quarta-feira, 29 de abril de 2020

Lula: “O povo brasileiro não é número, é gente”

Lula e Jair Bolsonaro
Lula e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Marcos Corrêa/PR)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente as declarações de Jair Bolsonaro, em reação à trágica notícia de que o Brasil, com mais de 5 mil mortos, ultrapassou o número de óbitos da China, onde começou o surto. O Brasil tem pelo menos 71 mil confirmações e 5 mil mortes provocadas pela doença. 
"Essa falta de respeito e solidariedade do Bolsonaro às vítimas do coronavírus e aos seus familiares mostra que precisamos discutir a mudança de governo", afirmou Lula, em entrevista à Super Rádio Tupi (RJ). "É grave, isso é resultado do desgoverno do Bolsonaro. Ele não cuida da pandemia, não cuida da economia e não cuida do povo", complementou.
Questionado sobre o número de mortos, Bolsonaro afirmou: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", disse ele fazendo um trocadilho com o seu nome, Jair Messias Bolsonaro, com um personagem bíblico.
De acordo com o ex-presidente, Bolsonaro "transformou os governadores em inimigos, transformou os prefeitos em inimigos, todo mundo que fala algo em contrário, vira inimigo". "Assim não é possível governar o país" lamentou.
Na entrevista o ex-presidente também criticou o novo ministro da Saúde, Nelson Teich. "Ele não entende nada de saúde. Ele trata de fundos de investimento, não trata de saúde", observou Lula.
Para o ex-presidente, é preciso que o governo implemente medidas que garantam a proteção a todos os trabalhadores. "Não é apenas uma questão econômica, financeira. É preciso cuidar do ser humano em primeiro lugar. O povo brasileiro não é número, é gente", disse. 
Lula defende que o Brasil não pode poupar esforços para salvar vidas e empregos, rodando dinheiro para girar a economia. "Temos de garantir que as pessoas possam sobreviver enquanto durar a pandemia". (247)

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Brasil bate recorde em número de óbitos e ultrapassa a China, mostra balanço

                 Por: FolhaPress
 (Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP)
Foto: Miguel SCHINCARIOL / AFP

O Brasil bateu um novo recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, e ultrapassou a China no número de mortes causadas pelo novo coronavírus. O recorde anterior do Brasil era de 23 de abril, com 407 vítimas.

O país é agora o nono país com mais vítimas no mundo.

Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, ao todo 5.017 pessoas morreram por Covid-19. A China, por sua vez registra 4.637 mortos, a maioria em Wuhan, na província de Hubei (4.512).

No Brasil, os casos confirmados também estão mais concentrados em uma região, a Sudeste.

Os primeiros casos confirmados do novo coronavírus foram registrados em Wuhan, na China, em dezembro de 2019. Já no início da pandemia o país determinou uma quarentena sem precedentes nas cidades afetadas. O isolamento, ao que tudo indica, levou a diminuição do número de novos casos confirmados por dia e culminou no relaxamento da quarentena no fim de março.

O recorde de mortes por coronavírus em 24 horas registradas na China aconteceu em 17 de fevereiro, após o país asiático adotar uma nova metodologia para confirmação de casos e vítimas.

A velocidade com que o vírus se alastra e causa mortes no Brasil é similar à observada na China. Ambos os países levaram cerca de dois meses para atingir os primeiros mil mortos após o registro do primeiro caso.

Os dados sobre mortes nos dois países desde o surgimento do vírus indicam que o Brasil ultrapassou a China devido à queda no número de novas mortes do país asiático. No intervalo de 18 dias, entre 29 de março e 16 de abril, a China registrou 42 mortes novas mortes. No mesmo período, O Brasil registrou 1.788.

Assim como na China, é possível que no Brasil haja subnotificação do número de pessoas infectadas e de mortes causadas pela Covid-19.

Em São Paulo, por exemplo, os cemitérios públicos têm recebido por dia entre 30 a 40 corpos de pessoas que morreram com suspeita de estarem contaminadas pelo novo coronavírus.

