será dado um reajuste acima da inflação”, afirmou Bolsonaro.

A proposta orçamentária de 2023, assinada pelo próprio presidente, no entanto, não prevê recursos suficientes para nenhuma dessas promessas. - 247.



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TSE concede direito de resposta a Lula no Twitter de Bolsonaro

 

É a primeira vez em que o tribunal eleitoral dá espaço a um candidato para se defender em conta do adversário na rede social

TSE, Lula e Twitter de Jair Bolsonaro (Foto: ABR | Reprodução | Reuters)


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira (20), direito de resposta a ser publicado no perfil de Jair Bolsonaro (PL) no Twitter.

É a primeira vez, nas eleições deste ano, em que a corte dá espaço a um candidato para se defender de acusações em uma conta do seu adversário nas redes sociais.

Em uma mensagem publicada no Twitter, Bolsonaro acusou Lula de ter relação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Por maioria, os ministros do TSE entenderam que o petista tem direito ao mesmo espaço para rebater as acusações.

A relatora da ação na corte foi a ministra Cármen Lúcia, que votou favoravelmente a Lula. Ela foi acompanhada pelos ministros Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Sérgio Banhos, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, presidente do tribunal.

O único voto contrário à concessão do direito de resposta foi o do ministro Carlos Horbach.

As postagens de Bolsonaro foram feitas em julho. Segundo os advogados da campanha petista, o conteúdo não foi excluído mesmo após determinação do TSE para a remoção dos posts, em setembro.

“[Há] Abuso da liberdade de expressão na espúria afirmação de que haveria alguma sorte de aliança ou relacionamento entre o PT e Luiz Inácio Lula da Silva com a facção criminosa comentada”, afirmam os advogados Cristiano Zanin Martins e Eugênio Aragão. Infomoney.



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A Compesa deixará alguns bairros de Petrolina sem água neste sábado (22)

       Via:Carlos Britto                                                                               Foto: arquivo

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) dará início neste sábado (22) à primeira parte da obra que prevê a interligação de rede do Sistema de Abastecimento de Água Vitória com o Sistema Petrolina 1. A medida, conforme anunciado pela empresa, tem como objetivo otimizar a distribuição do líquido, equilibrando as pressões e melhorando o abastecimento para os bairros da zona oeste da cidade.

Por conta disso, será necessário suspender o fornecimento de água de alguns bairros, das 8h às 19h. Após a finalização das intervenções iniciais, o sistema será reativado e o abastecimento restabelecido gradativamente.

As comunidades afetadas são as seguintes: João de Deus, Cosme e Damião, Ipsep, Santo André, Portal da cidade, Park São Gonçalo I, II, III e IV, São Gonçalo, Jardim Imperial, Alto da Boa Vista, Rio Claro, Jardim Petrópolis, Cohab VI, Rio Corrente, Jardim Guararapes, Jardim Guanabara, Colinas do Rio, Gercino Coelho, Atrás da Banca, Palhinhas, Parque Massangano, Residencial Nova Petrolina, Residencial Brasil, Valle dos Coqueiros e Valle Petrolina.

Para mais informações, o cliente pode entrar em contato pelos canais de atendimento da Compesa, que são o 0800 081.0195, a página eletrônica ou o App Compesa.


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Após cobranças em debate, Marília apresenta atualização do programa de governo

 

Construídas a partir da escuta da sociedade as propostas dialogam com as diretrizes do plano de Governo


                                             Por Blog da Folha

A candidata à governadora do Estado Marília Arraes disponibilizou para consulta da população a primeira atualização do Plano de Governo da coligação PERNAMBUCO NA VEIA. Constituído em sete eixos (Desenvolvimento Social; Igualdade e Inclusão; Justiça, Cidadania e Defesa Social; Desenvolvimento Econômico e Social; Ciência, Tecnologia e Inovação; Sustentabilidade e Governança, Participação e Transparência) o documento traz os principais projetos da coligação para os próximos quatro anos. 

Marília explica que o Programa de Governo PERNAMBUCO NA VEIA foi construído a partir da escuta da sociedade, das representações dos trabalhadores, dos empresários e dos movimentos sociais. “Diferente de outras candidaturas, não encomendamos nosso plano de governo, ele foi construído ouvindo as pessoas. No começo da campanha entregamos ao TRE as diretrizes do nosso plano e a partir de então iniciamos uma ampla escuta com os mais diversos setores da nossa sociedade. O resultado foi a construção de um plano democrático e sintonizado com o projeto do presidente Lula para o Brasil”, destacou.

A candidata explica que o programa não é uma obra fechada, hermética. “Nosso programa será constantemente atualizado, até porque os problemas e as prioridades não são estáticos. As contribuições são sempre bem-vindas. Acesse o nosso site (www.mariliaarraes.com.br) e confira nossas propostas”, convidou.

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Em primeiro ato com Tebet, Lula reúne multidão em Teófilo Otoni e alfineta Zema

Ex-presidente lembra que o governador de Minas “fingiu não ter candidato” no primeiro turno, mas que agora “caiu a máscara” e ele se mostrou bolsonarista

Lula e Simone Tebet em Teófilo Otoni, MG (Foto: Ricardo Stuckert)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu uma multidão no início da tarde desta sexta-feira (21) em caminhada na cidade de Teófilo Otoni. O município do Vale do Mucuri, em Minas Gerais, é disputado pelas duas campanhas na reta final da eleição. 

Este foi o primeiro comício em que Lula participou ao lado da senadora Simone Tebet (MDB), terceira colocada na disputa à presidência.

De cima do carro, Simone discursou com bom humor, animou a militância a digitar o 13 nas urnas no dia 30 de outubro, data do segundo turno, e defendeu que eleitores mandem “o Jair embora”.

Em sua fala, Lula lembrou que desde 1970 frequenta a região: “Em 1980 eu vim nessa terra para fundar o PT”.

E alfinetou o governador Romeu Zema (Novo): “o governador, durante a campanha do primeiro turno, fingia que não tinha candidato a presidente. Agora que ele ganhou as eleições, caiu a máscara. Ele é bolsonarista e agora está assumindo”. 

O atual vice-governador Paulo Brant (PSDB) - portanto, vice de Zema - também subiu no palanque de Lula e discursou.

“Ele vai vir aqui essa semana com o Bolsonaro e precisa que vocês digam para ele que vocês já têm candidato”, continuou Lula, se referindo ao ato de Bolsonaro que deve acontecer na próxima quarta-feira (26) na cidade.

“Vocês não precisam xingar ninguém, nem falar palavrão. Só falar que vocês têm consciência política e que o número de vocês é o 13”, afirmou o ex-presidente.

A cidade é hoje governada pelo PT (Daniel Batista Sucupira, mas, na disputa ao Senado Federal, deu vantagem ao deputado estadual Cleitinho Azevedo, do PSC, que apoia Bolsonaro. 247.




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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...