Por causa do atraso nos resultados dos testes laboratoriais que confirmariam a infecção, a maior parte desses óbitos não entrou nas estatísticas oficiais do Ministério da Saúde.

No início de abril, alguns estados e municípios brasileiros relataram uma média de 1 caso de coronavírus para cada 30 suspeitos. A falta de kits e a inexistência de uma portaria que detalhasse quais casos deveriam ser contabilizados como confirmados ou suspeitos foi apontada como sendo a possível causa para a subnotificação.

Após uma resposta inicial turbulenta, com direito a censura em redes sociais e restrição de informações, a China zerou pela primeira vez, em 18 de março, a transmissão local do Sars-CoV-2. 
Com os resultados positivos oriundos do isolamentos social, o país começou a ensaiar ainda em março o relaxamento da quarentena. No dia 28 daquele mês, o metrô voltou a funcionar junto com outros serviços de trem em Hubei.

Enquanto isso, no Brasil, os primeiros casos confirmados de transmissão sustentada eram anunciados pelas autoridades sanitárias do estado de São Paulo, onde a quarentena que estava prevista para chegar ao fim em 22 de abril foi prorrogada para 10 de maio.

No dia 22 de abril, o governador João Doria anunciou que a "reabertura econômica" do estado começaria em 11 de maio. Apenas um dia mais tarde, porém, Doria disse afirmou que poderia voltar atrás quanto a reabertura caso os índices de isolamento social não ficassem acima de 50%.

Pelo menos 24 cidades de São Paulo flexibilizaram a quarentena via decreto a revelia das determinações do governo estadual. O governador ameaçou, inclusive, entrar na Justiça contra as prefeituras. Não foi preciso.

O Ministério Público suspendeu a reabertura do comércio em pelos menos 11 cidades que chegaram a reabrir lojas ou apontar datas para retomada.

Enquanto na China, ao que se sabe, não houve interrupções ou grandes manifestações contrárias a quarentena, no Brasil, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro –que se manifestou diversas vezes contra o isolamento social– têm participado de carreatas pedindo o impeachment do governador paulista e a reabertura da cidade.

Bolsonaro tem visto sua popularidade cair devido à forma como está gerindo a pandemia no país. O presidente chegou a demitir o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por manter a orientação a favor da quarentena.

Para evitar novo desgaste e a exposição de desacordos no alto escalão do governo, o novo ministro, Nelson Teich, passou por treinamento sobre como lidar com a imprensa.

Teich não começou bem e conta com a reprovação de secretários de Saúde. Segundo eles, não houve mais diálogo com o ministério desde o dia 17 de abril, quando o novo ministro tomou posse. 
Com Mandetta, afirmam, as conversas eram diárias.

Após críticas, o ministro marcou a primeira reunião com presidentes de conselhos de secretários para esta quarta (29).

Até o momento, os EUA registram o maior impacto do coronavírus no mundo. O país atingiu nesta terça 1 milhão de casos confirmados de Covid-19, marca inédita entre os 185 países impactados pela pandemia. O patamar alarmante foi atingido 12 dias depois que o presidente Donald Trump anunciou um plano para a reabertura econômica dos estados americanos.




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Pernambuco registra 470 novos infectados e 30 mortes pela Covid-19 em 24h

Os dados foram atualizados no início da tarde desta quarta-feira (29), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE)

                Por: Portal FolhaPE
André Longo, secretário de Saúde de Pernambuco
André Longo, secretário de Saúde de PernambucoFoto: Alexandre Aroeira / Folha de Pernambuco

Pernambuco registrou mais 470 infectados pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. Com o acréscimo desses números, o Estado passa a somar 6.194 pessoas com a Covid-19, doença provocada pelo vírus. O número de mortes também aumentou em 30. Agora, Pernambuco contabiliza 538 mortes pelo novo coronavírus.

Os dados foram atualizados no início da tarde desta quarta-feira (29), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que não divulgou o número de curas clínicas, mas, até essa terça-feira (28), o total era de 943.

Dos 366 novos infectados confirmados nesta quarta, 187 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 283 são classificados como casos leves. Já do somatório total de casos em Pernambuco - 6.194 -, 4.045 são considerados graves e 2.149, leves.





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Briga por causa de máscara facial acaba em tragédia no Paraná

Morte em hipermercado
Morte em hipermercado (Foto: Reprodução)

Uma confusão provocada por um cliente que se recusou a usar máscara para entrar em um hipermercado acabou em tragédia. O tumulto causou a morte de uma funcionária de um hipermercado de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, na tarde desta terça-feira (28).
A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “um cliente do hipermercado tentava entrar no estabelecimento por volta das 15h30 sem usar o equipamento de proteção, mas foi impedido pelo segurança do local. Segundo o diretor-geral de segurança do município, Antonio dos Santos de Souza, o funcionário acabou atirando contra o cliente após ambos entrarem em luta corporal na porta do estabelecimento.”
A matéria ainda informa que “o tiro acertou o cliente na região abdominal e também o pescoço de uma funcionária de 45 anos do hipermercado, que não resistiu ao ferimento e morreu no local. O cliente foi atendido por uma ambulância do Siate e precisou ser levado de helicóptero da Polícia Militar para um hospital de Curitiba. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele. O segurança do hipermercado por preso, segundo Souza.” (247)

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Prefeitura estende serviço de desinfecção ao Centro de Convenções e bairros de Petrolina

                    Via:Carlos Britto
Foto: Ascom PMP/divulgação

Em continuidade às ações de combate ao novo coronavírus (Covid-19), a Prefeitura de Petrolina realizou ontem (28) uma desinfecção no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho, local onde foi montada pela gestão municipal, em parceria com a Caixa, a Central de Atendimento ao auxílio emergencial da União.
Além do serviço, outras medidas estão sendo tomadas, a exemplo do espaçamento mínimo de 2 metros e a higienização reforçada. O uso de máscaras é obrigatório.
A higienização também foi feita nas Avenidas Sete de Setembro e Tropeiros. O serviço vem sendo realizado, desde o mês passado, em diversos bairros e equipamentos públicos, a exemplo de Areia Branca, José e Maria, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e feiras livres.
A ação coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), juntamente com produtores rurais e casas de implementos agrícolas, conta também com auxílio dos agentes de limpeza da Secretaria Executiva de Serviços Públicos que executam o serviço. O trabalho está sendo feito com água, sabão e cloro.

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Humilhação: empresários obrigam trabalhadores a se ajoelhar em protesto contra quarentena na Paraíba

(Foto: Reprodução)

Brasil de Fato | João Pessoa (PB) - A população da Paraíba foi surpreendida por uma cena chocante na segunda-feira (27). Trabalhadoras e trabalhadores do comércio de Campina Grande ajoelhados, fazendo louvores e orações pedindo a reabertura do setor.
Por trás da ação, um protesto organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande ao Tribunal de Justiça da Paraíba que buscava a reabertura do comércio local. A entidade alega que a suspensão das atividades comerciais, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, acarretará a falência de diversos comerciantes na cidade de Campina Grande.
Após o ato vexatório, vários comerciários denunciaram anonimamente ao sindicato os constrangimentos a que foram submetidos para que a atividade fosse realizada. Em nota, o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande se posicionou dizendo que "é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes".
Ainda de acordo com a entidade, trabalhadores "foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho".
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ao Brasil de Fato que não recebeu denúncia formal sobre o fato. "Mas, diante das notícias veiculadas na imprensa local, já foi instaurado procedimento investigatório (notícia de fato) para apurar os fatos", declarou Andressa Lucena, procuradora do MPT em Campina Grande.
Nas redes sociais, houve protestos contra a atitude dos empresários e denúncias de violação dos direitos trabalhistas e humanos.
Covid-19 na PB
De acordo com o secretário da Saúde estadual, Geraldo Medeiros, estudos indicam que a Paraíba está atravessando o pico dos casos de doença e que os números elevados de casos devem continuar até o final do mês de maio. Na última semana, a ocupação dos leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) saltou de 16% para 58%. O secretário não descarta um colapso no sistema de saúde.
Há 633 casos confirmados da covid-19 e 53 mortes no estado, segundo dados desta terça-feira (28). Há uma semana, em 20 de abril, eram 263 casos. Campina Grande possui 42 casos confirmados.Trabalhadores do comércio ajoelhados em Campina Grande nesta segunda (27) / Reprodução
Veja a nota do Sindicato dos Comerciários:
O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, vem a público informar, que diferentemente do que foi divulgado pelos empresários organizadores do ato que pediu a reabertura do comércio ocorrida na manhã desta segunda-feira (27), e reproduzido por alguns veículos de comunicação da cidade, a categoria não comunga com o pedido de retorno das atividades nesse momento, assim como o Sindicato, entidade oficial representativa da categoria, que em nenhum momento foi consultado pelos organizadores da atividade, sendo assim, é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes.
Além disso, vem a público denunciar, que muitos funcionários participantes do referido ato, através de denúncias anônimas, foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho. Como também denuncia a postura de alguns empresários, que dada à presença dos representantes da categoria, de maneira agressiva tentaram inviabilizar a fiscalização e o trabalho destes.
Sendo assim, repudiamos veementemente qualquer tentativa de coação aos trabalhadores e trabalhadoras, assim como qualquer pedido de retorno às atividades que desrespeitam as orientações dos organismos de Saúde e as medidas de prevenção e segurança no combate ao Covid-19 e que ponham em risco a saúde dos comerciários e de toda população campinense.
O Sindicato reitera a defesa do posicionamento que vem sendo tomado, desde o início dessa crise, de diálogo e respeito às orientações dos órgãos de saúde competentes, sejam eles internacionais, nacionais, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, como também o respeito da suspensão das atividades realizadas via Decreto Estadual e acatado pela Gestão Municipal e o retorno gradual das atividades em momento oportuno de resolução dessa crise. O Sindicato ainda defende a manutenção dos postos de trabalho, a garantia de todos os direitos, a defesa da saúde e da vida dos trabalhadores (as) e seus familiares.
Confira aqui mais detalhes:

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'E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?', diz Bolsonaro sobre recorde de mortos por coronavírus

O Brasil registrou 474 óbitos nas últimas 24h

                     Por: Folhapress 
Presidente da República, Jair Bolsonaro
Presidente da República, Jair BolsonaroFoto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (29) que lamenta, mas não tem o que fazer em relação ao novo recorde de mortes registradas em 24 horas, com 474 óbitos, ultrapassando a China no número total de óbitos pelo novo coronavírus.

"E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", afirmou ao ser questionado sobre os números.

Bolsonaro disse que cabe ao ministro da Saúde, Nelson Teich, explicar os números.
O recorde diário anterior do Brasil era de 23 de abril, com 407 novas vítimas. É agora o nono país com mais mortes no mundo. Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, ao todo 5.017 pessoas morreram por Covid-19. A China, por sua vez, registra 4.637 mortos, segundo a Universidade Johns Hopkins, nos EUA, que monitora a pandemia.

A primeira morte por coronavírus na China (e no mundo) foi confirmada em 11 de janeiro. No Brasil, a confirmação do primeiro óbito ocorreu em 17 de março.Em número de pessoas infectadas, o país tem 71.886 casos confirmados e está em 11º lugar, ainda atrás da China, que tem 83.938 casos.


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Câmara aprova o fim da escala 6x1, numa das maiores vitórias do governo Lula

  Proposta recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. No segundo turno, foram 461 votos por mudanças nas jornadas de trabalho e 19 contra...